09/07/2016

Dias de canícula

Casteleiro, 37 graus! Rumo ao Chafariz das Duas Bicas. A refrescar os casteleirenses há mais de três séculos com água da nascente das Hortas.

Foto de Paulo Pinto Martins


 

03/07/2016

Festa de Santo António

A mordomia da Festa de Santo António divulgou o cartaz com o programa. Poucos, jovens, mas com força e determinação para manter a tradição. Parabéns.




01/07/2016

Internet mais acessível

Todo a área urbana do Casteleiro é servida desde alguns anos, por iniciativa da Junta de Freguesia, por uma rede wireless que disponibiliza, gratuitamente e em sinal aberto, internet a toda a aldeia. Com a instalação esta semana, junto ao armazém da Junta, de uma torre com dois emissores, fica integralmente completo o sistema e melhorado substancialmente o sinal que chega aos utilizadores.
 
 

27/06/2016

Sardinhada no "Terreiro"

Dia de sardinhada, dia de encontro, convívio e tempo para dar vida ao velho "terreiro". Foi assim, domingo à tarde, no nosso Casteleiro.









21/06/2016

O arrolamento dos bens da Igreja em 1912


Como já aqui referi em crónica anterior, a propósito da existência na nossa aldeia da Confraria de Nossa Senhora das Dores, a Lei de Separação do Estado e da Igreja, publicada a 20 de Abril de 1911, determinou o arrolamento e inventário de todos os bens da Igreja.
Hoje reproduzimos aqui o original desse inventário realizado no Casteleiro no dia 6 de Março de 1912. Estiveram presentes e assinaram o documento: José Augusto Martins Paiva, representante do Administrador do Concelho; Norberto de Amaral Azevedo, Presidente da Junta da Paróquia de Casteleiro e Manuel José Gonçalves Coelho, delegado da comissão concelhia do inventário.
O documento descreve os bens móveis, a saber:
- “uma igreja denominada de S. Salvador que serve de igreja matriz com capela mor, sacristia, uma pequena casa para despejos, campanário com um sino quasi de grande tamanho…”
- “uma capela denominada de S. Francisco, campanário e púlpito cá fora, mas sem sino tendo dentro um altar e imagem de São Francisco…”
-“uma capela denominada do Espírito Santo situada no Reduto com campanário e sineta tendo dentro um altar e imagem do Espírito Santo…”
-“uma capela denominada de São Sebastião, no sítio de São Sebastião com um altar dentro em mau uso…”

Quanto às imagens encontradas na igreja matriz: São Salvador, Coração de Jesus, S. Sebastião, Senhora de Lurdes, Santo António e Menino Jesus. Segue-se depois uma longa lista de alfaias e utensílios. De várias casulas, a missais, um par de galhetas de vidro, um relicário de prata, estolas, etc…
Todos os bens ficam à guarda do Presidente da junta da Paróquia.
Curiosidade, ou talvez não, o pároco de então, António Gonçalves Sapinho, não assinou o documento pois, escreve o delegado, “o pároco desta freguesia não assistiu por não ter sido encontrado”. Obviamente o padre Sapinho não iria assistir ao despojamento dos bens e nesse dia, certamente, terá aproveitado para fazer um passeio!
Em 1932 foi feita nova adenda ao inventário já que, imaginem, vinte anos depois tinham descoberto que alguns dados estavam em falta. Mas isso é tema para outra crónica…
 
 
 
 
 
"Reduto", crónica de António José Marques
 
 
 
 

17/06/2016

Sardinhada de S. Pedro

Como de tradição, a Junta de Freguesia de Casteleiro promove num domingo à tarde, no Largo de São Francisco, a Sardinhada de São Pedro. Fica o convite.
 
 
 
 

15/06/2016

O Lar do Casteleiro à distância de um Clic


Sem sair do seu lugar e à distância de um clic entre no Lar de São Salvador do Casteleiro e conheça a instituição.
Isso mesmo, a partir de hoje e utilizando o link  http://alcdssc.com pode visitar as instalações, a frota automóvel, os serviços que presta aos utentes, as atividades, as contas e acompanhar a vida da instituição durante um dia, recorrendo ao visionamento do vídeo que se encontra no canto direito da página de apresentação.
Com esta ferramenta informática queremos ir mais longe com a nossa imagem mas, sobretudo, levar a instituição junto dos familiares dos utentes que fazem parte da diáspora portuguesa, espalhada pelos vários continentes.
Desde já, obrigado pela sua visita!
A Direção

 

