“Kassandra, uma
infância tumultuosa”
é o título do primeiro livro da nossa conterrânea Edite Fonseca. A obra terá o seu lançamento no próximo dia 21 de
Junho, às 16 horas, no Auditório Municipal do Sabugal e, no dia seguinte, às 15 horas, no Casteleiro. O “Viver Casteleiro” publicará, nos próximos dias, uma
entrevista com a autora que nos irá revelar um pouco sobre a obra.21/05/2014
KASSANDRA, uma infância tumultuosa
“Kassandra, uma
infância tumultuosa”
é o título do primeiro livro da nossa conterrânea Edite Fonseca. A obra terá o seu lançamento no próximo dia 21 de
Junho, às 16 horas, no Auditório Municipal do Sabugal e, no dia seguinte, às 15 horas, no Casteleiro. O “Viver Casteleiro” publicará, nos próximos dias, uma
entrevista com a autora que nos irá revelar um pouco sobre a obra.15/05/2014
Linhaça - 5 mil anos A.C.
No 'post' de hoje
quero falar-vos da linhaça tão consumida hoje no pão, bolos e flocos de
cereais, mas em tempos antigos guardadas religiosamente pelas nossas avós para
combater o inchaço, reumatismo, artrose, etc.
Como curiosidade, a semente do linho também conhecida como
linhaça, remonta a milhares de anos antes de Cristo (5 mil A.C.)!!!
À semelhança do que
tem acontecido com outros usos e costumes do Casteleiro, fui algumas idosas do
Lar e Centro de Dia local, que se deliciam a falar destas coisas, as suas mães
e avós costumavam aplicar sementes quentes, no local desejado, de manhã e à
noite. Mas afinal, como faziam para aquecer a linhaça? Perguntei.
Numa malga/tigela com
água quente (preferível a ferver) colocavam 2 ou 3 colheres de sopa de
sementes. Depois colocavam esta papa num lenço ou pano limpo, dobrado para
conservar o calor; depois deixavam arrefecer um pouco e aplicavam o
emplastro, na cara, no joelho, perna ou pé.
A linhaça além de
combater o inchaço serve, ainda, para reduzir o colesterol, diminuir peso,
melhorar o funcionamento do intestino, regular a pressão arterial, etc.
Para a Ti Graça e Ti
Zabel (nomes fictícios) a linhaça foi sempre muito usada na “cura de muitos
males: maçadelas nos pés, frúnculos, espinhas (não de peixe, mas qualquer coisa
que se espetasse no pé, mão, braço…Era remédio santo!
“Hoje em dia é que há
remédio para (quase) tudo” – diz a Ti Zabel, soltando uma rasgada gargalhada.
"A Minha Rua", Joaquim Luís Gouveia
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joaquim gouveia
14/05/2014
Uma Obra em Marcha
Terminado o
Inverno, é tempo de regressar ao arranjo dos caminhos rurais da Aldeia. Desta
vez um longo troço de um caminho na Ribeira da Cal foi totalmente reconstruído
e alargado. Um caminho finalmente transitável e solucionado o escoamento de
águas.
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obras
05/05/2014
O Linho – Da sementeira à toalha de mesa
Para quem, como eu, nasceu e cresceu na aldeia já
ouviu falar com certeza, numa cultura que desapareceu por completo, das
produtivas baixas do Casteleiro – o linho. Na tentativa de recuperar todo o
processo, desde o seu cultivo até aos bonitos panos ou toalhas, que em dias
festivos tornavam a mesa da sala de jantar mais composta, fomos ouvir pessoas
idosas que, desde muito jovens, sabiam manusear muito bem todos os artefactos
usados no cuidadoso trabalho de preparação dos fios que, mais tarde, serviriam
de matéria prima a verdadeiras obras de arte.
Tudo começava pela sementeira, em terrenos húmidos, que acontecia entre Março e Abril. Três meses depois estava pronto para arrancar e começar uma série de operações até obter o tecido do linho.
