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26/12/2011

No Casteleiro a tradição ainda é o que era!












Ano após ano, o Natal traz à memória de todos nós, histórias de tempos passados onde o ritual do madeiro, das filhoses, dos doces…se repete como se o passado, às vezes já longínquo, tivesse sido um dia destes.
É verdade que, quem na noite de Natal confraternizou com amigos…gente que “regressou às origens” neste curto fim de semana, aquecidos pelo eloquente madeiro que ocupava o centro da praça, por certo não passou frio, muito menos esqueceu as brincadeiras – algumas rodeadas de grandes malandrices dos mais velhos - com que a garotada da época se entretinha nessa noite, tão diferente de todas as outras.
Os maços de madeira que todas as crianças gostavam de exibir nessa noite, para brincarem junto ao madeiro, retirando brasas do grande lume e fazendo um rebentamento, como de bombas se tratasse, às vezes nem chegavam a ser estreados, pois antes, tinham de ir caldear no enorme lume, que aquecia o Menino Jesus. Claro que o maço nunca mais era visto porque era queimado imediatamente pela rapaziada mais velha. Para estas crianças, terminava ali a festa e começava o choro. Hoje, as crianças (em menor número…) continuam a ir ao madeiro, levar o maço e divertirem-se, de uma forma pacífica e divertida. Os adultos assistem e aplaudem. Ainda bem que a atitude aqui mudou!
No percurso até este espaço mágico, o cheiro do azeite, misturado com filhoses invade, por completo as ruas, singularmente povoadas e a mente de quem sempre viveu este espírito de Natal na aldeia.
Vamos continuar a manter viva esta tradição natalícia, que assume o seu pleno sabor, neste nosso Casteleiro.
Oxalá estes cheiros e estas tradições persistam de modo a que as gerações futuras as consigam preservar e projetar nos tempos futuros.
BOM NATAL





"A Minha Rua", espaço de opinião de autoria de Joaquim Gouveia

28/12/2010

O nosso Madeiro!

Como já vem de tradição, na noite da consoada, o local para pôr a conversa em dia é o madeiro, no Largo da Praça. E que bem que se estava lá! Um quentinho muito agradável vindo do grande madeiro, e com tantos conterrâneos que nesta época nos visitam ainda melhor. Sentia-se um grande calor humano.
Esta é uma noite linda....e perto do madeiro tem outro encanto.
A noite da consoada sabe sempre a pouco, mas......para o ano há mais!


Beatriz Costa

22/12/2010

Natal no Casteleiro











No Casteleiro tudo a postos para mais uma quadra natalícia: o presépio e as iluminações no Largo de S. Francisco e o madeiro na Praça!