05/06/2016

Parabéns Padre António Diogo


“No Casteleiro eminentemente rural do ano de 1936, que na altura contava com cerca de 1350 habitantes, no dia 5 de Junho, uma sexta-feira, nasceu um rapaz a que os pais chamaram António. António Augusto Gonçalves Diogo, baptizado pelo pároco de então António Sapinho. Filho de Manuel Diogo e Adelaide Leal, o António foi o sétimo filho do casal.”
Foi com estas palavras que no dia 11 de Agosto de 2013 iniciei a minha intervenção na homenagem ao Padre António Diogo na igreja paroquial de Casteleiro, por ocasião das bodas de ouro da sua ordenação sacerdotal, a 15 de agosto de 1963.
Hoje, o nosso Padre António faz a bonita idade de 80 anos.
E a melhor e mais perfeita nova que com enorme satisfação aqui escrevo é que o António, após alguns problemas de saúde, hoje mesmo concelebrou uma missa na clínica onde se encontra, com direito a festa onde não faltou o bolo e o “parabéns a você”. O António tem recuperado bem e dentro em breve vai regressar a casa.
E não resisto a repetir o final do texto que escrevi na referida homenagem:
“Este chão, que é o teu, estas ruas, estes largos e calçadas, estas pedras, reconhecem-te e sabem de ti, assim como todos nós sabemos que, embora as distâncias, eles vivem no teu dia- a- dia.”
Parabéns António. O Casteleiro saúda-te!
 
 
 
 
 
"Reduto", crónica de António José Marques
 
 
 
 
 

21/05/2016

Rotas e Raízes promove formação no Casteleiro

A empresa Rotas e Raízes, sedeada no Casteleiro, promove um curso de formação de "Manobrador de Máquinas Agrícolas e Florestais". A formação teórica realizar-se-á na antiga escola primária da aldeia.
 

 

 

18/05/2016

Ouro no Casteleiro?


Investigar e divulgar factos históricos do Casteleiro tem sido uma das tarefas regulares neste espaço de crónica. Hoje há boas notícias! O nosso conterrâneo José Carlos Mendes que escreve amiúde sobre o Casteleiro na blogosfera, acaba de divulgar um facto inédito pelo menos do meu conhecimento. É que em 1723 D. João V, Rei de Portugal mandou procurar ouro no Casteleiro. Nas suas palavras: “Ouro que, se bem se lembram, o Rei mandou procurar no Casteleiro em 1723: mandou explorar as terras para ver se de facto ali havia ouro ou não.”
Este é, sem dúvida, um elemento histórico que vai enriquecer a História da aldeia. Ficamos à espera dos detalhes e testemunhos documentais para que, assim, fique para o futuro mais uma página do tempo vivido pelos nossos antepassados.

 
 

 

"Reduto", crónica de António José Marques

03/05/2016

Hoje não há romagem à ermida de Santa Ana

Vestígios da Capela de Santa Ana (Foto Daniel Machado)
Hoje não há romaria. Hoje o povo do Casteleiro não subiu à Serra d’Opa, a caminho de Gralhais, na habitual romagem à capela de Sancta Anna como anualmente fazia no dia 3 de Maio há, pelo menos, dois séculos e meio.
O Padre Manuel Pires Leal, em 1758, dá-nos conta dessa tradição: “À ermida de Sancta Anna costumam os moradores do mesmo povo fazer romagem em dois dias do ano: um em dia de Santa Cruz, a três de Maio, e outro no terceiro dia das ladainhas do dito mês de Maio, e nesta data e em todas as mais acima nomeadas se costuma dizer missa.”
“Quase no meio da serra chama d’Opa está a Ermida da Sancta Anna, acima já declarada, e somente os moradores do mesmo povo costumam ir lá em romagem algumas vezes.”
Sete anos antes, em 1751, também o Padre Luiz Cardoso no seu Dicionário Geográfico lhe fez referência ao descrever o Casteleiro.
Hoje restam apenas as ruínas da dita capela. Segundo Daniel Machado, “Ao ruir a Capela, a imagem de Santa Ana foi levada para a fachada da Capela de Nossa Senhora da Póvoa, não se sabendo as razões de não ter ido para a Igreja Matriz do Casteleiro.” Certamente, sem errar, podemos afirmar que a referida imagem não terá sido levada para o Vale por casteleirenses!
 
 
 
 
 
"Reduto", crónica de António José Marques
 
 
 
 

29/04/2016

São Pedro


Na Capela do Espírito Santo, situada no conhecido Largo do Reduto, que dá título a esta crónica, além da imagem do Divino Espírito Santo existe desde tempos imemoriais uma pequena imagem de um Santo que todos reconheciam como sendo S. Joaquim, pai da Virgem Maria.
A referida imagem encontrava-se em péssimo estado de conservação e relegada a um canto sem despertar grande atenção nem honrarias. Contava-me há dias a Ti Celeste Triste, actual zeladora da Capela, que um dia o Padre Chorão já levava o “santinho” debaixo do braço e só a intervenção pronta da Conceição Cavaleiro, mordoma que foi do Santo que dá nome à Capela, impediu que o “S. Joaquim” fosse para outras paragens.
Há alguns meses o “santinho” foi restaurado. E eis que se descobre que, afinal, a imagem não é de S. Joaquim mas sim de São Pedro.
Em 1758 o Cura Manuel Pires Leal escrevia a existência de “uma irmandade das almas do purgatório e outra de sam pedro”. Seria pois de toda a lógica que existisse no Casteleiro uma imagem de São Pedro. E, de facto, existe. Está na capela do Espírito Santo, restaurada e em local de destaque.
 
