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05/06/2016

Parabéns Padre António Diogo


“No Casteleiro eminentemente rural do ano de 1936, que na altura contava com cerca de 1350 habitantes, no dia 5 de Junho, uma sexta-feira, nasceu um rapaz a que os pais chamaram António. António Augusto Gonçalves Diogo, baptizado pelo pároco de então António Sapinho. Filho de Manuel Diogo e Adelaide Leal, o António foi o sétimo filho do casal.”
Foi com estas palavras que no dia 11 de Agosto de 2013 iniciei a minha intervenção na homenagem ao Padre António Diogo na igreja paroquial de Casteleiro, por ocasião das bodas de ouro da sua ordenação sacerdotal, a 15 de agosto de 1963.
Hoje, o nosso Padre António faz a bonita idade de 80 anos.
E a melhor e mais perfeita nova que com enorme satisfação aqui escrevo é que o António, após alguns problemas de saúde, hoje mesmo concelebrou uma missa na clínica onde se encontra, com direito a festa onde não faltou o bolo e o “parabéns a você”. O António tem recuperado bem e dentro em breve vai regressar a casa.
E não resisto a repetir o final do texto que escrevi na referida homenagem:
“Este chão, que é o teu, estas ruas, estes largos e calçadas, estas pedras, reconhecem-te e sabem de ti, assim como todos nós sabemos que, embora as distâncias, eles vivem no teu dia- a- dia.”
Parabéns António. O Casteleiro saúda-te!
 
 
 
 
 
"Reduto", crónica de António José Marques
 
 
 
 
 

23/09/2013

Homenagem ao Padre Diogo em Rio Maior


 










 
No passado sábado, dia 21, cerca de 70 casteleirenses marcaram presença em Rio Maior, nas comemorações das bodas de ouro do Padre António Diogo. Depois da homenagem na sua terra natal, em Agosto, foi a vez da paróquia onde exerce há treze anos promover uma homenagem e uma digna festa.
 

 
 
 
 
 
 
 
Largas centenas de riomaiorenses encheram por completo a igreja paroquial da cidade numa impressionante manifestação de reconhecimento pela acção e pela pessoa do padre António Diogo.
A seguir à missa, foram todos convidados para um magnífico jantar servido no salão paroquial a que se seguiram actuações de diversos grupos corais e intervenções de muitos amigos, representantes de instituições da cidade e paróquias vizinhas.
Em nome da Freguesia de Casteleiro, usou da palavra o Presidente da Junta de Freguesia, António Marques:
 
“Meu Caro António
Viemos de longe, da aldeia que te viu nascer, Casteleiro. Um fértil vale entre serranias que bem conheces.
Viemos aqui, a Rio Maior, para nos juntarmos a ti e aos riomaiorenses, nesta homenagem pelas tuas bodas de ouro de vida sacerdotal.
Também nós já tivemos ocasião de o fazer lá, nessa pequena grande aldeia que é a tua e a nossa.
Estamos aqui com a ternura e o carinho que tu conheces e mereces. Por um dia, também nós, casteleirenses, sentimos com prazer desmedido que fazemos parte desta comunidade de Rio Maior.
Viemos de longe, da aldeia que te viu nascer.
Viemos partilhar a amizade, estar contigo num momento bonito da tua vida. Apenas isso.
Meu caro António
O Casteleiro saúda-te e saúda a comunidade de Rio Maior, com quem partilhas os teus dias.
No Casteleiro, avistamos serras e terras da raia. Não temos, como aqui, o mar por perto.
Apesar disso, acredita que no Casteleiro encontrarás sempre um porto de abrigo. Uma baía amena e serena. Que é a tua!
Um agradecimento especial aos riomaiorenses pelo vosso acolhimento.
António
Bem Hajas por ser quem és.”.
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Daniel Machado subiu depois ao palco para fazer a oferta da reportagem completa e artigos escritos da homenagem realizada no Casteleiro a 11 de Agosto.
 

