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16/01/2011

Ano Internacional das Florestas em 2011

O ano 2011 foi declarado pela Organização das Nações Unidas o Ano Internacional das Florestas. Pretende-se com isto chamar, aumentar a sensibilização das questões relacionadas com a gestão sustentável, conservação e desenvolvimento sustentável de todos os tipos de florestas, para benefício das gerações presentes e futuras.
Trago aqui este tema para alertar e deixar umas ideais, pois as nossas florestas foram abandonadas há muito tempo e após o grande incêndio de 2009 o que se viu foi o corte das árvores queimadas e não só.
Ontem a tarde dei um passeio pelo alto da Carrola, pela área ardida, onde verifiquei alguma regeneração de sobreiros e pinheiros, mas esta regeneração podia ser muito mais com uma ajuda, espalhando sementes e limpando os restos de madeira que não arderam.
Não se pode desanimar, tem que se lutar por uma freguesia mais verde, devia-se pensar em estratégias conjuntas, mesmo que muitos proprietários não possam trabalhar a terra pelas mais variadíssimas situações. Porque não criar uma cooperativa ou associação para a gestão desses terrenos, reflorestar as áreas de floresta e cuidar dos olivais, produzindo uma marca de azeite que o lucro da venda seria para investir na gestão dos terrenos. Esta ideia irei debater noutro post.
Devem ser escolhidas as melhores espécies que se adaptam na nossa terra. Ontem fiquei surpreendido com a quantidade de sobreiros que estão a rebentar, como sabem do sobreiro retira-se a cortiça e a bolota para engorda dos suínos, são tudo sectores que se deveriam apostar para rentabilizar o investimento feito e não deixar a floresta ao abandono.
Para terminar informo que o Governo Civil da Guarda lançou em Dezembro passado uma campanha “F de Florestar” que visa oferecer e apoiar as iniciativas de reflorestação de áreas ardidas.
Gostava de ver a floresta do Casteleiro novamente verde, há que pensar nisto, pois daqui a 3 ou 4 anos está tudo cheio de mato e a regeneração natural não consegue sobreviver aos constantes incêndios, a floresta precisa da nossa ajuda.





"Ambiente agrícola e espaço florestal"
espaço de opinião de autoria de Ricardo Nabais

10/01/2011

Charcos com vida

Hoje trago-vos mais uma iniciativa: a campanha “Charcos com Vida” que pretende incentivar as entidades aderentes a descobrir, valorizar e investigar os charcos e a sua biodiversidade. Para tal, as entidades são convidadas a realizar um conjunto de actividades de exploração científica e pedagógica, que visam contribuir para o conhecimento da biodiversidade e importância destes habitats, bem como sensibilizar e mobilizar a comunidade escolar e local para a preservação dos charcos enquanto reservatórios de biodiversidade e laboratórios vivos.
Esta campanha é direccionada para todas as escolas nacionais do ensino básico e secundário, sendo aberta à participação de outras entidades, como associações, câmaras municipais, centros de educação ambiental e particulares. Consoante a existência de charcos nas redondezas ou a disponibilidade de terrenos próprios com condições apropriadas, as entidades aderentes poderão adoptar um charco natural em áreas próximas ou construir um nas suas instalações, segundo as instruções fornecidas. Retirado daqui .
Para além desta campanha que vos apresento aqui esta semana, penso que se devia cartografar todos os pontos de água da freguesia bem como os acessos, que tipos de veículos conseguem aceder e, mais importante que estar cartografado, é estar sinalizado para que todos os intervenientes que precisem de aceder aos pontos de água saibam onde se localizam.
Cada vez mais é importante participar nestas campanhas e fazer um trabalho activo em todas as áreas que possam estar presentes na nossa freguesia.
Para a próxima semana falaremos de florestas, pois este ano é o Ano Internacional das Florestas.