 
 
 
 
"Reduto", crónica de António José Marques
 
 
 

24/04/2016

Passeio TT com paragem no Casteleiro

Esta manhã o Casteleiro foi ponto de paragem para um reforçado pequeno-almoço dos participantes no Passeio TT organizado pelo Centro Cultural Recreativo e Desportivo de Carvalhal Formoso.
 






 


17/04/2016

Confraria de Nossa Senhora das Dores

Altar de Nossa Senhora das Dores, recentemente restaurado.
 
No Casteleiro de hoje existem duas Irmandades: a das Almas e a do Sagrado Coração de Jesus. Mas no passado existiram outras que já eram do nosso conhecimento. Em 1758, o Cura de então, Manuel Pires Leal, deu conta nas “Memórias Paroquiais” da existência de “uma irmandade das almas do purgatório; e outra de S. Pedro.”. E ainda da “irmandade dos terceiros, sujeita ao convento de Santo António da vila de Penamacor”, esta na capela de São Francisco.
O que até hoje não era público, a sua existência e uma estória associada, é que existiu, no início do século XX, a Confraria de Nossa Senhora das Dores. Sabemos que esteve activa muito antes de ter sido fundada na freguesia a Comissão Encarregada do Culto Católico em 15 de Agosto de 1930.
Este facto é hoje conhecido graças a um conjunto de documentos a que tivemos acesso relacionados com dinheiro propriedade dessa Confraria. Assim, sabemos que a dita Confraria era rica, mas não tinha alvará, estatutos nem existência legal. Quem o afirma é o regedor de então José Amaral Azevedo. Mas vamos ao enquadramento desta estória casteleirense.
A 20 de Abril de 1911 é publicada a Lei de Separação do Estado e da Igreja. Genericamente, este regime legal estabelecia que os bens imóveis e móveis, incluindo os templos em geral – catedrais, igrejas e capelas – afectos ao culto público da religião católica, passassem a pertencer ao Estado, tendo sido determinado o arrolamento e o inventário dos referidos bens. A recuperação de bens por parte da igreja iniciou-se logo em 1918 e em 1926 mas só com a Concordata de Maio de 1940 é reconhecida à Igreja a propriedade dos bens móveis e imóveis que lhe pertenciam anteriormente.
É neste âmbito, que a 25 de Setembro de 1934, a Câmara do Sabugal comunica ao Presidente da Comissão dos Bens Culturais que encontrou no arquivo “oito acções de Dívida Interna Fundada, de 3%, no valor de setecentos e cinquenta escudos, por terem pertencido à extinta Confraria de Nossa Senhora das Dores do Casteleiro”.
Exemplo de título da Junta de Crédito Público.
A partir desta data inicia-se uma intensa troca de correspondência entre a Câmara, a Comissão de Bens, o Governo Civil e as Finanças. O objectivo era simples: devolver as valiosas acções no valor de 750$00 ao seu proprietário. Mas tal não foi possível. Só 11 anos depois, a 6 de Agosto de 1945, um advogado consultor, A. Morais D’Almeida, propõe que as acções sejam entregues à Comissão da Paróquia, entidade legalmente constituída.
E, assim, fica para a história, a existência no Casteleiro da Confraria de Nossa Senhora das Dores. Sem alvará, sem estatutos, sem existência legal mas com uma valiosa, à época, quantia de dinheiro investido!
 
 
 
 
 
 
"Reduto", crónica de António José Marques
 
 
 
 

16/04/2016

Aves Raras


Há por aí, alguns, que a única coisa que vêem na vida é o seu umbigo. Todos nós conhecemos gente assim. Falam e escrevem de cátedra, com ar professoral, soltando verborreias ao vento, convencidos da sua douta e infinita capacidade de provocar. Estão enganados!
A sua diarreia vocabular só demonstra a sua manifesta incapacidade e aparente mediocridade de argumentos. Demonstra, por outro lado, uma total ignorância dos temas que abordam, desconhecimento básico das acções em marcha. Estão enganados!
Para lá do umbigo existe todo um mundo. Mas quando os objectivos não têm em conta o bem em comum esquecem o que os rodeia. Apesar de apregoarem o oposto. Nem procuram saber a causa das cousas. Escrevem, escrevem, falam, falam, disparates, disparates. Nem sabem nem sonham que, apesar da incontinência verbal, não passam de aves solitárias condenadas, quem sabe, a acabar num qualquer deserto. Estão enganados!
Quando perguntam não querem saber as respostas. Querem apenas criar um facto fazendo as perguntas. Bem os conheço, os desta laia. Estão enganados!
No que diz respeito ao Casteleiro, para além do dia-a-dia, ou pessoalmente, há um local onde podem ser colocadas todas as questões: a Assembleia de Freguesia. É um órgão autárquico, eleito, onde o público pode intervir. No próximo dia 23, às 21 horas, terá lugar uma reunião.
Encontramo-nos lá!
 
