02/12/2014
30/11/2014
1783 - Padre do Casteleiro baptiza a neta em casa
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| Assento de Baptismo |
Uma das fontes
fundamentais na investigação de um lugar são, sem dúvida, os assentos de
baptismos, casamentos e óbitos. Essenciais do ponto de vista da genealogia, o
seu estudo permite-nos, em muitos casos, conhecer e caracterizar alguns
aspectos da vida social da comunidade. No caso do Casteleiro existem registos
desde 1646.
A curiosidade tema
deste texto tem a ver com um facto pouco comum. A 23 de Novembro de 1783 o
Padre Álvaro Luís da Costa Peixoto, natural do Casteleiro, baptizou em casa a sua
neta Maria nascida no dia anterior com a licença, claro está, do Cura de então,
o Padre Manuel Pires Leal. Eis a transcrição do assento de baptismo:
“Maria, filha legítima
de José Esteves Cameira natural do lugar de Valverdinho termo da Vila de
Sortelha e de sua mulher Leonarda da Costa Peixoto natural deste lugar do
Casteleiro freguesia do Salvador, em primeiro matrimónio; neta paterna de
Sebastião Esteves Cameira natural do lugar das Inguias termo da Vila de
Belmonte e materna do Padre Álvaro Luís da Costa Peixoto natural do dito lugar
do Casteleiro e de Maria Gonçalves Leal natural da Quinta de Santo Amaro,
freguesia de Sortelha, nasceu aos vinte e dois dias do mês de novembro de mil
setecentos e setenta e oito anos e foi baptizada em casa por mostrar perigo aos
vinte e três dias do dito mês acima, pelo dito Padre Álvaro Luís da Costa acima
nomeado … e fez as mais cerimónias do Ritual Romano aos doze dias do mês de
dezembro da dita era acima de minha licença o Padre Manuel Pires Leal cura
desta freguesia, testemunhas que presentes estavam comigo e assinaram Manuel
José Pires Martins, Caetano Esteves Cameira desta freguesia e por ser verdade
fiz este termo que assinei. Casteleiro, dia, mês e era supra. Declaro que a avó
materna se chama Maria Esteves natural de Peraboa termo da Covilhã.”
O casamento de Leonarda Peixoto, filha do Padre Álvaro
Peixoto, com José Esteves Cameira tinha ocorrido a 25 de Setembro de 1769
celebrado pelo Prior e Arcipreste de Penamacor e com testemunhas de vulto caso
do Capitão-Mor de Sortelha. O Cura do Casteleiro, também presente, deu a sua
licença para o acto. Eis a transcrição do assento de casamento:
“Aos vinte e cinco dias
do mês de Setembro de mil setecentos e sessenta e nove, nesta paróquia e igreja
do Salvador do lugar do Casteleiro se casaram por palavras de presente em minha
presença Prior de Santa Maria de Penamacor e Arcipreste da dita Vila e do
Arciprestado de Gouveia, com licença do Reverendo Padre Manuel Pires Leal
Pároco desta mesma freguesia e das testemunhas e do Capitão Mor de Sortelha
Luiz Correia da Costa e Manuel de Pina da Cunha da Vila de Sortelha e demais
gente da parte desta freguesia, José Esteves Cameira, solteiro, natural do
lugar de Valverdinho freguesia do Espírito Santo filho legítimo de Sebastião
Esteves natural do lugar das Inguias freguesia de São Silvestre e de sua mulher
Maria Esteves Cameira do lugar de Peraboa freguesia da Senhora da Conceição, e
Leonarda Maria da Costa Peixoto filha do Padre Álvaro da Costa Peixoto
legitimada por sua … natural deste lugar e de Maria Gonçalves Leal, solteira,
naturais todos desta paróquia e lugar do Casteleiro precedendo primeiro ofícios
como determinam o Concílio Tridentino e Constituições do Bispado. De que fiz
este termo que com o Reverendo Pároco e testemunhas assinei, dia, mês, era,
supra”
"Reduto", crónica de António José Marques
(Com especial agradecimento a GenRegis)
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27/11/2014
26/11/2014
Calendário 2015
Como de
tradição, a Junta de Freguesia de Casteleiro oferece todos os anos um
calendário de bolso. Este ano o calendário é enriquecido com fotos de dois
quadros alusivos ao Casteleiro de autoria do casteleirense António Alves, a
quem agradecemos a gentileza da colaboração.
