12/04/2015

FESTA DA CAÇA - Programa


Nos próximos dias 2 e 3 de Maio as ruas e largos do Casteleiro voltam a ganhar cor e muita animação coma realização da IV edição da Festa da Caça, uma iniciativa promovida pela Junta de Freguesia.
Dois dias repletos com eventos com eventos ligados à caça (Largada de Pombos, Prova de Santo Huberto, exposição de cães e demonstração de falcoaria), mas também muita animação musical (Grupo de Acordeonistas, Grupo de Bombos de Vales do Rio, Danças e Cantares da Vila do Carvalho e, ainda, a actuação da Desertuna-Tuna Académica da UBI e dos Grupos “Osíris” e “Logo se vê”.
No dia 3, domingo, realizar-se-á um Passeio Equestre por terras do Casteleiro e, em colaboração coma Câmara do Sabugal, a Caminhada “Rota dos Casteleiros”, com um percurso em direcção a Sortelha, através da calçada agora recuperada e regresso ao Casteleiro.
Nesta IV edição, a Festa da Caça conta com uma área de exposições de 45 pavilhões, com enfoque nos produtos locais e regionais, tasquinhas, artesanato e produtos relacionados com o sector da caça, com destaque para o Tiro Virtual (lasershot).
Igualmente os mais novos terão um espaço e actividades próprias, nomeadamente pinturas faciais, modelagem de balões, jogos tradicionais, leitura de contos e desenho bem como a apresentação da peça infantil “O Caçador e o Pescador”.

Nos dias 2 e 3 de Maio aceite o desafio, participe na Festa da Caça, visite e parta à descoberta da secular aldeia de Casteleiro!


01/04/2015

O SERINGADOR faz 150 anos - Abril


“É seringando que ensino/Como se planta o pepino/Os tomates e a beringela,/Pois em qualquer estação/Para haver boa produção/É com a minha seringadela.

Abril vem do latim Aperire, abrir: é o mês em que abrem os botões.
O tempo estará vário.
Para trás ficaram os dias e as noites escuras e frias. Com o equinócio da Primavera (20 de Março), a hora mudou. Os dias já são maiores, as manhãs mais claras e as tardes solarengas. A contrastar com o cinzento invernoso, os campos encontram-se repletos de cor, cheiros … de vida. Agora, a natureza desafia o homem para a sua festa – a festa das flores! Quem resiste a tamanha beleza?
Há que arregaçar as mangas: tratar das árvores de fruto, retirar-lhes os rebentos gulosos e ladrões e combater as pragas florestais. As terras de pousio devem ser remexidas para receber novas sementeiras. A poda das videiras deve estar concluída. É altura de cavar as vinhas.
Devem iniciar-se as sementeiras de milho nas terras secas. Quem quiser, é altura de semear o linho, pepinos, alhos-porros e alfaces.
Neste mês limpam-se as colmeias das aranhas e afins.

Rifões populares do mês de ABRIL:
“Água que em abril ficar, no verão há-de regar”
“Vinha que rebenta em abril dá pouco vinho para o barril”
“A sardinha de abril é vê-la e deixá-la ir”






“A Minha Rua”, Joaquim Luís Gouveia




18/03/2015

Dia da Mulher no Lar de São Salvador



No âmbito da comemoração do Dia Internacional da Mulher, desenvolveu-se um pequeno debate com os utentes nas instalações da Associação do Lar e Centro de Dia de São Salvador subordinado ao tema “O papel da Mulher na sociedade atual”.
Este assunto suscitou junto dos nossos utentes uma grande adesão onde o interesse, a curiosidade e novos fatos apresentados, criaram uma dinâmica de interação entre utentes e moderadoras. As utentes da associação foram presenteadas com uma flor em tecido, elaborada na instituição de forma a homenagear todas as mulheres. 

No passado dia 8 de Março realizou-se também um jantar de comemoração do Dia da Mulher, destinado a todas as colaboradoras e respetivas famílias. Num ambiente de convívio e animação a noite foi de confraternização entre todos os presentes. As colaboradoras da instituição foram também presenteadas com uma flor. 



