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11/11/2015

O Fraterno Trabalho Voluntário

Há por aí gente, conheço um, que cegos e sedentos pelo lucro e pelo acumular de riqueza, embora semanalmente se recolham aos evangelhos numa tentativa frustrada de expiar os pecados da difamação, que não sabem nem sonham o que é ser solidário, o que é ser voluntário, o que é agir e concretizar obra a favor dos nossos iguais.
Segundo a definição das Nações Unidas, "o voluntário é o jovem ou o adulto que, devido ao seu interesse pessoal e ao seu espírito cívico, dedica parte do seu tempo, sem remuneração alguma, a diversas formas de actividades, organizadas ou não, de bem-estar social, ou outros campos..." (UN, 2001).
É comum em todas as definições encontrar-se que o voluntariado, se refere ao serviço ou actividades realizadas sem remuneração financeira, através de uma Organização Sem Fins Lucrativos (OSFL), com o propósito de beneficiar o próximo, seja a sociedade em geral, um determinado grupo ou indivíduo que não sejam próximos de quem exerce a actividade em si (Medina,2011).
Para além da dimensão da solidariedade e da dimensão cívica e participativa que a actividade do voluntariado expressa, várias são as análises que têm procurado demonstrar o significado económico do voluntariado. Em 2008, Moreno e Yoldi exploraram três grandes questões relacionadas com este tema: a avaliação económica do trabalho voluntário; os custos de gestão do voluntariado como uma limitação determinante para a sua expansão e consolidação; e o voluntariado corporativo, como uma das novas áreas para o desenvolvimento da responsabilidade social corporativa e expansão do trabalho voluntário propriamente dito (Sajardo Moreno e Serra Yoldi, 2008).
O terceiro sector constitui ainda uma problemática teórica e conceptual nas ciências sociais e no plano político.
É um sector económico diferente do sector público e do sector lucrativo privado, abrangendo uma grande diversidade de organizações da sociedade civil que trabalham sem fins lucrativos nas mais diversas áreas (solidariedade social, saúde, cultura, desporto e lazer, educação, ambiente, direitos humanos, entre outras),e é frequentemente referido pela componente do trabalho voluntário que mobiliza.
O valor económico do voluntariado tem sido estimado com maior rigor no âmbito do terceiro sector e, de acordo com o relatório efectuado em 2005 pela Johns Hopkins University, numa perspectiva  de comparação onde é efectuada a caracterização à escala nacional do terceiro sector de vários países.
Em Portugal a contribuição do sector para a economia do país (em termos de composição da força de trabalho) é quantificada em 4,2% do PIB e, relativamente ao “valor do esforço voluntário” este, por si só, contribui com mais de 0,5% para o PIB do país.
Comparativamente com os outros países, o peso deste sector na população economicamente activa, representa em Portugal 4%.
A importância do voluntariado é cada vez maior em Portugal.
“Vivemos numa sociedade de consumidores de acontecimentos em vez de produtores. O voluntário tem a possibilidade de passar do sofá para a vida onde intervém e produz acontecimentos.” (Carlos Costa in Lusa, 2011).

 

 
 
Sandra Fortuna
(Presidente da Direcção do Lar S. Salvador do Casteleiro)



31/08/2015

Sandra Fortuna é candidata


A nossa conterrânea Sandra Fortuna, Presidente da Concelhia do Partido Socialista do Sabugal, integra pela segunda vez a lista de candidatos a deputados pelo Distrito da Guarda.
A Sandra Fortuna tem um percurso exemplar de dedicação à causa pública, na área do ensino e da solidariedade social. Vereadora na Câmara do Sabugal de 2009 a 2013, Presidente do Lar de São Salvador do Casteleiro desde 2009 e com actividade profissional numa IPSS dedicada à deficiência intelectual, a Sandra reúne todas as condições para contribuir pela defesa e engrandecimento do Concelho do Sabugal e do Distrito da Guarda.

Estou certo que os casteleirenses e as gentes do Concelho do Sabugal e do Distrito irão confirmar que se revêem na sua representatividade.







"Reduto", crónica de António José Marques





07/12/2013

Sandra Fortuna eleita Presidente da Concelhia do Partido Socialista do Sabugal


O “Viver Casteleiro” saúda a nossa conterrânea Sandra Fortuna, hoje eleita Presidente da Comissão Política Concelhia do Partido Socialista do Sabugal para um mandato de quatro anos.
 

