11/11/2015
31/10/2015
Incêndio: recuperação de caminhos e valetas
O incêndio que atingiu o território do Casteleiro no passado
dia 2 de Agosto resultou numa área ardida de 1160 hectares. No âmbito das
medidas de estabilização de emergência após incêndio, o Programa de
Desenvolvimento Rural 2020 abriu no dia 26 de Outubro um período de
apresentação de candidaturas para limpeza e desobstrução de valetas e
regularização e consolidação da superfície de caminhos na nossa freguesia, no total
de cerca de 40 mil euros.
A Junta de Freguesia de Casteleiro encontra-se já a preparar a
candidatura a este apoio por forma a recuperar a rede viária afectada logo após
o Inverno, de acordo com as especificações técnicas do Instituto de Conservação
da Natureza e Florestas.
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25/10/2015
17/10/2015
A Lucinda e o Steve
Faz hoje oito anos que, inesperadamente, faleceu a Lucinda.
Anualmente, aqui, no “Viver Casteleiro” assinalamos a data.
Mas hoje, graças a uma foto, esta crónica tem um carácter
muito pessoal. Coincidências ou a prova que os caminhos que cada um trilha ao
longo da vida se podem cruzar. Nunca sabemos quando e, por vezes, nunca sabemos
que se cruzaram.Tudo isto a propósito de uma foto em que a Lucinda abraça um
seu aluno na Escola do Teixoso, onde foi professora. Vejo a foto e reconheço o
jovem. É o Steve Sá! Mas quem é o Steve?
O Steve é um jovem, natural do Teixoso, com necessidades educativas
especiais, que fez a escolaridade obrigatória e, desde 2008, frequenta a
APPACDM da Covilhã. O Steve tem hoje 24 anos, é um jovem alegre, sorridente e
um grande atleta.
Como alguns saberão, sou fundador e presidente da APPACDM da
Covilhã e cruzo-me com o Steve quase diariamente. Daí que, quando olhei a foto,
pensei como, afinal, curiosos são os caminhos que individualmente percorremos.
Estou certo que a Lucinda, onde estiver, gostará de saber que
o Steve está bem e irradia boa disposição. E eu estou feliz por descobrir que o
Steve que conheço foi aluno, certamente muito especial, da Lucinda.
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Lucinda Pires
,
reduto
11/10/2015
"Ti Vitorino"
Na rotina diária da nossa aldeia há um local, ponto de
encontro obrigatório: o café do Ti Vitorino. Em muitas dezenas de anos, desde a
minha meninice, houve sempre um momento em que alguém dizia. “Vamos ao Ti
Vitorino!”. Nunca ouvi “Vamos ao café D. Príncipe”, o verdadeiro nome do
“estabelecimento”.
Podia aqui relatar muitas e variadas estórias que ali vivi e
presenciei. Todos nós, casteleirenses, o podemos fazer. A simbologia daquele
espaço é de uma riqueza ímpar. Se o “terreiro” sempre funcionou como verdadeiro
ponto de encontro social, é igualmente verdade que o café do “Ti Vitorino”
trilhou ao longo dos anos um percurso paralelo, adornado com a riqueza da
“sueca”, do dominó, do futebol na Tv, da conversa, do encontro. O contributo
deste espaço na coesão social da aldeia, de centro ocupacional para os nossos
seniores, de porto de abrigo para muitos, de central de notícias, foi ao longo
dos tempos decisivo e único.
No entanto, este espaço não tinha vida própria. A sua
riqueza, a sua ambiência, sempre esteve ligada ao seu proprietário que a
construiu, que lhe dava vida, que o enriqueceu com estórias a propósito.
Com a sua afabilidade e modo de estar único, o café era o “Ti
Vitorino”.
E hoje, no dia da sua prematura partida, recordo a sua
amizade e bom trato pessoal. Do ritual aperto de mão…
O Casteleiro está mais pobre!
António José Marques
04/10/2015
26/09/2015
Seis Anos
Passaram seis anos desde o dia em que o “Viver Casteleiro”
surgiu na blogosfera. Inicialmente criado com espaço destinado a apoiar uma
candidatura à Junta de Freguesia, transformou-se depois num meio de
divulgação do Casteleiro, aberto a todos e ponto de encontro dos muitos casteleirenses
que vivem longe da sua terra.