Depois de arrancado, com
raiz e tudo, era ripado no ripanço e levado em molhos para a ribeira onde
permanecia, enterrado na água, cerca de duas semanas.
A seguir era levado
para casa, onde era batido durante muito tempo, com um maço, esfregado sobre
uma pedra de modo a tirar-lhe a casca rija. Uma vez em casa, o linho era
tascado no cortiço com uma espadela.
No cedeiro era
separado o linho mais fino do mais grosseiro – a estopa, usada na confeção de
sacos.
O linho fino era
então fiado com roca adequada. As mulheres punham-no na roca para depois o
puxarem com os dedos, molhando-o, lambendo os dedos e dele fazerem fios,
enrolando-os no fuso. Desta operação resultavam as maçarocas que eram postas no
sarilho dando origem às “meadas”.
Para branquear o
linho, faziam-se as “barrelas” em água a ferver com cinza numa panela de ferro,
até o linho amolecer, passando, de imediato, à dobadoira para fazer os novelos
que vão ao tear, donde sai o pano, que depois de corado alguns dias ao sol, dava
origem a várias utilidades para a casa ou mesmo para peças de roupa.
Os teares eram, também, peças-chave do processo, indispensáveis a quem, tendo linho, queria então fazer lençóis, toalhas, panos para tapar as cestas e tabuleiros, camisas.
Aqui fica o registo de
mais uma atividade que, durante muitos anos, ocupou as famílias casteleirenses.
Por mim, sinto-me mais
enriquecido, mas com uma forte vontade de continuar a percorrer este caminho na
busca de outros apontamentos que ilustrem as vivências de um povo que dedicou
uma vida inteira à terra, de onde retirou, sempre, o sustento para os seus
filhos. Oxalá aconteça o mesmo consigo, caro leitor!
"A Minha Rua", Joaquim Luís Gouveia
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joaquim gouveia
02/05/2014
Dia da Mãe
Com o Dia da
Mãe, a celebrar-se no primeiro Domingo de Maio, que este ano decorrerá no dia 4
de Maio, não esqueçamos, neste dia, a nossa mãe, porque “Mãe há só uma e mais
nenhuma.”
Esta é a
verdade, verdadinha que ninguém a poderá escamotear, contestar, negar e muito
menos aceitar que a nossa mãe seja destituída, olvidada, que deixe de ser mãe,
quer seja boa ou má mãe.
Se o cordão
umbilical jamais será separação maternal, com o após a morte ela é e será
sempre mãe, cujo nome não poderá ser atribuído a quem quer que seja que não
seja a verdadeira mãe.
Sendo nela que
corre o sangue do seu filho e nele o sangue da sua mãe, este binómio
inseparável de mãe e filho jamais se apagará e deixará de ser, haja o que
houver.
Amemos e
honremos, pois, a nossa mãe que, antes de nascermos, já nos ansiava e amava;
que nos gerou com amor, dores e lágrimas; que as dores do parto esqueceu ao
ver-nos pela primeira vez, enfim, que nos criou e educou com carinho, amor e
sacrifícios, por certo.
Amando-a,
respeitando-a, estimando-a e honrando-a, se ainda temos a dita de a possuirmos,
é, por tudo isto, a melhor prenda que lhe poderemos oferecer, em especial,
neste dia, e, se do reino dos vivos já partiu, com uma lágrima de amor e
saudade, recordemo-la, na certeza de que, no etéreo descanso, ela continuará a
velar por nós e a amar-nos ainda.
Sendo assim,
digo e repito que “Mãe há só uma e mais nenhuma”.

Daniel Machado
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daniel machado
26/04/2014
Memórias de Abril
O Casteleiro sempre foi uma aldeia onde os ideais políticos
foram debatidos e estiveram presentes. Desde membros do Partido Progressista,
do Partido Republicano, do Integralismo Lusitano, correntes do princípio do
século passado, os casteleirenses sempre foram activos e activistas em tudo o que
diz respeito à coisa pública.
