Seis hectares repletos de macieiras certificadas marcam a diferença nas terras quentes do Casteleiro.
Em Santo Amaro, um produtor casteleirense (Joaquim Paiva), está a produzir maçãs sob certificação, em produção integrada, com utilização racional de produtos fitofarmacêuticos com vista a minimizar o impacto ambiental e a melhorar a qualidade do produto final.
A produção envolve as variedades Bravo de Esmolfe, Golden Delicious, Starkrimson e Oregon Spur. O processo é certificado por uma entidade especializada e obedece a rigorosas etapas de controlo, com a utilização apenas de químicos homologados e pormenores como a inspecção regular do pulverizador.
Aqui está um bom exemplo de como é possível, com qualidade, que a produção agrícola tenha futuro nas nossas terras.
Como já vem sendo tradição e no intuito de os nossos emigrantes e outros sócios não residentes no Casteleiro poderem também usufruir do Almoço/Convívio que o Centro de Animação Cultural do Casteleiro, todos os anos, após a Festa de Santo António, oferece a todos os sócios e seus familiares, o mesmo teve lugar no dia 15 de Agosto, Quinta-Feira da Assunção, no referido salão do Centro Cultural.
Chegada a hora de ser servido o almoço, as travessas de arroz com feijão, de febras e de carne entremeada não tardaram a chegar às mesas, já ocupadas por um razoável número de sócios e familiares a que se juntou o nosso Pároco, Sr. P.e César que muito nos honrou neste Almoço/Convívio.
Sem preconceitos e com o espírito de boa disposição e sã camaradagem, assim decorreu, uma vez mais, o desejado e tradicional Almoço/Convívio, onde a ementa, para além do arroz com feijão, acompanhado com febras e carne entremeada, teve, como sobremesa, melão e queijo, tudo com fartura e à descrição, não faltando, é claro, as variadas bebidas.
Satisfeitos e com a disposição de para o ano voltarmos, até lá, bem-haja à Direção e seus cooperantes.
"Daqui Viseu", espaço de opinião de autoria de Daniel Machado
Gesterra nasceu de uma ideia que apresentada por mim no Concurso de Ideias de Negócio + Ideias Guarda promovido pela Guarda Social, o qual ganhou o primeiro prémio do Concurso. É um projeto que visa a criação de bolsa de terrenos e gestão de terrenos abandonados, que tem como missão promover o desenvolvimento local e rural, fomentando a agricultura, propiciando as práticas agrícolas e a preservação da floresta.
A Região do Interior sofre com a desertificação e com o envelhecimento da população, uma das consequências deste fenómeno é o abandono dos terrenos. A população (e)migra, os agricultores mais velhos perdem as forças e os terrenos ficam sem cultivo.
A maioria dos terrenos fica ao abandono por falta de pessoas interessadas em cultivá-las. Um outro fenómeno, em crescimento, e que marca o Interior Rural é a mudança de alguns jovens casais, à procura de melhor qualidade de vida.
O desemprego é também uma realidade profunda em todo o país e que atinge fortemente o território do Interior. Os desempregados e os jovens podem ver na agricultura uma actividade sustentável e uma oportunidade de ultrapassar uma época de crise.
Perante estas perspectivas, percebe-se que por um lado, há terrenos abandonados que precisam ser cultivados, pessoas que os podem ceder/alugar/vender e por outro, pessoas que precisam e gostariam de ter um terreno que pudessem cultivar e que lhes proporcionasse alguma sustentabilidade. É neste sentido, que surge o projecto Gesterra, como “elo de ligação” a estes dois públicos distintos.
O projecto concretiza-se através de duas Bolsas, a de Terrenos e a de Interessados em cultivar, disponibilizadas num site (de fácil e rápido acesso a todos). Através da Bolsa de Terrenos, reúnem-se “ofertas” de terras, inscritos pelos seus proprietários que por diversos motivos não os cultivam. Os interessados em “adquirir” um terreno para cultivo inscrevem-se na Bolsa de Interessados. O Gesterra articula, com base na localidade e espaço pretendido por cada interessado, qual o terreno que melhor corresponde às suas necessidades. O terreno pode ser cedido/alugado/vendido, de acordo com o pretendido pelo proprietário. Os produtos criados nos terrenos sob gestão do Gesterra destinam-se a consumo próprio, venda no comércio tradicional local e população em geral.
Se tem terrenos abandonados, ou querem tratar terrenos entrem em contacto comigo.
A Junta de Freguesia de Casteleiro vai associar-se a este projecto e divulgará nos próximos dias os moldes em que todos os interessados podem participar.
No âmbito de mais uma actividade de Animação Sociocultural, aberta à comunidade local, o Lar S. Salvador do Casteleiro, no concelho do Sabugal, realizou no dia 14 de Agosto um espectáculo musical com o Conjunto Rosinha do Centro Cultural da Guarda.
O Conjunto Rosinha com o seu repertório animou os utentes da Instituição e a população da aldeia do Casteleiro que, com grande entusiasmo, aderiram e participaram cantando e dançando músicas tradicionais portuguesas e populares com alegria, boa disposição e convívio entre todos.
A Animação Sociocultural de Idosos do Lar S. Salvador, nas três valências que esta Instituição oferece aos seus utentes: Lar, Centro de Dia e Serviço de Apoio Domiciliário, pretende proporcionar momentos culturais de enriquecimento, de desenvolvimento da qualidade de vida e de intercâmbio intergeracional com a comunidade local. Este tipo de actividades representa um conjunto de elementos facilitadores do acesso a uma vida mais activa e mais criativa dos nossos utentes contribuindo deste modo para reforçar a qualidade dos serviços prestados pelo Lar S. Salvador do Casteleiro.
