26/11/2014

Calendário 2015

Como de tradição, a Junta de Freguesia de Casteleiro oferece todos os anos um calendário de bolso. Este ano o calendário é enriquecido com fotos de dois quadros alusivos ao Casteleiro de autoria do casteleirense António Alves, a quem agradecemos a gentileza da colaboração.
 
 
 

19/11/2014

Beneficiação de arruamentos



 
 
 
 
 
Prosseguem as obras de beneficiação de algumas ruas urbanas do Casteleiro. O troço da Rua da Carreirinha (junto ao novo Largo), Largo do Concelho até ao Terreiro da Fonte, foi já objecto de intervenção com a colocação em toda a extensão de um cano de escoamento de águas pluviais e construção de valetas até aqui inexistentes.
 

05/11/2014

Rua do Caramelo em obras



 
 
 
 
 
Tiveram já início as obras de requalificação de alguns arruamentos do Casteleiro, nomeadamente os que, por inexistência de valetas, eram quase intransitáveis na época das chuvas. Uma dessas ruas, a do Caramelo, encontra-se já em obras.

01/11/2014

Um nascimento há 200 anos



Faz exactamente hoje 200 anos, a 1 de Novembro de 1814, nascia um novo casteleirense. Luís, filho legítimo de João Gonçalves da Quinta de Santo Amaro e de Isabel Ritta do Casteleiro. Neto paterno de José Gonçalves e Luísa de Santo Amaro e materno de Luís Francisco e Luísa Ritta do Casteleiro. Foram padrinhos Luís António e sua mulher Isabel dos Santos. As testemunhas, Filipe Martins e Joaquim António. O cura de então era o padre Carlos Santos.
O Casteleiro tinha, ao tempo, uma população de cerca de 530 pessoas.
Quem serão os descendentes desta família?






"Reduto", crónica de António José Marques




13/10/2014

Lembrando a Lucindinha - 18.06.1958 - 17.10.2007



Faz, no dia 17 de Outubro, 7 anos que a Lucindinha, esta “grande senhora”, sempre de coração aberto para fazer o bem a toda a gente, morreu.
Mas será que morreu?!...
O aforismo, “ As pessoas não morrem, quando nos lembramos delas”, diz-nos, porém, que, quando nos lembramos das pessoas, estas não morrem. É, baseando-me e acreditando no sentido deste aforismo, que lhe presto esta sentida e sincera homenagem, dedicando-lhe este pequenino poema:

“As pessoas não morrem,
Quando nos lembramos delas.”
Sendo assim,
A LUCINDINHA
Que o Casteleiro imortalizou,
Não morreu,
Não,
Porque, a toda a hora e momento,
Está no nosso coração,
No nosso pensamento.






Daniel Machado



As "Tábuas Vermelhas" de Valverdinho

A Quinta de Valverdinho é anexa do Casteleiro desde 24 de Outubro de 1855. Outrora prazo do vínculo de Malta foi Capelania de Caria até 1715, quando passou a curato apresentado pelos senhores da Casa de Penedono. Todos os que ali habitavam pagavam a sua renda ao donatário, no século XVII a João Bernardo Pereira Coutinho de Vilhena, filho de Luís Pereira Coutinho.
Mas, como é que Luís Pereira Coutinho, senhor da Casa de Penedono é, igualmente, senhor de Valverdinho?
A 29 de Outubro de 1783, nascia em Valverdinho Maria, filha de Manuel António e Maria Gonçalves. Passaram quase 231 anos.