16/03/2015

Dia do Pai



O DIA DO PAI, aliado à celebração da Festa litúrgica de S. José, esposo da Virgem Maria e Pai adoptivo do Menino Jesus, comemora-se no dia 19 de Março.
Para com alegria e comemoração deste dia 19 de Março, DIA DO PAI, dedico a todos os pais, com consideração e estima, este poema, extraído do meu livro ”Pedaços da Minha Vida-Outros Poemas”:
 
SER PAI…

Ser pai…
Fruto de uma união,
É ter um filho
Com amor e paixão;

Ser pai…
É, com esperança, ter
Um dia feliz,
Quando o filho nascer;

Ser pai…
É partilhar, nas tristezas e nas alegrias,
Com todos
E todos os dias;

Ser pai…
É saber ouvir serenamente,
Para ser ouvido também
Por todos atentamente;

Ser pai…
É perdoar, para ser perdoado,
Quando, por outro caminho,
Andar desencaminhado;

Ser pai…
É amar a esposa e os filhos também,
E, porque não,
Com todos dar-se bem;

Ser pai…
É sorrir com rasgos de harmonia,
Para que no lar
Haja paz e alegria;

Ser pai…
É trabalhar e abrir o coração,
Para que em casa
Haja amor e não falte o pão;

Ser pai…
É unir a família, afinal,
Com a palavra e o exemplo,
E, por todos seguido, por igual;

Ser pai…
É para Deus o devido agradecimento,
Por ser um pai assim,
E para a família, reconhecimento;

Pai é ser pai…
Mas, quando não se tem mãe
Ser pai…
É ser pai e mãe também.






Daniel Machado




03/03/2015

O SERINGADOR faz 150 anos - MARÇO



150 anos é o tempo que nos separa desde a fundação do SERINGADOR até aos nossos dias. Reportório que ainda hoje apresenta o seu formato inicial, impresso a preto sobre a folha de papel A4 branca dobrada ao meio.
Antigamente podia ser comprado nos mercados (Sabugal, Belmonte…) ou comércios onde se vendia um pouco de tudo; refiro-me a título de exemplo “o Depósito – o melhor do comércio local de então”, no Sabugal, local onde atualmente se situa a Caixa de Crédito Agrícola Mútuo. Hoje podemos encontrar o SERINGADOR em qualquer papelaria ou quiosque de venda de jornais.
Com base neste auxiliar e com ajuda da sabedoria do nosso povo aqui vos deixo alguns conselhos úteis para o mês de MARÇO.

MARÇO – dia 20, chegada da primavera (22h 45min)
Algum frio, pouca chuva e tempo nublado. Tempo variado.
No jardim devem ser podadas as roseiras, devendo ser cortadas na ligação com o pé-mãe e aproveitar as varas cortadas para plantação.
Na adega o vinho deve ser passado a limpo, retirando-o das borras.
No campo plantam-se as batatas e semeiam-se espargos, morangueiros, pepinos, melões, milho, alfaces, cenouras, linho e grãos. Nas terras quentes devem plantar-se as figueiras. Deve-se plantar o cebolo. Enxertam-se damasqueiros e pessegueiros.

Rifões populares do mês de março:
“Páscoa em março, ou fome ou mortaço”
“Quando troveja em março, semeia no alto e no baixo”
“Em março chove cada dia um pedaço”
“março pardo, antes enxuto que molhado”







 "A Minha Rua", Joaquim Luís Gouveia



01/03/2015

FESTA DA CAÇA - 2 e 3 de MAIO de 2015

Iniciamos hoje a apresentação do Programa
 da Festa da Caça do Casteleiro.