14/08/2013

50 anos de sacerdócio do Padre António Diogo


 
Tendo a freguesia do Casteleiro sido um “viveiro” de seminaristas na década dos anos 50, com cerca de duas dezenas, no entanto, apenas três foram os sacerdotes ordenados: José Maria Machado, ordenado em1957 e falecido em 1997, António Augusto Gonçalves Diogo e Ismael Nabais Gonçalves.
Por iniciativa da Junta de Freguesia, coadjuvada por uma Comissão Organizadora, composta pelo Pároco, Sr. P.e César Cruz, pelo Presidente da Junta, António José Marques e por José Manuel Antunes Gonçalves, comemorou-se, em simultâneo, no passado dia 11 de Agosto, a Festa de Santo António e as Bodas de Ouro da ordenação sacerdotal do P.e António Augusto Gonçalves Diogo, ordenado em 15 de Agosto de 1963 e a celebrar a 1.ª missa, em 1 de Setembro do mesmo ano, nesta sua terra natal - Casteleiro.
Antes do início da missa, uma das suas sobrinhas, a menina Liliana Gonçalves, muito compenetrada, leu muito bem o seguinte e lindo texto, dedicado ao seu tio P.e António Diogo:
“Hoje é um dia diferente, especial! Celebramos uma longa etapa da sua vida, afinal são 50 anos ao serviço da vinha do Senhor. Consigo traz experiências, histórias vividas e de tudo o que de fantástico viveu até hoje na sua profissão. Queremos marcar este dia e que se recorde sempre dele com a alegria de que realizou todos os seus objetivos. Enquanto pároco, ao longo destes 50 anos, serviu de uma forma honrosa, dedicada e profissional todas as suas paróquias, sendo sempre fiel ao seu amor por Deus. Desejando de todos aqui presentes muita saúde e que viva para sempre na sua memória, agradecendo-lhe contudo o que fez e faz por todos nós. Um enorme bem-haja!”   