Até hoje foram aqui publicados perto de 700 posts com cerca
de 150 mil visitas e mais de 250 mil visualizações.
A missão a que nos propusemos tem vindo a ser cumprida, nem
sempre com a assiduidade desejada mas firme no propósito de levar a todos os
casteleirenses notícias da “sua” terra.
E assim vamos continuar!
António José Marques
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16/09/2015
"Aventura Estival"
A jovem escritora casteleirense Edite Fonseca apresentou no
passado sábado, na Casa do Concelho do Sabugal, em Lisboa, a sua mais recente
obra “Aventura Estival”. Uma Casa “cheia” ilustrou bem o interesse pela obra
literária desta nossa conterrânea. Parabéns Edite e ficamos à espera de nova
apresentação, agora no Casteleiro.


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edite fonseca
31/08/2015
Sandra Fortuna é candidata
A nossa conterrânea Sandra Fortuna, Presidente da Concelhia do Partido
Socialista do Sabugal, integra pela segunda vez a lista de candidatos a deputados
pelo Distrito da Guarda.
A Sandra Fortuna tem um percurso exemplar de dedicação à causa pública, na
área do ensino e da solidariedade social. Vereadora na Câmara do Sabugal de
2009 a 2013, Presidente do Lar de São Salvador do Casteleiro desde 2009 e com
actividade profissional numa IPSS dedicada à deficiência intelectual, a Sandra
reúne todas as condições para contribuir pela defesa e engrandecimento do
Concelho do Sabugal e do Distrito da Guarda.
Estou certo que os casteleirenses e as gentes do Concelho do Sabugal e do
Distrito irão confirmar que se revêem na sua representatividade.
30/08/2015
Edite Fonseca apresenta "Aventura Estival"
A casteleirense Edite Fonseca apresenta o seu mais recente livro
“Aventura Estival” no próximo dia 12 de Setembro, às 15h30, na Casa do Concelho
do Sabugal em Lisboa.
Depois de “Kassandra, uma infância tumultuosa” e “Daniela e a
Pedra Mágica”, a nossa conterrânea regressa com uma nova obra com prefácios de
Dina Aguiar e Benjamim Monteiro. Nas palavras da jornalista Dina Aguiar, “De uma forma natural Edite Fonseca
consegue, num misto de ingenuidade infantil e enredo, contagiar-nos e
prender-nos nesta aventura infantil que tem um final feliz …”. Para
Benjamim Monteiro, “Edite Fonseca
oferece-nos nesta história uma perspectiva original, sem dramatismos, baseada
na compreensão e tolerância.”. A obra conta, ainda com ilustrações das
princesas Maria Carolina e Maria Chiara de Bourbon-Duas Sicílias de 12 e 10
anos.
Em conversa com o “Viver Casteleiro” em Maio de 2014, a Edite
dizia-nos “Esteja eu onde estiver a minha aldeia e quinta (Carrola), vão sempre
acompanhar-me. Não posso apagar as doces lembranças da minha terra e tal não
desejo. Porque a minha personalidade é constituída por experiências vividas
naquela incomparável terra.”
O Viver Casteleiro e, certamente todos os casteleirenses,
desejam à Edite Fonseca os maiores sucessos para esta sua nova obra e, também
nós, prometemos acompanhá-la esteja onde estiver!
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edite fonseca
27/08/2015
CACC - Almoço/Convívio
Muito embora esta notícia tenha um pouco de atraso, informa-se que, no dia 15 de Agosto, realizou-se o tradicional convívio/almoço do Centro de Animação Cultural do Casteleiro.
Sempre com o intuito de que os
nossos emigrantes e outros sócios não residentes no Casteleiro pudessem
usufruir deste almoço/convívio, a ser sempre realizado, logo após a Festa de
Santo António, pena é que, no mesmo, se tenha notado a ausência de uns tantos
sócios e seus familiares que poderiam ter estado presentes e não estiveram.
