27/08/2015

CACC - Almoço/Convívio













Muito embora esta notícia tenha um pouco de atraso, informa-se que, no dia 15 de Agosto, realizou-se o tradicional convívio/almoço do Centro de Animação Cultural do Casteleiro.
Sempre com o intuito de que os nossos emigrantes e outros sócios não residentes no Casteleiro pudessem usufruir deste almoço/convívio, a ser sempre realizado, logo após a Festa de Santo António, pena é que, no mesmo, se tenha notado a ausência de uns tantos sócios e seus familiares que poderiam ter estado presentes e não estiveram.
Apesar de tudo, foi com alegria e sã camaradagem dos presentes que o almoço/convívio de arroz com feijão, bem confeccionado e acompanhado com febras e carne entremeada bem assada, á descrição nos servimos e degustamos, tudo bem regado, a seu gosto, com variadas bebidas e também á descrição, bem como a sobremesa de queijo e melão. 

Por fim, após mais dois dedos de conversa, ao terminar este agradável almoço/convívio, foi com satisfação e desejo de que, para o ano, voltaremos em maior número de presentes.

Daniel Machado
 

24/08/2015

Juízes Pedâneos


A 2 de Maio de 1816, o Comandante da Capitania de Sortelha, João Soares Rebelo, envia para o Regimento de Cavalaria 11 em Castelo Branco, a relação dos indivíduos do Concelho que estavam isentos de recrutamento militar por serem “empregados em Administração Pública, Civil ou Militar”.
Do rol, constam três casteleirenses: Manuel Pires Gomes, Manuel dos Reis e José Vicente. Mas a relação também nos informa que tinham, respectivamente, 33, 29 e 31 anos e eram todos casados. Mas, interessante neste documento, acaba mesmo por ser o que nos revela a ocupação de cada um deles.
José Vicente surge como “pedidor da Casa Pia de Santo António de Lisboa”. A Casa de Santo António pertencia à Casa Pia de Lisboa e era destinada a rapazes abandonados e órfãos que depois de uma instrução elementar aprendiam um ofício. Terá sido, possivelmente, o caso deste casteleirense.
Informação relevante para a História da aldeia é que, através deste documento, ficamos a saber que Manuel Pires Gomes e Manuel dos Reis eram os “juízes ventanos” do Casteleiro no ano de 1816. “Juiz ventano” ou “Juiz pedâneo” era o magistrado que, nomeado pela Câmara, tinha como área de jurisdição uma aldeia que tivesse pelo menos vinte vizinhos. Faziam cumprir as posturas e leis municipais e julgavam apenas causas de pequeno valor. E eram chamados de pedâneos porque julgavam de pé sem necessidade de registar os autos. Este cargo viria a ser extinto em 1831 passando as suas funções para os Regedores e Juntas da Paróquia.
Esta informação, da existência de dois juízes pedâneos, já nos tinha sido referenciada pelo cura Manuel Pires Leal nas “Memórias Paroquiais do Casteleiro”, em 25 de Abril de 1758: todos os anos tem dois juízes Pedaneos que são eleitos pelos oficiais da câmara da dita vila.”. No Casteleiro exercia ainda um Juiz Ordinário, do civil e criminal, a verdadeira extensão e representação do poder municipal de Sortelha. O Casteleiro era, aliás, a única aldeia do concelho com juiz ordinário talvez pelo elevado número de residentes (525). Permanece ainda na toponímia do Casteleiro, o “Largo do Concelho”, referência ao local onde existiu a denominada “casa do concelho”.

História e estórias do Casteleiro…







"Reduto", crónica de António José Marques




27/07/2015

Uma fotografia


Há momentos que nos deixam sem palavras. As minhas pesquisas sobre o passado do Casteleiro, factos, pessoas, estórias, seguem a bom ritmo. O ritmo do tempo disponível para seguir pistas, confirmar hipóteses, etc… Pequenos avanços, grandes recuos, por vezes enormes decepções, becos onde não se vislumbra qualquer saída, enfim, um pouco de tudo!   Mas o material existente é já vasto, grande parte inédito como, aliás, tenho aqui deixado alguns apontamentos.
Desta vez estava às voltas com o “dossier” Santo Amaro. Tantas e tantas estórias sobre a Quinta, os seus sucessivos donos… De repente uma foto! Uma foto que está a permitir um avanço de investigação até aqui completamente bloqueado. Claro que tem a ver com o Morgado… Fica a foto. Referências havia algumas. Mas, às vezes, como referi, ficamos sem palavras. As estórias, documentadas, a que esta foto permitiu chegar são verdadeiramente fascinantes! Ficam para outro tempo…
 