DIA 3 de MAIO - 08.30H

PROVA DE SANTO HUBERTO

Está já assegurada a realização de uma prova de Santo Huberto na Festa da Caça do Casteleiro organizada pela Federação de Caça e Pesca da Beira Interior. Uma prova que conta para apuramento do campeonato nacional.
As provas de St Huberto são direccionadas a caçadores com cão de parar que, num determinado percurso definido pelo juiz, são avaliados pelo desempenho de cão e caçador. Neste tipo de prova são aspectos avaliados pelos juízes a forma correcta de abordar o terreno a caçar, o respeito pela natureza, o cumprimento das regras de segurança que devem ser observadas no decorrer do acto venatório, o espírito desportivo, a ética, o sentido ecológico do caçador, a ligação com o seu cão, a forma como este sinaliza a caça (paragem), obedece às ordens, respeita o levante da caça e o tiro, a forma como cobra a peça abatida e a entrega ao dono.





22/02/2015

Faz hoje 300 anos houve boda na Aldeia!



Casteleiro, 22 de Fevereiro de 1715. Faz hoje exactamente 300 anos. Era sexta-feira. Na aldeia, alguns dos cerca de 450 habitantes devem ter interrompido os trabalhos do campo. Havia casamento e, certamente, boda na casa da noiva.
Manuel de Proença, (viúvo de Maria Esteves de Peraboa), filho de Manuel de Proença e Maria da Costa, casou com Luísa Cerveira, do Casteleiro, filha Manuel Luís Agostinho (de Famalicão) e de Maria Cerveira natural do Casteleiro. O padre cura foi António Luís de Brito a as testemunhas outros dois padres residentes na aldeia: Sebastião Pires e Manuel Mendes.
Mas este foi um mês com três bodas. No domingo anterior, 17 de Fevereiro, tinham casado Manuel Fernandes com Isabel Gonçalves. Ele, natural da Capinha e ela do Casteleiro, filha de Francisco Gonçalves e Ana Lourenço. As testemunhas foram António Fernandes Bernardo e Pedro Vicente.
Também no dia 28 de Fevereiro, Pascoal Rodrigues casou com Teresa Lourenço, ambos naturais e residentes no Casteleiro. Ele, filho de António Rodrigues e Maria Pinto e ela filha de Manuel Cerveira e Maria Lourenço. As testemunhas foram o padre Manuel Mendes e Pedro Vicente.
Há 300 anos, três casamentos no espaço de dias. E, assim, crescia a Aldeia!
Onde estão e quem são os descendentes destas famílias?






"Reduto", crónica de António José Marques




Nota: O Reduto do Casteleiro, que dá título a esta crónica, terá sido ponto central da Aldeia. Esse facto será oportunamente demonstrado com evidências. Assim como a existência, essa documentada militarmente como local fortificado, de um outro Reduto no arrabalde da Aldeia.


13/02/2015

Domingo há "Testamento do Galo"


O Centro de Animação Cultural do Casteleiro, em conjunto com os meninos da catequese, vai realizar o tradicional evento do “Testamento do Galo”, no próximo domingo, dia 15, pelas 14.30h, no Largo de São Francisco.

Está convidada toda a população e amigos para vir aplaudir os mascarados e ouvir as dedicatórias do famoso “Testamento ”.


12/02/2015

O SERINGADOR faz 150 anos


Com o seu “Reportório Crítico-jocoso e prognóstico”, o SERINGADOR faz agora 150 anos. É um almanaque que ao longo do tempo tem granjeado muitos leitores, uns para acompanharem as previsões meteorológicas, outros para seguirem os conselhos do calendário agrícola ou ainda para saber quando são os mercados e feiras lá da vila.
Com base neste auxiliar e com ajuda da sabedoria do nosso povo proponho-me deixar aqui, mensalmente, alguns conselhos a nível da meteorologia e dos trabalhos agrícolas.

FEVEREIRO: Bom tempo. Tempo húmido. Tempo frio.
Acabam-se as podas e lá para o fim do mês iniciam-se as enxertias. Planta-se o cebolo.
As terras que irão receber as sementeiras já devem estar lavradas, devendo agora ser revolvida novamente para arejar. Surriba-se a terra para plantar vinhas e pomares. Deve-se estrumar a terra para os batatais. Enxertar macieiras, pereiras e outras árvores semelhantes. Plantar laranjeiras e limoeiros, álamos e loureiros. Semeia-se aveia, rabanetes, couve-flor, brócolos, repolhos, cenouras, cebolas, espinafres, beterrabas para temporão.