13/10/2013

"Saio com a certeza de que há um caminho alternativo para o Concelho do Sabugal"

A nossa conterrânea Sandra Fortuna termina agora o seu mandato autárquico enquanto Vereadora, na oposição, do executivo da Câmara Municipal do Sabugal. Quatro anos na defesa de um Concelho com Futuro, em que desenvolveu um trabalho ímpar e dignificou, com saber e rigor, a aldeia que a viu nascer. Na última reunião, realizada a 9 de Outubro, deixou a comunicação que transcrevemos.




Sr. Presidente da Câmara
Senhora e senhores vereadores
Em 2009 integrei a lista do Partido Socialista à Câmara Municipal, porque acreditava no projecto de futuro do PS e das mulheres e homens que acompanhavam António Dionísio para transformar o Concelho do Sabugal num território competitivo e atractivo para nascer, crescer, viver, trabalhar, investir, envelhecer e visitar, promovendo de forma sustentada a qualidade de vida dos sabugalenses.
Candidatei-me, porque considerava que a manutenção por mais quatro anos de uma gestão PSD, nada traria de bom para os sabugalenses, e que, por isso era chegada a altura de mudar!
Mudar para resolver os problemas que se colocavam ao Concelho, dialogando com todos, e estabelecendo as parcerias adequadas, mas sempre no sentido de tomar decisões para a acção, e para encontrar as melhores soluções.
Mudar para melhorar os níveis de qualidade de vida dos sabugalenses, criando as condições necessárias para inverter o processo de desertificação crescente do nosso território.
Mudar para colocar o Concelho numa posição competitiva mais favorável no âmbito regional, atraindo empresas e criando emprego.
Mudar para recuperar o orgulho de sermos sabugalenses, arraianos, transcudanos e beirões.
Mudar, porque tínhamos a certeza que, juntos, seríamos capazes de construir um Concelho do Sabugal com futuro!
Infelizmente não conseguimos fazer chegar esta mensagem aos cidadãos sabugalenses, e, embora perdendo a maioria absoluta, o PSD manteve a liderança do executivo municipal.
Embora continuando a acreditar que o Partido Socialista e o seu cabeça de lista tinham razão e tinham apresentado um conjunto de propostas adequadas à ultrapassagem da situação gravíssima em que o Concelho se encontrava, assumi as minhas funções de vereadora da oposição, tentando, em cada momento, optar pelas soluções que, não sendo as do Partido Socialista, eram aquelas que menos agravavam a situação.
Passados quatro anos, considero-me satisfeita pelo trabalho que eu, o Luis Sanches e o Francisco Vaz, aqui desenvolvemos.
Mas naquilo que era fundamental para o Concelho, continuam alguns problemas como:
O processo de desertificação das nossas terras mantem-se, continuando o Concelho a perder população, mantendo-se as tendências de envelhecimento da população, a que se associa uma crescente incapacidade de regeneração da população residente.
O Concelho acentua a sua baixa competitividade territorial, revelando-se incapaz de atrair empresas e de criar empregos.
Embora registando algumas melhorias o Concelho continua a revelar uma incapacidade estrutural de afirmação enquanto destino turístico, apesar das condições excepcionais que possui, do ponto de vista natural e histórico-cultural.
O poder democrático vive de derrotas, muitas, e de vitórias, poucas.
O Partido Socialista perdeu mais uma vez, mas o seu amor ao Concelho do Sabugal e a vontade indomável de continuar a lutar pelo futuro desta terra e das suas gentes, levará a que, desta derrota, os socialistas saibam tirar as lições devidas e continuem, dia após dia, a construir a alternativa política que reconduzirá o Concelho do Sabugal à senda de progresso que tem sido a pedra de toque diferenciadora destas gentes raianas e transcudanas.
Termino deixando uma palavra de agradecimento ao Luís Sanches e ao Francisco Vaz pelo empenho e a dedicação que souberam demonstrar na defesa dos interesses do Concelho, mas agradecendo também a todos os militantes e independentes que sempre souberam estar ao nosso lado.
Não posso também terminar sem deixar uma saudação ao Sr. Presidente e restantes vereadores do PSD e ao Vereador Joaquim Ricardo. Separam-nos questões fundamentais, mas, considero que todos nortearam as suas posições para defender aquilo que consideravam ser o melhor caminho para o bem do Concelho e dos seus habitantes.
Uma palavra também de agradecimento às funcionárias e funcionários do Município que deram o seu apoio a este Executivo e sempre corresponderam aos meus pedidos de apoio.
Como dizia o Vereador Francisco Vaz “Saio desta experiência mais madura e mais sábia do que entrei.”
Mas saio também com a certeza de que há um caminho alternativo para transformar o Concelho do Sabugal num território competitivo e atractivo para nascer, crescer, viver, trabalhar, investir, envelhecer e visitar, promovendo de forma sustentada a qualidade de vida dos sabugalenses.
E que estarei na construção desse caminho alternativo!
Sandra Fortuna
 