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calendário
21/11/2014
19/11/2014
Beneficiação de arruamentos


Prosseguem as obras de beneficiação de algumas ruas urbanas
do Casteleiro. O troço da Rua da Carreirinha (junto ao novo Largo), Largo do
Concelho até ao Terreiro da Fonte, foi já objecto de intervenção com a
colocação em toda a extensão de um cano de escoamento de águas pluviais e
construção de valetas até aqui inexistentes.
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05/11/2014
Rua do Caramelo em obras


Tiveram já início as obras de
requalificação de alguns arruamentos do Casteleiro, nomeadamente os que, por
inexistência de valetas, eram quase intransitáveis na época das chuvas. Uma
dessas ruas, a do Caramelo, encontra-se já em obras.
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obras
01/11/2014
Um nascimento há 200 anos
Faz exactamente hoje 200 anos, a 1 de Novembro de 1814, nascia um novo
casteleirense. Luís, filho legítimo de
João Gonçalves da Quinta de Santo Amaro e de Isabel Ritta do Casteleiro. Neto
paterno de José Gonçalves e Luísa de Santo Amaro e materno de Luís Francisco e
Luísa Ritta do Casteleiro. Foram padrinhos Luís António e sua mulher Isabel dos
Santos. As testemunhas, Filipe Martins e Joaquim António. O cura de então era o
padre Carlos Santos.
O Casteleiro tinha, ao tempo, uma população de cerca de 530 pessoas.
Quem serão os descendentes desta família?
"Reduto", crónica de António José Marques
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28/10/2014
13/10/2014
Lembrando a Lucindinha - 18.06.1958 - 17.10.2007
Faz, no dia 17 de Outubro, 7 anos que a Lucindinha, esta “grande
senhora”, sempre de coração aberto para fazer o bem a toda a gente, morreu.
Mas será que morreu?!...
O aforismo, “ As pessoas não morrem, quando nos lembramos delas”,
diz-nos, porém, que, quando nos lembramos das pessoas, estas não morrem. É,
baseando-me e acreditando no sentido deste aforismo, que lhe presto esta
sentida e sincera homenagem, dedicando-lhe este pequenino poema:
“As pessoas
não morrem,
Quando nos
lembramos delas.”
Sendo assim,
A LUCINDINHA
Que o
Casteleiro imortalizou,
Não morreu,
Não,
Porque, a
toda a hora e momento,
Está no
nosso coração,
No nosso
pensamento.
Daniel Machado
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Lucinda Pires
As "Tábuas Vermelhas" de Valverdinho
A Quinta de Valverdinho é anexa
do Casteleiro desde 24 de Outubro de 1855. Outrora prazo do vínculo de Malta
foi Capelania de Caria até 1715, quando passou a curato apresentado pelos
senhores da Casa de Penedono. Todos os que ali habitavam pagavam a sua renda ao
donatário, no século XVII a João Bernardo Pereira Coutinho de Vilhena, filho de
Luís Pereira Coutinho.
Mas, como é que Luís Pereira
Coutinho, senhor da Casa de Penedono é, igualmente, senhor de Valverdinho?
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| A 29 de Outubro de 1783, nascia em Valverdinho Maria, filha de Manuel António e Maria Gonçalves. Passaram quase 231 anos. |
A estória começa com o casamento
de Álvaro Rodrigues Calvo, Padroeiro de Valverdinho, com Maria Nunes de Brito.
