14/08/2018
04/07/2018
26/06/2018
08/06/2018
Terapia do Riso no Lar do Casteleiro
A Associação do Lar e Centro de
Dia de São Salvador do Casteleiro, proporcionou um dia diferente aos seus
utentes: Terapia do Riso.
Foi no passado dia 14 de Abril
que, o dia começou ao som dos risos e gargalhadas dos vários utentes de ERPI,
lar de idosos, CD e SAD.
“O riso é um comportamento
próprio dos seres humanos. O número de vezes que as pessoas se riem tende a
reduzir ao longo da vida, diariamente uma criança ri aproximadamente 300 vezes,
um adulto 15-100 vezes e um idoso ri ainda menos. O riso pode ser treinado com
recurso à terapia do riso, que se faz em grupo, num ambiente descontraído e de
relação interpessoal, em sessões aproximadamente de 60 minutos.
As sessões,
dinamizadas pelas terapeutas do riso, do Belorriso, são marcadas pela
combinação de técnicas de respiração, alongamentos e exercícios para estimular
o riso que, no seu conjunto, provocam múltiplos benefícios tanto a nível
físico, como psicológico/emocional, como social em particular nas relações
interpessoais. Este treino do riso assenta na evidência de que o organismo não
distingue entre o riso espontâneo e um riso provocado por exercícios,
produzindo os mesmos benefícios, por isso se se provocar o riso, o corpo produz
os mesmos benefícios que obteria com o riso espontâneo. Assim, durante uma
sessão de riso, constata-se que após algum treino se consegue alcançar o riso
espontâneo muito facilmente. As pessoas idosas, como em geral se riem menos,
beneficiam muito com as sessões de terapia do riso, que é um valioso contributo
para a promoção e vivência de um envelhecimento digno, com qualidade, ativo e
positivo.” (Maria Barbosa & Maria Miguel Barbosa.
A Direção
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lar
10/04/2018
Raptado por um oficial inglês
É do conhecimento histórico que, por
ocasião das Invasões Francesas, Sortelha e todo a zona envolvente foi um dos
alvos das tropas invasoras. Aliás, é bem conhecida a vitória do exército
luso-inglês na famosa Batalha do Gravato, no Sabugal, a 3 de Abril de 1811.
Certo é que os ingleses, depois da retirada dos franceses, ficaram por cá
nomeadamente para reorganizar o exército luso, sob o comando dos generais
Wellington e Beresford. E essa presença terá acontecido, também, na então
capitania de ordenanças de Sortelha. O que poderá de algum modo estar na base
deste facto acontecido no Casteleiro, em 1811 ou 1812.
Luís, filho do casteleirense José
Martins da Costa e Maria da Costa do Vale de Lobo, nasceu em 1801. Setenta e um
anos depois, a 3 de fevereiro de 1872, ficamos a saber por intermédio de um seu
primo, Luís Martins Fortuna, que solicitou que o assento de baptismo fosse
reescrito, que o Luís tinha sido raptado a seus pais por um oficial inglês,
teria então dez ou onze anos de idade.
O porquê deste rapto, em que
condições, o que lhe aconteceu, nunca o vamos saber. Quem serão os descendentes
da família do Luís? Também dificilmente o saberemos. O que sabemos é que nunca
mais se soube dele já que o assento é escrito setenta e um anos depois do seu
nascimento.
E sabemos outra coisa. É que tantas
décadas depois o casteleirense Luís não foi esquecido pelos seus, que fizeram
questão de deixar para memória futura prova da sua existência e do que lhe
aconteceu.
E esse foi um objectivo conseguido.
Passados 217 anos estamos aqui a falar do Luís.
“Luís, filho legítimo de José Martins
da Costa natural desta freguesia de Casteleiro concelho extinto de Sortelha e
Belmonte, hoje do Sabugal Diocese da Guarda e de Maria da Costa ou Pires Reina,
natural do Vale de Lobo concelho de Penamacor da dita Diocese , neto paterno de
José Martins Osório e de Violante da
Costa , ignora-se o nome dos avós maternos por não serem desta freguesia.
