25/12/2014
Cumpriu-se a tradição!
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madeiro
22/12/2014
21/12/2014
16/12/2014
Curso "Saúde do Viajante" no Casteleiro
A Universidade da Beira Interior promove nos dias 16 e 17 de Janeiro o "Curso de Saúde do Viajante", destinado maioritariamente a profissionais e estudantes de saúde. O curso decorrerá nas instalações da UBI e também no edifício da Escola Primária do Casteleiro.
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13/12/2014
O Natal no Lar S.Salvador
À semelhança de
anos anteriores e tentando manter viva a tradição e o reviver de costumes, a
Associação do Lar e Centro de Dia de São Salvador do Casteleiro envolveu os
seus utentes na execução de pequenos trabalhos manuais para a decoração
natalícia no interior da instituição.
Com recurso a
alguns materiais reciclados os utentes mostraram empenho e criatividade na
elaboração do tradicional presépio e da árvore de natal; executaram pequenos
adornos, coroas, pinhas e outros motivos que embelezam as salas da instituição
e recriam um ambiente festivo desta quadra natalícia.
No próximo dia
14 de Dezembro irá realizar-se a Festa de Natal dos nossos utentes com a
presença dos familiares e amigos, onde não faltarão os tradicionais bolos e
doces típicos desta época. Alguns
elementos da Banda Filarmónica da Bendada irão animar a tarde de todos os
presentes.
No final da
festa cada utente será presenteado com uma lembrança oferecida pela Direção da
instituição.
Este tipo de
atividades permite além do desenvolvimento da motrocidade, o preenchimento dos
tempos de lazer com criatividade, dinamismo e espírito de equipa e de
entre-ajuda.
A Direção deseja
a todos votos de um Feliz Natal e um Próspero Ano Novo!
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11/12/2014
Novo livro de Edite Fonseca
A casteleirense e jovem escritora Edite Fonseca
acaba de publicar o seu segundo livro, desta vez dedicado aos mais jovens: “Daniela
e a Pedra Mágica”. Já no mercado (no Casteleiro é possível adquirir na D.
Rosa), aqui fica a sinopse da obra:
“Viviam na aldeia da
Magia duas crianças que cultivavam profundos laços de amizade. Sentimentos
sinceros, despretensiosos e raros de se observarem.
Daniela e Tomás partilhavam quase tudo o que tinham. Juntos divertiam-se nos
campos anexos à aldeia e naqueles lugares davam asas à sua imaginação....
Na companhia um do
outro nada lhes metia medo. Até que um dia … um obstáculo teimou em separá-los
para sempre.
Mas o carinho, a
ternura e os demais sentimentos nobres levaram a que a amizade durasse
eternamente e superasse todas as provas de vida e por fim ganhasse a batalha.
A união de ambas as
crianças que cresceram e se tornaram cidadãos exemplares não tardou. Daniela e
a Pedra Mágica é uma história infantil onde os laços de amizade, a coragem e a
dedicação demonstram que vale a pena esperar, lutar e acreditar em melhores dias.”
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05/12/2014
PARABÉNS A VOCÊ
"Notícias do Casteleiro" comemora 20.º Aniversário
Com esta publicação especial, o
jornal, “Notícias do Casteleiro”, faz, em Dezembro, 20 anos.
Nascendo e sobrevivendo sob o
signo sagitário, desde Dezembro de 1994, graças á perseverança e carolice das
Direcções, de pouco mais de meia dúzia de sócios e, em especial, do seu
Director, Ismael Martins, o Jornal tem vindo a ser publicado, de três em três
meses, até á presente data.
Assim, para comemorarmos este 20º
Aniversário, não podemos deixar, ainda que, virtualmente, de acender as vinte
velas num bonito e apetitoso bolo de aniversário, cantando-lhe os “PARABÉNS A
VOCÊ” e augurando-lhe muitos anos de vida.
Fazendo-se uma retrospectiva e
dentro dos limitados horizontes para que foi criado, pretendeu-se que fosse e
seja um elo de ligação entre todos os associados casteleirenses, o portador
duma mensagem contínua e cada vez mais amiga, de modo a que o Centro de
Animação Cultural do Casteleiro fosse e seja uma família no verdadeiro sentido
da palavra.
Dentro da sua pequeneza, (os
jornais não se medem pelas páginas), o que se pretendeu também, foi que o
Jornal fosse e seja cada vez mais divulgado e conhecido por todos os sócios,
servindo assim como um veículo das suas notícias, mensagens, da sua amizade e
solidariedade, das suas ansiedades, das suas alegrias e tristezas.