A estória começa com o casamento de Álvaro Rodrigues Calvo, Padroeiro de Valverdinho, com Maria Nunes de Brito. Um dos filhos, Domingues Nunes Homem de Brito, casado com Maria Francisca Mendes, torna-se senhor de Valverdinho. Um dos filhos deste casal, Manuel Homem de Brito, casado com Maria Teresa Coutinho, teve uma filha, Feliciana Micaela Pereira Coutinho que casou com Luís Pereira Coutinho, capitão-mor e senhor da Casa de Penedono. E, assim, Valverdinho, passa a ser “apresentado”  pela Casa de Penedono.
E chegamos ao “privilégio das tábuas vermelhas” que Valverdinho usufruía exactamente por via da Casa de Penedono. Este privilégio constava de em Valverdinho não se recrutarem soldados nem se lançarem éguas de criação. Podemos ler: “Tem esta terra o privilégio das tábuas vermelhas por rezam de o ter o donatário e por este motivo se não fazem nela soldados nem se lançam éguas de criação”.


Uma curiosidade da emblemática Quinta de Valverdinho cujo passado é rico de história e estórias.
Mas, porque tudo anda quase sempre ligado, um irmão de Manuel Homem de Brito, referido anteriormente, de nome José Homem de Brito casado com Maria Correia Castelo-Branco, teve uma filha, Maria Josefa de Brito, que casou com Luís Tavares da Costa Lobo, capitão-mor da vila de Sortelha em cujo termo era “senhor do prazo de Santo Amaro”….
Já adivinham que há aqui outra estória para contar…e que estória!





"Reduto", António José Marques



08/10/2014

Marcas de um Tempo


Percorrendo algumas das ruas do nosso Casteleiro são visíveis, aqui e ali, sinais de um tempo alicerçado em muitas vivências e histórias de vida verdadeiramente enriquecedoras.
A velha porta da loja tem ainda bem visível o orifício que dava livre acesso ao gatinho lá da casa bem como aos seus amigos da rua. Sinal, também, de liberdade e de amizade para com os animais de estimação lá de casa.
As colunas graníticas, sinal de robustez e segurança, ajudam a manter a parede da casa, enquanto o telhado, acentuadamente ondulado, já não dá garantias de segurança no inverno que se aproxima.
A argola de ferro feita a partir do «olho de sacho», entalada entre as duas pedras de granito, servira para prender o burro enquanto o dono descarregava a lenha ou as sacas de feijão que era preciso guardar e preservar das chuvas inverniças. Com a rédea ali entalada o burro mais não tinha do que esperar que o seu dono lhe desse a ordem de soltura.
Agora, e apesar da porta já não abrir ela continua a ser a sentinela do tempo e, o gato continua a usar a sua liberdade, como aliás sempre fez!
 

 
 
 
"A Minha Rua", Joaquim Luís Gouveia
 
 
 
 

25/09/2014

Actividades de Verão no Lar São Salvador

Durante os meses de Julho, Agosto e Setembro os utentes do Lar S. Salvador do Casteleiro participaram em diversos momentos de animação e de interacção socio-cultural. Destacamos entre outras, as seguintes actividades:
Dia 25 de Julho a convite do Lar de Stª Eufémia, de Quadrazais, os nossos utentes participaram num encontro de IPSS's  que se realizou na Capela do Espírito Santo.
Almoçaram em comunidade e com espírito de alegria partilharam cantigas tradicionais num momento de intercâmbio e de lazer recreativo, religioso e cultural. No final da tarde e de regresso à instituição, os nossos utentes passearam pela zona da praia fluvial de Quadrazais que muito os encantou pela beleza própria deste local natural;









No dia 10 de Agosto realizou-se no Casteleiro a festa em honra de Stº António e, mais uma vez os nossos utentes demonstraram vontade em participar nos festejos comunitários assistindo à actuação do Grupo de Bombos, do Rancho Folclórico do Sabugal e da Banda Filarmónica da Bendada. Com sorrisos no rosto reencontraram amigos e conhecidos de outros tempos, cantaram e dançaram em ambiente festivo envolvendo-se com a comunidade local e com as suas tradições;
 Os nossos utentes realizam, sempre que possível, um passeio até ao mercado local que acontece no dia dez de cada mês e, no mês de Agosto com a presença dos emigrantes a transformarem e a darem “mais vida” às nossas aldeias, esta visita tornou-se ainda mais interessante para os nossos idosos;
A 13 de Agosto o Lar S. Salvador organizou uma tarde musical com a actuação do Grupo de Jovens Músicos de Pinhel, aberta a familiares, amigos e toda a comunidade do Casteleiro. Foi uma tarde diferente, com muita juventude, alegria e bons sons musicais que alegraram todos nós;
No mesmo mês de Agosto, outra actividade em destaque foi a visualização, com recurso a um projector e tela, de fotografias de eventos em que os nossos utentes participaram e actividades por eles realizadas.









