06/11/2016
19/10/2016
Passado e Presente
Todos os casteleirenses conhecem o local. Todos por aqui
passaram centenas de vezes. Esta foto, que me chegou por mão amiga mas que se
desconhece o seu autor ou data, depois de inquirições a alguns dos nossos
seniores, poderá ter sido obtida na década de cinquenta do século passado. A
outra foto, exactamente do mesmo ângulo, foi tirada ontem, 18 de outubro.
Dizia o poeta que “onde não estamos
é que estamos bem. Já não estamos no passado, e então ele parece-nos belíssimo”.
Acrescento eu, neste caso, que não parece, é belo.
Mas estas duas
fotos transportam-nos para a realidade do presente. Ouvi há alguns meses, numa
aldeia do concelho, alguém referir “aqui, onde a estrada acaba”. No Casteleiro
a estrada não acaba, a aldeia é atravessada em todo a sua extensão por uma
estrada nacional. Mas é uma estrada que tem servido para levar gente. Hoje a
população é menor que no século XVI. As casas foram recuperadas, novas e muitas
se construíram. Mas não estão habitadas.
Contudo, o
Casteleiro é a mais bela aldeia. Sempre foi. Porque é a nossa. E quando olhamos
uma foto que nos faz recuar no tempo, as certezas são maiores e a energia para
olhar o futuro ganha força e vigor.
"Reduto", crónica de António José Marques
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reduto
17/10/2016
16/10/2016
Atividades do Lar de S. Salvador
“Quando quis tirar a máscara,
estava pregada à cara.
Quando a tirei e me vi ao espelho, já tinha envelhecido”
F. Pessoa
A Direção
Quando a tirei e me vi ao espelho, já tinha envelhecido”
F. Pessoa
Face à aproximação do Dia
Internacional do Idoso, a instituição preparou-se com várias atividades no
âmbito sociocultural.
Deste modo, os utentes elaboraram
postais com mensagens alusivas a esta temática, tiveram oportunidade também eles de conhecer e, em alguns casos,
relembrar os Direitos do Idoso, adoptados pela Resolução 46/91 da Assembleia
Geral das Nações Unidas de 16 Dezembro de 1991.
Ao longo da última semana do mês
de Setembro, foram realizadas várias dinâmicas de grupo com assuntos referentes
ao idoso aspetos biológicos, psicológicos e sociais da velhice.
No que diz respeito às atividades
extra-instituição, salientamos duas destas: Visita ao Centro Comercial
Serra Shopping, na Covilhã e Visita à Casa da Música da Bendada, esta última
inserida na Comemoração do Dia Internacional do Idoso e Dia Mundial da Música.
A primeira, Visita ao Centro
Comercial Serra Shopping, na Covilhã, realizou-se no dia 27 de Setembro onde os
nossos utentes puderam visitar este espaço comercial, quer na àrea de acesso ao
público em geral, quer nas zonas de acesso restrito, nomeadamente os locais de
descarga de mercadorias, locais de separação de lixo assim como portas de
acesso mais direto às várias lojas que compõem este Centro Comercial.
Esta atividade, inserida no Plano
Anual de Atividades tinha como principal objetivo proporcionar uma tarde
diferente aos nossos utentes, onde cada um pôde conhecer estes novos espaços
comerciais pudendo experienciar as escadas rolantes e elevador, sendo a maior
parte inexperiente nestas “andanças”.
Participando no convite
endereçado pelo Municipio do Sabugal, que desde já agradecemos, os nossos
utentes participaram ativamente na Comemoração do Dia Internacional do Idoso e
Dia Mundial da Música, interagindo com utentes de várias IPSS's ao som da boa
música da Banda Filarmónica da Bendada. Antes do lanche convívio houve lugar a
um baile, relembrando os tempos de antigamente.
A Direção
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02/10/2016
Biblioteca Móvel
Por iniciativa da Câmara Municipal do Sabugal, a Biblioteca Móvel estará no Casteleiro na primeira terça-feira de cada mês, entre as 15h15 e as 16h15. No Largo de S. Francisco, já a partir do dia 4 de outubro.
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18/09/2016
Arrolamento de bens da Igreja: faltavam os adros!