![]() |
| Primeira página do número 1 do "Notícias do Casteleiro" |
Correndo o risco (sabemos bem) de
haver uma interpretação como demasiada pretensão utópica, dizemos que não há
nenhuma utopia na pretensão, mas sim a existência de um Jornal com o mínimo de
dignidade indispensável para subsistir. Olhando para trás e relendo as suas
páginas, veremos que há alguma distância da realidade do programa que foi
traçado. E porquê? É que, parte dos associados não querem ou ignoram pura e
simplesmente o Jornal; outros olham-no com indiferença; e uns outros que o
lêem, é, para depois, não darem o verdadeiro valor aos muito poucos
colaboradores que se esforçam por fazerem um Jornal decente, de molde a
valorizar e a engrandecer o nosso Centro de Animação Cultural. Isto não é, de
maneira alguma, uma crítica, mas sim uma chamada de atenção para a realidade
que existe e que constatamos.
O panorama assim, é, por certo,
desolador por serem sempre os mesmos a escreverem para o Jornal.
Com isto, o que se pretende? É
que tudo se modifique, no sentido de que haja mais colaboração na publicação do
Jornal, na certeza de que as suas páginas estão sempre á disposição de todos os
sócios.
Aliás, se assim não for, um dia
mais cedo ou mais tarde, em vez de se cantar os “PARABÉNS A VOCÊ”, com pena
nossa, cantaremos o “REQUIEM AETERNUM”. Contudo, esperamos e desejamos
veementemente que tal não aconteça, para bem do Casteleiro, do Centro de
Animação Cultural e de todos os seus sócios.
Daniel Machado
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,
noticias do casteleiro
02/12/2014
30/11/2014
1783 - Padre do Casteleiro baptiza a neta em casa
![]() |
| Assento de Baptismo |
Uma das fontes
fundamentais na investigação de um lugar são, sem dúvida, os assentos de
baptismos, casamentos e óbitos. Essenciais do ponto de vista da genealogia, o
seu estudo permite-nos, em muitos casos, conhecer e caracterizar alguns
aspectos da vida social da comunidade. No caso do Casteleiro existem registos
desde 1646.
A curiosidade tema
deste texto tem a ver com um facto pouco comum. A 23 de Novembro de 1783 o
Padre Álvaro Luís da Costa Peixoto, natural do Casteleiro, baptizou em casa a sua
neta Maria nascida no dia anterior com a licença, claro está, do Cura de então,
o Padre Manuel Pires Leal. Eis a transcrição do assento de baptismo:
“Maria, filha legítima
de José Esteves Cameira natural do lugar de Valverdinho termo da Vila de
Sortelha e de sua mulher Leonarda da Costa Peixoto natural deste lugar do
Casteleiro freguesia do Salvador, em primeiro matrimónio; neta paterna de
Sebastião Esteves Cameira natural do lugar das Inguias termo da Vila de
Belmonte e materna do Padre Álvaro Luís da Costa Peixoto natural do dito lugar
do Casteleiro e de Maria Gonçalves Leal natural da Quinta de Santo Amaro,
freguesia de Sortelha, nasceu aos vinte e dois dias do mês de novembro de mil
setecentos e setenta e oito anos e foi baptizada em casa por mostrar perigo aos
vinte e três dias do dito mês acima, pelo dito Padre Álvaro Luís da Costa acima
nomeado … e fez as mais cerimónias do Ritual Romano aos doze dias do mês de
dezembro da dita era acima de minha licença o Padre Manuel Pires Leal cura
desta freguesia, testemunhas que presentes estavam comigo e assinaram Manuel
José Pires Martins, Caetano Esteves Cameira desta freguesia e por ser verdade
fiz este termo que assinei. Casteleiro, dia, mês e era supra. Declaro que a avó
materna se chama Maria Esteves natural de Peraboa termo da Covilhã.”