 

14/09/2011

Sandra Fortuna

É com muita alegria, repleta de muitos parabéns que eu pessoalmente e, certamente, o concelho do Sabugal, em especial o nosso Casteleiro, nos orgulhamos da nossa querida conterrânea, Dr.ª Sandra Fortuna por ter sido escolhida e eleita para integrar a Comissão Nacional do PS, órgão máximo deste partido.
Esta escolha é mais uma distinção e qualificação, que bem merece e, por arrastamento, para engrandecimento da sua Terra Natal – o Casteleiro.
Renovo os meus sinceros parabéns e votos dum bom trabalho.





"Daqui Viseu", espaço de opinião de autoria de Daniel Machado

16/04/2011

Sandra Fortuna integra lista de deputados



A nossa conterrânea Sandra Fortuna integra a lista de candidatos a deputados do Partido Socialista pelo Distrito da Guarda.

É com grande orgulho que as gentes casteleirenses e, estou certo, do concelho do Sabugal, recebem esta notícia.

A Sandra Fortuna tem já um percurso profissional e de vida a todos os títulos exemplar, de dedicação à causa pública, mas também na áreas do ensino e da solidariedade social. Como Vereadora eleita na Câmara do Sabugal tem liderado a oposição ao actual executivo camarário, pautando a sua intervenção pela defesa intransigente de um Concelho com futuro, onde dê gosto viver e trabalhar.

A sua inclusão na lista de candidatos a deputados é o reconhecimento público e assumido que a Sandra Fortuna reúne condições para contribuir, na Assembleia da República, pela defesa e engrandecimento de todo o Distrito da Guarda.

Para nós, casteleirenses, que conhecemos a Sandra desde que nasceu, é reconfortante saber que os méritos que lhe reconhecemos vão muito além da nossa terra!

No próximo dia 5 de Junho, os casteleirenses e as gentes do Concelho do Sabugal, irão confirmar que confiam na Sandra Fortuna e que se revêem na sua representatividade.


António José Marques


07/03/2011

Foto da Semana


Sandra Fortuna, Vereadora da Câmara do Sabugal, no passado dia 4, em Badamalos, por ocasião da assinatura de protocolos com freguesias do Distrito, com a presença do Secretário de Estado da Administração Local, José Junqueiro.

28/12/2010

Sandra Fortuna é Personalidade do Ano 2010

O Viver Casteleiro elegeu a Dr.ª Sandra Fortuna como “Personalidade do Ano 2010”. A nossa conterrânea Sandra Fortuna tem desenvolvido uma intensa actividade em prol da causa pública, nomeadamente no Concelho do Sabugal. Com dedicação e mérito amplamente reconhecido nos mais diversos fóruns, tem levado longe o nome da sua aldeia cujas raízes faz sempre questão de lembrar.
A Sandra Fortuna é Vereadora da Câmara Municipal do Sabugal e, para além de uma intensa actividade política e na área da solidariedade social, é Presidente da Direcção do Lar de São Salvador do Casteleiro, onde tem vindo a concretizar um ambicioso projecto de modernização.
Jovem, com grande capacidade de trabalho e ambição de bem fazer, a Sandra é bem o exemplo de casteleirense de que todos nos devemos orgulhar.

20/12/2010

A força da vereadora Sandra Fortuna

A jovem vereadora socialista Sandra Fortuna tem-se revelado um exemplo de rectidão e de tenacidade, que merece ser sinalizado. O momento político que o Sabugal atravessa faz reviver a efervescência dos eleitos, que a todo o tempo têm de mostrar estar à altura das responsabilidades.