Em 25 de Abril de 1974 não foi diferente. Um grupo de
jovens, muitos jovens, arregaçou as mangas e criou o Centro de Animação Cultural.
Recordo-me de em 1975 serem representadas peças de teatro de autores como Brecht
e Luis de Sttau Monteiro. Em tempo de revolução, o Casteleiro esteve presente.
Chegou mesmo a ser a única freguesia do distrito da Guarda com uma Junta de
Freguesia eleita pela APU (Aliança Povo Unido), pela mão solidária do Sr. Manuel
Guerra. O MFA e a sua 5ª Divisão (Dinamização Cultural) também lá esteve.
Recordo-me do helicóptero aterrar na Estalagem. E, claro, também fizemos umas
ocupações….
Ontem, na evocação do 25 de Abril no Casteleiro, tudo isto
esteve presente na minha memória.
O Casteleiro é uma terra única. Sou suspeito? Sou! Mas é com muito orgulho que o admito.
"Reduto", crónica de António José Marques
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reduto
25 de Abril no Casteleiro
O Casteleiro
evocou o 25 de Abril com uma Conferência sobre os “40 Anos de Poder Local
Democrático”. Uma grande jornada de homenagem aos autarcas que nas Freguesias e
nas Câmaras, desde 1974, ousaram com espirito solidário, lutar na defesa das
populações, construindo, pedra a pedra, uma nova realidade, mais justa, com
tolerância, onde os valores da Liberdade, Igualdade e Fraternidade estiveram
sempre presentes.
Hoje, no
Casteleiro, de cravo ao peito, respirou-se Abril na companhia de muitos amigos,
autarcas e ex-autarcas. Hoje, o Casteleiro disse presente. E assim vale a pena!
António José Marques
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25 de Abril
20/04/2014
Alguitarra
“Não só de pão
vive o homem…mas também de uma boa aguardente feita na tradicional alguitarra,
acompanhada de um belo figo seco ”.
Esta frase era frequente ouvir-se na tradicional
taberna do ti Zé da velha (assim conhecida por todo o povo, sem que o próprio
se aborrecesse com tal forma de tratamento). Ali, entre um copo e uma bela
cartada, falava-se de tudo um pouco.
Apesar das vindimas já irem longe e o vinho novo ir
minguando nas adegas quase desertas, hoje trago à vossa lembrança o tradicional
fabrico da aguardente, por terras do Casteleiro.
Tão normal como fazer o vinho, era o fabrico de aguardente no alambique
de cobre (aqui chamado de alguitarra), do tempo dos nossos avós. E, porque
eram poucas as pessoas que tinham a sua própria alguitarra, era muito frequente
cobrar por se fazer aguardente no alguitarra alugada. Este pagamento, por
vezes, era feito através de dias de trabalho a prestar em terras do
proprietário, servindo assim, como moeda de troca pela utilização deste
utensílio de cobre, ou então um favor que ficava sempre por pagar…
O alambique ficava no pátio de uma casa, à medida que os moradores
combinavam os dias ou as noites para fazer a aguardente. Normalmente optava-se
pelo tempo chuvoso para, à volta de um bom lume, indispensável a uma boa
destilação, se atiçarem conversas, molhadas com um belo vinho, acompanhado de uma
bela assadura, ofertada pelo dono da aguardente que haveria de sair deste
popular instrumento.
Para uma boa
destilação, é necessário manter sempre o mesmo corrimento, pois o lume que arde
e dá o calor deve ser mantido mais ou menos constante, com boas brasas e sem
chama. Se escorrer demasiado, passa-se um pano molhado à volta do pote. Se
não deitar o suficiente mete-se mais lenha, usando sempre este método até sair
fraca.
A prova é feita com um
copo pequeno: se é saborosa, se é forte ou fraca...mas ao lançar-se um pouco
dela às brasas, se as incendiar, fazendo chama, é sinal de estar forte...