O Viver Casteleiro aplaude o esforço dos três mordomos da Festa que, apesar das dificuldades, conseguiram com grande dedicação realizar uma Festa de que todos os casteleirenses se orgulham.
No domingo, realizou-se a tradicional procissão em honra de Santo António e, à tarde, a actuação da Banda Filarmónica do Retaxo, Bombos dos Três Povos, Rancho Folclórico dos Três Povos e o Grupo etnográfico de Figueira de Castelo Rodrigo. A noite terminou com a actuação do Grupo Musical "Sem Rumo".
A Junta de Freguesia de Casteleiro colocou um ponto final na velha "lixeira" existente junto ao cemitério da aldeia. O terreno foi totalmente limpo e contratada uma empresa especializada que colocou um contentor, onde a partir de agora todos devem colocar os objectos de maior dimensão (colchões,etc). Uma placa assinala, por outro lado, a proibição total de vazar lixo fora do contentor!
Um torneio de tiro ao alvo e um sempre renhido jogo de futebol solteiros/casados, marcam a vertente desportiva da Festa de Santo António. E o Programa vai sendo conhecido. Estará presente a Banda do Retaxo nas ruas do Casteleiro e os mais novos têm já assegurada a presença de um insuflável. Mais novidades nos próximos dias.
A tradicional Festa de Santo António do Casteleiro, realiza-se a 11 e 12 de Agosto. Os mordomos estão a trabalhar a grande ritmo e prometem o cartaz oficial para os próximos dias. Para já estão disponíveis t-shirts de diversas cores e tamanhos. Faça já a sua encomenda antes que esgote, pelos tm. 967247213 ou 966461736.
No passado sábado realizou-se a sardinhada anual de S. Pedro, no Largo de S. Francisco. Muitos foram os casteleirenses que aderiram a esta iniciativa de responsabilidade da Junta de Freguesia.
04/07/2012
Volvidos que são 38 anos, após
aquela radiosa manhã de 25 de Abril de 1974 que nos devolveu a liberdade, a
democracia e a igualdade, parece quererem enevoá-la, valendo-se da tão falada
crise e do esquecimento das promessas feitas em discursos empolgantes com
palavras maviosas que encantam os ouvidos e extasiam o espírito, cativando e
convencendo quem as ouviu e muito mais a quem diretamente foram dirigidas.
E se é verdade que tudo isto é no
auge da euforia, das promessas em troca de benesses, não menos verdade é que o
homem, cego na vaidade e envaidecido com a glória do poder, a pouco e pouco, aquando
já no poder, se vai esquecendo das promessas feitas nas campanhas eleitorais. E
a acontecer, a frustração é para quem acreditou e a mentira para quem prometeu
e não cumpriu.
Nada agradável é, mas tudo isto
acontece e se ouve, dia a dia, da boca dos mais eminentes políticos aos mais
humildes.
Sendo assim, urge perguntar:
Onde está o cumprimento das
promessas feitas em plenas campanhas eleitorais? Onde está a verdade e a
solidariedade? Nas palavras vãs, saídas da boca dum governante que hoje diz sim
e amanhã diz não, escudando-se na famigerada crise, para, em cada dia e após
dia a dia, impor mais e mais austeridades sobre a já pesada austeridade imposta
pela Troika?
Não, assim não. Basta!... Quem
está no poder não deve esquecer-se do que assinou no acordo com a Troika, sinal
de que não deverá ir além do que foi assinado. Caso contrário, é inverter a
verdade e a solidariedade que não são só palavras lindas e cativantes. São
muito mais do que simples palavras, são palavras com algo de místico que a
troco não devem levar alguém a aceitar a glória e muito menos o poder ditatorial.
Ao serem retirados os subsídios
de Férias e de Natal, a quererem baixar os salários, com os aumentos do
desemprego, dos preços dos produtos alimentares, dos combustíveis, da água, luz,
gás, taxas moderadoras, consultas, análises, radiografias, transportes, etc., etc.;
com o fecho de escolas, centros de saúde, tribunais e outros serviços; com a extinção
de freguesias; com o abandono do cultivo das terras por falta de incentivos e apoio
governamental, provocando mais e mais empobrecimento e desertificação no
interior do país, há que perguntar: O que é isto? É para manter e avivar a
identidade e as raízes dum povo? É Solidariedade? Não. É uma imposição,
resultante de abuso do poder, porque solidariedade é dar e não retirar regalias
sociais, em especial, aos mais carenciados; solidariedade é dar trabalho a quem
quer trabalhar; solidariedade é o 25 de Abril de 1974, com liberdade,
democracia e igualdade; solidariedade é algo ainda mais, é dar lenitivo a quem
tem fome; solidariedade é dar a alguém que está doente, triste, através de
carinho, dum gesto ou dum sorriso, a alegria de viver; solidariedade é ajudar,
sem ninguém ver e saber, o amigo e o inimigo, o pobre e o rico, o doente e o
são, todo e qualquer ser que necessite duma palavra amiga e tranquilizadora;
solidariedade é um dos muitos degraus da vida que leva o homem a ser Homem e a
alcançar uma Vida para o Bem, partilhando com o seu irmão a solidariedade de um
pedaço do seu pão.
Por último, queremos dizer ao Sr.
1.º Ministro, Dr. Passos Coelho, que, na verdade, “Os portugueses já não estão
perante o abismo…”, porque já “estão no fundo do abismo a olharem para cima”, na
esperança de que alguém, com bom senso e solidariamente, os salve, porquanto “a
paciência dos portugueses” já se esgotou.
"Daqui Viseu", espaço de opinião de autoria de Daniel
Machado