 
"Reduto", crónica de António Marques
 
                                                                                                                                                                                     

06/03/2016

A caminho do Brasil

O Casteleiro não foge à regra do que se passou no interior do país, nomeadamente no concelho do Sabugal a partir de 1950. É, como tantas outras aldeias, uma terra onde a emigração provocou um forte decréscimo da população. Em 1950, o Casteleiro tinha 1578 habitantes, em 1960 diminuiu para 1271 e em 1970 para 885. Ou seja, em apenas vinte anos os residentes passaram praticamente a metade.
Se nestes anos a saída teve como objectivo principal terras de França e de Lisboa, já muito antes tinha existindo um movimento migratório para terras do Brasil. Publicamos hoje as fichas consulares de alguns desses nossos conterrâneos, onde é possível ver a data de nascimento e filiação, entre outros dados.
 

Existem ainda referências a Joaquim Antunes do Amaral Azevedo, filho de José do Amaral Azevedo e Maria da Piedade, casado, que partiu para o Brasil com a idade de 33 anos e também o registo de passaporte concedido a José Pires Saramago em 28 de setembro de 1912, natural do Casteleiro e residente em Caria.








"Reduto", crónica de António José Marques


14/01/2016

"Os Presidentes" no Casteleiro - Programa TSF

 
 
A “Casa da Esquila”, do chef Rui Cerveira, acolheu no Casteleiro, concelho do Sabugal, a mesa d’Os Presidentes, e serviu-os com um sem número de iguarias típicas da região. O concelho é dividido pelo Rio Côa, que funciona como uma espécie de fronteira natural e que acaba por dividir o concelho em relação a questões de tradições culturais e gastronómicas, de produção agrícola ou até de temperatura.
À mesa, com os jornalistas Fernando Alves, Pedro Pinheiro e António Catarino, que contaram com o apoio técnico de Pedro Picoto, estiveram Ricardo Nabais (Transcudânia), Rui Monteiro  (Grupo de pegadores “Ó Forcão”), Daniel Simão (ADES), Sandra Fortuna (Associação do lar de 3ª idade do Casteleiro) e Francisco Manso, investigador e divulgador da história do concelho.
Num concelho muito marcado pela desertificação e pela emigração, conhecemos melhor a capeia arraiana, tradição única no mundo, que funciona como factor aglutinador das gentes que dali saíram.
 
 
 
 

04/01/2016

Edite Fonseca apresenta dois novos livros


A nossa conterrânea Edite Fonseca vai apresentar os seus dois últimos livros, “Aventura Estival” e “Daniela e a Pedra Mágica”, no próximo dia 24 de Janeiro, às 15h, na antiga escola primária do Casteleiro.
A apresentação contará ainda com um momento de adaptação teatral da obra “Aventura Estival” e animação para os mais novos a cargo da empresa ”Izi Fun” da casteleirense Carolina Gonçalves.
No dia anterior, 23 de Janeiro, no Auditório da Câmara Municipal do Sabugal, será igualmente apresentado o livro “Aventura Estival”. Também aqui haverá um espaço dedicado às crianças com um mural pintado por alunos que frequentam as escolas do concelho, uma adaptação teatral do livro, com cenário dirigido pelo Professor Agostinho Silva e a “Izi Fun” desenvolverá diversas actividades lúdicas.





21/12/2015



O Marco e o Coreto

E quando pela blogosfera proliferam imagens e imagens do Casteleiro, estórias e estórias da nossa terra, uma situação benéfica do ponto de vista da divulgação do património nós, aqui, no “Viver Casteleiro”, sempre o fizemos e continuamos a fazer com uma condição que não abdicamos: acima de tudo o rigor. O rigor dos factos, da cronologia….
Hoje deixamos duas imagens do nosso “Terreiro”. Uma com o coreto (que já não há) e outra com o marco (que há)!
De facto, o velho marco, de torneira de pressão foi demolido em 1979 para dar lugar a um coreto. Felizmente, em 2006, o “Terreiro” foi requalificado, o coreto demolido e o marco reconstruído. Estes são os factos e a cronologia até ao dia de hoje!



Fotos: Daniel Machado