Um dos filhos, Domingues Nunes Homem de Brito, casado com Maria Francisca
Mendes, torna-se senhor de Valverdinho. Um dos filhos deste casal, Manuel Homem
de Brito, casado com Maria Teresa Coutinho, teve uma filha, Feliciana Micaela
Pereira Coutinho que casou com Luís Pereira Coutinho, capitão-mor e senhor da
Casa de Penedono. E, assim, Valverdinho, passa a ser “apresentado” pela Casa de Penedono.
E chegamos ao “privilégio das
tábuas vermelhas” que Valverdinho usufruía exactamente por via da Casa de
Penedono. Este privilégio constava de em Valverdinho não se recrutarem soldados
nem se lançarem éguas de criação. Podemos ler: “Tem esta terra o privilégio das tábuas vermelhas por rezam de o ter o
donatário e por este motivo se não fazem nela soldados nem se lançam éguas de
criação”.
Uma curiosidade da emblemática
Quinta de Valverdinho cujo passado é rico de história e estórias.
Mas, porque tudo anda quase
sempre ligado, um irmão de Manuel Homem de Brito, referido anteriormente, de
nome José Homem de Brito casado com Maria Correia Castelo-Branco, teve uma
filha, Maria Josefa de Brito, que casou com Luís Tavares da Costa Lobo,
capitão-mor da vila de Sortelha em cujo termo era “senhor do prazo de Santo
Amaro”….
Já adivinham que há aqui outra
estória para contar…e que estória!
"Reduto", António José Marques
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reduto
08/10/2014
Marcas de um Tempo
Percorrendo algumas das ruas do nosso Casteleiro são visíveis, aqui e
ali, sinais de um tempo alicerçado em muitas vivências e histórias de vida
verdadeiramente enriquecedoras.
A velha porta da loja tem ainda bem visível o orifício que dava livre
acesso ao gatinho lá da casa bem como aos seus amigos da rua. Sinal, também, de
liberdade e de amizade para com os animais de estimação lá de casa.
As colunas graníticas, sinal de robustez e segurança, ajudam a manter
a parede da casa, enquanto o telhado, acentuadamente ondulado, já não dá
garantias de segurança no inverno que se aproxima.
A argola de ferro feita a partir do «olho de sacho», entalada entre as
duas pedras de granito, servira para prender o burro enquanto o dono
descarregava a lenha ou as sacas de feijão que era preciso guardar e preservar
das chuvas inverniças. Com a rédea ali entalada o burro mais não tinha do que
esperar que o seu dono lhe desse a ordem de soltura.
Agora, e apesar da porta já não abrir ela continua a ser a sentinela
do tempo e, o gato continua a usar a sua liberdade, como aliás sempre fez!
"A Minha Rua", Joaquim Luís Gouveia
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joaquim gouveia
25/09/2014
Actividades de Verão no Lar São Salvador
Durante os meses de Julho, Agosto e Setembro os utentes do
Lar S. Salvador do Casteleiro participaram em diversos momentos de animação e
de interacção socio-cultural. Destacamos entre outras, as seguintes actividades:
Dia 25 de Julho a convite do Lar de Stª Eufémia, de
Quadrazais, os nossos utentes participaram num encontro de IPSS's que se realizou na Capela do Espírito Santo.
