19/10/2016

Passado e Presente



Todos os casteleirenses conhecem o local. Todos por aqui passaram centenas de vezes. Esta foto, que me chegou por mão amiga mas que se desconhece o seu autor ou data, depois de inquirições a alguns dos nossos seniores, poderá ter sido obtida na década de cinquenta do século passado. A outra foto, exactamente do mesmo ângulo, foi tirada ontem, 18 de outubro.
Dizia o poeta que “onde não estamos é que estamos bem. Já não estamos no passado, e então ele parece-nos belíssimo”. Acrescento eu, neste caso, que não parece, é belo.
Mas estas duas fotos transportam-nos para a realidade do presente. Ouvi há alguns meses, numa aldeia do concelho, alguém referir “aqui, onde a estrada acaba”. No Casteleiro a estrada não acaba, a aldeia é atravessada em todo a sua extensão por uma estrada nacional. Mas é uma estrada que tem servido para levar gente. Hoje a população é menor que no século XVI. As casas foram recuperadas, novas e muitas se construíram. Mas não estão habitadas.
Contudo, o Casteleiro é a mais bela aldeia. Sempre foi. Porque é a nossa. E quando olhamos uma foto que nos faz recuar no tempo, as certezas são maiores e a energia para olhar o futuro ganha força e vigor.






"Reduto", crónica de António José Marques




17/10/2016

16/10/2016

Atividades do Lar de S. Salvador

“Quando quis tirar a máscara, estava pregada à cara.
Quando a tirei e me vi ao espelho, já tinha envelhecido”
F. Pessoa

Face à aproximação do Dia Internacional do Idoso, a instituição preparou-se com várias atividades no âmbito sociocultural.
Deste modo, os utentes elaboraram postais com mensagens alusivas a esta temática, tiveram oportunidade  também eles de conhecer e, em alguns casos, relembrar os Direitos do Idoso, adoptados pela Resolução 46/91 da Assembleia Geral das Nações Unidas de 16 Dezembro de 1991.
Ao longo da última semana do mês de Setembro, foram realizadas várias dinâmicas de grupo com assuntos referentes ao idoso aspetos biológicos, psicológicos e sociais da velhice.
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
No que diz respeito às atividades extra-instituição, salientamos duas destas: Visita ao Centro Comercial Serra Shopping, na Covilhã e Visita à Casa da Música da Bendada, esta última inserida na Comemoração do Dia Internacional do Idoso e Dia Mundial da Música.
A primeira, Visita ao Centro Comercial Serra Shopping, na Covilhã, realizou-se no dia 27 de Setembro onde os nossos utentes puderam visitar este espaço comercial, quer na àrea de acesso ao público em geral, quer nas zonas de acesso restrito, nomeadamente os locais de descarga de mercadorias, locais de separação de lixo assim como portas de acesso mais direto às várias lojas que compõem este Centro Comercial.
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Esta atividade, inserida no Plano Anual de Atividades tinha como principal objetivo proporcionar uma tarde diferente aos nossos utentes, onde cada um pôde conhecer estes novos espaços comerciais pudendo experienciar as escadas rolantes e elevador, sendo a maior parte inexperiente nestas “andanças”.
Participando no convite endereçado pelo Municipio do Sabugal, que desde já agradecemos, os nossos utentes participaram ativamente na Comemoração do Dia Internacional do Idoso e Dia Mundial da Música, interagindo com utentes de várias IPSS's ao som da boa música da Banda Filarmónica da Bendada. Antes do lanche convívio houve lugar a um baile, relembrando os tempos de antigamente.

A Direção

02/10/2016

Biblioteca Móvel

Por iniciativa da Câmara Municipal do Sabugal, a Biblioteca Móvel estará no Casteleiro na primeira terça-feira de cada mês, entre as 15h15 e as 16h15. No Largo de S. Francisco, já a partir do dia 4 de outubro.
 

 
 

 

18/09/2016

Arrolamento de bens da Igreja: faltavam os adros!

Em crónica anterior, que pode reler aqui, reproduzi o inventário de arrolamento  de todos os bens da Igreja, realizado no Casteleiro  em 6 de Março de 1912. Uma acção executada na sequência da Lei de Separação do Estado e da Igreja de 20 de Abril de 1911.
O Inventário, bastante exaustivo, tinha, no entanto uma falta: tinham esquecido os adros da igreja e capelas. E, claro, um palmo de terra é um palmo de terra!
 






















