05/09/2018

Almoço/Convívio do CACC

Esta notícia do almoço/convívio do Centro de Animação Cultural do Casteleiro, já com algo de atraso, continuando a ser tradição, realizou-se, no dia 15 de Agosto findo, após a Festa de Santo António, no salão do referido Centro Cultural.











Com a presença dos sócios e seus familiares já chegados e sentados à mesa e outros a chegarem, sem demora, o arroz com feijão, as febras e a carne entremeada foram servidas em travessas e levadas a todas as mesas, onde todos, já com apetite, a hora foi de ataque ao desejado arroz com feijão, às febras e à carne entremeada, tudo bem regado com as variadas bebidas, à descrição.


Conversa para aqui, conversa para ali, do muito que havia para falar, veio a sobremesa de queijo, melão e, mais ainda, três dedos de conversa.
Por fim, com um até para o ano, um merecido agradecimento à Direcção do Centro de Animação Cultural do Casteleiro, bem como a todos os colaboradores na confecção do tão saboroso e apetitoso almoço, contribuindo assim para um salutar e agradável almoço/convívio.

Daniel Machado


28/08/2018

A população do Casteleiro em 1864


Em Outubro do passado ano abordei nesta crónica os dados relativos à população do Casteleiro segundo o censo de 1801, conhecido pelo ”Censo do Conde de Linhares”. Nesse ano, a Aldeia tinha 462 habitantes, 223 homens e 239 mulheres. Quanto aos fogos eram referidos 135.
Em 1849 existem dados de outro recenseamento, ainda com base nos assentos paroquiais, que referem 777 habitantes, 378 homens e 399 mulheres. Nesse ano foram registados 25 nascimentos, 9 óbitos e 3 casamentos. Relativamente aos fogos passaram a 201. Constata-se, assim, que em apenas 48 anos, a população aumentou em 315 pessoas e o número de casas em 66.
Mas foi em 1864 que se realizou o primeiro recenseamento geral da população, em que os dados obtidos são mais concretos e têm já um grau de confiança razoável.
Assim, em 1864, o Casteleiro tinha 848 habitantes, 430 homens (267 solteiros, 143 casados e 20 viúvos) e 418 mulheres (236 solteiras, 143 casadas e 39 viúvas). A estrutura etária estava assim distribuída: até aos 10 anos – 101 do sexo masculino e 86 do feminino; entre os 11 e os 25 anos – 109 do sexo masculino e 117 do feminino; entre os 26 e os 40 anos – 128 e 114; entre os 41 e os 60 anos – 69 e 73; entre os 61 e os 80 anos – 22 homens e 27 mulheres. Entre os 80 e os 90 anos foram recenseados um homem e uma mulher. Quanto aos fogos registam-se 214, um aumento de 13 em 15 anos.
Da análise destes números a salientar uma população francamente jovem: 187 crianças com menos de 10 anos e 226 jovens com idade entre os 11 e os 25 anos. Quase metade da população (413) tinha menos de 25 anos.
O censo de 1864 foi reportado ao dia 1 de Janeiro. Aí é referido que existia uma única criança do sexo masculino com mais de um mês e menos de dois meses completos. Para memória futura, após investigação nos paroquiais, essa criança chamava-se Joaquim, nascido a 5 de Novembro de 1863, filho de Manuel Cameira Nabais e Rosa Gomes, neto paterno de António Nabais e Maria Cameira e materno de José Caetano Esteves e Maria Gomes. Foi baptizado em 15 de Novembro de 1863 sendo padrinhos o casal José Fernandes Chambaril (forneiro) e Maria Soares.
A evolução demográfica do Casteleiro, conhecida e já aqui referida é a seguinte: ano de 1527 – 52 habitantes; ano de 1758 – 527 habitantes; ano de 1801 – 462 habitantes; ano de 1849 – 777 habitantes e ano de 1864 – 848 habitantes.
Em menos de 30 anos depois deste censo, o Casteleiro vai ultrapassar os mil habitantes. Essa é outra crónica!