"Reduto", crónica de António José Marques


22/07/2015

Dia dos Avós - 26 de Julho


No Dia dos Avós, a comemorar-se no dia 26 de Julho, que, por resolução 50/2003 da Assembleia da República, foi a data escolhida por ser o dia de S. Joaquim e de Santa Ana, pais da Virgem Maria e avós do Menino Jesus, que melhor prenda lhes podemos dar? É, com amor e carinho, proporcionar-lhes conforto e bem-estar, estimando-os, honrando-os, respeitando-os e agradecendo-lhes tudo o que por nós fizeram e fazem, em especial, por complementarem a nobre missão dos pais e, ainda, por nos darem conselhos e transmitirem ensinamentos, resultantes da sabedoria e experiência de vida que, ao longo dos anos, com suor e lágrimas, adquiriram nessa douta “Universidade da Vida.”
Pessoalmente, eu que também sou avô, com respeito e gratidão, presto a minha homenagem a todos os avós, dedicando-lhes este poema, extraído do meu livro “Pedaços da Minha Vida - Outros Poemas”:

SER AVÓS       

Ser avós...
É, antes, terem sido pai e mãe
De filhos
E estes terem filhos também;

Ser avós…
É, em tempo, serem também
Dos netos,  
Pai e mãe;

Ser avós…
É, mesmo trabalhando com ardor,
Não se cansarem de dar aos netos
Muito carinho e amor;

Ser avós…
É, com toda a ternura
Que brota do coração,
Dar aos netos e netas,
A todos a mesma afeição;

Ser avós…
É, com gosto e prazer,
Dar aos netos não só o pão,
Mas, com alguma psicologia,
Dar-lhes também a educação;

Ser avós…
É, para os netos,
Com a sua experiência e sabedoria,
Modelo de vida a seguir
Pela vida fora, dia a dia;

Ser avós…
É, mesmo com as mãos trémulas,
Aquando já velhinhos,
Não deixam de afagar os netos
Como se fossem seus filhinhos;

Aos avós…
É, por tudo isto,
Com um beijo de gratidão
Que os netos, hoje,
Lhes dão um chi-coração.







Daniel Machado




18/07/2015

Marinheiros do Concelho no Casteleiro

Dia 1 de Agosto os Marinheiros naturais do Concelho do Sabugal realizam no Casteleiro o seu XXI encontro anual. Com o apoio da Junta de Freguesia vamos ter “mar chão e ventos de feição”.





17/07/2015

Festa de Santo António

Está a chegar a Festa de Santo António. Parabéns aos mordomos que, com querer, arte e engenho, mantêm viva esta tradição e momento único de encontro dos casteleirenses. Viva a festa!
 

 
 

 

15/07/2015

Aplicação de produtos fitofarmacêuticos












Está em fase de conclusão o curso de “Aplicação de produtos fitofarmacêuticos”, uma iniciativa do CACC com a colaboração da Junta de Freguesia. Esta formação é obrigatória já que, nos termos da lei, a partir de 26 de Novembro só quem seja portador do cartão de “aplicador” poderá adquirir os referidos produtos. No Casteleiro frequentaram o curso 36 pessoas divididas em duas turmas.


06/07/2015

Um casteleirense em terras do Brasil

Antes do grande surto emigratório, sobretudo para França, iniciado na década 50 e que se confirmou na década seguinte (o Casteleiro perdeu 693 habitantes de 1950 a 1970), houve casteleirenses que partiram em busca de uma vida que fosse para além do trabalho agrícola de sol a sol. O destino mais comum foi o Brasil e também a Argentina.
 
 
Foi o caso do nosso conterrâneo agricultor Amândio Valentim. Nascido a 3 de Fevereiro de 1892, filho de José Valentim e de Maria Nabais e casado com Libânia Ferreira. Com passaporte emitido pelo Governo Civil de Lisboa a 4 de Março de 1939 e visto do consulado dois dias depois, aos 47 anos de idade parte de vapor para o Brasil. No Casteleiro deixa a sua esposa Libânia e 5 filhos: Joaquim, Manuel e Orlindo (já falecidos), Idalina e Maria. Por terras do Brasil terá ficado até cerca de 1951. Regressado ao Casteleiro faleceu em meados da década de sessenta.
 