Rifão popular do mês de fevereiro:
“Para fevereiro, guarda a lenha no quinteiro”
“Lá vem fevereiro, que leva a ovelha e o carneiro”
“Chuva de fevereiro vale em estrumeiro”

… até ao próximo mês março!







"A Minha Rua", Joaquim Luís Gouveia




07/02/2015

Rastreio de visão prossegue todas as semanas
























Prossegue a bom ritmo o rastreio de visão de toda a população do Casteleiro. Agora, todas as quintas-feiras, profissionais da área detectam, encaminham e propõem soluções para as patologias encontradas.


02/02/2015

Nossa Senhora das Candeias



Hoje, dia 2 de fevereiro celebra-se a Nossa Senhora das Candeias. Como diz o povo "se Nossa Senhora das Candeias estiver a rir está o Inverno para vir, se estiver a chorar está o Inverno a passar", ou seja, a presença de um dia solarengo pode ser mau presságio pois tal significa que ainda temos mais uns tempos de invernia.
Esta celebração da Senhora das Candeias está, sobretudo, relacionada com a importância do azeite, quer como elemento fundamental na dieta mediterrânica, quer como produto utilizado na cura de algumas doenças, quer ainda como produto utilizado em práticas religiosas. Por fim, é preciso não esquecer a importância do azeite para alumiar, dar luz, sobretudo num tempo, já longínquo, em que a eletricidade ainda estava distante das nossas aldeias do interior. Assim, em dia de Nossa Senhora das Candeias é tempo de agradecer o azeite conseguido na temporada anterior e pedir um ano cheio de azeite pois este é bem precioso e é preciso agradecer esta dádiva.
Como hoje o tempo está mais para chorar do que para rir, talvez seja um bom sinal para o inverno abalar e preparar a natureza para o “milagre da multiplicação”.






"A Minha Rua", Joaquim Luís Gouveia





25/01/2015

Os Largos...

Agosto
Janeiro

 
 

 
 
 
 
 
Este é o Largo que dá nome a esta crónica: Reduto!
Uma foto é do mês de Agosto. Um Largo cheio, onde se adivinha vida! A outra foto é deste mês de Janeiro. Um Largo vazio, triste!
Este poderá ser o ex-libris do Casteleiro. E também de quase todas as aldeias do concelho. Esta é a frieza da realidade. Estes são os factos!
Em 2013 escrevi que é urgente mudar, é urgente assumir rupturas. Hoje, reescrevo com a mágoa da incapacidade de mudança. Esta é uma luta desigual. Pior que a inexistência de receitas milagrosas, é constatar que continua a não existir qualquer receita por parte de quem tem essa missão, essa obrigação.
Mas, em nome de quem construiu as ruas, as calçadas e os largos, do Casteleiro e das aldeias do secular concelho do Sabugal, a palavra desistir tem que ser banida.
E relembro uma frase escrita há 500 anos por Maquiavel: “Onde há uma vontade forte, não pode haver grandes dificuldades”.
 


"Reduto", crónica de António José Marques










Rastreio de visão da população do Casteleiro


No âmbito do projecto em curso no Casteleiro desde há cerca de um ano – “Sistema de Vigilância Demográfica” que acompanha a saúde da população, vai realizar-se nos próximos dias 29 e 30, quinta e sexta-feira da próxima semana, entre as 11 e as 17 horas, no Largo de São Francisco, um rastreio de visão, gratuito e aberto a todos os interessados.
Esta acção, de iniciativa da Junta de Freguesia, conta com o apoio da Unidade Local de Saúde da Guarda, que disponibiliza a sua unidade móvel de oftalmologia, técnicos da Universidade da Beira Interior e a liderança técnica do Centro de Investigação e Desenvolvimento da Beira, entidade responsável por todo o projecto.
Os primeiros resultados do estudo estão a ser analisados e trabalhados pelos investigadores e o problema de visão da população é já uma das evidências. Com este rastreio vai ser possível detectar, em concreto, quais os problemas e encontrar soluções ou encaminhamento para o seu tratamento.
 