Nasceu no ano de mil oitocentos e um , foi solenemente baptizado pelo Reverendo
José dos Santos e foi seu padrinho seu tio paterno Manuel Martins da Costa o que tudo me foi
certificado pelas testemunhas Luís Martins Fortuna primo do baptizado, de idade
de setenta anos e Joaquim Gomes Rodrigues da idade de setenta e quatro anos. Em
vista do alvará de autorização que me foi apresentado por Sua Exª
reverendíssima o Bispo desta Diocese, Manuel Martins Manso, o qual alvará fica
no arquivo desta paróquia, lavrei este assento que assino, Casteleiro 3 de
fevereiro de 1872- o Vigário Joaquim Lopes Almeida. Declaro em tempo que as sobreditas
testemunhas me confessaram que o baptizado foi raptado a seus pais por um
Oficial Inglês em mil oitocentos e onze ou doze. Era ut supra.”
"Reduto", crónica de António José Marques
Assento de Baptismo disponibilizado por http://www.genregis.com/
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reduto
18/03/2018
A caminho da Argentina
Como já referi aqui em crónica anterior denominada “A caminho
do Brasil”, muitos foram os casteleirenses que, antes do surto emigratório para
França a partir dos anos 50 do século passado, rumaram para aquelas paragens.
Mas antes, no início do século, foi a Argentina um dos
primeiros destinos. Publicamos hoje alguns dos nossos conterrâneos que deixaram
a sua terra em busca de melhor vida, de um sonho de “riqueza”, afinal, uma
partida às cegas para uma terra de “promessas”.
Dos 17 casteleirenses que a seguir enumeramos, todos com
destino a Argentina, 12 obtiveram passaporte em 1912, um em 1925, dois em 1927,
um em 1928 e um em 1931. As informações são em alguns casos escassas, apenas
filiação e/ou idade e em quatro casos reproduzimos mesmo a concessão de
passaporte com foto e informações pessoais.
Em 1912 obtiveram passaporte José Pires Saramago, residente
em Caria; José Bernardo residente em Inguias; José Ferreira, filho de António
Ferreira e Domingas Pinto, casado de 39 anos; Manuel Pinto, filho de António
Pinto e Luísa, casado, de 37 anos, residente em Valverdinho; Luís Moita, filho
de João Moita e Luísa da Costa, casado, de 30 anos; António Carvalho, filho de
Manuel Carvalho e Maria do Carmo Soares, casado, de 28 anos; Manuel Marques,
filho de Joaquim Marques e Caetana, casado, de 28 anos; Manuel Machado, filho
de João Machado e Maria Emília Soares, solteiro, de 24 anos; Valentim, filho de
José Valentim e Maria Nabais, casado, de 24 anos; Manuel Lourenço Capelo, filho
de José Lourenço Capelo e Isabel Justiça, casado, de 31 anos; Manuel Valente,
filho de António Valente e Theodora Correia, casado, de 31 anos; Manuel José
Valentim, filho de José Valentim e Maria Nabais Cameira, casado, de 32 anos.
A única mulher que surge com passaporte para Buenos Aires é
Flamina Clara Cameira, em novembro de 1925, mas sem qualquer indicação de
filiação ou idade.
Em 2 de Janeiro de 1927 obtém passaporte José Fonseca, filho
de Eduardo Fonseca e Emília Fonseca, de 29 anos (primo direito da avó materna
do autor desta crónica) e em 23 de Novembro de 1927 obtém passaporte Francisco
Afonso, filho de José Afonso e Maria do Rosário, casado, de 46 anos.
Em Janeiro de 1928, emitido passaporte a João Nabais, filho
de José Maria Nabais e Conceição de Jesus, solteiro de 24 anos.
Por último, em 9 de Dezembro de 1931, Fermino Pinto, filho de
Joaquim Pinto e Maria Bárbara Gonçalves, viúvo, de 46 anos, obtém passaporte
com destino a Montevideu.
"Reduto", crónica de António José Marques
Assembleia Geral do CACC
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cacc
12/03/2018
14/02/2018
Prevenção de Incêndios Florestais
A Junta de
Freguesia realizou no passado dia 4 uma acção de sensibilização da população
para o facto de, a partir do dia 15 de Março, no âmbito da legislação em vigor,
os proprietários, arrendatários, usufrutuários ou entidades que, a qualquer
título, detenham terrenos confinantes a edifícios inseridos em espaços rurais,
serem obrigados a proceder à gestão de combustível numa faixa com largura não
inferior a 50 metros, medida a partir da alvenaria exterior do edifício, sempre
que esta faixa abranja terrenos ocupados com floresta, matos ou pastagens
naturais. Em torno dos aglomerados populacionais a faixa é de 100 metros.