A primeira aguardente
retirada, cerca de 2 jarras, parece água destilada, e só à medida que decorre a
fervura vai sendo cada vez mais forte, no fim, já sai mais fraca. Era também
normal misturar (caldear) a aguardente mais forte com a mais fraca.
Ao que nos dizem, hoje
em dia, é muito perigoso fazer-se a aguardente desta maneira, tão rica e tão
popular…É proibido!...Falta o controlo de qualidade…Falta a certificação…Falta
o cartão de produtor…Falta o registo das Finanças…Falta…Falta…
Falta valorizarmos o
que é nosso.
Quantos produtos
genuinamente nossos, se vão continuar a perder por este mesmo motivo?
É PENA!
Deixo aqui o meu
protesto!
"A Minha Rua", Joaquim Luís Gouveia
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joaquim gouveia
17/04/2014
25 DE ABRIL - Casteleiro evoca "40 Anos de Poder Local Democrático"
Quarenta anos após o 25 de Abril, a Junta de Freguesia de
Casteleiro vai evocar a data com uma conferência subordinada ao tema “40 anos
de Poder Local Democrático”. Porque entendemos que o Poder Local foi uma das
principais conquistas de Abril, vamos sentar à mesa homens e mulheres que, nas
Câmaras e nas Freguesias, contribuíram na construção de um Poder Local
democrático.
No dia 25 de Abril, às 15 horas, no Casteleiro, com moderação
de Paulo Leitão Batista, vamos ter connosco Joaquim Mourão, Presidente de
Câmara (Idanha a Nova, 1985-1997, Castelo Branco, 1998-2013; Joaquim Portas,
Presidente de Câmara (Sabugal, 1986-1993); José Fidalgo, Presidente de Junta de
Freguesia (Vila Franca de Xira, 2000-2011) e Coordenador da Deleg. Distrital de
Lisboa da ANAFRE (2005/2011); Luis Filipe Madeira, Professor de Ciência
Política – Universidade da Beira Interior; Maria de Lurdes Neto, Vereadora
(Sabugal, 1976-1985); Jorge Fael, Membro da Assembleia Municipal (Covilhã,
2001-2009) e Membro da DORCB do PCP e Amadeu Poço, Presidente de Câmara
(Pinhel, 1985-1993).
A Conferência tem ainda como convidados numerosos autarcas e
a participação é aberta a todos os interessados.
António José Marques
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25 de Abril
16/04/2014
14/04/2014
Casteleiro acolhe projecto único na Europa
O Casteleiro está a
ser palco de um projecto pioneiro e único na Europa. Trata-se da aplicação do
SVD - Sistema de Vigilância Demográfica ("coorte" de base
populacional) junto dos cerca de 400 habitantes da aldeia que vai permitir
acompanhar a saúde da população e disponibilizar uma base de dados para
trabalhos científicos.
Este projecto é promovido pelo Centro
de Investigação e Desenvolvimento da Beira (CIDB), liderado por João Luís
Baptista, professor na Universidade da Beira Interior (UBI), na Covilhã. O
estudo também envolve a Unidade Local de Saúde da Guarda, a Direcção Geral de
Saúde, a Associação Protectora dos Diabéticos de Portugal e o Centro de
Investigação em Saúde Comunitária, entre outras entidades.
A aplicação do SVD inclui o
levantamento demográfico, da pré-diabetes, da doença pulmonar obstrutiva
crónica e de indicadores do ambiente, além do perfil de saúde dos habitantes do
Casteleiro
Nesta primeira fase dos trabalhos, que
decorre já há alguns meses, é realizado um inquérito, porta a porta, que inclui
a georreferenciação das casas e a anotação de informações sobre a saúde de quem
lá habita. Também é recolhido "algum material biológico" das pessoas.
Um dos objectivos é criar uma base de
dados que sirva para os investigadores utilizarem, sendo que os primeiros
resultados do estudo poderão surgir dentro de dois meses. O inquérito na
totalidade da freguesia de Casteleiro, realizado com a colaboração de quatro
alunos da Faculdade de Medicina da UBI, que recolhem os dados junto da
população, deve ficar concluído dentro de um mês.