Apesar de tudo, foi com alegria e
sã camaradagem dos presentes que o almoço/convívio de arroz com feijão, bem
confeccionado e acompanhado com febras e carne entremeada bem assada, á
descrição nos servimos e degustamos, tudo bem regado, a seu gosto, com variadas
bebidas e também á descrição, bem como a sobremesa de queijo e melão.
Por fim, após mais dois dedos de
conversa, ao terminar este agradável almoço/convívio, foi com satisfação e desejo
de que, para o ano, voltaremos em maior número de presentes.
Daniel Machado
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cacc
24/08/2015
Juízes Pedâneos
A 2 de Maio de 1816, o
Comandante da Capitania de Sortelha, João Soares Rebelo, envia para o Regimento
de Cavalaria 11 em Castelo Branco, a relação dos indivíduos do Concelho que
estavam isentos de recrutamento militar por serem “empregados em Administração
Pública, Civil ou Militar”.
Do rol, constam três
casteleirenses: Manuel Pires Gomes, Manuel dos Reis e José Vicente. Mas a relação
também nos informa que tinham, respectivamente, 33, 29 e 31 anos e eram todos
casados. Mas, interessante neste documento, acaba mesmo por ser o que nos
revela a ocupação de cada um deles.
José Vicente surge como
“pedidor da Casa Pia de Santo António de Lisboa”. A Casa de Santo António
pertencia à Casa Pia de Lisboa e era destinada a rapazes abandonados e órfãos que
depois de uma instrução elementar aprendiam um ofício. Terá sido, possivelmente,
o caso deste casteleirense.
Informação relevante
para a História da aldeia é que, através deste documento, ficamos a saber que Manuel
Pires Gomes e Manuel dos Reis eram os “juízes ventanos” do Casteleiro no ano de
1816. “Juiz ventano” ou “Juiz pedâneo” era o magistrado que, nomeado pela
Câmara, tinha como área de jurisdição uma aldeia que tivesse pelo menos vinte
vizinhos. Faziam cumprir as posturas e leis municipais e julgavam apenas causas
de pequeno valor. E eram chamados de pedâneos porque julgavam de pé sem
necessidade de registar os autos. Este cargo viria a ser extinto em 1831
passando as suas funções para os Regedores e Juntas da Paróquia.
Esta informação, da
existência de dois juízes pedâneos, já nos tinha sido referenciada pelo cura
Manuel Pires Leal nas “Memórias Paroquiais do Casteleiro”, em 25 de Abril de
1758: “todos os anos tem dois juízes Pedaneos que
são eleitos pelos oficiais da câmara da dita vila.”. No Casteleiro exercia ainda
um Juiz Ordinário, do civil e criminal, a verdadeira extensão e representação do
poder municipal de Sortelha. O Casteleiro era, aliás, a única aldeia do
concelho com juiz ordinário talvez pelo elevado número de residentes (525).
Permanece ainda na toponímia do Casteleiro, o “Largo do Concelho”, referência
ao local onde existiu a denominada “casa do concelho”.
História e
estórias do Casteleiro…
"Reduto", crónica de António José Marques
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reduto
12/08/2015
27/07/2015
Uma fotografia
Há momentos que nos deixam sem palavras. As minhas
pesquisas sobre o passado do Casteleiro, factos, pessoas, estórias, seguem a
bom ritmo. O ritmo do tempo disponível para seguir pistas, confirmar hipóteses,
etc… Pequenos avanços, grandes recuos, por vezes enormes decepções, becos onde
não se vislumbra qualquer saída, enfim, um pouco de tudo! Mas o material existente é já vasto, grande
parte inédito como, aliás, tenho aqui deixado alguns apontamentos.
Desta vez estava às voltas com o “dossier” Santo
Amaro. Tantas e tantas estórias sobre a Quinta, os seus sucessivos donos… De
repente uma foto! Uma foto que está a permitir um avanço de investigação até
aqui completamente bloqueado. Claro que tem a ver com o Morgado… Fica a foto.