"Ambiente agrícola e espaço florestal"
espaço de opinião de autoria de Ricardo Nabais

06/12/2010

Biodiversidade Nocturna



O ano que está quase a terminar foi o Ano Internacional da Biodiversidade, como já aqui tinha referido anteriormente. Hoje, escrevo para divulgar um projecto em que me inscrevi e que pode ter interesse para a nossa Freguesia, saber as espécies de aves nocturnas que existem.
Consiste na observação de cinco pontos dentro da área da freguesia, escutar durante 10 minutos e seguir para outro ponto e repetir esta visita três vezes por ano.
Este projecto é desenvolvido pela SPEA (http://www.spea.pt/) – Sociedade Portuguesa do Estudo das Aves e designa-se Programa de Monitorização de Aves Nocturnas em Portugal Continental, ou Grupo de Trabalho Aves Nocturnas.
Principais objectivos do GTAN

1. Aumentar o conhecimento sobre as aves nocturnas (Strigiformes e Caprimulgiformes) em Portugal, através da promoção de estudos sobre estas espécies.
2. Identificar prioridades de conservação e promover a implementação de medidas de conservação dirigidas às aves nocturnas.
3. Compilar e divulgar a informação existente sobre aves nocturnas em Portugal.
4. Promover acções de sensibilização sobre as aves nocturnas.

As espécies que poderemos ter são:
Coruja-das-torres Tyto alba
Bufo-pequeno Asio otus
Mocho-d'orelhas Otus scops
Coruja-do-nabal Asio flammeus
Bufo-real Bubo bubo
Noitibó-cinzento Caprimulgus europaeus
Mocho-galego Athene noctua
Noitibó-de-nuca-vermelha Caprimulgus ruficollis
Coruja-do-mato Strix aluco Alcaravão Burhinus oedicnemus

Quem souber em que zonas da nossa freguesia se podem encontrar algumas destas aves, deixe aqui comentário.
Quem quiser participar nas actividades comigo é só dizer.
Penso que este tipo de iniciativas tem importância para colocar o Casteleiro nos mapas deste tipo de projecto. Podemos ter alguma espécie importante a preservar e não a podemos deixar desaparecer.
Gostaria em breve de poder iniciar também um estudo da flora da nossa freguesia. Entendo que tem todo o interesse, para preservar as espécies existentes, uma vez que algumas podem estar a desaparecer com o progressivo abandono da agricultura.





"Ambiente agrícola e espaço florestal"
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13/06/2010

O dia da tosquia

Com o evoluir dos tempos, também na agricultura se viram várias árduas tarefas tornarem-se um pouco mais fáceis com ajuda de maquinaria e utensílios que antes não existiam.
Hoje trago um exemplo disso pois já não se vê ninguém a tosquiar as ovelhas com ajuda de uma tesoura específica para este trabalho, como ilustra a foto.
Estas tesouras eram compradas nas feiras e mercados da região, muitas vezes os pais ofereciam aos filhos esta ferramenta que tinham que saber utilizar.
Como era um trabalho duro, a maioria dos utilizadores enrolavam uns farrapos em volta da pega ou mesmo lã para não fazer doer as mãos, uma vez que os rebanhos eram enormes e levava imenso tempo a tosquiar uma ovelha.
Era preciso apernar (prender as quatro patas da ovelha) para não se conseguir levantar e facilitar o trabalho). Na altura a lã tinha bom preço e muitas famílias utilizavam o dinheiro da venda, para pagar dividas/ pagar rendas ou mesmo a compra de novos terrenos, com o passar do tempo o preço da lã começa a baixar e o número de rebanhos na região também.
Hoje em dia os poucos que há são mais sofisticados e a tosquia é feita mecanicamente. O preço da lã não dá para pagar ao operador da máquina e normalmente são alugados.
Fica uma imagem de eu próprio a tosquiar uma ovelha usando a máquina.
Quem souber mais sobre esta tradição agradeço que deixe nos comentários.