Embora tenha partido para o Brasil 6 meses antes do início da II Grande Guerra, Amândio Valentim já tivera o seu quinhão de militar. A 21 de Março de 1917, integrado no Corpo Expedicionário Português, com 25 anos de idade, partia para França onde combateu na frente de batalha na I Guerra Mundial. Participou na Batalha de La Lys a 9 de Abril de 1918 e após ter sido ferido em combate por três vezes, foi evacuado da “frente” e embarcou para Lisboa a 13 de Setembro de 1918.
 
Um agradecimento especial ao meu amigo Manuel Cerveira Valentim, filho de Orlindo Valentim e neto de Amândio Valentim que me ajudou a “enquadrar” a descendência familiar, gente que muitos de nós conhecemos e que estão entre nós.
 
 
 
"Reduto", crónica de António José Marques
 
 
 
 

29/06/2015

Sardinhas de São Pedro

Ontem foi dia de sardinhada no Casteleiro. Mantendo uma tradição implementada pela saudosa Lucinda Gouveia, aquando presidente de junta, o São Pedro assinala-se todos os anos com uma sardinhada oferecida à população da freguesia.  

22/06/2015

Estória do soldado Francisco

Caderneta do soldado Francisco

A 13 de Dezembro de 1817, assentou praça voluntariamente no Regimento de Cavalaria nº 11, em Castelo Branco, um jovem de 19 anos de nome Francisco Martins natural do Casteleiro. Filho de Manuel Martins e Quitéria Gonçalves, olhos e cabelo castanhos, 58 polegadas de altura, solteiro.
Não sabemos como terá sido a vida militar do jovem casteleirense. Mas algo levantou desconfiança em relação à sua pessoa e, a 20 de Junho de 1818, o Comandante envia a “ficha” do soldado ao Sargento Mor João Soares de Oliveira Ribeiro, Comandante do Destacamento de Sortelha, para verificar a sua veracidade.

Resposta do Sargento Mor de Sortelha

A resposta, dirigida ao Comandante de Cavalaria 11, Coronel António de Azavedo Coutinho, seguiu a 8 de Agosto e foi bem esclarecedora. O rapaz, de facto, chamava-se Francisco Justiça, era filho de José Gonçalves Justiça e de Quitéria Martins e teria mais de 26 anos. Refere ainda o Sargento de Sortelha que tinha informações que ele já desertara duas vezes e que talvez desse o nome errado para “melhor desertar terceira vez”.

Assento de baptismo de Francisco Justiça

Hoje, passados quase 200 anos, encontramos o assento de baptismo do Francisco realizado na igreja do Casteleiro e tudo se confirma. Nasceu a 24 de Setembro de 1790 (quando se alistou tinha já 27 anos e não 19), filho de José Gonçalves Justiça natural de Valverdinho e de Quitéria Martins natural da Moita. Neto paterno de Manuel Antunes Justiça  e de Maria Gonçalves (Valverdinho) e materno de Pedro Reis e Maria Lopes (Moita).

Quais os motivos que levaram este jovem a desertar duas vezes e a apresentar-se uma terceira vez com identidade falsa?
Estórias de casteleirenses…





"Reduto", Crónica de António José Marques








08/06/2015

Faz hoje 300 anos houve boda no Casteleiro



A 8 de Junho de 1715, um sábado, faz hoje 300 anos, houve boda no Casteleiro. Foi dia de casamento. O noivo, Francisco Fernandes, filho de Manuel de Torres e de Luzia Fernandes (falecidos à data) casou com Luísa Nunes, filha de António Lopes e Isabel Nunes. Foram testemunhas os casteleirenses Marcos Gomes e Pascoal Luís Afonso. Onde estarão os descendentes? 