O casamento de Leonarda Peixoto, filha do Padre Álvaro
Peixoto, com José Esteves Cameira tinha ocorrido a 25 de Setembro de 1769
celebrado pelo Prior e Arcipreste de Penamacor e com testemunhas de vulto caso
do Capitão-Mor de Sortelha. O Cura do Casteleiro, também presente, deu a sua
licença para o acto. Eis a transcrição do assento de casamento:
“Aos vinte e cinco dias
do mês de Setembro de mil setecentos e sessenta e nove, nesta paróquia e igreja
do Salvador do lugar do Casteleiro se casaram por palavras de presente em minha
presença Prior de Santa Maria de Penamacor e Arcipreste da dita Vila e do
Arciprestado de Gouveia, com licença do Reverendo Padre Manuel Pires Leal
Pároco desta mesma freguesia e das testemunhas e do Capitão Mor de Sortelha
Luiz Correia da Costa e Manuel de Pina da Cunha da Vila de Sortelha e demais
gente da parte desta freguesia, José Esteves Cameira, solteiro, natural do
lugar de Valverdinho freguesia do Espírito Santo filho legítimo de Sebastião
Esteves natural do lugar das Inguias freguesia de São Silvestre e de sua mulher
Maria Esteves Cameira do lugar de Peraboa freguesia da Senhora da Conceição, e
Leonarda Maria da Costa Peixoto filha do Padre Álvaro da Costa Peixoto
legitimada por sua … natural deste lugar e de Maria Gonçalves Leal, solteira,
naturais todos desta paróquia e lugar do Casteleiro precedendo primeiro ofícios
como determinam o Concílio Tridentino e Constituições do Bispado. De que fiz
este termo que com o Reverendo Pároco e testemunhas assinei, dia, mês, era,
supra”
"Reduto", crónica de António José Marques
(Com especial agradecimento a GenRegis)
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27/11/2014
26/11/2014
Calendário 2015
Como de
tradição, a Junta de Freguesia de Casteleiro oferece todos os anos um
calendário de bolso. Este ano o calendário é enriquecido com fotos de dois
quadros alusivos ao Casteleiro de autoria do casteleirense António Alves, a
quem agradecemos a gentileza da colaboração.
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21/11/2014
19/11/2014
Beneficiação de arruamentos


Prosseguem as obras de beneficiação de algumas ruas urbanas
do Casteleiro. O troço da Rua da Carreirinha (junto ao novo Largo), Largo do
Concelho até ao Terreiro da Fonte, foi já objecto de intervenção com a
colocação em toda a extensão de um cano de escoamento de águas pluviais e
construção de valetas até aqui inexistentes.
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05/11/2014
Rua do Caramelo em obras


Tiveram já início as obras de
requalificação de alguns arruamentos do Casteleiro, nomeadamente os que, por
inexistência de valetas, eram quase intransitáveis na época das chuvas. Uma
dessas ruas, a do Caramelo, encontra-se já em obras.
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01/11/2014
Um nascimento há 200 anos
Faz exactamente hoje 200 anos, a 1 de Novembro de 1814, nascia um novo
casteleirense. Luís, filho legítimo de
João Gonçalves da Quinta de Santo Amaro e de Isabel Ritta do Casteleiro. Neto
paterno de José Gonçalves e Luísa de Santo Amaro e materno de Luís Francisco e
Luísa Ritta do Casteleiro. Foram padrinhos Luís António e sua mulher Isabel dos
Santos. As testemunhas, Filipe Martins e Joaquim António. O cura de então era o
padre Carlos Santos.
O Casteleiro tinha, ao tempo, uma população de cerca de 530 pessoas.
Quem serão os descendentes desta família?
"Reduto", crónica de António José Marques
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reduto
28/10/2014
13/10/2014
Lembrando a Lucindinha - 18.06.1958 - 17.10.2007
Faz, no dia 17 de Outubro, 7 anos que a Lucindinha, esta “grande
senhora”, sempre de coração aberto para fazer o bem a toda a gente, morreu.
Mas será que morreu?!...
O aforismo, “ As pessoas não morrem, quando nos lembramos delas”,
diz-nos, porém, que, quando nos lembramos das pessoas, estas não morrem. É,
baseando-me e acreditando no sentido deste aforismo, que lhe presto esta
sentida e sincera homenagem, dedicando-lhe este pequenino poema:
“As pessoas
não morrem,
Quando nos
lembramos delas.”
Sendo assim,
A LUCINDINHA
Que o
Casteleiro imortalizou,
Não morreu,
Não,
Porque, a
toda a hora e momento,
Está no
nosso coração,
No nosso
pensamento.
Daniel Machado
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Lucinda Pires
As "Tábuas Vermelhas" de Valverdinho
A Quinta de Valverdinho é anexa
do Casteleiro desde 24 de Outubro de 1855. Outrora prazo do vínculo de Malta
foi Capelania de Caria até 1715, quando passou a curato apresentado pelos
senhores da Casa de Penedono. Todos os que ali habitavam pagavam a sua renda ao
donatário, no século XVII a João Bernardo Pereira Coutinho de Vilhena, filho de
Luís Pereira Coutinho.