Esta visualização destinou-se principalmente aos familiares e amigos que durante o ano residem noutros locais e que não têm oportunidade de acompanharem por perto as diversas actividades socioculturais que a instituição desenvolve. Estes familiares foram, também, presenteados com uma pequena lembrança individual elaborada pelos nossos idosos;
Um dos projectos em destaque foi a implementação, na parte lateral da instituição, de uma Horta Biológica, recreativa e educativa, composta neste momento por vários tipos de couves e de algumas árvores de fruto. Este projecto pretende envolver os nossos utentes e a sua relação com a agricultura, impulsionando-os à mobilidade física e ao contacto com a natureza. A adesão tem sido muito boa e todos estão empenhados em possuirmos uma horta bem cuidada.









Tendo em conta que as colaboradoras do Lar S. Salvador, pelo seu empenho profissional e pela dedicação que prestam aos nossos utentes, merecem também ser premiadas, entendeu a Direcção do Lar, à semelhança do ano anterior, organizar um dia diferente e promover um passeio de confraternização a Arouca. Este passeio decorreu no passado dia 6 de Setembro, com uma visita ao Convento e à zona envolvente deste. Já no regresso houve ainda a oportunidade de visitar a cidade de Aveiro, junto à ria.
Neste passeio contámos com a colaboração, no transporte, da Câmara Municipaldo Sabugal, a quem agradecemos em especial ao Sr. Motorista que nos brindou com a sua boa disposição durante a viagem.


A Direcção do Lar São Salvador



17/09/2014

Hoje há Circo!


Era assim que o cartaz colocado sobre a sinalética, no largo de S. Francisco, anunciava o espetáculo de circo para a noite de sábado passado.
Estrada a baixo estrada a cima, um som estridente saía de uns altifalantes colocados sobre o tejadilho da furgoneta que, de nova, apenas tinha o condutor.
Respondendo a este som inconveniente, e lá bem do alto da torre, o sino da igreja batia as seis badaladas, prenúncio de mais um dia que estava a terminar. Com o cair da tarde, aproximavam-se do povo rostos cansados, enrugados pelos anos e pelas agruras da vida.
Entretanto, no largo de S. Francisco, tudo estava preparado para o espetáculo da noite.
As cadeiras vazias aguardavam pelo chamamento sonoro que inundou as ruas desertas do Casteleiro.
Enquanto isso, o dono do circo escolheu o belo banco de madeira que, diariamente, se abriga por debaixo das frondosas árvores do largo, fazendo contas a uma vida povoada de ilusões, em que o próximo desafio é sempre o dia seguinte.
Para estes semeadores de ilusões e de sorrisos contagiantes, mesmo quando a vida lhes vira as costas, vai a minha singular homenagem!
Nota 1
É de elementar justiça lembrar, aqui, Delfim Paixão – eterno comediante, de um tempo já longínquo, que fez do Casteleiro o seu verdadeiro porto de abrigo. 
Morava nos “Italianos”- antiga separadora de minério, à guarda, na altura, de Joaquim Pedro.