Almoçaram em comunidade e com espírito de alegria partilharam
cantigas tradicionais num momento de intercâmbio e de lazer recreativo,
religioso e cultural. No final da tarde e de regresso à instituição, os nossos
utentes passearam pela zona da praia fluvial de Quadrazais que muito os
encantou pela beleza própria deste local natural;


No dia 10 de Agosto realizou-se no Casteleiro a festa em honra de Stº António e, mais uma vez os nossos utentes demonstraram vontade em participar nos festejos comunitários assistindo à actuação do Grupo de Bombos, do Rancho Folclórico do Sabugal e da Banda Filarmónica da Bendada. Com sorrisos no rosto reencontraram amigos e conhecidos de outros tempos, cantaram e dançaram em ambiente festivo envolvendo-se com a comunidade local e com as suas tradições;
Os nossos utentes
realizam, sempre que possível, um passeio até ao mercado local que acontece no
dia dez de cada mês e, no mês de Agosto com a presença dos emigrantes a
transformarem e a darem “mais vida” às nossas aldeias, esta visita tornou-se
ainda mais interessante para os nossos idosos;
A 13 de Agosto o Lar S. Salvador organizou uma tarde musical
com a actuação do Grupo de Jovens Músicos de Pinhel, aberta a familiares,
amigos e toda a comunidade do Casteleiro. Foi uma tarde diferente, com muita
juventude, alegria e bons sons musicais que alegraram todos nós;
No mesmo mês de Agosto, outra actividade em destaque foi a
visualização, com recurso a um projector e tela, de fotografias de eventos em
que os nossos utentes participaram e actividades por eles realizadas.


Esta visualização destinou-se principalmente aos familiares e amigos que durante o ano residem noutros locais e que não têm oportunidade de acompanharem por perto as diversas actividades socioculturais que a instituição desenvolve. Estes familiares foram, também, presenteados com uma pequena lembrança individual elaborada pelos nossos idosos;
Um dos projectos em destaque foi a implementação, na parte
lateral da instituição, de uma Horta Biológica, recreativa e educativa, composta
neste momento por vários tipos de couves e de algumas árvores de fruto. Este
projecto pretende envolver os nossos utentes e a sua relação com a agricultura,
impulsionando-os à mobilidade física e ao contacto com a natureza. A adesão tem
sido muito boa e todos estão empenhados em possuirmos uma horta bem cuidada.


Tendo em conta que as colaboradoras do Lar S. Salvador, pelo seu empenho profissional e pela dedicação que prestam aos nossos utentes, merecem também ser premiadas, entendeu a Direcção do Lar, à semelhança do ano anterior, organizar um dia diferente e promover um passeio de confraternização a Arouca. Este passeio decorreu no passado dia 6 de Setembro, com uma visita ao Convento e à zona envolvente deste. Já no regresso houve ainda a oportunidade de visitar a cidade de Aveiro, junto à ria.
Neste passeio contámos com a colaboração, no transporte, da
Câmara Municipaldo Sabugal, a quem agradecemos em especial ao Sr. Motorista
que nos brindou com a sua boa disposição durante a viagem.
A Direcção do Lar São Salvador
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lar
17/09/2014
Hoje há Circo!
Era assim que o cartaz colocado sobre a sinalética, no largo
de S. Francisco, anunciava o espetáculo de circo para a noite de sábado
passado.
Estrada a baixo
estrada a cima, um som estridente saía de uns altifalantes colocados sobre o tejadilho
da furgoneta que, de nova, apenas tinha o condutor.
Respondendo a este som
inconveniente, e lá bem do alto da torre, o sino da igreja batia as seis
badaladas, prenúncio de mais um dia que estava a terminar. Com o cair da tarde,
aproximavam-se do povo rostos cansados, enrugados pelos anos e pelas agruras da
vida.
Entretanto, no largo de
S. Francisco, tudo estava preparado para o espetáculo da noite.
As cadeiras vazias
aguardavam pelo chamamento sonoro que inundou as ruas desertas do Casteleiro.
Enquanto isso, o dono
do circo escolheu o belo banco de madeira que, diariamente, se abriga por
debaixo das frondosas árvores do largo, fazendo contas a uma vida povoada de
ilusões, em que o próximo desafio é sempre o dia seguinte.
Para estes semeadores
de ilusões e de sorrisos contagiantes, mesmo quando a vida lhes vira as costas,
vai a minha singular homenagem!