E foi assim que, vinte anos depois, a 22 de Julho de 1932, foi feita uma adenda ao documento com a descrição do que estava em falta. Assinaram o documento, o representante do Administrador do Concelho e pela Junta de Freguesia José dos Santos Mourinha. Mais uma vez o pároco de então, António Gonçalves Sapinho, primou pela ausência.
O inventário refere-se, pois, à Igreja Matriz, Capela de São Francisco, Capela do Espírito Santo e Capela de São Sebastião.
 
 
Igreja Matriz: “Um adro pertencente à Igreja, ainda actualmente servindo de cemitério, delimitado pelo lado norte por Manuel José Fernandes Mendes, pelo sul e poente Ferraz de Penamacor e pela nascente pela própria igreja e via pública. Mede 175 metros quadrados.”   
 
 
Capela do Espírito Santo: “Um pequeno quadrilátero de terreno pertencente à capela cujo, noutro tempo, se diz ter sido ocupado por um alpendre. Mede trinta e meio metros quadrados.”
 
 
Capela de São Sebastião: “Um pequeno território que circunda a capela, sito em São Sebastião, que é delimitado pelo nascente, sul e poente por Maria Esteves e pelo norte pela própria capela e via pública. Mede oitenta e um e meio metros quadrados – dentro desta área existem ainda as ruínas de um alpendre”.
 

Capela de São Francisco: “À capela sita no Terreiro do mesmo nome não pertence qualquer território pois que é delimitado pelo nascente pela escola oficial, norte, sul e poente pela via pública”.
Até aos nossos dias não chegou a Capela de São Sebastião, demolida e transladada para o cemitério da Aldeia.
 
 
 
 
 
 "Reduto", crónica de António José Marques
 
 
  
 
 

20/08/2016

Carlos Nabais (BA)


Hoje todos o conhecem por BA, tudo por causa da semelhança, que alguém encontrou, com a forte compleição física de um dos protagonistas da série “Soldados da Fortuna”, popularizada nos anos 80.
O Carlos Manuel Nabais é o mais novo de cinco irmãos: a Maria, o Zé, o Tó e a Esperança. Já a caminho dos 50 anos, nasceu a 10 de Junho, dia de Portugal.
O Carlos é um casteleirense de fibra. Na sua sábia simplicidade transporta valores que ao longo dos anos sempre registei com gosto. Solidário, sempre motivado para uma simples ou complicada ajuda, grande sentido de humor. O Carlos é um homem bom e de bem. Sempre disponível, granjeou já o título de “mordomo vitalício”, dada a sua voluntária participação na preparação e no decurso da anual festa de Santo António. E quem não se deliciou já com as famosas bifanas cujo molho só ele sabe confeccionar.
Esta é uma crónica dedicada a um casteleirense.
BA, Carlos, é alguém que sabe bem o significado de Viver Casteleiro!





"Reduto", crónica de António José Marques



19/08/2016

Almoço/Convívio do CACC


Na semana seguinte, após a Festa de Santo António, como vem sendo tradição, no dia 14 de Agosto, teve lugar, no salão do Centro de Animação Cultural do Casteleiro, o tradicional almoço/convívio, oferecido pela Direcção aos sócios e seus familiares.
Por razões óbvias, neste ano, a aderência não sendo tanta quanto se desejava, os que compareceram, vieram com o espírito de convivência, camaradagem e, é claro, de usufruírem do tradicional almoço de arroz com feijão, febras e carne entremeada, confeccionado pelo sempre disponível e prestável, Manel Leal, na feitura do arroz com feijão e pelo Albertino e “BA”, na assadura das febras e carne entremeada, não faltando, como é óbvio, as variadas bebidas.
 
 
 
 
 
 
 
 
 
                
 
Para sobremesa, houve, à descrição, queijo, melão e melancia, boa disposição e convívio.
Com um até para o ano, na esperança de que haja uma maior comparência, um bem-haja à Direcção e a todos os que colaboraram para o bom êxito deste salutar convívio.
 
 
 
 
 
 
Daniel Machado
 
 

13/08/2016

Festa de Santo António

Mais uma vez o Casteleiro evocou o Santo António com a Festa anual. Tempo de reencontro, tempo de Festa. Cumpriu-se a tradição. Um grande Bem-haja aos mordomos que, com grande motivação, cumpriram o seu objectivo.
 