Referências havia algumas. Mas, às vezes, como referi, ficamos sem palavras. As
estórias, documentadas, a que esta foto permitiu chegar são verdadeiramente
fascinantes! Ficam para outro tempo…
"Reduto", crónica de António José Marques
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Estudos
22/07/2015
Dia dos Avós - 26 de Julho
No Dia dos Avós, a comemorar-se
no dia 26 de Julho, que, por resolução 50/2003 da Assembleia da República, foi
a data escolhida por ser o dia de S. Joaquim e de Santa Ana, pais da Virgem
Maria e avós do Menino Jesus, que melhor prenda lhes podemos dar? É, com amor e
carinho, proporcionar-lhes conforto e bem-estar, estimando-os, honrando-os,
respeitando-os e agradecendo-lhes tudo o que por nós fizeram e fazem, em
especial, por complementarem a nobre missão dos pais e, ainda, por nos darem
conselhos e transmitirem ensinamentos, resultantes da sabedoria e experiência
de vida que, ao longo dos anos, com suor e lágrimas, adquiriram nessa douta
“Universidade da Vida.”
Pessoalmente, eu que também sou
avô, com respeito e gratidão, presto a minha homenagem a todos os avós,
dedicando-lhes este poema, extraído do meu livro “Pedaços da Minha Vida - Outros
Poemas”:
SER AVÓS
Ser avós...
É, antes, terem sido pai e mãe
De filhos
E estes terem filhos também;
Ser avós…
É, em tempo, serem também
Dos netos,
Pai e mãe;
Ser avós…
É, mesmo trabalhando com ardor,
Não se cansarem de dar aos netos
Muito carinho e amor;
Ser avós…
É, com toda a ternura
Que brota do coração,
Dar aos netos e netas,
A todos a mesma afeição;
Ser avós…
É, com gosto e prazer,
Dar aos netos não só o pão,
Mas, com alguma psicologia,
Dar-lhes também a educação;
Ser avós…
É, para os netos,
Com a sua experiência e sabedoria,
Modelo de vida a seguir
Pela vida fora, dia a dia;
Ser avós…
É, mesmo com as mãos trémulas,
Aquando já velhinhos,
Não deixam de afagar os netos
Como se fossem seus filhinhos;
Aos avós…
É, por tudo isto,
Com um beijo de gratidão
Que os netos, hoje,
Lhes dão um chi-coração.
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daniel machado
18/07/2015
Marinheiros do Concelho no Casteleiro
Dia 1 de Agosto os Marinheiros naturais do Concelho do
Sabugal realizam no Casteleiro o seu XXI encontro anual. Com o apoio da Junta
de Freguesia vamos ter “mar chão e ventos de feição”.
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marinha
17/07/2015
Festa de Santo António
Está a chegar a Festa de Santo António. Parabéns aos mordomos que, com querer, arte e engenho, mantêm viva esta tradição e momento único de encontro dos casteleirenses. Viva a festa!
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Festa de Stº António
15/07/2015
Aplicação de produtos fitofarmacêuticos
Está em fase de conclusão o curso de “Aplicação de produtos
fitofarmacêuticos”, uma iniciativa do CACC com a colaboração da Junta de
Freguesia. Esta formação é obrigatória já que, nos termos da lei, a partir de
26 de Novembro só quem seja portador do cartão de “aplicador” poderá adquirir
os referidos produtos. No Casteleiro frequentaram o curso 36 pessoas divididas
em duas turmas.
06/07/2015
Um casteleirense em terras do Brasil
Antes do grande surto emigratório, sobretudo para França, iniciado
na década 50 e que se confirmou na década seguinte (o Casteleiro perdeu 693
habitantes de 1950 a 1970), houve casteleirenses que partiram em busca de uma
vida que fosse para além do trabalho agrícola de sol a sol. O destino mais
comum foi o Brasil e também a Argentina.
Foi o caso do nosso conterrâneo agricultor Amândio Valentim.
Nascido a 3 de Fevereiro de 1892, filho de José Valentim e de Maria Nabais e
casado com Libânia Ferreira. Com passaporte emitido pelo Governo Civil de
Lisboa a 4 de Março de 1939 e visto do consulado dois dias depois, aos 47 anos
de idade parte de vapor para o Brasil. No Casteleiro deixa a sua esposa Libânia
e 5 filhos: Joaquim, Manuel e Orlindo (já falecidos), Idalina e Maria. Por
terras do Brasil terá ficado até cerca de 1951. Regressado ao Casteleiro
faleceu em meados da década de sessenta.