"Reduto", crónica de António José Marques




27/05/2015

Festa da Caça no Casteleiro














Decorreu, nos passados dias 2 e 3 de Maio, a 4.ª edição da “FESTA DA CAÇA” que, no dizer do Presidente da Junta de Freguesia do Casteleiro, António José Marques, é para…”animar as ruas e largos da Aldeia, “dar vida” a uma freguesia, cuja população residente diminui todos os anos” e “proporcionar uma melhor qualidade de vida nos residentes.”
Concordando plenamente com as pretensões do Presidente da Junta, nós diremos, ainda, mais, a “ FESTA DA CAÇA” é um evento que, para além de chamar a si os seus filhos e forasteiros, dando-lhes a conhecer a nossa cultura, as gentes, as potencialidades agrícolas, patrimoniais, históricas e gastronómicas, através, em especial, da conceituada “Casa da Esquila”, presente também no “Largo das Festas”, contribui também algo mais para o seu engrandecimento.












Do vasto programa, com a “Largada de Pombos”, às 9 horas, deu-se início à “ FESTA DA CAÇA”, no habitual local da Serra d’Opa, para, de seguida, às 11 horas, ser a “Abertura da Área de Exposições”, com muitas e variadas barracas e tasquinhas, no alindado e espaçoso “Largo das Festas”, onde se pôde e poderá ver e apreciar um memorável monumento aos Emigrantes.
Às 13 horas, foi a “Inauguração da Festa” com a presença das diversas entidades locais e concelhia, destacando-se as boas-vindas, dadas pelo Presidente da Junta de Freguesia, António José Marques e o pedido do Presidente da Câmara do Sabugal, Eng. António Robalo ao Presidente da Junta de Freguesia, para que…“realize a “FESTA DA CAÇA” todos os anos. É mesmo um favor que lhe peço.”











De seguida, já com o estômago a dar horas, todos os participantes e presentes foram convidados para o tradicional almoço, servido, ao ar livre, na rua ao lado do Posto Médico, de porco no espeto com arroz de feijão e enchidos, bem regado com as bebidas, à descrição. 
No palco, fomos brindados com a já bem conhecida e apreciada “Desertuna” - Tuna Académica da UBI; Espectáculo pelo Grupo “Osíris”; Danças e Cantares da Vila de Carvalho”; Teatro Infantil “O Caçador e o Pescador” que, com agrado, prendeu a atenção de todos os presentes e a actuação do Grupo “Logo se Vê.”












Como não podia deixar de ser, houve a já habitual, digna de se ver, “Exposição e demonstração de Falcoaria”, a prova de “Santo Huberto”; Caminhada “Rotas dos Casteleiros”; “Passeio Equestre”; “Tiro Virtual (Lasershot)”; “Pinturas Faciais; Moldagem de Balões; Tiro com Alvo e Insuflável”, etc…
Com música a rodos, até às tantas da noite, e a serem desarmadas as barracas e tasquinhas, assim se passaram dois dias de Festa divertidos e agradáveis, a ficar na retina e lembrança de quem a viu e viveu.
Para a Junta de Freguesia e Clube de Caça e Pesca, vão, uma vez mais, os nossos melhores agradecimentos e parabéns por mais uma “FESTA DA CAÇA” com êxito.
Até à realização da 5ª edição, assim o esperamos, força.







Daniel Machado

14/05/2015

O SERINGADOR faz 150 anos - MAIO



“Vou andando de mão em mão/E a quem da terra tira o pão/Vou seringando ao ouvido/Para pôr as mãos ao trabalho/Como se lida com o malho/ Para que seja bem batido”
Maio – 31 dias: assim chamado por ser dedicado à Bona Dea ou Maia, deusa da primavera e do crescimento.
O tempo: Brusco, com vento, chuva ou trovões.
No campo, sacham-se e limpam-se as hortas das ervas ruins e regam-se convenientemente. Cortam-se os novos rebentos das fruteiras. Vigiam-se os enxertos. Castram-se os bezerros, porcos e cordeiros. Retiram-se os estrumes dos currais e transportam-se para os campos e terras de pousio. É também neste mês que se enxofram e sulfatam as vinhas. Acrescentam-se as colmeias e juntam-se as cabras com os machos.
Semeiam-se: abóboras, feijão de trepar, pepinos, melões, cenouras e plantam-se alfaces, couves variadas, pimenteiros e tomateiros.
 