 

18/01/2015

Eleições no Lar de São Salvador


A lista A, encabeçada pela actual presidente Sandra Fortuna, venceu as eleições ontem realizadas para os órgãos sociais do Lar de São Salvador do Casteleiro, para o quadriénio 2015/2018. Os associados da instituição reconheceram de forma clara o excelente trabalho realizado nos últimos anos, reconduzindo a equipa directiva com a expressiva votação de 173 votos contra apenas 66 da lista B. Ganhou o Casteleiro!

DIRECÇÃO
Presidente: Sandra Fortuna
Vice-Presidente: Jaime Rodrigues
Tesoureiro: Vítor Fortuna
Secretário: Joaquim Gouveia
Vogal: Isabel Ângelo

Suplentes
António Luzio
Albertino Lopes
Carlos Nabais
Manuel Leal
Albertino dos Reis

CONSELHO FISCAL
Presidente: Ricardo Fortuna
Vogal: Rui Proença
Vogal: Carolina Gonçalves

Suplentes
José João
Fernanda Paiva
José dos Reis

ASSEMBLEIA GERAL
Presidente: Joaquim Paiva
1ª Secretária: Cristina Alexandrino
2ª Secretária: Orlanda Corista


16/01/2015

FESTA DA CAÇA - 2 E 3 DE MAIO

O Casteleiro volta a ser palco da Festa da Caça nos dias 2 e 3 de Maio, uma iniciativa da Junta de Freguesia que, anualmente, anima as ruas e largos da aldeia. Uma Festa com actividades diversificadas sob o signo da Caça que durante dois dias “transforma” a aldeia num ponto de encontro de milhares de visitantes.
Como de tradição, esta edição contará com novidades em relação às anteriores. A divulgação do programa terá início muito em breve.


15/01/2015

Hoje é dia de Santo Amaro e não há Feira!


Hoje comemora-se o dia de Santo Amaro e na Quinta de Santo Amaro hoje não há feira. Mas já houve!
Segundo o vigário João dos Santos, de Sortelha, no termo do concelho havia três feiras nos finais do século XVIII: a Feira de São Marcos, na Quinta do Espinhal no dia 25 de Abril e duas na Quinta de Santo Amaro, uma a 15 de Janeiro e outra na segunda oitava da Páscoa. Neste período não consta que existissem feiras nos “lugares” mais próximos: Casteleiro, Sortelha, Bendada, Moita e Santo Estevão.
Mais uma surpresa relevante e que atesta a importância pretérita da “nossa” Quinta de Santo Amaro. Com uma história de muitos e muitos séculos, de reguengo do reino à Quinta do Morgado, hoje, dia de Santo Amaro, era dia de festa e de feira há, pelo menos, 250 anos.


O nome “Santo Amaro” existe desde meados do século XVII -a designação anterior não está ainda confirmada já que existem duas hipóteses em estudo. E terá essa designação, que chegou até aos nossos dias, desde o período em que pertencia à Ordem de São Bento, embora a sua exploração desde meados do século XVI não fosse feita directamente pela Ordem, mas “arrendada”. Santo Amaro terá sido a homenagem que a dita Ordem fez ao Santo que foi o herdeiro espiritual e da obra de São Bento. O nome e uma capela!

História e estórias de uma quinta onde nasceram muitos dos futuros habitantes do Casteleiro.