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07/04/2010

Biodiversidade para todos

No outro dia escrevia neste post, sobre conhecer a fauna e flora do Casteleiro, com a ideia que em breve vamos começar a descrever as espécies que podemos encontrar pela freguesia.
Dei o titulo de biodiversidade para todos por duas razões: a primeira é que este ano se assinala o ano internacional da biodiversidade, no decorrer do qual serão realizadas várias actividades sobre a biodiversidade, algumas para sensibilizar, outras de caracter cientifico para estudar algumas áreas de conservação das espécies e habitats, e a segunda porque encontrei na internet uma nova associação com a designação “Biodiversity4all”, que podem ver aqui. Esta associação pretende juntar o maior número de participantes para registar as observações. Existe uma grande lacuna a nível nacional de registo de biodiversidade a nível de fauna e ainda mais de flora, embora existam regiões onde se efectuaram estudos que ainda prosseguem.
Eu já estou registado e efectuei três registos na freguesia mas espero que este numero vá aumentando. Seria interessante a colaboração de todos por forma a aumentar este número de observações na fresguesia. Assim, apelo à participação de todos e desafio mesmo o Centro de Animação Cultural do Casteleiro a desenvolver uma actividade no âmbito do ano internacional da biodiversidade.
Boas observações, e vamos lá colocar a freguesia no mapa deste projectos que são gratuitos e podem trazer frutos no futuro....





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25/03/2010

A Primavera chegou!






Entrou no passado Sábado, dia 20 de Março, pelas 17:38 horas, a estação do ano mais bonita que podemos ter a seguir a um Inverno chuvoso e frio e que nos brindou com alguns mantos brancos de geada e neve.
Os mais atentos já devem ter reparado na árvores de fruto que estão a dar o ar da sua graça, com as suas flores rosadas e brancas, entre amendoeiras, pessegueiros e abrunheiros. São as chamadas de fruto com caroço, que começam nesta nova estação e iniciam mais um ciclo de flor, folhas e fruto, para podermos degostar no final da primavera, início do Verão.
Existem espécies que precisam de dois exemplares diferentes para haver polonização das flores que mais tarde vão originar o fruto. A espécie mais conhecida deste caso é o kiwi que, dizem, ser um exemplar masculino para dois exemplares femininos. A polonização não é mais que: o polén masculino fecunda o feminino, podendo ocorrer de várias formas, através do vento ou dos insectos. Um dos insectos mais importantes para a polonização são as abelhas que andam sempre de flor em flor à procura do melhor nectar, transportando o polén de umas flores para outras sem se aperceberem que estão ajudar a continuidade da biodiversidade e da humanidade.



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04/03/2010

A recuperação lenta da área ardida

No fim de semana passado, numa das noites, encontrei um porco espinho numa estrada da nossa freguesia. Quase que o ia atropelando, mas consegui desviar a tempo. Parei para confirmar se ainda estava vivo e tirei uma foto.
Curioso que, mal sentiu a minha aproximação, enrolou-se todo para se proteger, movia-se lentamente tipo um caracol.
É bom encontrarmos estes animais, é sinal que o ecossistema está a recuperar do incêndio e que existem sobreviventes que vão colonizar novamente o espaço.
O ano tem sido chuvoso, o que não ajuda muito para áreas ardidas, uma vez que está a lavar as cinzas e a levar o banco de sementes que ainda poderia existir no solo.
Se encontrarem mais bicharada comuniquem, para irmos acompanhando a recuperação da área ardida.
A nível de flora também já se começam a ver algumas espécies a florir. Ficará para outro post.