De seguida, após a concelebração da missa, pelas doze horas, na Igreja Paroquial do Casteleiro pelo P.e António Diogo e P.e César Cruz, pudemos ouvir, com muita atenção, a palavra douta do primo e ex-colega, Ismael Nabais Gonçalves e algo sobre o percurso de vida do homenageado pelo familiar e Presidente da Junta, António José Marques, que abaixo, na íntegra, se transcreve:
“No Casteleiro eminentemente rural do ano 1936, que na altura contava com cerca de 1350 habitantes, no dia 5 de Junho, uma sexta-feira, nasceu um rapaz a que os pais chamaram António. António Augusto Gonçalves Diogo, batizado pelo pároco de então, António Sapinho.
Filho de Manuel Diogo e Adelaide Leal, o António foi o sétimo filho do casal, irmão da Virgínia, do José Patrício, do Joaquim, da Antónia, da Inês, do Manuel e do Alberto, o mais novo dos oito irmãos.
A 4ª classe seria feita na escola primária do Casteleiro tendo como professor Manuel Pereira Neves, após o que rumou à cidade laneira da Covilhã, onde durante dois anos frequentou a Escola Industrial e Comercial.
Aos 14 anos, o jovem António muda radicalmente o seu percurso. Ingressa no Seminário Menor de Santarém e, anos mais tarde, no Seminário dos Olivais.
Enquanto seminarista regressava nas férias a esta aldeia. E durante esse tempo de lazer não raro era vê-lo a confraternizar com os amigos e, de quando em vez, lá abalava a caminho do chão da Carrola para a rega necessária.
A ordenação sacerdotal, cujos 50 anos hoje aqui evocamos, chegou a 15 de Agosto de 1963.Tinha o António 27 anos. Teve lugar na Sé Patriarcal de Lisboa conjuntamente com 15 outros sacerdotes.
Nas suas palavras: “Foi um momento de alegria, de uma meta atingida, com sentido de dom de Deus e sentido de gratidão.”
Na pequena folha que assinalou esse momento, escolheu escrever “Recordemos a bondade do Senhor que me fez sacerdote.”
O António ordenava-se sacerdote numa época marcada por grandes mudanças na igreja, decorrentes do Concilio Vaticano II. Uma época em que as missas deixaram de ser ditas em latim.
Depois da ordenação veio a Missa Nova, dita nesta mesma igreja, no dia 1 de Setembro, era então pároco o padre José Pires. 
A 6 de Outubro desse ano de 1963, o padre António chega às suas primeiras paróquias: Alcorochel e Brogueira, em Torres Novas, onde ficou até Setembro de 1972.
Nesse ano chegara uma nova etapa da sua vida. Partiu para a Guiné como Capelão de uma Companhia numa missão com a duração de dois anos. Quando regressou, em Setembro de 1974, pensou seriamente em ser missionário, mas tal não se viria a concretizar.
E a 15 de Dezembro de 1974 chega à sua nova paróquia, onde haveria de permanecer até Outubro de 2000: Alcanede na diocese de Santarém. Uma paróquia, onde desenvolveu um intenso trabalho pastoral e social.
Hoje é pároco e vigário de Rio Maior e “in solidum” de Arrouquelas, Marmeleira e S. João da Ribeira.
Caros amigos
Hoje o Casteleiro está em festa.
Festejamos o nosso santo popular, Santo António e temos o enorme prazer de ter entre nós o Padre António Diogo para, juntos, evocarmos os seus 50 anos de dedicação intensa à vida sacerdotal.
Há dias num almoço que tivemos em Rio Maior, o António confidenciou-me que também lá, no dia 21 de Setembro, terá lugar uma homenagem.
Lá estaremos, eu e muitos casteleirenses.
Mas eu sei, estou convicto, que o dia de hoje, na intimidade destas quatro paredes, irá perdurar na tua memória como a genuína homenagem e que não mais a esquecerás.
Caro António, esta terra que te viu nascer, que é a tua e dos teus antepassados, recebe-te com o carinho e a ternura que tu conheces e mereces É nosso privilégio reconhecer e homenagear um filho da terra e fazemo-lo com a maior das certezas e orgulho sem limites.
Este chão, que é o teu, estas ruas, estes largos e calçadas, estas pedras reconhecem-te e sabem de ti, assim como todos nós sabemos que, embora as distâncias, eles vivem no teu dia- a- dia.
O Casteleiro saúda-te.
Bem hajas por seres quem és.”
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Seguiu-se, como não podia deixar de haver, a entrega de lembranças, comemorativas das Bodas de Ouro da ordenação sacerdotal do P.e António Diogo, da Paróquia, da Família,  da Freguesia e da Câmara Municipal do Sabugal, representada pelo seu Presidente, Eng. António Robalo, a que, após o cantar dos parabéns, se ouviu, em apoteose, uma salva de palmas.
Comovido e muito agradecido a todos, o P.e António Diogo, não se esquecendo de recordar, com saudade, a memória dos familiares e amigos já falecidos, encerrou esta primeira etapa da sua homenagem.                                                                                
E para que houvesse um bom e melhor convívio, de seguida, graças à gentileza da Junta de Freguesia, foi servido um lauto almoço de confraternização, no Largo de S. Francisco, para quem quisesse e que constava de porco no espeto, acompanhado de arroz com feijão,  bebidas à descrição e fruta. E que mais?
Para a Junta de Freguesia, Comissão Organizadora, para a Sr.ª D. Eugénia Lima com a sua famosa concertina e para esta boa gente do Casteleiro que, com amor e carinho, se associaram à homenagem ao P.e António Diogo que, na qualidade de conterrâneo e sacerdote, é por excelência uma pessoa boa, merecedora desta homenagem, vai um forte aplauso de parabéns e agradecimento.
 
 
 
Daniel Machado