"Reduto", crónica de António José Marques



27/08/2018

CASA DA MEMÓRIA DO CASTELEIRO


A Junta de Freguesia de Casteleiro submeteu uma candidatura no âmbito do anúncio de abertura nº 002/Pró-Raia/10.2.1.6/2018, Renovação de Aldeias, inserida na área 4 “Desenvolvimento Local” do PDR 2020, da “Casa da Memória do Casteleiro” um projecto de reabilitação e recuperação do edifício da velha escola primária do Casteleiro, património de referência da Aldeia, que se encontra há muito fechado e em adiantado estado de degradação.
O projecto, já com parecer favorável da Câmara do Sabugal, tem por objectivo uma intervenção de fundo no edificado e área envolvente adaptando-o e criando de raiz a “Casa da Memória do Casteleiro”, um espaço que se pretende seja um repositório fiel de objectos, documentação e tradições do passado, preservando e divulgando deste modo a memória colectiva da Freguesia.
O espaço reunirá um vasto e variado conjunto de elementos representativos da vida diária e tradições da Aldeia, nomeadamente ligados à actividade agrícola, aos usos e costumes da população, ao ambiente caseiro e também espólio documental, documentos antigos maioritariamente recolhidos na Torre do Tombo, fotos, livros, etc…
A “Casa da Memória do Casteleiro” será um núcleo representativo da memória da Aldeia, aberto diariamente e destinado a todo o público, assumindo-se como pólo de atractividade cultural e dinamizador de visitantes, alunos de escolas e outros, aliando desta forma a recuperação do património a um efectivo enriquecimento cultural da Aldeia, do Concelho e da Região.
Pretende-se atingir esse objectivo com uma eficaz e eficiente divulgação, através de material gráfico e outro, que promova a “Casa da Memória” e do que o visitante ali pode encontrar e que, simultaneamente, divulgue o percurso do projecto tendo por base a recuperação do que foi uma escola primária durante décadas.
A Junta de Freguesia de Casteleiro, entidade responsável pelo projecto, conta com a colaboração do Lar de São Salvador do Casteleiro, contiguo ao edifício, com quem celebrou um Acordo de Cooperação através do qual, dentro das suas possibilidades e sem quaisquer encargos, assegurará a recepção dos visitantes por utentes do Lar, igualmente guias do espaço, aliando desta forma a memória exposta à memória viva das gentes do Casteleiro.
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 

14/08/2018

Requalificação do Largo do Reduto

                                                       
O secular Largo do Reduto ganhou nova dimensão. Domingo, 12 de agosto, assinalou-se a conclusão das obras de requalificação do Largo. Uma obra promovida pela Junta de Freguesia que implicou a aquisição das “palheiras” existentes no local, a sua demolição acompanhada por um arqueólogo e elaboração e execução do projecto que permitiu edificar um bloco de sanitários públicos, recuperar os muros e edificações envolventes, alterar a iluminação da área e, ainda, “transformar” um bloco granítico ali existente num chafariz público.
Estiveram presentes, entre outros, o Presidente da Câmara, António Robalo, o Vice-Presidente Vítor Proença, a Vereadora Sandra Fortuna e todos os membros da Junta e Assembleia de Freguesia do Casteleiro.
O primitivo Reduto amuralhado e estrutura defensiva da Aldeia num tempo em que tinha ao centro o único local de culto do aglomerado, hoje Capela do Espírito Santo, ganhou uma nova escala. Porque os espaços e as pedras também falam….
 
 
 
 
 
 




 
 



Almoço do CACC


08/06/2018

Terapia do Riso no Lar do Casteleiro



A Associação do Lar e Centro de Dia de São Salvador do Casteleiro, proporcionou um dia diferente aos seus utentes: Terapia do Riso.
Foi no passado dia 14 de Abril que, o dia começou ao som dos risos e gargalhadas dos vários utentes de ERPI, lar de idosos, CD e SAD.
“O riso é um comportamento próprio dos seres humanos. O número de vezes que as pessoas se riem tende a reduzir ao longo da vida, diariamente uma criança ri aproximadamente 300 vezes, um adulto 15-100 vezes e um idoso ri ainda menos. O riso pode ser treinado com recurso à terapia do riso, que se faz em grupo, num ambiente descontraído e de relação interpessoal, em sessões aproximadamente de 60 minutos.













As sessões, dinamizadas pelas terapeutas do riso, do Belorriso, são marcadas pela combinação de técnicas de respiração, alongamentos e exercícios para estimular o riso que, no seu conjunto, provocam múltiplos benefícios tanto a nível físico, como psicológico/emocional, como social em particular nas relações interpessoais. Este treino do riso assenta na evidência de que o organismo não distingue entre o riso espontâneo e um riso provocado por exercícios, produzindo os mesmos benefícios, por isso se se provocar o riso, o corpo produz os mesmos benefícios que obteria com o riso espontâneo. Assim, durante uma sessão de riso, constata-se que após algum treino se consegue alcançar o riso espontâneo muito facilmente. As pessoas idosas, como em geral se riem menos, beneficiam muito com as sessões de terapia do riso, que é um valioso contributo para a promoção e vivência de um envelhecimento digno, com qualidade, ativo e positivo.” (Maria Barbosa & Maria Miguel Barbosa.