O presidente da câmara, António Robalo, encontrou há alguns meses uma solução de estabilidade política para o executivo. Chegou lá com certa morosidade e tem avançado por caminhos erráticos, de avanços e recuos, de batidas no cravo e na ferradura, mas é certo ter condições para executar o seu programa.
Compreendo perfeitamente a lógica do acordo com Joaquim Ricardo, o vereador do MPT, dando-lhe um lugar de vereador em funções permanentes e ainda o malogrado cargo de presidente da Sabugal+. O lugar na empresa municipal era o garante absoluto de que Joaquim Ricardo lhe seria fiel, secundando-o nas votações e colocando de lado sinais de independência numa ou outra matéria.
Entretanto o facto consumado da demissão de Joaquim Ricardo de presidente da Sabugal+, em razão de pareceres que apontam para irregularidades na eleição, trazem à memória a conduta de António Robalo para com a sua colega de executivo, a vereadora Sandra, que com ele integrava a anterior administração da Sabugal+. Escudado no acordo fechado com Joaquim Ricardo, decidiu cortar a direito, não olhando a questões éticas. Sem informar aos restantes membros do conselho de administração, António Robalo apresentou a demissão de presidente da empresa no decurso de uma reunião do executivo, considerando que esse simples acto derrubava toda a administração em funções.
A vereadora socialista, revelando-se uma verdadeira mulher de armas (fazendo aqui recordar a grande autarca e também vereadora Lucinda Pires, sua conterrânea), manifestou-se ultrajada com a atitude torpe e desleal do presidente e abandonou a reunião, dizendo que regressaria quando se passasse ao ponto seguinte da ordem de trabalhos. O outro vereador do PS seguiu-lhe as passadas e na sala ficaram apenas os três eleitos pelo PSD e o do MPT.
Risonhos e convictos da inabilidade dos socialistas, os que ficaram trataram de preencher as vacaturas dos lugares no conselho de administração da empresa, com Joaquim Ricardo a votar serenamente na eleição de um novo elenco, encabeçado por si mesmo.
Posteriormente, a vereadora Sandra Fortuna, demonstrando ser atempada e empenhada na causa pública, munida de um parecer jurídico do seu partido, defendeu que a votação fora ilegal, e que a regularidade tinha de ser reposta. Para a calarem de vez pediram pareceres a entidades institucionais.
O presidente e os seus sequazes gozaram o pagode, tomando Sandra Fortuna por pateta.
Só que a vida traz surpresas: a tenacidade da Sandra não foi em vão porque os pareceres chegaram e eram peremptórios, indicando que as votações foram irregulares e todos os actos praticados eram anuláveis.
A demissão de Joaquim Ricardo é pois uma vitória política da jovem vereadora socialista, que se afirma como uma política corajosa, cuja força deve ser incentivada.

Paulo Leitão Batista


Texto publicado pela Gazeta do Sabugal

31/01/2010

Capeia Arraiana entrevista Sandra Fortuna

Reproduzimos aqui a entrevista da Vereadora Sandra Fortuna ao Blog "Capeia Arraiana".

«Encaro a política como um grande desafio», disse-nos a vereadora Sandra Fortuna, recentemente escolhida pelos seus pares para integrar o Conselho de Administração da empresa municipal Sabugal+. Eleita para a Câmara Municipal nas listas do Partido Socialista, Sandra Fortuna, natural do Casteleiro, que com 29 anos é a mais jovem dos vereadores que compõem o actual executivo, sente que as mulheres dão outro ar à política.