Mas, como é que Luís Pereira
Coutinho, senhor da Casa de Penedono é, igualmente, senhor de Valverdinho?
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| A 29 de Outubro de 1783, nascia em Valverdinho Maria, filha de Manuel António e Maria Gonçalves. Passaram quase 231 anos. |
A estória começa com o casamento
de Álvaro Rodrigues Calvo, Padroeiro de Valverdinho, com Maria Nunes de Brito.
Um dos filhos, Domingues Nunes Homem de Brito, casado com Maria Francisca
Mendes, torna-se senhor de Valverdinho. Um dos filhos deste casal, Manuel Homem
de Brito, casado com Maria Teresa Coutinho, teve uma filha, Feliciana Micaela
Pereira Coutinho que casou com Luís Pereira Coutinho, capitão-mor e senhor da
Casa de Penedono. E, assim, Valverdinho, passa a ser “apresentado” pela Casa de Penedono.
E chegamos ao “privilégio das
tábuas vermelhas” que Valverdinho usufruía exactamente por via da Casa de
Penedono. Este privilégio constava de em Valverdinho não se recrutarem soldados
nem se lançarem éguas de criação. Podemos ler: “Tem esta terra o privilégio das tábuas vermelhas por rezam de o ter o
donatário e por este motivo se não fazem nela soldados nem se lançam éguas de
criação”.
Uma curiosidade da emblemática
Quinta de Valverdinho cujo passado é rico de história e estórias.
Mas, porque tudo anda quase
sempre ligado, um irmão de Manuel Homem de Brito, referido anteriormente, de
nome José Homem de Brito casado com Maria Correia Castelo-Branco, teve uma
filha, Maria Josefa de Brito, que casou com Luís Tavares da Costa Lobo,
capitão-mor da vila de Sortelha em cujo termo era “senhor do prazo de Santo
Amaro”….
Já adivinham que há aqui outra
estória para contar…e que estória!
"Reduto", António José Marques
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reduto
08/10/2014
Marcas de um Tempo
Percorrendo algumas das ruas do nosso Casteleiro são visíveis, aqui e
ali, sinais de um tempo alicerçado em muitas vivências e histórias de vida
verdadeiramente enriquecedoras.
A velha porta da loja tem ainda bem visível o orifício que dava livre
acesso ao gatinho lá da casa bem como aos seus amigos da rua. Sinal, também, de
liberdade e de amizade para com os animais de estimação lá de casa.
As colunas graníticas, sinal de robustez e segurança, ajudam a manter
a parede da casa, enquanto o telhado, acentuadamente ondulado, já não dá
garantias de segurança no inverno que se aproxima.
A argola de ferro feita a partir do «olho de sacho», entalada entre as
duas pedras de granito, servira para prender o burro enquanto o dono
descarregava a lenha ou as sacas de feijão que era preciso guardar e preservar
das chuvas inverniças. Com a rédea ali entalada o burro mais não tinha do que
esperar que o seu dono lhe desse a ordem de soltura.
Agora, e apesar da porta já não abrir ela continua a ser a sentinela
do tempo e, o gato continua a usar a sua liberdade, como aliás sempre fez!
"A Minha Rua", Joaquim Luís Gouveia
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joaquim gouveia
25/09/2014
Actividades de Verão no Lar São Salvador
Durante os meses de Julho, Agosto e Setembro os utentes do
Lar S. Salvador do Casteleiro participaram em diversos momentos de animação e
de interacção socio-cultural. Destacamos entre outras, as seguintes actividades:
Dia 25 de Julho a convite do Lar de Stª Eufémia, de
Quadrazais, os nossos utentes participaram num encontro de IPSS's que se realizou na Capela do Espírito Santo.