O estudo também permite actuar no
presente, pois durante o trabalho de campo foi já detectado um "caso
extremo" de um doente com diabetes que foi encaminhado para o hospital.
Considerando que a idade média dos
habitantes da freguesia é bastante alta, o estudo possibilitará, igualmente,
obter uma radiografia do estado da saúde da nossa população.
Este projecto, “agarrado” e apoiado
pela Junta de Freguesia, começou o seu caminho em meados do ano passado e
poderá vir a constituir, com outras componentes paralelas na área da saúde já
em estudo, um forte e decisivo pilar na luta contra a progressiva desertificação da
Aldeia.
António José Marques
09/04/2014
06/04/2014
Faleceu Eugénia Lima
Faleceu Eugénia Lima. O Viver Casteleiro recorda aqui a sua visita ao Casteleiro no passado mês de Agosto, por ocasião dos festejos dos 50 anos de sacerdócio do Padre António Diogo, de quem era amiga. Uma das suas últimas actuações, no Largo de São Francisco!
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Eugénia Lima
02/04/2014
Lar do Casteleiro consolida património
No passado dia 29 de
março, meia centenas de associados do Lar e Centro de Dia de São Salvador do
Casteleiro, reunidos em Assembleia Geral, aprovaram o Relatório e Contas
referentes ao ano de 2013, bem como a proposta de alteração dos Estatutos, aqui
trazida pela Direção. Ambos os documentos foram aprovados por unanimidade.
As explicações
oportunas da Presidente da Direção, Sandra Fortuna, a respeito da execução do
Plano de Atividades foram reforçadas pelo técnico oficial de contas presente,
que demonstrou o bom estado de saúde financeira da instituição.
Por último, Sandra Fortuna
anunciou com elevada satisfação, a aquisição do terreno contíguo ao Lar (a
Norte) – onde se localizam vários pinheiros – recentemente adquirido pelo Eng.º
José Paiva aos herdeiros de João Rosa. Desta forma, a Direção considera ver
concretizado um desejo de consolidação do património do Lar e Centro de Dia De
São Salvador do Casteleiro. Esta notícia foi muito bem recebida pelos
associados presentes.
"A Minha Rua", Joaquim Luís Gouveia
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joaquim gouveia
,
lar
27/03/2014
Utentes do Lar visitam Universidade
No passado dia 8 de Março, Dia Internacional da Mulher, os utentes das
valências de ERPI (estrutura residencial para pessoas idosas), Centro de Dia e
Serviço de Apoio Domiciliário do Lar S. Salvador do Casteleiro, aceitaram o
convite do Dr. João Luís Batista e rumaram até à Faculdade de Ciências da Saúde
da Universidade da Beira Interior, Covilhã, onde assistiram à sessão de
abertura da Semana Internacional do Cérebro.
Estiveram presentes várias entidades, entre os quais: Dr. Luís Taborda
Barata, Presidente da Faculdade de Ciências da Saúde da UBI, Dr. Vítor Pereira,
Presidente da Camara Municipal da Covilhã, Rui Costa, Vice-Presidente da
Sociedade Portuguesa de Neurociências e Investigador Principal da Fundação
Champalimaud, Miguel Castelo Branco, Presidente do Conselho de Administração do
Centro Hospitalar Cova da Beira, Maria Assunção Vaz Patto, Neurologista e
Professora da Faculdade de Ciências da Saúde, Rosa Marina Afonso, Professora da
Faculdade de Ciências Sociais e Humanas e Graça Baltazar, Professora da Faculdade de Ciências da Saúde.
A intervenção do investigador Rui Costa, como orador na sessão, proporcionou
aos nossos utentes uma melhor compreensão sobre o que se passa no interior do
cérebro e como este reage perante determinadas situações. De seguida
assistiu-se a um debate sobre a temática do envelhecimento activo:“O desafio de contrariar o envelhecimento cerebral”.