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08/01/2010

Conhecer a fauna e flora do Casteleiro

Olá a todos, mais uma vez espero que 2010 tenha começado bem. Aqui, pelo Viver Casteleiro, vou lançar uma nova temática para interagir com os visitantes.
Sendo eu um apaixonado pela flora, termo que se utiliza para designar plantas herbáceas, arbustos e árvores, já que a fauna designa a parte animal desde os pequenos mamiferos as aves e insectos, tendo depois cada grupo a sua designação especifica, lanço o desafio para quem quiser conhecer alguma espécie de planta ou animal existente na freguesia, ou mesmo fora dela, que me envie fotos ou uma boa descrição, para eu conseguir identificar, e falaremos aqui um pouco de cada uma.
Podendo dar um toque em especial às que tiverem finalidade Aromática e Medicinal designadas PAM.
Que se pretende com este desafio? Dar a conhecer e sensibilizar as pessoas para a diversidade de espécies que podem existir numa determinada área. Chamando atenção para algumas espécies estarem protegidas e não se poderem destruir.
Espero que seja útil este desafio pois, no final de algum tempo, teremos uma listagem de espécies e quem sabe não editaremos um guia para distribuir a quem nos visite.
Quanto às aves é interessante pois há programas a nivel nacional cuja função é registar o primeiro avistamento de espécies migratórias que venham passar uma estação cá ou estejam de passagem nas suas rotas migratórias.
Existe uma associação a nivel nacional designada SPEA – Sociedade Portuguesa do Estudo das Aves http://www.spea.pt/ que concentra esses registos e faz um relatório anual dos avistamentos.
Deixo o blogue dos censos das cegonhas em implementação no distrito da Guarda. http://www.censosdacegonha.blogspot.com/
Existem alguns blogues e sites que podem dar uma ajuda na identificação das espécies. Se alguém estiver interessado eu posso indicar.
Bom Ano a todos.



"Ambiente agrícola e espaço florestal", espaço de opinião de autoria de Ricardo Nabais

30/12/2009

Apoiar as nossas instituições

Para os mais desatentos, saiu há pouco tempo mais um medida do governo para incentivar o emprego e reduzir o desemprego, através da medida INOV-SOCIAl. Podem descarregar o documento clicando aqui.
Estabelece o regime de concessão dos apoios técnicos e financeiros da medida INOV-SOCIAL, define as respectivas normas de funcionamento e acompanhamento e aprova o Regulamento da referida medida.
Descidi escrever estas linhas porque, para quem não me conhece, além da preocupação ambiental que tenho e desenvolver a minha actividade profissional no sector florestal e conservação da natureza, também me preocupo com o interior e o desenvolvimento local bem como o seu futuro, daí apoiar algumas associações que têm um papel importante no desenvolvimento do concelho.
Queria com isto dar um contributo aos dirigentes das nossas intituições, nomeadamente o Centro Cultural e o Lar que têm aqui a possibilidade de ter um estagiário durante 12 meses das áreas que engloba o inov-social. Até mesmo o Clube de Caça e Pesca poderia ter uma pessoa do ramo da engenharia florestal ou recursos naturais para fazer uma melhor gestão da zona de caça.
Gostaria de ver, ainda, o Centro Cultural com outra dinâmica, fazendo mais actividades. Estou disposto a colaborar para manter a instiuição viva.
Acho que não podemos deixar fugir estas oportunidades, ajudando as gentes da freguesia ou mesmo do concelho a manterem-se por cá. Só com o esforço de todos iremos conseguir manter o interior vivo.
Aproveito para desejar boas festas e que 2010 seja um ano cheio de novos projectos e iniciativas pela nossa freguesia.


"Ambiente agrícola e espaço florestal", espaço de opinião de autoria de Ricardo Nabais