– Foi nomeada vogal do Conselho de Administração da Empresa Sabugal+, que será presidido pelo próprio presidente da Câmara Municipal, António Robalo. Como é que se chegou a essa solução, depois de tão longa indefinição quanto ao futuro da empresa?
– De facto, a situação arrastava-se desde há algum tempo mas há decisões que, antes de serem tomadas, devem ser muito bem ponderadas para não se cair em erros graves. Assim, na última reunião e depois de longa e saudável discussão, o executivo aprovou por unanimidade a proposta apresentada pelo presidente da Câmara para a constituição do Conselho de Administração, que será presidido por ele mesmo, sendo eu e a técnica da Câmara Teresa Marques os vogais.
– O que representa para si este novo desafio?
– É um enorme e aliciante desafio. A Sabugal+ pode vir a fazer um trabalho decisivo para o concelho, na medida em que a sua actividade abrange áreas de grande relevância, designadamente a cultura, o desporto e o turismo. São áreas transversais que devem ser encaradas como ferramentas fundamentais na construção de um Concelho que se diferencie pela riqueza da sua cultura, do seu património e nobreza das suas gentes. Há muito trabalho que se pode e deve fazer neste âmbito. Igualmente ao nível das parcerias que se podem estabelecer com outras entidades, para que todos se possam envolver no futuro do concelho. Não posso deixar de esclarecer que os objectivos e a actividade da empresa municipal é decidida pelo executivo da Câmara, a quem cabe igualmente decidir sobre as suas competências.
– Então está a querer dizer que a Sabugal+ deveria ter mais competências?
Considero que a Sabugal+ poderá ter uma influência maior em muitos sectores da estrutura organizacional do Município.
– Como se vai processar a gestão da Sabugal+? Vai ocupar as funções de vogal a tempo inteiro?
– A ideia é gerir a empresa com respeito pelos seus Estatutos, que estipulam a realização de uma reunião mensal, podendo porém o Conselho de Administração reunir extraordinariamente sempre que se justificar. Tenho a certeza que a empresa tem nos seus quadros técnicos competentes que serão uma mais-valia preciosa no funcionamento, no desenvolvimento e na concretização dos objectivos, como referi anteriormente, estipulados pelo executivo da Câmara.
– Considera que esta foi uma solução de recurso, face à impossibilidade de se chegar a um acordo para a nomeação de um técnico experiente para dirigir a empresa?
– Não foi uma solução de recurso. Foi uma solução política e consensual face à composição do actual executivo municipal.
– Considera então que Norberto Manso não merecia ser reconduzido, tal como propunha o presidente da Câmara?
– A questão não se pode colocar dessa forma. O Dr. Norberto Manso era um homem de confiança do anterior executivo e por isso foi nomeado no cargo de presidente da Sabugal+. Era, portanto, um cargo político de nomeação. Como é evidente, o Dr. Norberto não é o homem de confiança da maioria do actual executivo. Importa, no entanto, referir mais uma vez, que o Conselho de Administração cumpre as orientações da Câmara Municipal.
– Está a querer dizer que foi apenas a confiança política que relevou?
– Isso mesmo. Norberto Manso tinha a confiança política do anterior executivo, onde um partido era maioritário e dava as orientações. Actualmente há uma nova realidade, resultante das últimas eleições, e a solução encontrada reflecte a vontade política do executivo que está em funções.
– O Presidente António Robalo acabou por perder politicamente…
– É meu entendimento que ninguém ganhou ou perdeu. A democracia funcionou e formou-se a equipa que o executivo considerou ideal para administrar a empresa. Discutiu-se calma e serenamente e foi encontrada uma solução a contento de todos, realidade que se traduziu na aprovação da proposta por unanimidade.
– Houve momentos de grande tensão nalgumas reuniões em que o assunto foi discutido?
– Julgo que transpareceu para a opinião pública uma ideia errada sobre a forma como as reuniões aconteceram. Posso assegurar que as reuniões até agora realizadas ocorreram com serenidade e com um grande sentido de responsabilidade por parte de todos os intervenientes. Houve um ou outro momento de debate mais vivo, mas sem exaltações e sempre com o máximo respeito de uns pelos outros. A prova disso é que quase tudo o que foi analisado foi aprovado por unanimidade ou, nalguns casos, com a abstenção da oposição. No que se refere aos vereadores do Partido Socialista, sabemos que estamos no executivo como oposição, para que fomos mandatados pelo voto popular, mas fazemo-lo construtivamente e sempre a pensar no futuro do concelho.
