28/10/2014
13/10/2014
Lembrando a Lucindinha - 18.06.1958 - 17.10.2007
Faz, no dia 17 de Outubro, 7 anos que a Lucindinha, esta “grande
senhora”, sempre de coração aberto para fazer o bem a toda a gente, morreu.
Mas será que morreu?!...
O aforismo, “ As pessoas não morrem, quando nos lembramos delas”,
diz-nos, porém, que, quando nos lembramos das pessoas, estas não morrem. É,
baseando-me e acreditando no sentido deste aforismo, que lhe presto esta
sentida e sincera homenagem, dedicando-lhe este pequenino poema:
“As pessoas
não morrem,
Quando nos
lembramos delas.”
Sendo assim,
A LUCINDINHA
Que o
Casteleiro imortalizou,
Não morreu,
Não,
Porque, a
toda a hora e momento,
Está no
nosso coração,
No nosso
pensamento.
Daniel Machado
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Lucinda Pires
As "Tábuas Vermelhas" de Valverdinho
A Quinta de Valverdinho é anexa
do Casteleiro desde 24 de Outubro de 1855. Outrora prazo do vínculo de Malta
foi Capelania de Caria até 1715, quando passou a curato apresentado pelos
senhores da Casa de Penedono. Todos os que ali habitavam pagavam a sua renda ao
donatário, no século XVII a João Bernardo Pereira Coutinho de Vilhena, filho de
Luís Pereira Coutinho.
Mas, como é que Luís Pereira
Coutinho, senhor da Casa de Penedono é, igualmente, senhor de Valverdinho?
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A 29 de Outubro de 1783, nascia em Valverdinho Maria, filha de Manuel António e Maria Gonçalves. Passaram quase 231 anos. |
A estória começa com o casamento
de Álvaro Rodrigues Calvo, Padroeiro de Valverdinho, com Maria Nunes de Brito.
Um dos filhos, Domingues Nunes Homem de Brito, casado com Maria Francisca
Mendes, torna-se senhor de Valverdinho. Um dos filhos deste casal, Manuel Homem
de Brito, casado com Maria Teresa Coutinho, teve uma filha, Feliciana Micaela
Pereira Coutinho que casou com Luís Pereira Coutinho, capitão-mor e senhor da
Casa de Penedono. E, assim, Valverdinho, passa a ser “apresentado” pela Casa de Penedono.
E chegamos ao “privilégio das
tábuas vermelhas” que Valverdinho usufruía exactamente por via da Casa de
Penedono. Este privilégio constava de em Valverdinho não se recrutarem soldados
nem se lançarem éguas de criação. Podemos ler: “Tem esta terra o privilégio das tábuas vermelhas por rezam de o ter o
donatário e por este motivo se não fazem nela soldados nem se lançam éguas de
criação”.
Uma curiosidade da emblemática
Quinta de Valverdinho cujo passado é rico de história e estórias.
Mas, porque tudo anda quase
sempre ligado, um irmão de Manuel Homem de Brito, referido anteriormente, de
nome José Homem de Brito casado com Maria Correia Castelo-Branco, teve uma
filha, Maria Josefa de Brito, que casou com Luís Tavares da Costa Lobo,
capitão-mor da vila de Sortelha em cujo termo era “senhor do prazo de Santo
Amaro”….
Já adivinham que há aqui outra
estória para contar…e que estória!
"Reduto", António José Marques
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reduto
08/10/2014
Marcas de um Tempo
Percorrendo algumas das ruas do nosso Casteleiro são visíveis, aqui e
ali, sinais de um tempo alicerçado em muitas vivências e histórias de vida
verdadeiramente enriquecedoras.
A velha porta da loja tem ainda bem visível o orifício que dava livre
acesso ao gatinho lá da casa bem como aos seus amigos da rua. Sinal, também, de
liberdade e de amizade para com os animais de estimação lá de casa.
As colunas graníticas, sinal de robustez e segurança, ajudam a manter
a parede da casa, enquanto o telhado, acentuadamente ondulado, já não dá
garantias de segurança no inverno que se aproxima.
A argola de ferro feita a partir do «olho de sacho», entalada entre as
duas pedras de granito, servira para prender o burro enquanto o dono
descarregava a lenha ou as sacas de feijão que era preciso guardar e preservar
das chuvas inverniças. Com a rédea ali entalada o burro mais não tinha do que
esperar que o seu dono lhe desse a ordem de soltura.
Agora, e apesar da porta já não abrir ela continua a ser a sentinela
do tempo e, o gato continua a usar a sua liberdade, como aliás sempre fez!
"A Minha Rua", Joaquim Luís Gouveia
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joaquim gouveia
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