"Reduto", crónica de António José Marques




07/01/2015

Os Casteleirenses na Primeira Guerra Mundial

A 22 de Julho de 1916 é constituído em Tancos o Corpo Expedicionário Português composto por 30 mil homens. A 7 de Agosto, Portugal aceita entrar na Guerra a convite do governo britânico. A 30 de Janeiro de 1917 partem do Tejo, em três navios, os primeiros soldados portugueses em direcção a Brest. O CEP ficaria estacionado na Flandres francesa. Os portugueses estavam organizados em duas Divisões, cada uma com três Brigadas. Os jovens casteleirenses estavam quase todos na 3ª Brigada da 1ª Divisão pois pertenciam ao Batalhão de Infantaria nº 12 da Guarda. Desde Fevereiro de 1917 até Outubro foram enviados para França perto de 60 mil homens. Em Abril de 1918 o CEP tinha perdido 6 mil soldados. Com a Batalha de La Lys, em 9 de Abril desse ano, em apenas 4 horas o CEP perdeu 7500 homens, entre mortos, feridos, desaparecidos e prisioneiros. Foi o fim do CEP e a maior derrota do exército português depois de Alcácer Quibir.
Partida do Cais de Santos

O Batalhão de Infantaria da Guarda que partiu para França era composto por 23 oficiais, 48 sargentos e 1028 cabos e soldados. Partiram em 20 de Março de 1917 e regressaram a  4 de Junho de 1919. Entre oficiais e soldados morreram 45. Naturais do Casteleiro participaram pelo menos 25 e todos eles regressaram à nossa aldeia:

José Fernandes Carrilho – Soldado, Batalhão Infantaria Nº 3; José Fernandes – Soldado; Germano Soares - Soldado, RI 12; Jerónimo Ferreira – Soldado, RI 12 (Quinta de Santo Amaro); António Geraldes – Soldado Corneteiro, RI 12; Cassiano Batista Guerra – Soldado; RI 12; Joaquim Machado – Soldado, RI 12; Amândio Valentim – Soldado, RI 12; Joaquim Marques – Soldado, RI 12; António Pinto – Soldado, RI 12; José Canelo – Soldado, RI 12; Álvaro Geraldes – Soldado, RI 12; Manuel Mendes dos Reis – Soldado, RI 12; Cassiano Ferreira – Soldado, RI 12; José Capelo – 1ºCabo, RI 12; Joaquim Gonçalves – Soldado, RI 12; José Mendes Félix – Soldado, RI 12; Mário dos Reis – Soldado, RI 12; Primo Augusto – Soldado, RI 12; Germano Machado – Soldado, RI 12; Januário Ferreira – Soldado, RI 12; Joaquim Coutinho – Soldado, 2º Grupo, Administração Militar/Abastecimentos; José Martins – 1º Cabo, Regimento de Sapadores Mineiros; Firmino Geraldes – 1º Cabo, RI 12 (Valverdinho) e, ainda, Manuel Cavaleiro cuja caderneta não consta.
















Nas fotos, (clique para ampliar), a Caderneta Militar de José Fernandes Carrilho, soldado condutor (de mulas) filho de José Fernandes Carrilho e de Ricarda Maria. Uma vida militar curiosa com muitas baixas médicas, pelo menos cinco prisões, normalmente de 10 dias cada uma, e um julgamento. O motivo era sempre o mesmo: faltar à revista, faltar ao trabalho de fortificação, não cumprir ordens dizendo “palavras obscenas”, etc…

Estórias de Casteleirenses…








 "Reduto", crónica de António José Marques



31/12/2014

Faleceu Natália Bispo


Faleceu Natália Bispo, a “Talinha”.
A Junta de Freguesia de Casteleiro lamenta a partida desta sabugalense de gema, lutadora firme pelo presente e futuro do nosso concelho e das suas Freguesias.
O Casteleiro na "Casa do Castelo"
Falava do Casteleiro com o carinho que lhe era peculiar, seguia e partilhava muitos dos conteúdos do “Viver Casteleiro” e por diversas vezes visitou a nossa aldeia em eventos realizados nos últimos anos. Desde a sua “Casa do Castelo”, a sua jóia, empreendia diariamente uma ligação forte com muitos dos descendentes do Concelho.
O Concelho do Sabugal está mais pobre e o Castelo das Cinco Quinas perdeu a sua mais entusiasta guardiã.
À toda a família aqui fica um profundo voto de pesar.

António José Marques