A Direção

10/04/2018

Raptado por um oficial inglês


É do conhecimento histórico que, por ocasião das Invasões Francesas, Sortelha e todo a zona envolvente foi um dos alvos das tropas invasoras. Aliás, é bem conhecida a vitória do exército luso-inglês na famosa Batalha do Gravato, no Sabugal, a 3 de Abril de 1811. Certo é que os ingleses, depois da retirada dos franceses, ficaram por cá nomeadamente para reorganizar o exército luso, sob o comando dos generais Wellington e Beresford. E essa presença terá acontecido, também, na então capitania de ordenanças de Sortelha. O que poderá de algum modo estar na base deste facto acontecido no Casteleiro, em 1811 ou 1812.




Luís, filho do casteleirense José Martins da Costa e Maria da Costa do Vale de Lobo, nasceu em 1801. Setenta e um anos depois, a 3 de fevereiro de 1872, ficamos a saber por intermédio de um seu primo, Luís Martins Fortuna, que solicitou que o assento de baptismo fosse reescrito, que o Luís tinha sido raptado a seus pais por um oficial inglês, teria então dez ou onze anos de idade.

O porquê deste rapto, em que condições, o que lhe aconteceu, nunca o vamos saber. Quem serão os descendentes da família do Luís? Também dificilmente o saberemos. O que sabemos é que nunca mais se soube dele já que o assento é escrito setenta e um anos depois do seu nascimento.
E sabemos outra coisa. É que tantas décadas depois o casteleirense Luís não foi esquecido pelos seus, que fizeram questão de deixar para memória futura prova da sua existência e do que lhe aconteceu.
E esse foi um objectivo conseguido. Passados 217 anos estamos aqui a falar do Luís.

“Luís, filho legítimo de José Martins da Costa natural desta freguesia de Casteleiro concelho extinto de Sortelha e Belmonte, hoje do Sabugal Diocese da Guarda e de Maria da Costa ou Pires Reina, natural do Vale de Lobo concelho de Penamacor da dita Diocese , neto paterno de José Martins  Osório e de Violante da Costa , ignora-se o nome dos avós maternos por não serem desta freguesia. Nasceu no ano de mil oitocentos e um , foi solenemente baptizado pelo Reverendo José dos Santos e foi seu padrinho seu tio paterno  Manuel Martins da Costa o que tudo me foi certificado pelas testemunhas Luís Martins Fortuna primo do baptizado, de idade de setenta anos e Joaquim Gomes Rodrigues da idade de setenta e quatro anos. Em vista do alvará de autorização que me foi apresentado por Sua Exª reverendíssima o Bispo desta Diocese, Manuel Martins Manso, o qual alvará fica no arquivo desta paróquia, lavrei este assento que assino, Casteleiro 3 de fevereiro de 1872- o Vigário Joaquim Lopes Almeida. Declaro em tempo que as sobreditas testemunhas me confessaram que o baptizado foi raptado a seus pais por um Oficial Inglês em mil oitocentos e onze ou doze. Era ut supra.”






"Reduto", crónica de António José Marques




Assento de Baptismo disponibilizado por http://www.genregis.com/

18/03/2018

A caminho da Argentina


Como já referi aqui em crónica anterior denominada “A caminho do Brasil”, muitos foram os casteleirenses que, antes do surto emigratório para França a partir dos anos 50 do século passado, rumaram para aquelas paragens.
Mas antes, no início do século, foi a Argentina um dos primeiros destinos. Publicamos hoje alguns dos nossos conterrâneos que deixaram a sua terra em busca de melhor vida, de um sonho de “riqueza”, afinal, uma partida às cegas para uma terra de “promessas”.
Dos 17 casteleirenses que a seguir enumeramos, todos com destino a Argentina, 12 obtiveram passaporte em 1912, um em 1925, dois em 1927, um em 1928 e um em 1931. As informações são em alguns casos escassas, apenas filiação e/ou idade e em quatro casos reproduzimos mesmo a concessão de passaporte com foto e informações pessoais.
 