 Rifões populares do mês de MAIO:
“Maio pardo e ventoso faz o ano farto e rendoso”
“Maio ventoso, faz o ano formoso”
“O que abril deixa nado, maio deixa-o espigado”
“Maio fresco e molhado é bom prá vinha e para o prado”
 
 




"A Minha Rua", Joaquim Luís Gouveia

12/05/2015


Realizou-se mais uma Festa da Caça no Casteleiro. A IV edição.
Os objectivos a que nos propusemos com este evento, iniciado em 2010, mantêm-se actuais. Afinal, tudo se resume a animar as ruas e largos da Aldeia, “dar vida” a uma freguesia cuja população residente diminui todos os anos. A progressiva desertificação a que assistimos, iniciada em 1950, quando a população do Casteleiro atingiu o máximo histórico de residentes (1578), não dá sinais de parar.
Esta é uma realidade válida para todo o Concelho do Sabugal. Não têm existido políticas concretas e efectivas tendentes a travar a diminuição da população ou, por outras palavras, criar âncoras que possam atrair novos residentes. Muito tem sido prometido mas a frieza dos números é a verdade que temos. Se nada acontecer de sério, dentro de alguns anos o Concelho do Sabugal manterá certamente o seu património histórico, mas sem gente!
Neste contexto, o que pode fazer uma pequena Junta de Freguesia como o Casteleiro? Com escassos recursos financeiros, a actividade passa por proporcionar uma melhor qualidade de vida aos residentes. É isso que temos feito desde 2009. Criar eventos como a Festa da Caça, é uma ajuda mas, sejamos realistas, é uma gota de água que se esfuma rapidamente.
Esta é a realidade que temos. Remar contra estas circunstâncias não é fácil.
Importa aqui referir a resposta que grande maioria dos casteleirenses dá a eventos como a Festa da Caça. Naturais, descendentes, amigos, nos dias da Festa rumam à Aldeia. Vêm de todos os cantos do país e mesmo de frança para participar na Festa. E a Aldeia transborda de som, as ruas enchem, os largos ganham cor. O Casteleiro vive. A todos eles um grande Bem- Haja.





"Reduto", crónica de António José Marques




Festa da Caça pela objectiva de Daniel Machado

01/05/2015

Dia da Mãe

Antes, o Dia da Mãe, aliado à celebração da Festa litúrgica da Imaculada Conceição, no dia 8 de Dezembro, passou a comemorar-se no primeiro Domingo de Maio.
Assim, este ano, o Dia da Mãe é no próximo dia 3 de Maio.
Sabendo-se que “Mãe há só uma e mais nenhuma”, esta é uma máxima, plena de verdade, que ninguém pode e poderá negar ou até duvidar.
Mãe, palavra doce e afectuosa, mãe é, quando, com amor e carinho, do seu ventre nasce e dá à luz tão pura semente, um desejado bebé que, pela vida fora, é o “ai Jesus do seu coração.”
Como prova de amor, desse amor de mãe, conta uma lenda bretã que um mau filho, tendo morto a sua mãe, lhe arrancou o coração. Chegada a noite, foi-se através da charneca para lançar o coração ao mar. Ora sucedendo que, tendo tropeçado na raiz dum junco, caiu pesadamente sobre umas pedras. Na mão ferida, o sangue da mãe juntou-se ao do filho. Esse coração que ele apertava, animou-se e falou.
Para amaldiçoar? Não. Para lhe perguntar angustiada:
-“Meu filho, estás ferido?”
É este o amor de mãe!...
Como retribuição, a melhor prenda que lhe podemos oferecer, em especial, neste dia, Dia da Mãe, é amá-la, respeitá-la, estimá-la e honrá-la, por todo o sempre.
Por mim, do fundo do coração, dedico a todas as mães este poema, extraído do meu livro “Pedaços da Minha Vida-Outros Poemas”:


MÃE!...

Mãe!...
Ao olhar para ti,
Via quão linda tu eras
E de alma pura também;  

Mãe!...
Que cheirinho
Do teu corpo vinha
E que doce mel
O teu colo tinha;

Mãe!...
Que lindo era o teu sorriso,
Quando olhava para ti
E tu para mim,
Com amor e ternura
Desse amor sem fim;

Mãe!...
Dos muitos beijinhos,
Com um chi-coração,
Que, sendo tão meigos e doces,
Não os esquecerei, não;

Mãe!...
Já que, com lágrimas
E dores, me geraste
E com amor e sacrifícios
Me criastes também,
Por tudo, obrigado,
Ó querida mãe;

Mãe é mãe!...
Mas, quando pai não se tem,
Ser mãe…
É ser mãe e pai também;

Mãe!
Morreste?
Não.
Tu estás viva e bem viva,
Para sempre,
No meu coração.

                               


Daniel Machado