Em crónica anterior, que pode reler aqui, reproduzi
o inventário de arrolamento de todos os
bens da Igreja, realizado no Casteleiro em 6 de Março de 1912. Uma acção executada na
sequência da Lei de Separação do Estado e da Igreja de 20 de Abril de 1911.
O Inventário, bastante exaustivo, tinha, no entanto uma
falta: tinham esquecido os adros da igreja e capelas. E, claro, um palmo de terra
é um palmo de terra!

E foi assim que, vinte anos depois, a 22 de Julho de 1932,
foi feita uma adenda ao documento com a descrição do que estava em falta.
Assinaram o documento, o representante do Administrador do Concelho e pela
Junta de Freguesia José dos Santos Mourinha. Mais uma vez o pároco de então,
António Gonçalves Sapinho, primou pela ausência.
O inventário refere-se, pois, à Igreja Matriz, Capela de São
Francisco, Capela do Espírito Santo e Capela de São Sebastião.
Capela do Espírito Santo: “Um pequeno quadrilátero de terreno
pertencente à capela cujo, noutro tempo, se diz ter sido ocupado por um alpendre.
Mede trinta e meio metros quadrados.”
Capela de São Sebastião: “Um pequeno território que circunda
a capela, sito em São Sebastião, que é delimitado pelo nascente, sul e poente
por Maria Esteves e pelo norte pela própria capela e via pública. Mede oitenta
e um e meio metros quadrados – dentro desta área existem ainda as ruínas de um
alpendre”.
Capela de São Francisco: “À capela sita no Terreiro do mesmo nome não pertence qualquer território pois que é delimitado pelo nascente pela escola oficial, norte, sul e poente pela via pública”.
Até aos nossos dias não chegou a Capela de São Sebastião,
demolida e transladada para o cemitério da Aldeia.
"Reduto", crónica de António José Marques
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20/08/2016
Carlos Nabais (BA)
Hoje todos o conhecem por BA, tudo por causa da semelhança,
que alguém encontrou, com a forte compleição física de um dos protagonistas da
série “Soldados da Fortuna”, popularizada nos anos 80.
O Carlos Manuel Nabais é o mais novo de cinco irmãos: a
Maria, o Zé, o Tó e a Esperança. Já a caminho dos 50 anos, nasceu a 10 de
Junho, dia de Portugal.
O Carlos é um casteleirense de fibra. Na sua sábia
simplicidade transporta valores que ao longo dos anos sempre registei com gosto.
Solidário, sempre motivado para uma simples ou complicada ajuda, grande sentido
de humor. O Carlos é um homem bom e de bem. Sempre disponível, granjeou já o título
de “mordomo vitalício”, dada a sua voluntária participação na preparação e no
decurso da anual festa de Santo António. E quem não se deliciou já com as
famosas bifanas cujo molho só ele sabe confeccionar.
Esta é uma crónica dedicada a um casteleirense.
BA, Carlos, é
alguém que sabe bem o significado de Viver Casteleiro!
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Carlos Nabais
19/08/2016
Almoço/Convívio do CACC
Na semana seguinte, após a Festa
de Santo António, como vem sendo tradição, no dia 14 de Agosto, teve lugar, no
salão do Centro de Animação Cultural do Casteleiro, o tradicional
almoço/convívio, oferecido pela Direcção aos sócios e seus familiares.
Por razões óbvias, neste ano, a
aderência não sendo tanta quanto se desejava, os que compareceram, vieram com o
espírito de convivência, camaradagem e, é claro, de usufruírem do tradicional
almoço de arroz com feijão, febras e carne entremeada, confeccionado pelo
sempre disponível e prestável, Manel Leal, na feitura do arroz com feijão e
pelo Albertino e “BA”, na assadura das febras e carne entremeada, não faltando,
como é óbvio, as variadas bebidas.
Para sobremesa, houve, à
descrição, queijo, melão e melancia, boa disposição e convívio.
Com um até para o ano, na
esperança de que haja uma maior comparência, um bem-haja à Direcção e a todos
os que colaboraram para o bom êxito deste salutar convívio.
Daniel Machado
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cacc
13/08/2016
Festa de Santo António
Mais uma vez
o Casteleiro evocou o Santo António com a Festa anual. Tempo de reencontro,
tempo de Festa. Cumpriu-se a tradição. Um grande Bem-haja aos mordomos que, com
grande motivação, cumpriram o seu objectivo.