O incumprimento desta legislação incorre na aplicação de coimas
que variam entre 280 e 10 mil euros para pessoas singulares e 1.600 a 120 mil
euros para pessoas colectivas.
A Junta de Freguesia de Casteleiro encontra-se disponível para
prestar quaisquer esclarecimentos sobre esta medida, presencialmente ou pelo
email jf-casteleiro@sabugal.pt
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| Santo Amaro |
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| Carrola |
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| Valverdinho |
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| Casteleiro |
15/01/2018
Passagem de Ano na Casa da Esquila
Mais uma PASSAGEM DE
ANO NA CASA DA ESQUILA e, se as anteriores foram do agrado geral, esta, em
grande número de presentes, com a ementa de
Daniel Machado
ENTRADAS na sala do Gourmet
SOPA no alindado Salão
TRÊS PRATOS
BEBIDAS
SOBREMESA
CAFÉ E DIGESTIVOS
PASSAS E CHAMPAGNE
BUFFETS DA MEIA-NOITE na sala do Gourmet, foi uma PASSAGEM DE ANO fantástica e acolhedora.
Com votos e certezas
de que para o ano a PASSAGEM DE ANO será igual ou melhor ainda, resta-nos,
assim, agradecer à CASA DA ESQUILA, na pessoa do seu proprietário, Chef Rui
Cerveira, um sincero agradecimento pelo excelente e eficiente serviço.
Daniel Machado
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casa da esquila
23/12/2017
1757 - Casamento no dia de Natal
Domingo, 25
de Dezembro de 1757. Dia de Natal no Casteleiro. Passaram exactamente 260 anos.
Dia de festa na Aldeia. Mas também dia de boda. Celebrou-se o casamento do
Francisco e da Francisca. Com uma particularidade: foi o quarto casamento da Francisca!
Francisco
Lopes Martins, solteiro, natural do Casteleiro. filho de Manuel José Martins de
sortelha e de Isabel Pires Leal, do Casteleiro, casou com Francisca Martins
Pacetta, viúva. A Francisca tinha casado pela primeira vez com Manuel Esteves do
Casteleiro, a segunda vez com Manuel Antunes natural do Salgueiro e a terceira vez
com António Martins, natural da quinta das Olas (Belmonte), filho de António
Velho e de Ana Martins. António Martins, o terceiro marido da Francisca, tinha
falecido no Casteleiro a 2 de Novembro de 1755. Estórias do passado!
"Reduto", crónica de António José Marques
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reduto
21/12/2017
17/12/2017
16/12/2017
03/12/2017
O Cadastro de 1527
Em Julho de 2013 publiquei aqui parte de um documento inédito:
o primeiro grande “recenseamento” do
Reino efectuado em 1527, no que diz respeito ao então “Termo de Sortelha”. Um documento
cujo original se encontra no Museu Britânico e que mão amiga me fez chegar.
Hoje transcrevo a totalidade do documento num português que
todos compreenderão.
“Termo da Villa de Sortelha /
Item na Villa da sortelha e seu termo vivem moradores ... 383
/ na Villa dos muros adentro vivem ... 78 / E no termo tem quymze lugares e
quymtas em que ha moradores se/quymtes / o lugar de samtestevam ... 76 / o
lugar de samto amtonio ... 15 / o lugar malloata ( sic ) ... 13 / o lugar de
pena lobo ... 24 / o lugar de bemdada ... 48 / o lugar do casteleiro ... 52 / o
lugar da mouta ... 42 / A quymtam de cyzirota ... 4 / A quymtam dagoas bellas
... 12 / A quymtam de Vallmourysio ... 7 / A quymtam dos amos ... 3 / A quymtam
da ( sic ) pam ... 2 / A quymyam do azinall ...3 / A quymtam do ameall ... 2 /
o cassal do duraom da rua ... 1 / que todos ffazem a soma .... ( sic ) /
E a dita Villa tem de termo em comprido seis legoas e em
largo tres le/goas parte e comfromta ho termo da dita Villa com o termo da
cidade 7 da Goarda que estaa pera o norte e da Villa a dita cidade sam quatro /
legoas e omde se parte o termo ha legoa e mea e asy parte e confromta / com a
villa de bellmomte e ha de huuma Villa a ouutra duad llegoas / pera ho poemte e
omde se partem os termos huuma legoa e asy parte e / comfromta com a villa de
covjlham e ha de huuma vylla a ouutra quatro / legoas omde se parte o termo
huuma legoa e asy parte e comfromta / com a Villa de penamacor e de huma villa
a ouutra sam tres legoas e / omde se parte o termo haa huma legoa e asy parte e
comfromta com o / reyno de Castella cimco legoas e / parte com a villa do
sabugal e ha de / huuma villa a outra duas legoas e tamto tem de termo pera a
dita vylla / chega o termo a dita vylla pelo ryo de coa que vay pegado nos
muros // do sabugal e asy parte e comfromta com ha villa de touro e tem de
termo / pera lla legoa e mea / o sabugal faz pera ho nascente e o touro mais /
pera o norte /”.