Almoçaram em comunidade e com espírito de alegria partilharam
cantigas tradicionais num momento de intercâmbio e de lazer recreativo,
religioso e cultural. No final da tarde e de regresso à instituição, os nossos
utentes passearam pela zona da praia fluvial de Quadrazais que muito os
encantou pela beleza própria deste local natural;


No dia 10 de Agosto realizou-se no Casteleiro a festa em honra de Stº António e, mais uma vez os nossos utentes demonstraram vontade em participar nos festejos comunitários assistindo à actuação do Grupo de Bombos, do Rancho Folclórico do Sabugal e da Banda Filarmónica da Bendada. Com sorrisos no rosto reencontraram amigos e conhecidos de outros tempos, cantaram e dançaram em ambiente festivo envolvendo-se com a comunidade local e com as suas tradições;
Os nossos utentes
realizam, sempre que possível, um passeio até ao mercado local que acontece no
dia dez de cada mês e, no mês de Agosto com a presença dos emigrantes a
transformarem e a darem “mais vida” às nossas aldeias, esta visita tornou-se
ainda mais interessante para os nossos idosos;
A 13 de Agosto o Lar S. Salvador organizou uma tarde musical
com a actuação do Grupo de Jovens Músicos de Pinhel, aberta a familiares,
amigos e toda a comunidade do Casteleiro. Foi uma tarde diferente, com muita
juventude, alegria e bons sons musicais que alegraram todos nós;
No mesmo mês de Agosto, outra actividade em destaque foi a
visualização, com recurso a um projector e tela, de fotografias de eventos em
que os nossos utentes participaram e actividades por eles realizadas.


Esta visualização destinou-se principalmente aos familiares e amigos que durante o ano residem noutros locais e que não têm oportunidade de acompanharem por perto as diversas actividades socioculturais que a instituição desenvolve. Estes familiares foram, também, presenteados com uma pequena lembrança individual elaborada pelos nossos idosos;
Um dos projectos em destaque foi a implementação, na parte
lateral da instituição, de uma Horta Biológica, recreativa e educativa, composta
neste momento por vários tipos de couves e de algumas árvores de fruto. Este
projecto pretende envolver os nossos utentes e a sua relação com a agricultura,
impulsionando-os à mobilidade física e ao contacto com a natureza. A adesão tem
sido muito boa e todos estão empenhados em possuirmos uma horta bem cuidada.


Tendo em conta que as colaboradoras do Lar S. Salvador, pelo seu empenho profissional e pela dedicação que prestam aos nossos utentes, merecem também ser premiadas, entendeu a Direcção do Lar, à semelhança do ano anterior, organizar um dia diferente e promover um passeio de confraternização a Arouca. Este passeio decorreu no passado dia 6 de Setembro, com uma visita ao Convento e à zona envolvente deste. Já no regresso houve ainda a oportunidade de visitar a cidade de Aveiro, junto à ria.
Neste passeio contámos com a colaboração, no transporte, da
Câmara Municipaldo Sabugal, a quem agradecemos em especial ao Sr. Motorista
que nos brindou com a sua boa disposição durante a viagem.
A Direcção do Lar São Salvador
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lar
17/09/2014
Hoje há Circo!
Era assim que o cartaz colocado sobre a sinalética, no largo
de S. Francisco, anunciava o espetáculo de circo para a noite de sábado
passado.
Estrada a baixo
estrada a cima, um som estridente saía de uns altifalantes colocados sobre o tejadilho
da furgoneta que, de nova, apenas tinha o condutor.
Respondendo a este som
inconveniente, e lá bem do alto da torre, o sino da igreja batia as seis
badaladas, prenúncio de mais um dia que estava a terminar. Com o cair da tarde,
aproximavam-se do povo rostos cansados, enrugados pelos anos e pelas agruras da
vida.
Entretanto, no largo de
S. Francisco, tudo estava preparado para o espetáculo da noite.
As cadeiras vazias
aguardavam pelo chamamento sonoro que inundou as ruas desertas do Casteleiro.
Enquanto isso, o dono
do circo escolheu o belo banco de madeira que, diariamente, se abriga por
debaixo das frondosas árvores do largo, fazendo contas a uma vida povoada de
ilusões, em que o próximo desafio é sempre o dia seguinte.
Para estes semeadores
de ilusões e de sorrisos contagiantes, mesmo quando a vida lhes vira as costas,
vai a minha singular homenagem!
Nota 1
É de elementar justiça
lembrar, aqui, Delfim Paixão – eterno comediante, de um tempo já longínquo, que
fez do Casteleiro o seu verdadeiro porto de abrigo.
Morava nos
“Italianos”- antiga separadora de minério, à guarda, na altura, de Joaquim
Pedro.
Hoje já não há
“italianos”; Delfim partiu definitivamente. Enquanto isso, a magia contagiante
do circo continua a levar alegria e boa disposição, mesmo às aldeias
solitárias, espalhadas por este interior, tão distante de Lisboa…
"A Minha Rua", Joaquim Luís Gouveia
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