Nota 1
É de elementar justiça
lembrar, aqui, Delfim Paixão – eterno comediante, de um tempo já longínquo, que
fez do Casteleiro o seu verdadeiro porto de abrigo.
Morava nos
“Italianos”- antiga separadora de minério, à guarda, na altura, de Joaquim
Pedro.
Hoje já não há
“italianos”; Delfim partiu definitivamente. Enquanto isso, a magia contagiante
do circo continua a levar alegria e boa disposição, mesmo às aldeias
solitárias, espalhadas por este interior, tão distante de Lisboa…
"A Minha Rua", Joaquim Luís Gouveia
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circo
14/09/2014
Bigamia: cinco anos de degredo nas galés e açoitado publicamente
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| Assento de Baptismo de Manuel Gonçalves |
Fez agora uma ano publiquei aqui, no Viver Casteleiro,
um texto sobre um nosso conterrâneo,
Manuel Gonçalves, um cristão-novo acusado de bigamia.
Agora, por gentileza da GenRegis é possível publicar o seu assento de
baptismo realizado a 30 de Janeiro de 1683 e também a assento do primeiro
casamento com Isabel Mendes, filha de João Mendes Antunes e Inês. O pároco de
então era Manuel João Pinto da Fonseca.
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| Assento de Casamento de Manuel Gonçalves |
Deixei em aberto, quando escrevi a estória, a sentença de Manuel Gonçalves
que, entretanto, tinha casado com Catarina Giraldes ainda era viva a sua
primeira mulher.
Pois, caros amigos, a sentença de 26 de Julho de 1711 foi
exemplar: degredo por cinco anos para as galés, penitências espirituais,
pagamento de custas e ser açoitado publicamente. É obra…
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Estudos
09/09/2014
Com sua licença, o porquinho!
Agora jaz, abandonada, encostada à parede da pocilga onde outrora
albergava, com sua licença, o porquinho.
É uma pia igual a tantas outras, não fosse ela portadora de estórias de magrezas e abastanças inigualáveis. Escavada na dureza do granito da serra da vila, ela serviu, viandas sem fim, às porcas parideiras que por ali habitaram, bem como aos lustrosos porcos que serviriam de sustento, durante todo ano, às pessoas lá de casa.
Agora que as viandas se tornam inúteis porque o porco já ali não habita, e as pessoas que lhes davam vida irão continuar ausentes, a pia permanece intacta como que desafiando as agruras do tempo e completamente disponível para outras funções. Quem sabe, um dia, para servir de floreira num qualquer jardim desta aldeia situada, paredes meias, entre as duras rochas graníticas da serra d'Opa, cabeço pelado, serra da vila e os terrenos férteis dos seus vales...castelões, estrada velha, Santo Amaro ...
Enquanto isso não acontecer esta pia, granítica, continuará imóvel como firme sentinela de um tempo com muitas estórias ainda por contar.
É uma pia igual a tantas outras, não fosse ela portadora de estórias de magrezas e abastanças inigualáveis. Escavada na dureza do granito da serra da vila, ela serviu, viandas sem fim, às porcas parideiras que por ali habitaram, bem como aos lustrosos porcos que serviriam de sustento, durante todo ano, às pessoas lá de casa.
Agora que as viandas se tornam inúteis porque o porco já ali não habita, e as pessoas que lhes davam vida irão continuar ausentes, a pia permanece intacta como que desafiando as agruras do tempo e completamente disponível para outras funções. Quem sabe, um dia, para servir de floreira num qualquer jardim desta aldeia situada, paredes meias, entre as duras rochas graníticas da serra d'Opa, cabeço pelado, serra da vila e os terrenos férteis dos seus vales...castelões, estrada velha, Santo Amaro ...
Enquanto isso não acontecer esta pia, granítica, continuará imóvel como firme sentinela de um tempo com muitas estórias ainda por contar.