26/12/2009

A Maria e o Natal

A Maria nasceu no seio de uma família modesta no final dos anos 40. O principal acontecimento no Casteleiro, em noite de Natal, era assistir à “Missa do Galo” à meia-noite, quando os sinos repicavam sem parar e anunciavam o nascimento do Menino Jesus. Tinha o pequenino coração inundado de alegria, pois o Menino tinha nascido. Lá estava Ele no presépio da Igreja, muito pequenino e pronto para cada um o beijar, pois era uma figurinha que a sua mente transformava em menino verdadeiro.
Ao terminar a “Missa do Galo” caminhava para junto do “madeiro” que os rapazes que iam nesse ano à inspecção, a fim de serem apurados ou não para a vida militar, se encarregavam de acender, diziam, para aquecer o Menino Jesus. Aqueciam ao mesmo tempo, com vinho e filhós o corpo. O espírito, esse, era alimentado com as canções de Natal. Faziam rondas pelas ruas a cantar “ Oh meu Menino Jesus, Oh meu Menino tão belo, só tu vieste nascer, na noite do caramelo”, ou outras canções mais profanas como, “ Natal! Natal! Filhoses com vinho não fazem mal” coisa que a gente bem estranhava e achava mal, por haver assim uma profanação da Noite Sagrada.
Para ela as prendas de Natal eram coisas de meninos ricos. Apesar de tudo tentava a sorte ao colocar na chaminé o seu sapatinho de menina. Tinha rezado ao deitar, mas nunca se sabe, pois Ele tinha tantos meninos para cuidar, porquê ela ser especial?
Ao levantar-se, na manhã seguinte, corria para a lareira, para ver se o Menino Jesus se tinha lembrado dela nessa noite. Aí encontrava então alguns tostões e rebuçados. Que bom, dizia, afinal o Menino Jesus tinha passado por ali. Não entendia porém, porque é que junto a este presente estava também piripiri!...Era uma coisa que a intrigava, pois o Menino Jesus que sabe tudo, bem sabia que ela tinha horror ao picante. No entanto ouviu o criado de lavoura a rir-se e descobriu que afinal tinha sido ele que fez tamanha malvadez, pois o Menino Jesus nunca lhe pregaria uma partida dessas. A mãe Hermínia repreendia o criado por fazer isso à miúda, porém o pai Manuel Guerra ria, pois tinha achado piada.
A avó também tinha sempre algum pequeno presente para si, nem que fosse o boneco pançudo, feito com a massa das filhós, assim como o melhor bocado de cabrito ou peru, o arroz doce e o famoso leite-creme da avó.
A Maria cresceu, foi para a cidade e o Natal mudou. Já não há “Missa do Galo” não há “madeiro” mas as prendas, essas, são mais valiosas do que os simples tostões colocados no seu sapatinho. As prendas deviam dar-lhe uma alegria proporcional ao valor dos presentes que recebe, mas isso não acontece! Descobriu então, que afinal ela tem mais prazer em dar do que receber, sobretudo àqueles que nem sequer têm como ela tinha os tostões e o boneco pançudo feito da massa das filhós.

“A viagem mais importante que podemos fazer na vida é encontrar pessoas pelo caminho”

Um Bom Ano 2010 para todos.

Texto de autoria de Mariazinha Guerra

24/12/2009

Feliz Natal

A equipa do "Viver Casteleiro" deseja a todos os Casteleirenses, especialmente aos que vão passar a consoada longe da sua Aldeia, um Santo e feliz Natal. Estamos certos que, independentemente do local onde estão, continuam na nossa companhia e não vão deixar de saborear as tradicionais filhozes.

18/12/2009

Os cheiros e sabores do Natal da nossa Aldeia

“Ande o frio por onde andar, pelo Natal cá vem parar!”

A noite de Natal no Casteleiro, a tradição é para manter! Madeiro já, preparadinho para ocupar o lugar que lhe compete – largo da praça. Por isso o ritual vai cumprir-se: à hora certa, o madeiro será aceso para aquecer o Menino Jesus. À sua volta, a malta junta-se, confraterniza, revê amigos, bebe uns copos para aguentar as diferenças térmicas de uma noite, geralmente gélida e longa.
Nas ruas, o cheiro a azeite quente, onde as filhoses ganharam forma, adquire uma dimensão que só estas aldeias rurais conseguem manter. Longe da correria e da poluição da cidade, os filhos da terra espalhados pelo país ou estrangeiro, renovam ano após ano a ligação à sua aldeia natal.
As casas enchem-se de familiares e amigos. Com frio ou mesmo com chuva, o calor humano, invade as ruas e os lares da aldeia. Apesar do consumismo que nos invade e teimosamente persiste em fazer esquecer o espírito natalício, continuemos nós, a regressar à aldeia, de modo a manter bem vivos estes rituais, que tão bem caracterizam esta quadra natalícia.

"A Minha Rua", espaço de opinião de autoria de Joaquim Gouveia

13/12/2009

O Natal no "Terreiro"


O Largo de S.Francisco, o nosso Terreiro, ganhou novas cores com as iluminações que assinalm esta quadra festiva. Hoje foi colocado o presépio e a nossa sala de visitas ganhou outra dimensão!

Chegou o MADEIRO!











O Madeiro já chegou ao Casteleiro!
Centenários castanheiros vão aquecer a noite da consoada no local tradicional: a Praça.
Não, não foi "roubado". Mas a tradição vai-se cumprir.