15/12/2009

Novo Código para o Sector Florestal

No passado dia 5 de Dezembro, estive numa sessão de apresentação do código florestal, organizado pela Unidade de Gestão da AFN nas suas instalações da Guarda. Desde já os parabéns pela organização e pela acção, penso que as associações florestais bem como juntas de freguesia deviam seguir este bom exemplo.
Para quem não sabe ou ouviu falar no código florestal, é o novo diploma que irá manter a ordem no sector florestal e que agrupa uma série de decretos leis e portarias, algumas muito antigas, num só. Estamos a falar do Decreto-Lei n.º 254/2009, de 24 de Setembro, que irá entrar em vigor no próximo dia 23 de Dezembro de 2009. Muito haveria para escrever nestas linhas mas será mais fácil descarregarem o documento aqui.
Chamar atenção só para alguns aspectos que antes não estavam regulamentados e que agora vai ser obrigatorio cumprir: pedido de autorização por escrito aos próprietários dos terrenos para fazer recolha de cogumelos e plantas aromáticas, bem como fazer pastoricia isto em terrenos particulares. Caso se trate de matas públicas do Estado, sob gestão da AFN ( Autoridade Florestal Nacional) ou as áreas protegidas sob a gestão do ICNB ( Instituto de Conservação da Natureza e Biodiversidade), terão que pedir uma licença e pagar a devida taxa.
Nada melhor que ler o documento na integra. Deixo aqui o desafio à Junta de Freguesia do Casteleiro, para fazer uma sessão de divulgação/sensibilização com as entidades competentes ou a AFN ou membros da associação de produtores florestais OPAFLOR, para informar os interessados da Freguesia do Casteleiro e quem quiser aparecer. Penso que seja muito importante fazer a divulgação do diploma para não virem a sofrer coimas, que bem pesadas são.
Existe também uma declaração de Rectificação n.º 88/2009, DR n.º 227, série I, de 2009-11-23 que Rectifica o Decreto-Lei n.º 254/2009, de 24 de Setembro de 2009, Código Florestal. A rectificação diz respeito ao Artigo 5.º – Norma revogatória. Aqui.
Dado estar nesta área penso que é meu dever contribuir com este pequeno gesto de divulgação e sensibilização para esta nova legislação, que vem ajudar a travar a degradação dos terrenos florestais.

Nota: A imagem é de um livro que transcreve o Decreto lei, num texto com melhor leitura que o publicado em DR. A destribuidura do livro é a DisLivro.
Caso queira tirar alguma dúvida, deixem comentários que eu responderei.
Boa semana.


"Ambiente agrícola e espaço florestal", espaço de opinião de autoria de Ricardo Nabais

29/11/2009

Limpar Portugal – Limpar a nossa Freguesia

Passou-se uma semana desde o meu primeiro post, hoje escrevo sobre outro projecto a nível nacional, mas que se pode e deve aplicar no nosso concelho e na nossa freguesia.
O projecto chama-se limpar Portugal e está aqui: http://www.limparportugal.org/ onde podem obter mais informações acerca do projecto. Mas a ideia é limpar as lixeiras que existem pelas nossas florestas a céu aberto num só dia recorrendo à ajuda de todos. Deixo as linhas orientadoras do projecto:
1) O Projecto LimparPortugal tem como objectivo limpar as lixeiras ilegais existentes no espaço florestal de Portugal no dia 20 de Março de 2010.
2) O Projecto LimparPortugal é um movimento cívico de pessoas em regime de voluntariado.
3) O Projecto LimparPortugal não aceita doações em dinheiro.
4) O Projecto LimparPortugal aceita e agradece doações de bens e serviços que possam contribuir para a prossecussão do seu objectivo (ex: luvas, sacos de lixo, disponibilização de transportes e/ou máquinas de remoção, etc..).
5) Como única contrapartida, o Projecto LimparPortugal permitirá a todas as pessoas e instituições que contribuam para o objectivo do mesmo, a utilização do logotipo do Projecto LimparPortugal na sua comunicação institucional, com a indicação de "Apoia o Projecto LimparPortugal".
6) O Projecto LimparPortugal funcionará com uma coordenação nacional e com tantas coordenações regionais (distritais e concelhias) quantas as necessárias.
7) O Projecto LimparPortugal ficará vinculado pelas decisões tomadas em reuniões presenciais, a realizar pelo menos uma vez por mês em locais a designar, abertas a todos os seus membros.
Neste site, http://www.limparportugal.ning.com/ existem grupos por concelhos e o do sabugal já tem 8 membros, mais ainda são insignificantes para uma tarefa tão árdua.
Podem-se inscrever no grupo do Sabugal clicando aqui: http://www.limparportugal.ning.com/group/sabugal .
Em conversa com o Presidente da Junta do Casteleiro, surgiu esta problemática na freguesia em que as pessoas continuavam a despejar resíduos de obras e outros para as florestas da nossa freguesia. Como podem ver na foto, este monte de resíduos foi despejado depois de ter ardido.
Infelizmente o fogo veio queimar muita área inclusive lixo ardente que se encontrava nestes locais, sobrando os restos das obras para contar a história e marcar uma lixeira ilegal, basta darem um volta por alguns caminhos da freguesia e irão encontrar alguns destes pontos. O maior e mais perto situa-se no caminho que passa por cima da Quinta da Carrola onde se encontram dois novos montes já despejados depois do fogo.
Além de podermos participar no próximo dia 21 de Março de 2010 neste projecto, a junta de freguesia está a estudar a localização de um parque para todos poderem deitar os resíduos que posteriormente serão reencaminhados para o CIRVA - Centro Integrado de Reciclagem e Valorização Ambiental situado no novo parque industrial do Sabugal no alto do Espinhal onde os entulhos serão tratados e depois reencaminhados para alguns serviços que possam utilizar este produto resultante dos entulhos.
Por isso queria deixar um apelo a todos para fazermos algo pela nossa freguesia e pelo nosso espaço florestal, não deitando lixo para o chão, contactem sempre a junta de freguesia, que eles farão o encaminhamento para um local estratégico enquanto se finaliza o estudo da localização do local definitivo para receber este tipo de resíduos.
Uma boa semana…