"A Minha Rua", Joaquim Luís Gouveia
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joaquim gouveia
04/09/2014
Sinais...
Num tempo em que muito se fala de planeamento estratégico no
concelho do Sabugal nós, no Casteleiro, procuramos com os escassos meios à
nossa disposição, olhar o futuro com confiança. As sementes que transportamos
são mínimas: vontade, ambição, amor à terra e uma desmedida crença de que é
possível.
Sabemos, o passado assim o atesta, que ninguém virá aqui dar
absolutamente nada de mão beijada. Temos que ser nós a semear com as alfaias
que são as nossas. Mas estamos atentos a encontrar as âncoras que forem
disponibilizadas aqui ou acolá. Prova disso são alguns projectos candidatados e
realizados com recurso a fundos europeus.
Travar a desertificação é o nosso combate. Não é uma tarefa
fácil E uma pequena Junta de Freguesia não tem meios, financeiros, de decisão e
escala para mudar os indicadores que, todos os dias, parecem indicar um caminho
de não retorno.
Porém, a palavra de ordem é não desistir! As casas, as ruas e
os largos que os nossos antepassados nos legaram podem hoje não ter gente. Mas
isso só nos motiva a prosseguir com mais determinação e confiança.
O primeiro curso “Saúde do Viajante” vai inaugurar este ciclo
já nos próximos dias 26 e 27 de Setembro. Esperamos que esta parceria produza
bons frutos e seja o início de um caminho que abra novos horizontes.
São sinais….
António José Marques
Presidente da Junta de Freguesia de Casteleiro
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27/08/2014
Almoço/Convívio do Centro de Animação Cultural
O
almoço/convívio do Centro Cultural do Casteleiro, continuando a ser tradição,
realizou-se, uma vez mais, no Domingo seguinte após a Festa de Santo António,
dia 17 de Agosto, no salão do referido Centro Cultural.
Conversa
para aqui, conversa para ali do muito que havia para falar, veio a sobremesa de
queijo, melão e, mais ainda, três dedos de conversa.
Por
fim, com um até para o ano, um merecido agradecimento à Direcção do Centro de
Animação Cultural do Casteleiro, bem como a todos os colaboradores na confecção
do saboroso e apetitoso almoço, contribuindo assim para um salutar e agradável
almoço/convívio.
Daniel Machado
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cacc
19/08/2014
O Sagrado e o Profano
Quando hoje falamos de Festa, estamos a falar da festa
popular. Durkheim, sobre o fenómeno festivo, afirmava: ”Não pode haver sociedade
que não sinta a necessidade de conservar e reafirmar, a intervalos regulares,
os sentimentos e ideias colectivas que lhe proporcionam a sua unidade e
personalidade”.
A raiz religiosa da Festa é, por outro lado, um facto histórico.
E a evolução da Festa é indissociável da evolução religiosa ao longo dos tempos.
Se em séculos passados as festas cristãs coincidam com as festas pagãs,
fortalecendo a cultura religiosa, hoje o tempo criou novos laços, novas
fronteiras. A sociedade de hoje organiza-se muito para além da sua componente
religiosa ou litúrgica. É uma nova organização do exercício do poder onde o
elemento religioso obviamente continua presente.
Na antiga Roma a procissão começava no Capitólio, atravessava
o Fórum e terminava no Circo, onde tinham lugar os jogos, uma arena de entretenimento.
Hoje o percurso da procissão é escolhido pelo povo e remonta à tradição e à
memória. E é esse povo que transporta os “seus” santos, numa manifestação de fé
ancestral. Ninguém tem poder ou capacidade para alterar este facto. E se alguém
pensa que tem esse poder, está profundamente enganado. O passado assim nos
ensina.
No nosso tempo, o sagrado e o profano estão bem definidos.
Não se atropelam, nenhum deles se sobrepõe ao outro, convivem diariamente com
ética e, sobretudo, devem fazê-lo com bom senso.