Hoje já não há “italianos”; Delfim partiu definitivamente. Enquanto isso, a magia contagiante do circo continua a levar alegria e boa disposição, mesmo às aldeias solitárias, espalhadas por este interior, tão distante de Lisboa…






"A Minha Rua", Joaquim Luís Gouveia




14/09/2014

Bigamia: cinco anos de degredo nas galés e açoitado publicamente

Assento de Baptismo de Manuel Gonçalves
Fez agora uma ano publiquei aqui, no Viver Casteleiro, um texto sobre um nosso conterrâneo, Manuel Gonçalves, um cristão-novo acusado de bigamia.
Agora, por gentileza da GenRegis é possível publicar o seu assento de baptismo realizado a 30 de Janeiro de 1683 e também a assento do primeiro casamento com Isabel Mendes, filha de João Mendes Antunes e Inês. O pároco de então era Manuel João Pinto da Fonseca.
Assento de Casamento de Manuel Gonçalves
Deixei em aberto, quando escrevi  a estória, a sentença de Manuel Gonçalves que, entretanto, tinha casado com Catarina Giraldes ainda era viva a sua primeira mulher.
Pois, caros amigos, a sentença de 26 de Julho de 1711 foi exemplar: degredo por cinco anos para as galés, penitências espirituais, pagamento de custas e ser açoitado publicamente. É obra…





 "Reduto", António José Marques


09/09/2014

Com sua licença, o porquinho!


Agora jaz, abandonada, encostada à parede da pocilga onde outrora albergava, com sua licença, o porquinho.
É uma pia igual a tantas outras, não fosse ela portadora de estórias de magrezas e abastanças inigualáveis. Escavada na dureza do granito da serra da vila, ela serviu, viandas sem fim, às porcas parideiras que por ali habitaram, bem como aos lustrosos porcos que serviriam de sustento, durante todo ano, às pessoas lá de casa.
Agora que as viandas se tornam inúteis porque o porco já ali não habita, e as pessoas que lhes davam vida irão continuar ausentes, a pia permanece intacta como que desafiando as agruras do tempo e completamente disponível para outras funções. Quem sabe, um dia, para servir de floreira num qualquer jardim desta aldeia situada, paredes meias, entre as duras rochas graníticas da serra d'Opa, cabeço pelado, serra da vila e os terrenos férteis dos seus vales...castelões, estrada velha, Santo Amaro ...
Enquanto isso não acontecer esta pia, granítica, continuará imóvel como firme sentinela de um tempo com muitas estórias ainda por contar.
 





"A Minha Rua", Joaquim Luís Gouveia



 

04/09/2014

Sinais...


Num tempo em que muito se fala de planeamento estratégico no concelho do Sabugal nós, no Casteleiro, procuramos com os escassos meios à nossa disposição, olhar o futuro com confiança. As sementes que transportamos são mínimas: vontade, ambição, amor à terra e uma desmedida crença de que é possível.
Sabemos, o passado assim o atesta, que ninguém virá aqui dar absolutamente nada de mão beijada. Temos que ser nós a semear com as alfaias que são as nossas. Mas estamos atentos a encontrar as âncoras que forem disponibilizadas aqui ou acolá. Prova disso são alguns projectos candidatados e realizados com recurso a fundos europeus.
Travar a desertificação é o nosso combate. Não é uma tarefa fácil E uma pequena Junta de Freguesia não tem meios, financeiros, de decisão e escala para mudar os indicadores que, todos os dias, parecem indicar um caminho de não retorno.
Porém, a palavra de ordem é não desistir! As casas, as ruas e os largos que os nossos antepassados nos legaram podem hoje não ter gente. Mas isso só nos motiva a prosseguir com mais determinação e confiança.
Nessa lógica, é com imenso prazer que deixo a notícia que a Universidade da Beira Interior vai passar a ministrar cursos de curta e média duração no Casteleiro. A antiga escola, já preparada e equipada pela Junta de Freguesia, vai abrir as suas portas e voltar a assumir a sua velha função de ensino.
O primeiro curso “Saúde do Viajante” vai inaugurar este ciclo já nos próximos dias 26 e 27 de Setembro. Esperamos que esta parceria produza bons frutos e seja o início de um caminho que abra novos horizontes.

São sinais….