Como então referi, este documento revela-nos a existência de
52 moradores no Casteleiro mas, por outro lado, levanta outras questões. Estão
aqui referidos 15 topónimos: 7 “lugares”, 7 “quintas” e 1 “casal”. E se muitos
dos topónimos referidos chegaram sem grandes alterações aos nossos dias, outros
não têm correspondência. O estudo desses lugares está quase feito na
totalidade.
Em próxima crónica irei aqui desvendar essa correspondência
para a actualidade e, finalmente, aquilo que há alguns anos tem sido objecto de
investigação exaustiva: o nome possível, em 1527, da Quinta de Santo Amaro.
"Reduto", crónica de António José Marques
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30/11/2017
Lar aprova Plano e Orçamento - 2018
No passado dia 25 de
novembro teve lugar a Assembleia Geral dos sócios da Associação do Lar e Centro
de Dia de São Salvador do Casteleiro.
De acordo com o número
3 do artº 29 dos seus Estatutos “A Assembleia-Geral
reunirá ordinariamente até 30 de Novembro de
cada ano, para apreciação e votação do orçamento e programa de ação para o ano
seguinte”.
Com o Plano de Atividades e o Orçamento
disponibilizados atempadamente todos os sócios puderam fazer a sua análise
prévia e consolidar as suas opiniões.
Baseado no RIGOR e na SUSTENTABILIDADE da instituição
o Orçamento, a rondar os quinhentos mil euros, prevê um saldo positivo, tal
como já se confirmou em anos anteriores.
Das notas explicativas dadas pela Direção registe-se o
facto do Lar do Casteleiro manter as suas contas sãs, chegando ao final de cada
mês com os salários dos colaboradores e pagamento a fornecedores, completamente
regularizados.
Depois de analisados, o Plano de Ação e o Orçamento
para 2018 foram aprovados, por unanimidade, pelas três dezenas de associados
presentes.
A Direção
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25/11/2017
21/11/2017
Lar inaugura "Local de Oração"
No meio
de um mundo agitado, por vezes é necessário encontrarmo-nos a nós próprios, no
meio da multidão, pensar, refletir nos cruzamentos e estradas da vida
Foi com este
intuito que a Associação do Lar e Centro de Dia de São Salvador do Casteleiro
decidiu construir um espaço físico destinado à oração, à meditação.
A inauguração
deste espaço foi no pretérito dia 16 de Novembro, precedida de missa e benção
pelo Sr. Pe. Eduardo, e contou com a presença do Sr. Presidente da Câmara
Municipal do Sabugal, Sra. Vereadora Sílvia Nabais, Sr. Presidente da Junta de
Freguesia do Casteleiro, sócios fundadores, elementos do Conselho Fiscal e
Assembleia Geral, familiares e amigos dos utentes, colaboradoras, bem como a
presença dos próprios utentes das três valências da instituição.
Passamos a
transcever o discurso proferido pelo Sr. Presidente da Direção:
“ Boa tarde
meus senhores e minhas senhoras. Em primeiro lugar quero agradecer a todos a
vossa presença; à Câmara Municipal do Sabugal, Sr. Padre Eduardo, Junta de
Freguesia do Casteleiro, a todas as Associações aqui representadas, e todas as
pessoas presentes; É com imensa satisfação que vos recebo nesta casa na
inauguração de uma pequena capela, um Lugar de Oração, que o Lar não tinha mas,
que se sentia imensa necessidade; Tudo isto nasceu de um sonho; Um sonho de
olhos bem abertos; Penso todos os mortais são sonhadores; Eu sou um sonhador;
mas quando se sonha é preciso acreditar e, eu acreditei.