– Consigo o PS voltou a ter uma vereadora na Câmara, depois do mandato que entre 2001 e 2005 desempenhou a malograda Lucinda Pires, também do Casteleiro. A Sandra Fortuna sente-se uma seguidora do trabalho político que a professora Lucinda fez no concelho?
– Sinto um enorme orgulho no trabalho da Lucinda Pires no concelho e sobretudo no Casteleiro. Para mim ela será sempre recordada como uma grande figura do concelho do Sabugal. Não sinto que esteja a seguir o seu percurso, porque eu quero seguir o meu próprio caminho. Mas ela é para mim uma referência e lembro-me muitas vezes do percurso que ela teve como presidente de Junta de Freguesia, vereadora, professora e dirigente associativa. O Casteleiro orgulha-se muito dela. Note que a Lucinda foi a única figura da freguesia a quem foi feita uma homenagem pública com a colocação de um busto no largo principal. Ela contribuiu decisivamente para o desenvolvimento da terra que a viu nascer. Nunca a esqueceremos!
– O Capeia Arraiana entrevistou recentemente Delfina Leal, vice-presidente da Câmara, e o José Carlos Lages, que fez a entrevista, disse no final que a política no Sabugal está diferente. Concorda que a presença feminina na vereação da Câmara deu um ar mais cuidado e simpático ao executivo?
– No que me diz respeito, considero que se não me achasse capaz de contribuir para uma melhoria do trabalho do executivo não teria ocupado o lugar de vereadora. Tenho-me empenhado nas funções que agora exerço e o meu desejo é fazer sempre mais e melhor, mas tentando também fazer diferente. As mulheres dão de facto outro ar à política.
– Mas concorda que a maior parte das mulheres estão na política devido à Lei da Paridade, mantendo-se a política como uma actividade dominada pelos homens?
– Efectivamente, os políticos são na sua maioria homens, mas o número de mulheres tem vindo a aumentar sendo esta uma tendência que acredito se virá a acentuar no futuro. Há de facto um percurso a fazer para que as mulheres participem mais activamente na actividade política. As mulheres têm muitas responsabilidades no seu dia a dia, mas articulando todas as tarefas, conseguimos obter um óptimo desempenho. É uma verdade que nada se consegue sem esforço, mas encaro a política como um grande desafio. Estou na política porque gosto e porque considero que posso ser útil nestas funções e por consequência no desenvolvimento do Concelho do Sabugal.
– Sente-se respeitada no seio de um executivo camarário, ainda assim dominado pelos homens?
– Absolutamente. Do pouco tempo que tenho como vereadora posso dizer que o respeito é imenso. Não recordo qualquer situação de desconsideração. Não existe qualquer tipo de desigualdade entre as propostas e os pontos de vista apresentados pelas mulheres ou pelos homens do executivo.
– Os três vereadores eleitos pelo Partido Socialista actuam de forma concertada, como um todo, ou cada um age por si assumindo a sua própria responsabilidade?
– Temos na Câmara pessoas de muito valor, e não falo por mim. O António Dionísio e o Luís Sanches estão ali para trabalhar em favor do Sabugal. Analisam a fundo todos os assuntos e discutem-nos seriamente. O Toni, embora nunca antes tivesse sido vereador, tem uma grande experiência, e é um homem muito coerente e muito rigoroso. Conversamos muitas vezes para acertarmos posições e tentamos agir concertadamente, sempre com uma certeza e um objectivo comum: que é possível construir um Sabugal com futuro!
– A oposição não tem, portanto, sido uma força de bloqueio nas decisões do executivo?
– De maneira nenhuma. Os vereadores eleitos do PS têm demonstrado uma grande responsabilidade, tanto nas votações efectuadas como na apresentação de propostas para a resolução dos assuntos discutidos nas reuniões. Temos a noção clara de que o mais importante é a construção de um concelho melhor para viver e trabalhar. No entanto, compete ao Sr Presidente da Câmara e aos seus colaboradores directos apresentarem os projectos, cabendo-lhe igualmente a responsabilidade se os resultados obtidos não forem os mais positivos.
plb

23/01/2010

Sandra Fortuna

A Dr.ª Sandra Fortuna, Veradora da Câmara Municipal do Sabugal e Presidente da Direcção do Lar de S. Salvador do Casteleiro, foi nomeada Vogal do Conselho de Administração da empresa municipal Sabugal +.
A equipa do "Viver Casteleiro" deseja à nossa ilustre conterrânea Sandra, os maiores êxitos nesta sua nova tarefa política e profissional.

31/10/2009

SANDRA FORTUNA

A nossa conterrânea Sandra Fortuna, Presidente da Direcção do Lar de S. Salvador, tomou ontem posse como Vereadora da Câmara Municipal do Sabugal. Estamos certos que a Sandra irá dar um contributo valioso na construção de um Sabugal com Futuro. Terá, como sempre, o apoio incondicional de todos os Casteleirenses.