"Ambiente agrícola e espaço florestal", espaço de opinião de autoria de Ricardo Nabais

01/11/2009

Renascer das Cinzas

Passaram dois meses após o gigante incêndio que passou pela nossa freguesia e que deixou um rasto de destruição, pintando paredes, caminhos e troncos de árvores que restaram de negro. As primeiras chuvas já se fizeram sentir, algumas até provocando derrocadas, levando consigo pedras, pequenos ramos e cinzas que cobriam o solo despido de vegetação. Perdeu-se, assim, a riqueza das cinzas que iriam fertilizar as primeiras plantas a aparecer, como as herbáceas ou este pequeno carvalho que podemos ver na foto.
Este pequeno rebento conseguiu regenerar pouco tempo depois de o incêndio ter passado por ele, tal é a energia, a vontade de crescer e poder dar continuidade à sua espécie por muitos anos vindouros de tempestades e incêndios e outras catástrofes que poderão surgir.
Quando me fizeram o convite para colaborar no Viver Casteleiro demorei a responder, pois achava que não ia ter tempo para colaborar. Mas hoje tive um tempinho e decidi escrever. Não sei qual vai ser a periodicidade da colaboração, mas seguramente irá abordar fundamentalmente a questão ambiental agrícola e espaço florestal, pois é essa a minha área de formação e o que faço no dia a dia. Espero que este seja o primeiro de muitos posts.
E porque a vida dos nossos campos tem que continuar, e muitas vezes com tragédias como esta é que se repensa, planeia e modifica o ordenamento do território, plantando diversidade de espécies, fazendo mosaicos com campos agrícolas e campos florestais, penso que “infelizmente, já que o mal está feito” temos aqui uma boa oportunidade para repensar o ordenamento da nossa freguesia.
Para isso, e dado que estou a colaborar com o projecto da Quercus. - Associação Nacional de Conservação da Natureza (http://www.quercus.pt/), mais propriamente no projecto denominado Criar Bosques, (http://criarbosques.wordpress.com/) os proprietários de terrenos com aptidão para floresta que queriam reflorestar, podem obter mais informações naquele site. Este projecto disponibiliza plantas gratuitamente e, em troca, o proprietário tem que cuidar delas durante 35 anos, sem as poder abater.
Não podemos deixar os terrenos ao abandono como muitos já estavam e ajudar dessa forma a aumentar as dimensões do incêndio.
Quem precisar de alguma ajuda em termos de espécies a escolher e tudo mais, posso dar umas dicas.
Penso que juntos podemos fazer mais e melhor pela nossa freguesia!

"Ambiente agrícola e espaço florestal", espaço de opinião de autoria de Ricardo Nabais