António José Marques
Presidente da Junta de Freguesia de Casteleiro


27/08/2014

Almoço/Convívio do Centro de Animação Cultural


O almoço/convívio do Centro Cultural do Casteleiro, continuando a ser tradição, realizou-se, uma vez mais, no Domingo seguinte após a Festa de Santo António, dia 17 de Agosto, no salão do referido Centro Cultural.
Com a presença dos sócios e seus familiares, mais dos que se esperavam, que iam chegando e esperando, já sentados nas mesas até que, sem demora, o arroz com feijão, as febras e a carne entremeada estivessem prontas e a serem servidas em travessas, levadas para todas as mesas, onde, já com apetite, ao chegarem, a hora foi de ataque ao arroz com feijão, às febras e à carne entremeada, tudo bem regado com as variadas bebidas, à descrição.
Conversa para aqui, conversa para ali do muito que havia para falar, veio a sobremesa de queijo, melão e, mais ainda, três dedos de conversa.
Por fim, com um até para o ano, um merecido agradecimento à Direcção do Centro de Animação Cultural do Casteleiro, bem como a todos os colaboradores na confecção do saboroso e apetitoso almoço, contribuindo assim para um salutar e agradável almoço/convívio.

 



Daniel Machado

19/08/2014

O Sagrado e o Profano



Quando hoje falamos de Festa, estamos a falar da festa popular. Durkheim, sobre o fenómeno festivo, afirmava: ”Não pode haver sociedade que não sinta a necessidade de conservar e reafirmar, a intervalos regulares, os sentimentos e ideias colectivas que lhe proporcionam a sua unidade e personalidade”.
A raiz religiosa da Festa é, por outro lado, um facto histórico. E a evolução da Festa é indissociável da evolução religiosa ao longo dos tempos. Se em séculos passados as festas cristãs coincidam com as festas pagãs, fortalecendo a cultura religiosa, hoje o tempo criou novos laços, novas fronteiras. A sociedade de hoje organiza-se muito para além da sua componente religiosa ou litúrgica. É uma nova organização do exercício do poder onde o elemento religioso obviamente continua presente.
Na antiga Roma a procissão começava no Capitólio, atravessava o Fórum e terminava no Circo, onde tinham lugar os jogos, uma arena de entretenimento. Hoje o percurso da procissão é escolhido pelo povo e remonta à tradição e à memória. E é esse povo que transporta os “seus” santos, numa manifestação de fé ancestral. Ninguém tem poder ou capacidade para alterar este facto. E se alguém pensa que tem esse poder, está profundamente enganado. O passado assim nos ensina.
No nosso tempo, o sagrado e o profano estão bem definidos. Não se atropelam, nenhum deles se sobrepõe ao outro, convivem diariamente com ética e, sobretudo, devem fazê-lo com bom senso.

Citando Rousseau: “Plantai no meio de uma praça um poste coroado de flores, juntai aí o povo e tereis uma festa”. Porque é o povo que faz, organiza e vive a “sua” festa.






"Reduto", António José Marques






12/08/2014

Festa de Santo António - Polémica em torno da Procissão


Não vai longe o tempo em que, com muita antecedência, os santos que fazem parte do património religioso do Casteleiro, eram cuidadosamente preparados de modo a acompanhar Santo António durante a procissão no seu dia de festa, sinal de reconhecimento e ação de graças de todos os paroquianos. Sim, digo cuidadosamente, porque se é dia festa, então é para todos! Foi assim que o povo sempre entendeu. Para além de bem lavadinhos, exibiam as suas vestes festivas, algumas delas feitas de propósito para esse dia.
Da festa constava a procissão com o tradicional cortejo de oferendas. Composto por produtos da terra ou animais ali criados era, também, um momento alto da festa de Santo António que, uma vez terminada a procissão e, num palco improvisado, junto à torre da igreja tinha lugar, de imediato, a tradicional “arrematação de ofertas”. Pequenos e graúdos só arredavam dali para o almoço, depois de verem arrematada a última oferta!
Vem isto a (des)propósito do mau estar vivido ontem – dia de festa na aldeia – motivado por uma postura algo anormal do atual pároco – ministro de Deus – que há cerca de um ano o senhor bispo da Guarda ali colocara.
Vamos por partes:

a) O povo do Casteleiro já deu provas, ao longo da sua história, de ser ordeiro, respeitador dos valores da igreja, bem como dos seus pastores, para ali designados. A prová-lo estão os três últimos párocos: dois deles estiveram várias décadas à frente da paróquia e o último, até este resignar, depois de meia dúzia de anos ao serviço desta comunidade;

b) A festa em honra de Santo António, para além de chamar à terra todos aqueles que procuram lá fora melhores condições de vida, representa um ponto alto de agradecimento e ação de graças pelo bom ano agrícola ou pela proteção dos animais, forte contributo nas economias familiares;

c) Pelo respeito que os santos lhes merecem, o povo soube sempre organizar-se de modo a que neste dia de festa de Santo António, todos pudessem participar na tradicional procissão e aí serem venerados, cumprindo assim as promessas feitas ao longo do ano;

d) Contrariar estes princípios é estar contra a vontade e fé das pessoas;

e) Contrariar estes princípios é uma forma estranha de exercer o magistério.

Não me parece correta esta forma de interagir com este povo, maioritariamente envelhecido, mas com uma forte vontade de continuar a festejar com os santos da sua devoção.
Será que o atual pároco, empedernido da sua juventude, tem dificuldade em perceber que, nunca conseguirá fazer bem o seu trabalho senão perceber o seu povo e, com ele, traçar o melhor caminho?
Como poderá o pastor “conduzir” o seu rebanho de uma forma calma e serena, se o cajado que transporta em vez de lhe servir de suporte e amparo, serve, para exercer a sua força, mesmo perante aquelas ovelhas com grandes dificuldades em percorrer o caminho, do bardo até à pastagem?
Deixaria apenas uma afirmação, indispensável ao exercício de qualquer profissão: Só o homem tem a capacidade de fazer, errar, refletir e melhorar!

Reconhecer o erro é uma virtude; é um ato de sensatez!






"A Minha Rua", Joaquim Luís Gouveia





06/08/2014

Passeio equestre por terras de Casteleiro

É já no próximo dia 10 de Agosto que se realiza o 4º Passeio Equestre do Casteleiro. Uma iniciativa de um grupo de casteleirenses que conta com o apoio da Junta de Freguesia.



10/07/2014

Primeiros resultados do projecto de vigilância da saúde da população de Casteleiro