Mal de quem não
sonha, em especial a pensar no seu semelhante;
Quero agradecer
à camara municipal do SABUGAL, na pessoa do seu Presidente Eng. António Robalo,
que ao apresentar-lhe a ideia, de imediato foi por si acarinhada, porque todas
as vezes que me dirigia ao seu gabinete era sempre bem recebido sem que
procurasse se tinha ou não entrevistas marcada e, não forma poucas; Pela ajuda
da Cmara Municipal, porque sem ela não seria possível a sua construção; Por
vezes não é só o vil metal que conta; as palavras vão muito mais longe e,
incentiva-nos a não desistir; Aos Senhores Veradores com quem contactei, sempre
me receberam de portas abertas, à Dra. Matilde e arquiteta Sofia pelo seu
trabalho e conselhos; À Junta de Freguesia do Casteleiro pela sua ajuda monetária, à
utente desta Casa Dª Mª Piedade Mendes e Lena Campos pela ornamentação da nossa
capela.
E como os
últimos são sempre os primeiros, para a D. T. Dra. Sara Ribeiro e Enf. Carla
Clara, que sempre acreditaram em mim, me incentivaram, me ajudaram a sonhar, me
acompanharam, me auxiliaram vai para elas o meu reconhecimento e o meu BEM
HAJA!
Esta obra nasceu
de um sonho, de uma necessidade; Como Sonho foi o início da construção deste
Lar, (estão entre nós alguns dos seus fundadores a quem agradeço a sua
presença). Esta casa não tinha um local de Oração; Não é uma Catedral, uma
Igreja, é apensas uma pequena capela religiosa, que ficará sempre de portas
abertas, para quando alguém tenha necessidade de desabafar, meditar, orar ou
mesmo falar sozinho, do seu passado, das agruras do presente; Tem aqui onde se
refugiar, dar largas ao seu pensamento, limpar algumas lágrimas ao relembrar um
passado que dificilmente regressa.
Tudo isto em
nome dos nossos utentes que estão e estarão sempre em primeiro lugar; Estarei
como sempre estive a seu lado, dentro ou fora dos Corpos Sociais, é a minha
missão; É uma missão que impus a mim mesmo; Estar sempre ao lado dos humildes e
dos que sofrem. A minha mente está com aqueles que passaram por esta casa e já
partiram; Para eles vai a minha homenagem e lembrança.
E para terminar
quero citar esta frase, lida por mim em qualquer lugar:
O HOMEM SONHA E
A OBRA NASCE.
Muito obrigado a
todos os presentes que se dignaram a estar nesta singela inauguração."
O Presidente da
Direção
Jaime Rodrigues
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15/11/2017
11/11/2017
A Dona Maria do Céu
“Maria do Céo” nasceu pelas oito horas da noite do dia 23 de
maio de 1900 no lugar de Enxames, freguesia da Fatela, concelho do Fundão. Foi
baptizada no dia 13 de julho do mesmo ano, na Igreja de São João Baptista da
Fatela.
Ilegítima por ser filha de pai incógnito, era filha de
Theresa Jorge de Carvalho, solteira, com a profissão de costureira, empregada
de casa do Padre António Vaz Barreiros, natural e moradora na freguesia das
Inguias, concelho de Belmonte. Foi padrinho de baptismo Manoel Mathias Lopes,
solteiro, pastor e madrinha Maria Nunes dos Santos, solteira, costureira, ambos
da freguesia da Capinha.
Theresa de Carvalho, mãe da Maria do Céo, nascera às dez
horas da manhã do dia 26 de Setembro de 1876, filha de José Rodrigues Carvalho,
carpinteiro e de Theresa Jorge, fiadeira, naturais e moradores na freguesia das
Inguias que tinham casado em 14 de agosto de 1865, ele com 29 e ela com 20 anos.
Era neta paterna de Thimóteo Ambrósio, pastor, natural de Caria e de Maria de
Carvalho natural das Inguias. Por parte da mãe era neta de António Rodrigues
Leitão e de Maria Jorge, igualmente das Inguias.