Embora tenha partido para o Brasil 6 meses antes do início da
II Grande Guerra, Amândio Valentim já tivera o seu quinhão de militar. A 21 de
Março de 1917, integrado no Corpo Expedicionário Português, com 25 anos de
idade, partia para França onde combateu na frente de batalha na I Guerra
Mundial. Participou na Batalha de La Lys a 9 de Abril de 1918 e após ter sido ferido em
combate por três vezes, foi evacuado da “frente” e embarcou para Lisboa a 13 de
Setembro de 1918.
Um agradecimento especial ao meu amigo Manuel Cerveira
Valentim, filho de Orlindo Valentim e neto de Amândio Valentim que me ajudou a “enquadrar”
a descendência familiar, gente que muitos de nós conhecemos e que estão entre
nós.
"Reduto", crónica de António José Marques
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Estudos
02/07/2015
29/06/2015
Sardinhas de São Pedro
Ontem foi dia de sardinhada no Casteleiro. Mantendo uma
tradição implementada pela saudosa Lucinda Gouveia, aquando presidente de
junta, o São Pedro assinala-se todos os anos com uma sardinhada oferecida à
população da freguesia.
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sardinhada
24/06/2015
22/06/2015
Estória do soldado Francisco
![]() |
| Caderneta do soldado Francisco |
A 13 de Dezembro de 1817,
assentou praça voluntariamente no Regimento de Cavalaria nº 11, em Castelo
Branco, um jovem de 19 anos de nome Francisco Martins natural do Casteleiro. Filho
de Manuel Martins e Quitéria Gonçalves, olhos e cabelo castanhos, 58 polegadas
de altura, solteiro.
Não sabemos como terá sido a vida
militar do jovem casteleirense. Mas algo levantou desconfiança em relação à sua
pessoa e, a 20 de Junho de 1818, o Comandante envia a “ficha” do soldado ao
Sargento Mor João Soares de Oliveira Ribeiro, Comandante do Destacamento de
Sortelha, para verificar a sua veracidade.
![]() |
| Resposta do Sargento Mor de Sortelha |
A resposta, dirigida ao
Comandante de Cavalaria 11, Coronel António de Azavedo Coutinho, seguiu a 8 de
Agosto e foi bem esclarecedora. O rapaz, de facto, chamava-se Francisco Justiça,
era filho de José Gonçalves Justiça e de Quitéria Martins e teria mais de 26
anos. Refere ainda o Sargento de Sortelha que tinha informações que ele já
desertara duas vezes e que talvez desse o nome errado para “melhor desertar
terceira vez”.
![]() |
| Assento de baptismo de Francisco Justiça |
Hoje, passados quase 200 anos,
encontramos o assento de baptismo do Francisco realizado na igreja do
Casteleiro e tudo se confirma. Nasceu a 24 de Setembro de 1790 (quando se
alistou tinha já 27 anos e não 19), filho de José Gonçalves Justiça natural de
Valverdinho e de Quitéria Martins natural da Moita. Neto paterno de Manuel
Antunes Justiça e de Maria Gonçalves (Valverdinho)
e materno de Pedro Reis e Maria Lopes (Moita).
Quais os motivos que levaram este
jovem a desertar duas vezes e a apresentar-se uma terceira vez com identidade
falsa?
Estórias de casteleirenses…
"Reduto", Crónica de António José Marques
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reduto
08/06/2015
Faz hoje 300 anos houve boda no Casteleiro
A 8 de Junho de 1715, um sábado, faz hoje 300 anos, houve
boda no Casteleiro. Foi dia de casamento. O noivo, Francisco Fernandes, filho
de Manuel de Torres e de Luzia Fernandes (falecidos à data) casou com Luísa
Nunes, filha de António Lopes e Isabel Nunes. Foram testemunhas os
casteleirenses Marcos Gomes e Pascoal Luís Afonso. Onde estarão os
descendentes?
"Reduto", crónica de António José Marques
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