Os primeiros dados do projeto de vigilância da saúde dos habitantes da freguesia de Casteleiro, no concelho do Sabugal, indicam que entre 80 a 90% dos idosos têm problemas de audição, visão e dentição, foi hoje revelado.
"Nestes dados preliminares surgiram-nos essencialmente três coisas em relação à qualidade de vida dos idosos, das pessoas com mais de 65 anos. Todos eles têm uma de três coisas: ou ouvem mal, ou veem mal ou têm deficiência de peças dentárias, não têm dentes", disse à agência Lusa o coordenador do estudo, João Luís Baptista, professor na Universidade da Beira Interior (UBI), na Covilhã.
O projeto de aplicação do SVD - Sistema de Vigilância Demográfica ("coorte" de base populacional) junto dos cerca de 400 habitantes da aldeia de Casteleiro é promovido pelo Centro de Investigação e Desenvolvimento da Beira (CIDB), liderado por João Luís Baptista.
O estudo, iniciado em abril, também envolve a Unidade Local de Saúde (ULS) da Guarda, a Direção Geral de Saúde, a Associação Protetora dos Diabéticos de Portugal e o Centro de Investigação em Saúde Comunitária, entre outras entidades.
O projeto pioneiro realizado junto da população daquela freguesia do Sabugal vai permitir acompanhar a saúde dos habitantes e disponibilizar uma base de dados para trabalhos científicos.
Tendo em conta os resultados preliminares, o seu coordenador está a acertar com a Câmara Municipal do Sabugal e com a ULS da Guarda "um eventual programa de ajuda a estas pessoas mais idosas, no sentido de lhes dar melhor qualidade de vida".
"Nós temos uma percentagem muito elevada, entre os 80 a 90% das pessoas com mais de 65 anos, que têm pelo menos um destes problemas: audição, visão e dentição. Seria de todo conveniente que juntamente com a UBI, a administração local e depois a ULS, nós pudéssemos ajudar estas pessoas neste sentido de melhorarem a sua qualidade de vida, pelo menos numa destas coisas", admitiu.
João Luís Baptista disse que já teve uma primeira abordagem com o presidente da Câmara Municipal do Sabugal e com o diretor da ULS da Guarda e "ambos concordaram" com a sugestão.
A aplicação do SVD incluiu o levantamento demográfico, da pré-diabetes, da doença pulmonar obstrutiva crónica e de indicadores do ambiente, além do perfil de saúde dos habitantes da freguesia.
Na primeira fase dos trabalhos, foi realizado um inquérito, porta a porta, por alunos da Faculdade de Medicina da UBI, que incluiu a georreferenciação das casas e a anotação de informações sobre a saúde de quem lá habita.
João Luís Baptista disse à Lusa que os trabalhos no terreno estão terminados, faltando apenas a realização de um exame de espirometria, por cerca de 30 pessoas, no hospital da Guarda.
O responsável prevê que o "coorte" do Casteleiro fique finalizado em setembro e que o relatório final possa ser conhecido em outubro.
 
(LUSA)
 
 

04/07/2014

Lar de S. Salvador com grande actividade






 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Com o início do mês de Junho, dia 1, os utentes das valências de Estrutura Residencial para Pessoas Idosas, Centro de Dia e Serviço de Apoio Domiciliário  deslocaram-se à povoação da Benquerença para aí participarem na festa religiosa em honra da Nossa Senhora da Quebrada. Visitaram a capela, onde em silêncio puderam reflectir e elevar a sua devoção.
Houve tempo, ainda, para assistir à actuação da Banda Filarmónica e para participarem num baile tradicional, onde conviveram com a comunidade local.
Na semana seguinte, a 9 de Junho, foi a vez de visitarem o Santuário da Senhora da Póvoa.
Este passeio, tradicional e que se repete ao longo dos anos tem como principal finalidade procurar que os nossos utentes, apesar da institucionalização, continuem ligados às tradições locais nas quais participavam.
Pelas 10h:30 min puderam assistir à Procissão seguida da Missa no altar do recinto.
A interacção com as outras IPSS's da região e com a comunidade local foi uma constante durante todo o dia. O almoço e a merenda foi partilhada com os outros utentes que se encontravam junto de nós, no recinto do Santuário.
Foi notória a alegria dos utentes, em reviver todas as lembranças que a romaria da Senhora da Póvoa lhes traz, como é possível comprovar pelas fotografias que se apresentam a seguir.
Não esquecendo os Santos Populares, festejou-se na nossa instituição o dia de S. João que teve início com um tradicional convívio entre todos os utentes e colaboradores, onde não faltou a sardinha assada.
A tarde foi animada com a presença do músico Alexandre Almeida que, em acústico, relembrou cantigas tradicionais portuguesas.
Algumas utentes mais desinibidas foram acompanhando as letras das músicas com grande entusiasmo.
Para finalizar fica o registo que, junto de alguns utentes recolhemos de quadras dos Santos Populares:
 
Se forem ao S. João
Trazei-me um S. Joaozinho
Se não puder ser um grande
Trazei-me um pequenino”
 
“Olha o manjerico
De folha recortada
Diz-me lá menina
Se estás bem casada.”
 
A Direção do Lar S. Salvador