A Maria do Céu, após ter passado os seus primeiros anos de
vida nos Enxames, segundo as nossas fontes regressou às Inguias para junto da
mãe e aí frequentou a escola.
Em 20 de janeiro de 1919, com apenas 18 anos, casou
civilmente nas Inguias com Joaquim Lopes Neves Mendes Guerra, natural do
Casteleiro, então com 25 anos, que terminara em 1916 o curso de Direito na
universidade de Coimbra.
Começava nesta data o período uma nova etapa na vida da,
agora, Dona Maria do Céu, durante décadas conhecida como a “Senhora” da Quinta.
A Quinta Mimosa. A 31 de Janeiro de 1951 morre, nas Inguias, a sua mãe Teresa.
E dois anos mais tarde, a 24 de Janeiro de 1953, perde o marido, Joaquim
Guerra, na sequência de uma hemorragia cerebral. Fica viúva aos 52 anos.
O Dr. Joaquim Guerra era filho de um dos mais abastados
proprietários do Casteleiro, Manuel José Fernandes Mendes Guerra casado com
Emília dos Prazeres Neves Mendes Guerra, natural de Tamanhos, concelho de
Trancoso. Sobre a vida e personalidade deste nosso conterrâneo já aqui, em
crónica anterior, fizemos referência. Assim, por ocasião da sua morte, o
património agrícola era imenso e, sem duvida, o principal empregador da aldeia
a par da Quinta de Santo Amaro. O Casteleiro tem de área 4300 hectares. As duas
maiores quintas, Santo Amaro e Valverdinho, somariam, na altura, cerca de 2400
hectares. A “casa” agrícola do Dr. Guerra estaria muito próximo dos 500
hectares.
A “Quinta” foi durante muitas décadas uma referência em
vários aspectos. A Dona Maria do Céu, benfeitora, teve uma vida sempre ligada à
Igreja. Essa é uma realidade bem conhecida dos casteleirenses. Contribuiu e
apoiou monetariamente diversas obras de índole religiosa nomeadamente nos
distritos da Guarda e Castelo Branco. São disso exemplo a construção do novo
edifício do Seminário Maior da Guarda, inaugurado em 1931, as referências existentes
no arquivo da Santa Casa da Misericórdia do Sabugal (que lhe prestou homenagem)
ou mesmo um subsídio de 250$00 (quando a média de donativos era de 40$00) dado
ao Jardim Escola João de Deus de Castelo Branco, como nos refere o jornal “Beira
Baixa” de 13 de Março de 1960.
E muito mais se poderá escrever sobre a “Senhora”. Este é
apenas um contributo de pendor e âmbito genealógico.
Faleceu no dia 1 de Janeiro de 1987. Está sepultada no
cemitério do Casteleiro junto ao seu marido e também do Padre António Vaz
Barreiros que falecera a 1 de Abril de 1954, tendo passado os últimos anos de
vida na Quinta Mimosa.
Na lápide da sua sepultura está escrito “Aqui jaz D. Maria do
Céu Barreiros Guerra”. Após uma vida de 87 anos com um assento de baptismo onde
estava escrito “ilegítima”, apenas na morte lhe foi reconhecida a paternidade.
"Reduto", crónica de António José Marques
05/11/2017
O SINO DO CASTELEIRO
Este é o
sino original do Casteleiro que desde 1950 até meados dos anos oitenta, marcou o
tempo na Aldeia. Depois de muito tocar e com muitas fissuras, foi substituído por
dois, mais pequenos, que hoje lá se encontram. E teve um fim dramático já que
acabou num voo de 23 metros, lá do alto até ao chão, frente à porta de entrada
da Torre.
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| Foto: António Marques (1980) |
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sino
04/11/2017
28/10/2017
A população do Casteleiro em 1801
O primeiro recenseamento geral da população foi feito em
1864. No entanto, através de fontes quase sempre com origem na Igreja, é
possível encontrar alguns dados relativos ao Casteleiro. O primeiro que se conhece, já aqui referido,
é o numeramento de 1527 que aponta a existência de 52 moradores na aldeia.
Hoje, abordo aqui aquele que ficou conhecido pelo “Censo do
Conde de Linhares” referente a 31 de dezembro de 1801 que, pela primeira vez,
nos revela dados concretos sobre a população e que, de alguma forma, colide com
os elementos escritos pelo cura Pires Leal nas “Memórias Paroquiais” de 1758.