 
 
 
 
 

 
 
 



(Fotos de Daniel Machado e Viver Casteleiro)
 
 

CACC promove almoço/convívio



29/07/2016

Obras de conservação do cemitério

Terminou ontem a reabilitação total do cemitério da Aldeia. Por iniciativa da Junta de Freguesia todos os muros, interiores e exteriores, foram lavados e pintados, bem como a capela e todos os gradeamentos e portões. Muitos anos depois o cemitério do Casteleiro ganhou nova cor.

 

25/07/2016

Garraiada no Casteleiro

No primeiro dia da Festa de Santo António, dia 5 de Agosto, a partir das 17h, a Garraiada volta à Aldeia, evento que não se realizava no Casteleiro há largos anos. Fica o convite.
 
 
 
 

09/07/2016

Dias de canícula

Casteleiro, 37 graus! Rumo ao Chafariz das Duas Bicas. A refrescar os casteleirenses há mais de três séculos com água da nascente das Hortas.

Foto de Paulo Pinto Martins


 

03/07/2016

Festa de Santo António

A mordomia da Festa de Santo António divulgou o cartaz com o programa. Poucos, jovens, mas com força e determinação para manter a tradição. Parabéns.




01/07/2016

Internet mais acessível

Todo a área urbana do Casteleiro é servida desde alguns anos, por iniciativa da Junta de Freguesia, por uma rede wireless que disponibiliza, gratuitamente e em sinal aberto, internet a toda a aldeia. Com a instalação esta semana, junto ao armazém da Junta, de uma torre com dois emissores, fica integralmente completo o sistema e melhorado substancialmente o sinal que chega aos utilizadores.
 
 

27/06/2016

Sardinhada no "Terreiro"

Dia de sardinhada, dia de encontro, convívio e tempo para dar vida ao velho "terreiro". Foi assim, domingo à tarde, no nosso Casteleiro.









21/06/2016

O arrolamento dos bens da Igreja em 1912


Como já aqui referi em crónica anterior, a propósito da existência na nossa aldeia da Confraria de Nossa Senhora das Dores, a Lei de Separação do Estado e da Igreja, publicada a 20 de Abril de 1911, determinou o arrolamento e inventário de todos os bens da Igreja.
Hoje reproduzimos aqui o original desse inventário realizado no Casteleiro no dia 6 de Março de 1912. Estiveram presentes e assinaram o documento: José Augusto Martins Paiva, representante do Administrador do Concelho; Norberto de Amaral Azevedo, Presidente da Junta da Paróquia de Casteleiro e Manuel José Gonçalves Coelho, delegado da comissão concelhia do inventário.
O documento descreve os bens móveis, a saber:
- “uma igreja denominada de S. Salvador que serve de igreja matriz com capela mor, sacristia, uma pequena casa para despejos, campanário com um sino quasi de grande tamanho…”
- “uma capela denominada de S. Francisco, campanário e púlpito cá fora, mas sem sino tendo dentro um altar e imagem de São Francisco…”
-“uma capela denominada do Espírito Santo situada no Reduto com campanário e sineta tendo dentro um altar e imagem do Espírito Santo…”
-“uma capela denominada de São Sebastião, no sítio de São Sebastião com um altar dentro em mau uso…”

Quanto às imagens encontradas na igreja matriz: São Salvador, Coração de Jesus, S. Sebastião, Senhora de Lurdes, Santo António e Menino Jesus. Segue-se depois uma longa lista de alfaias e utensílios. De várias casulas, a missais, um par de galhetas de vidro, um relicário de prata, estolas, etc…
Todos os bens ficam à guarda do Presidente da junta da Paróquia.
Curiosidade, ou talvez não, o pároco de então, António Gonçalves Sapinho, não assinou o documento pois, escreve o delegado, “o pároco desta freguesia não assistiu por não ter sido encontrado”. Obviamente o padre Sapinho não iria assistir ao despojamento dos bens e nesse dia, certamente, terá aproveitado para fazer um passeio!
Em 1932 foi feita nova adenda ao inventário já que, imaginem, vinte anos depois tinham descoberto que alguns dados estavam em falta. Mas isso é tema para outra crónica…
 
 
 
 
 
"Reduto", crónica de António José Marques