 
 
Em 1912 obtiveram passaporte José Pires Saramago, residente em Caria; José Bernardo residente em Inguias; José Ferreira, filho de António Ferreira e Domingas Pinto, casado de 39 anos; Manuel Pinto, filho de António Pinto e Luísa, casado, de 37 anos, residente em Valverdinho; Luís Moita, filho de João Moita e Luísa da Costa, casado, de 30 anos; António Carvalho, filho de Manuel Carvalho e Maria do Carmo Soares, casado, de 28 anos; Manuel Marques, filho de Joaquim Marques e Caetana, casado, de 28 anos; Manuel Machado, filho de João Machado e Maria Emília Soares, solteiro, de 24 anos; Valentim, filho de José Valentim e Maria Nabais, casado, de 24 anos; Manuel Lourenço Capelo, filho de José Lourenço Capelo e Isabel Justiça, casado, de 31 anos; Manuel Valente, filho de António Valente e Theodora Correia, casado, de 31 anos; Manuel José Valentim, filho de José Valentim e Maria Nabais Cameira, casado, de 32 anos.
 
 
A única mulher que surge com passaporte para Buenos Aires é Flamina Clara Cameira, em novembro de 1925, mas sem qualquer indicação de filiação ou idade.
Em 2 de Janeiro de 1927 obtém passaporte José Fonseca, filho de Eduardo Fonseca e Emília Fonseca, de 29 anos (primo direito da avó materna do autor desta crónica) e em 23 de Novembro de 1927 obtém passaporte Francisco Afonso, filho de José Afonso e Maria do Rosário, casado, de 46 anos.
Em Janeiro de 1928, emitido passaporte a João Nabais, filho de José Maria Nabais e Conceição de Jesus, solteiro de 24 anos.
Por último, em 9 de Dezembro de 1931, Fermino Pinto, filho de Joaquim Pinto e Maria Bárbara Gonçalves, viúvo, de 46 anos, obtém passaporte com destino a Montevideu.
 
 
 
 
 
 
"Reduto", crónica de António José Marques

Assembleia Geral do CACC


14/02/2018

Prevenção de Incêndios Florestais

A Junta de Freguesia realizou no passado dia 4 uma acção de sensibilização da população para o facto de, a partir do dia 15 de Março, no âmbito da legislação em vigor, os proprietários, arrendatários, usufrutuários ou entidades que, a qualquer título, detenham terrenos confinantes a edifícios inseridos em espaços rurais, serem obrigados a proceder à gestão de combustível numa faixa com largura não inferior a 50 metros, medida a partir da alvenaria exterior do edifício, sempre que esta faixa abranja terrenos ocupados com floresta, matos ou pastagens naturais. Em torno dos aglomerados populacionais a faixa é de 100 metros.
O incumprimento desta legislação incorre na aplicação de coimas que variam entre 280 e 10 mil euros para pessoas singulares e 1.600 a 120 mil euros para pessoas colectivas.
A Junta de Freguesia de Casteleiro encontra-se disponível para prestar quaisquer esclarecimentos sobre esta medida, presencialmente ou pelo email jf-casteleiro@sabugal.pt
Santo Amaro
Carrola
Valverdinho
Casteleiro


15/01/2018

Passagem de Ano na Casa da Esquila

Mais uma PASSAGEM DE ANO NA CASA DA ESQUILA e, se as anteriores foram do agrado geral, esta, em grande número de presentes, com a ementa de
ENTRADAS na sala do Gourmet
SOPA no alindado Salão
TRÊS PRATOS
BEBIDAS
SOBREMESA
CAFÉ E DIGESTIVOS
PASSAS E CHAMPAGNE
BUFFETS DA MEIA-NOITE na sala do Gourmet, foi uma PASSAGEM DE ANO fantástica e acolhedora.

Com votos e certezas de que para o ano a PASSAGEM DE ANO será igual ou melhor ainda, resta-nos, assim, agradecer à CASA DA ESQUILA, na pessoa do seu proprietário, Chef Rui Cerveira, um sincero agradecimento pelo excelente e eficiente serviço.  

 
 











Daniel Machado

23/12/2017

1757 - Casamento no dia de Natal

Domingo, 25 de Dezembro de 1757. Dia de Natal no Casteleiro. Passaram exactamente 260 anos. Dia de festa na Aldeia. Mas também dia de boda. Celebrou-se o casamento do Francisco e da Francisca. Com uma particularidade: foi o quarto casamento da Francisca!
Francisco Lopes Martins, solteiro, natural do Casteleiro. filho de Manuel José Martins de sortelha e de Isabel Pires Leal, do Casteleiro, casou com Francisca Martins Pacetta, viúva. A Francisca tinha casado pela primeira vez com Manuel Esteves do Casteleiro, a segunda vez com Manuel Antunes natural do Salgueiro e a terceira vez com António Martins, natural da quinta das Olas (Belmonte), filho de António Velho e de Ana Martins. António Martins, o terceiro marido da Francisca, tinha falecido no Casteleiro a 2 de Novembro de 1755. Estórias do passado!
 
  "Reduto", crónica de António José Marques