(Fotos de Daniel Machado e Viver Casteleiro)
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CACC promove almoço/convívio
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29/07/2016
Obras de conservação do cemitério
Terminou
ontem a reabilitação total do cemitério da Aldeia. Por iniciativa da Junta
de Freguesia todos os muros, interiores e exteriores, foram lavados e pintados,
bem como a capela e todos os gradeamentos e portões. Muitos anos depois o
cemitério do Casteleiro ganhou nova cor.
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25/07/2016
Garraiada no Casteleiro
No primeiro dia da Festa de Santo António, dia 5 de Agosto, a partir das 17h, a Garraiada volta à Aldeia, evento que não se realizava no Casteleiro há largos anos. Fica o convite.
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09/07/2016
Dias de canícula
Casteleiro, 37 graus! Rumo ao Chafariz das Duas Bicas. A refrescar os casteleirenses há mais de três séculos com água da nascente das Hortas.
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| Foto de Paulo Pinto Martins |
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chafariz
03/07/2016
Festa de Santo António
A mordomia da Festa de Santo António divulgou o cartaz com o programa. Poucos, jovens, mas com força e determinação para manter a tradição. Parabéns.
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Festa de Stº António
01/07/2016
Internet mais acessível
Todo a área urbana do Casteleiro é servida desde alguns anos,
por iniciativa da Junta de Freguesia, por uma rede wireless que disponibiliza,
gratuitamente e em sinal aberto, internet a toda a aldeia. Com a instalação esta
semana, junto ao armazém da Junta, de uma torre com dois emissores, fica integralmente
completo o sistema e melhorado substancialmente o sinal que chega aos
utilizadores.
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27/06/2016
Sardinhada no "Terreiro"
Dia de sardinhada, dia de encontro, convívio e tempo para dar vida ao velho "terreiro". Foi assim, domingo à tarde, no nosso Casteleiro.


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21/06/2016
O arrolamento dos bens da Igreja em 1912
Como já aqui referi em crónica anterior, a propósito da
existência na nossa aldeia da Confraria de Nossa Senhora das Dores, a Lei de
Separação do Estado e da Igreja, publicada a 20 de Abril de 1911, determinou o
arrolamento e inventário de todos os bens da Igreja.
Hoje reproduzimos aqui o original desse inventário realizado
no Casteleiro no dia 6 de Março de 1912. Estiveram presentes e assinaram o documento:
José Augusto Martins Paiva, representante do Administrador do Concelho; Norberto
de Amaral Azevedo, Presidente da Junta da Paróquia de Casteleiro e Manuel José
Gonçalves Coelho, delegado da comissão concelhia do inventário.
O documento descreve os bens móveis, a saber:
- “uma igreja denominada de S. Salvador que serve de igreja
matriz com capela mor, sacristia, uma pequena casa para despejos, campanário com
um sino quasi de grande tamanho…”
- “uma capela denominada de S. Francisco, campanário e
púlpito cá fora, mas sem sino tendo dentro um altar e imagem de São Francisco…”
-“uma capela denominada do Espírito Santo situada no Reduto
com campanário e sineta tendo dentro um altar e imagem do Espírito Santo…”
-“uma capela denominada de São Sebastião, no sítio de São
Sebastião com um altar dentro em mau uso…”
Quanto às imagens encontradas na igreja matriz: São Salvador,
Coração de Jesus, S. Sebastião, Senhora de Lurdes, Santo António e Menino
Jesus. Segue-se depois uma longa lista de alfaias e utensílios. De várias
casulas, a missais, um par de galhetas de vidro, um relicário de prata,
estolas, etc…
Todos os bens ficam à guarda do Presidente da junta da
Paróquia.
Curiosidade, ou talvez não, o pároco de então, António
Gonçalves Sapinho, não assinou o documento pois, escreve o delegado, “o pároco
desta freguesia não assistiu por não ter sido encontrado”. Obviamente o padre Sapinho
não iria assistir ao despojamento dos bens e nesse dia, certamente, terá
aproveitado para fazer um passeio!
Em 1932 foi feita nova adenda ao inventário já que, imaginem,
vinte anos depois tinham descoberto que alguns dados estavam em falta. Mas
isso é tema para outra crónica…
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