Citando Rousseau: “Plantai no meio de uma praça um poste
coroado de flores, juntai aí o povo e tereis uma festa”. Porque é o povo que
faz, organiza e vive a “sua” festa.
"Reduto", António José Marques
12/08/2014
Festa de Santo António - Polémica em torno da Procissão
Não vai longe o tempo em que, com muita antecedência, os
santos que fazem parte do património religioso do Casteleiro, eram cuidadosamente
preparados de modo a acompanhar Santo António durante a procissão no seu dia de
festa, sinal de reconhecimento e ação de graças de todos os paroquianos. Sim,
digo cuidadosamente, porque se é dia festa, então é para todos! Foi assim que o
povo sempre entendeu. Para além de bem lavadinhos, exibiam as suas vestes
festivas, algumas delas feitas de propósito para esse dia.
Da festa constava a procissão com o tradicional cortejo de
oferendas. Composto por produtos da terra ou animais ali criados era, também,
um momento alto da festa de Santo António que, uma vez terminada a procissão e,
num palco improvisado, junto à torre da igreja tinha lugar, de imediato, a
tradicional “arrematação de ofertas”. Pequenos e graúdos só arredavam dali para
o almoço, depois de verem arrematada a última oferta!
Vem isto a (des)propósito do mau estar vivido ontem – dia de
festa na aldeia – motivado por uma postura algo anormal do atual pároco –
ministro de Deus – que há cerca de um ano o senhor bispo da Guarda ali
colocara.
Vamos por partes:
a) O
povo do Casteleiro já deu provas, ao longo da sua história, de ser ordeiro,
respeitador dos valores da igreja, bem como dos seus pastores, para ali
designados. A prová-lo estão os três últimos párocos: dois deles estiveram
várias décadas à frente da paróquia e o último, até este resignar, depois de meia
dúzia de anos ao serviço desta comunidade;
b) A
festa em honra de Santo António, para além de chamar à terra todos aqueles que
procuram lá fora melhores condições de vida, representa um ponto alto de
agradecimento e ação de graças pelo bom ano agrícola ou pela proteção dos
animais, forte contributo nas economias familiares;
c) Pelo
respeito que os santos lhes merecem, o povo soube sempre organizar-se de modo a
que neste dia de festa de Santo António, todos pudessem participar na
tradicional procissão e aí serem venerados, cumprindo assim as promessas feitas
ao longo do ano;
d) Contrariar
estes princípios é estar contra a vontade e fé das pessoas;
e) Contrariar
estes princípios é uma forma estranha de exercer o magistério.
Não me parece correta
esta forma de interagir com este povo, maioritariamente envelhecido, mas com
uma forte vontade de continuar a festejar com os santos da sua devoção.
Será que o atual
pároco, empedernido da sua juventude, tem dificuldade em perceber que, nunca
conseguirá fazer bem o seu trabalho senão perceber o seu povo e, com ele,
traçar o melhor caminho?
Como poderá o pastor
“conduzir” o seu rebanho de uma forma calma e serena, se o cajado que
transporta em vez de lhe servir de suporte e amparo, serve, para exercer a sua
força, mesmo perante aquelas ovelhas com grandes dificuldades em percorrer o
caminho, do bardo até à pastagem?
Deixaria apenas uma
afirmação, indispensável ao exercício de qualquer profissão: Só o homem tem a
capacidade de fazer, errar, refletir e melhorar!
Reconhecer o erro é uma
virtude; é um ato de sensatez!
"A Minha Rua", Joaquim Luís Gouveia
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06/08/2014
Passeio equestre por terras de Casteleiro
É já no próximo dia 10 de Agosto que se realiza o 4º Passeio Equestre do Casteleiro. Uma iniciativa de um grupo de casteleirenses que conta com o apoio da Junta de Freguesia.
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19/07/2014
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