08/06/2018

Terapia do Riso no Lar do Casteleiro



A Associação do Lar e Centro de Dia de São Salvador do Casteleiro, proporcionou um dia diferente aos seus utentes: Terapia do Riso.
Foi no passado dia 14 de Abril que, o dia começou ao som dos risos e gargalhadas dos vários utentes de ERPI, lar de idosos, CD e SAD.
“O riso é um comportamento próprio dos seres humanos. O número de vezes que as pessoas se riem tende a reduzir ao longo da vida, diariamente uma criança ri aproximadamente 300 vezes, um adulto 15-100 vezes e um idoso ri ainda menos. O riso pode ser treinado com recurso à terapia do riso, que se faz em grupo, num ambiente descontraído e de relação interpessoal, em sessões aproximadamente de 60 minutos.













As sessões, dinamizadas pelas terapeutas do riso, do Belorriso, são marcadas pela combinação de técnicas de respiração, alongamentos e exercícios para estimular o riso que, no seu conjunto, provocam múltiplos benefícios tanto a nível físico, como psicológico/emocional, como social em particular nas relações interpessoais. Este treino do riso assenta na evidência de que o organismo não distingue entre o riso espontâneo e um riso provocado por exercícios, produzindo os mesmos benefícios, por isso se se provocar o riso, o corpo produz os mesmos benefícios que obteria com o riso espontâneo. Assim, durante uma sessão de riso, constata-se que após algum treino se consegue alcançar o riso espontâneo muito facilmente. As pessoas idosas, como em geral se riem menos, beneficiam muito com as sessões de terapia do riso, que é um valioso contributo para a promoção e vivência de um envelhecimento digno, com qualidade, ativo e positivo.” (Maria Barbosa & Maria Miguel Barbosa.

A Direção

10/04/2018

Raptado por um oficial inglês


É do conhecimento histórico que, por ocasião das Invasões Francesas, Sortelha e todo a zona envolvente foi um dos alvos das tropas invasoras. Aliás, é bem conhecida a vitória do exército luso-inglês na famosa Batalha do Gravato, no Sabugal, a 3 de Abril de 1811. Certo é que os ingleses, depois da retirada dos franceses, ficaram por cá nomeadamente para reorganizar o exército luso, sob o comando dos generais Wellington e Beresford. E essa presença terá acontecido, também, na então capitania de ordenanças de Sortelha. O que poderá de algum modo estar na base deste facto acontecido no Casteleiro, em 1811 ou 1812.




Luís, filho do casteleirense José Martins da Costa e Maria da Costa do Vale de Lobo, nasceu em 1801. Setenta e um anos depois, a 3 de fevereiro de 1872, ficamos a saber por intermédio de um seu primo, Luís Martins Fortuna, que solicitou que o assento de baptismo fosse reescrito, que o Luís tinha sido raptado a seus pais por um oficial inglês, teria então dez ou onze anos de idade.

O porquê deste rapto, em que condições, o que lhe aconteceu, nunca o vamos saber. Quem serão os descendentes da família do Luís? Também dificilmente o saberemos. O que sabemos é que nunca mais se soube dele já que o assento é escrito setenta e um anos depois do seu nascimento.
E sabemos outra coisa. É que tantas décadas depois o casteleirense Luís não foi esquecido pelos seus, que fizeram questão de deixar para memória futura prova da sua existência e do que lhe aconteceu.
E esse foi um objectivo conseguido. Passados 217 anos estamos aqui a falar do Luís.

“Luís, filho legítimo de José Martins da Costa natural desta freguesia de Casteleiro concelho extinto de Sortelha e Belmonte, hoje do Sabugal Diocese da Guarda e de Maria da Costa ou Pires Reina, natural do Vale de Lobo concelho de Penamacor da dita Diocese , neto paterno de José Martins  Osório e de Violante da Costa , ignora-se o nome dos avós maternos por não serem desta freguesia. Nasceu no ano de mil oitocentos e um , foi solenemente baptizado pelo Reverendo José dos Santos e foi seu padrinho seu tio paterno  Manuel Martins da Costa o que tudo me foi certificado pelas testemunhas Luís Martins Fortuna primo do baptizado, de idade de setenta anos e Joaquim Gomes Rodrigues da idade de setenta e quatro anos. Em vista do alvará de autorização que me foi apresentado por Sua Exª reverendíssima o Bispo desta Diocese, Manuel Martins Manso, o qual alvará fica no arquivo desta paróquia, lavrei este assento que assino, Casteleiro 3 de fevereiro de 1872- o Vigário Joaquim Lopes Almeida. Declaro em tempo que as sobreditas testemunhas me confessaram que o baptizado foi raptado a seus pais por um Oficial Inglês em mil oitocentos e onze ou doze. Era ut supra.”