Assim, em 1801, o Casteleiro tinha 462 habitantes, 223 homens
e 239 mulheres. Durante esse ano houve 25 nascimentos e 24 óbitos. A estrutura
etária era distribuída da seguinte forma: até aos 7 anos – 42 do sexo masculino
e 31 do feminino; entre os 7 e os 25 anos – 79 e 102; entre os 25 e os 40 – 62
e 61; entre os 40 e os 60 anos – 32 e 38; entre os 60 e os 80 anos – 9 homens e
6 mulheres. Com mais de 80 anos não consta ninguém. Quanto aos fogos é referida
a existência de 135.
A análise destes números mostra-nos uma população muito
jovem: 73 crianças até aos 7 anos; 181 pessoas entre os 7 e os 25 anos; 123 com
idade entre os 25 e os 40 anos e apenas 70 entre 40 e 60 anos. Acima de 60 anos apenas 15 pessoas e nenhuma
com mais de 80 anos. Números que indicavam já o grande aumento de população que
o Casteleiro iria ter ao longo do século XIX.
Chegados aqui, importa referir os números já nossos
conhecidos revelados nas “Memórias Paroquiais” de 1758. Aí, o cura Pires Leal
refere: “ Tem
cento e cinquenta e dois fogos, pessoas de confissão e comunhão trezentas e
quarenta e oito; só de confissão setenta e quatro, crianças que ainda não se
confessam cento e três, pessoas ao todo quinhentas e vinte cinco.”
Ora,
comparando os números, em 43 anos existe um decréscimo da população de 63
pessoas e o número de fogos decresce em 17. Numa primeira análise algo parece
não bater certo já que estamos num período em que a aldeia se encontra em
expansão. No entanto, embora possam existir erros, poderá haver uma explicação.
Em
relação ao número de fogos, não sendo provável que em quase 50 anos houvesse
decréscimo de fogos mas sim o seu aumento, a justificação pode estar na noção
de “fogo” que foi variando ao longo do tempo e de região para região. Alguns
estudos nesta matéria referem essa realidade. Um “fogo” tanto pode ser
considerado uma casa como poderá estar, por exemplo, relacionado com “um” chefe
de família.
Em
relação à diminuição da população em 63 pessoas, embora a probabilidade seja
mínima, também pode ter uma justificação. Estamos num período em que o País
atravessa um período de fome generalizada e, mais concretamente na nossa
região, com condições meteorológicas adversas em que as culturas são quase
inexistentes. Acresce, ainda, ser esse um período em que as doenças proliferam,
nomeadamente o tifo e outras epidemias que, ao tempo, não tinham cura.
Por
exemplo, de agosto a dezembro de 1762, estão registados cerca de 50 óbitos nos
assentos paroquiais do Casteleiro, na sua maioria de menores, podendo este
número ser muito superior já que em muitas paróquias era hábito não registar os
falecimentos de menores de 7 anos.
Com
ou sem erros, justificações plausíveis ou não, estes foram os números que
chegaram aos nossos dias. E que nos ajudam a conhecer um pouco mais da nossa
história!
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Posse da Assembleia e Junta de Freguesia
No passado dia 21 de outubro, teve lugar a cerimónia de posse da Junta e Assembleia de Freguesia de Casteleiro eleitas para o quadriénio 2018/2021.
JUNTA DE FREGUESIA
Presidente – António Marques
Tesoureiro – Vitorino FortunaSecretário – Carlos Gonçalves
ASSEMBLEIA DE FREGUESIA
Presidente – Cristina Alexandrino1º Secretário – Beatriz Nabais
2º Secretário – Manuel Moita
Vogal – Albertino Lopes
Vogal – Ismael Martins
Vogal – Cristina Clara
Vogal – António Nabais
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junta de freguesia
,
posse
17/10/2017
17 DE OUTUBRO DE 2007
Faz hoje, dia 17 de Outubro de 2017, 10
anos, que faleceu a Dr.ª Maria Lucinda Gouveia Pires, a saudosa e querida
“Lucindinha.”
Será que morreu?
Não. Ela está aqui todos os dias no
Casteleiro e, para sempre, no nosso pensamento, no nosso coração, a toda a hora
e momento.
Que Deus, em paz, a tenha no eterno
descanso que bem merece.
Daniel Machado
13/10/2017
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