Termina hoje a publicação das Memórias Paroquiais do Casteleiro.
6 – Esta tal ribeira onde principia, corre das partes do nascente e coisa de um quarto de légua no sítio chamado Alvercas limite do mesmo lugar dá uma meia volta e corre de norte a sul.
7 – Nada
8 – Nada
9 – Nada
10 – As suas margens se costumam cultivar para centeio, as árvores que há ao pé dela são algumas oliveiras e alguns amieiros, porém estes não dão frutos. Também ao pé do lugar em alguns chãos que estão junto dela se costuma semear linho de secadal.
11 – Nada
12 – Enquanto corre no limite deste lugar não tem outro nome mais que de ribeira, mas fora do limite toma o nome de Ribeira do Anacer.
13 – Morre na ribeira chamada Meimoa entre o lugar Benquerença e o lugar Escarigo.
14 – Nada
15 – Tem esta ribeira duas pontes de pao, uma no sítio chamado Alaia dos Ramos e outra no sítio chamado as Relvas da Ponte.
16 – Tem dentro do limite desta freguesia esta ribeira sete moinhos e três lagares de azeite, dois pizoins e algum dia teve também um tinte, porém hoje se acha demolido.
17 – Nada
18 – Gozam os povos livremente das suas águas.
19 – Tem de comprimento donde principia até aonde se mete na Ribeira Meimoa duas léguas e não passa senão ao pé deste lugar de Castelleyro.
20 – Quando a folha cai para a parte desta ribeira que chamam a folha de Guaralhais de um sítio que chamam as Portellas para baixo, tem a mitra duas partes e a Comenda uma, e das Portellas para cima terá a Comenda duas partes e a Mitra uma, em todos os frutos.
Castelleiro, 25 de Abril de 1758
Manuel Pires Leal
Cura deste dito lugar
"Reduto", espaço de crónica semanal de autoria de António Marques