"Reduto", crónica de António José Marques




Assento de Baptismo disponibilizado por http://www.genregis.com/

18/03/2018

A caminho da Argentina


Como já referi aqui em crónica anterior denominada “A caminho do Brasil”, muitos foram os casteleirenses que, antes do surto emigratório para França a partir dos anos 50 do século passado, rumaram para aquelas paragens.
Mas antes, no início do século, foi a Argentina um dos primeiros destinos. Publicamos hoje alguns dos nossos conterrâneos que deixaram a sua terra em busca de melhor vida, de um sonho de “riqueza”, afinal, uma partida às cegas para uma terra de “promessas”.
Dos 17 casteleirenses que a seguir enumeramos, todos com destino a Argentina, 12 obtiveram passaporte em 1912, um em 1925, dois em 1927, um em 1928 e um em 1931. As informações são em alguns casos escassas, apenas filiação e/ou idade e em quatro casos reproduzimos mesmo a concessão de passaporte com foto e informações pessoais.
 
 
 
Em 1912 obtiveram passaporte José Pires Saramago, residente em Caria; José Bernardo residente em Inguias; José Ferreira, filho de António Ferreira e Domingas Pinto, casado de 39 anos; Manuel Pinto, filho de António Pinto e Luísa, casado, de 37 anos, residente em Valverdinho; Luís Moita, filho de João Moita e Luísa da Costa, casado, de 30 anos; António Carvalho, filho de Manuel Carvalho e Maria do Carmo Soares, casado, de 28 anos; Manuel Marques, filho de Joaquim Marques e Caetana, casado, de 28 anos; Manuel Machado, filho de João Machado e Maria Emília Soares, solteiro, de 24 anos; Valentim, filho de José Valentim e Maria Nabais, casado, de 24 anos; Manuel Lourenço Capelo, filho de José Lourenço Capelo e Isabel Justiça, casado, de 31 anos; Manuel Valente, filho de António Valente e Theodora Correia, casado, de 31 anos; Manuel José Valentim, filho de José Valentim e Maria Nabais Cameira, casado, de 32 anos.
 
 
A única mulher que surge com passaporte para Buenos Aires é Flamina Clara Cameira, em novembro de 1925, mas sem qualquer indicação de filiação ou idade.
Em 2 de Janeiro de 1927 obtém passaporte José Fonseca, filho de Eduardo Fonseca e Emília Fonseca, de 29 anos (primo direito da avó materna do autor desta crónica) e em 23 de Novembro de 1927 obtém passaporte Francisco Afonso, filho de José Afonso e Maria do Rosário, casado, de 46 anos.
Em Janeiro de 1928, emitido passaporte a João Nabais, filho de José Maria Nabais e Conceição de Jesus, solteiro de 24 anos.
Por último, em 9 de Dezembro de 1931, Fermino Pinto, filho de Joaquim Pinto e Maria Bárbara Gonçalves, viúvo, de 46 anos, obtém passaporte com destino a Montevideu.
 
 
 
 
 
 
"Reduto", crónica de António José Marques

Assembleia Geral do CACC


14/02/2018

Prevenção de Incêndios Florestais

A Junta de Freguesia realizou no passado dia 4 uma acção de sensibilização da população para o facto de, a partir do dia 15 de Março, no âmbito da legislação em vigor, os proprietários, arrendatários, usufrutuários ou entidades que, a qualquer título, detenham terrenos confinantes a edifícios inseridos em espaços rurais, serem obrigados a proceder à gestão de combustível numa faixa com largura não inferior a 50 metros, medida a partir da alvenaria exterior do edifício, sempre que esta faixa abranja terrenos ocupados com floresta, matos ou pastagens naturais. Em torno dos aglomerados populacionais a faixa é de 100 metros.
O incumprimento desta legislação incorre na aplicação de coimas que variam entre 280 e 10 mil euros para pessoas singulares e 1.600 a 120 mil euros para pessoas colectivas.
A Junta de Freguesia de Casteleiro encontra-se disponível para prestar quaisquer esclarecimentos sobre esta medida, presencialmente ou pelo email jf-casteleiro@sabugal.pt
Santo Amaro
Carrola
Valverdinho
Casteleiro


15/01/2018

Passagem de Ano na Casa da Esquila

Mais uma PASSAGEM DE ANO NA CASA DA ESQUILA e, se as anteriores foram do agrado geral, esta, em grande número de presentes, com a ementa de
ENTRADAS na sala do Gourmet
SOPA no alindado Salão
TRÊS PRATOS
BEBIDAS
SOBREMESA
CAFÉ E DIGESTIVOS
PASSAS E CHAMPAGNE
BUFFETS DA MEIA-NOITE na sala do Gourmet, foi uma PASSAGEM DE ANO fantástica e acolhedora.

Com votos e certezas de que para o ano a PASSAGEM DE ANO será igual ou melhor ainda, resta-nos, assim, agradecer à CASA DA ESQUILA, na pessoa do seu proprietário, Chef Rui Cerveira, um sincero agradecimento pelo excelente e eficiente serviço.  

 
 











Daniel Machado