A sessão contou com dois momentos culturais: um espectáculo de dança
contemporânea do Conservatório da Covilhã e a actuação do Coro Intermezzo,
Academia de Música e Dança do Fundão. Seguiu-se um lanche convívio com todos os participantes.
No final foi-nos proporcionada uma visita guiada aos laboratórios da
Faculdade onde os utentes puderam assistir in loco à explicação de como
fazer algumas análises laboratoriais e chegar à obtenção de resultados
científicos.
Os nossos utentes fizeram um balanço positivo de mais uma actividade
cultural, salientando alguns deles que: “Foi preciso chegar a esta idade para
vir a uma Faculdade!”
A Direcção do Lar S. Salvador
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24/03/2014
CORNATCHO
Apesar da seara que o
há-de, se encontrar no seu desenvolvimento natural, ao longo dos seus nove
meses de gestação (de novembro a julho), hoje apeteceu-me trazer à vossa lembrança
e conhecimento, algo estranho - «cornatcho» - procurado nas espigas do centeio,
por alturas da ceifa.
Crianças e adultos, de
olhos bem abertos, percorriam as searas já amadurecidas e, quando encontravam
este fungo do centeio, de forma córnea, explodiam de alegria. O preço a que era
vendido justificava tal busca.
Depois de colhido, era muito bem guardado até que
passavam pelo Casteleiro uns homens munidos com uma “balança de dois braços”
para o comprar e pagar. Normalmente aos domingos – dia de agradecimento ao
Senhor – ouvia-se o já conhecido pregão:
- “QUEM TEM LENTICÃO, SARRO E FERRO VELHO P’RA VENDER?”
Assim diziam em voz alta os homens de saco às costas, vindos do Dominguizo –
terra do concelho da Covilhã.
No tempo em que o
dinheiro não abundava, sempre era uma ajudinha para comprar a roupa e os
sapatos para a festa de Santo António, que seria no mês de Agosto.
Notas:
(1) Lenticão: nome das
excrescências do centeio (no Casteleiro chamadas de «cornatcho»);
(2) Sarro: nome dado ao pó
retirado ao interior das pipas do vinho, aquando da sua preparação para, em
setembro, levarem o vinho novo.
(3) Ferro velho: relhas e
bicos dos arados, já gastos, usados na lavragem da terra; aros de pipas, já
corroídos pelos anos; panelas de ferro consumidas pelas gerações já passadas
(…) entre outros ferros que pudessem ser «reciclados».
APELO: Consciente do espaço mediático e de
comunicação que, hoje em dia, o Faceboock ocupa no dia-a-dia dos cidadãos, não
posso deixar de fazer um apelo a todos os casteleirenses para que, apesar
disso, não deixem de utilizar o nosso blogue VIVER CASTELEIRO.
Considero este meio um
espaço plural onde, cada um, à sua maneira, pode contribuir para um
conhecimento cada vez maior, desta nossa terra.
Desde os documentos
que trazem até nós o conhecimento de figuras e acontecimentos relevantes na
história do nosso povo, passando pelos recortes de vidas e tradições, o VIVER
CASTELEIRO assume-se, ainda, como um espaço de informação sobre os mais
variados aspetos do dia-a-dia do Casteleiro.
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joaquim gouveia
21/03/2014
A busca do ouro em 1724
Investigar a
história e as estórias do Casteleiro revela-se uma tarefa rica de episódios Quadros do quotidiano de uma aldeia rural
recheada de vida e onde tudo parece ter acontecido. Hoje falamos de “embusteiros”.
Corria o ano
de 1724 na aldeia, então com 500 habitantes. Mas a rotina dos primeiros meses
desse ano tinha sido alterada com a chegada de um homem de nome José Bernardo.
Chegou com mapas e prometeu descobrir um tesouro: nada mais nada menos que
treze arrobas e meia de ouro. Fascinados, os nossos antepassados arregaçaram
mangas e toca de cavar em busca do tesouro.
Mas os meses
passavam e nada de tesouro. E o tal de José Bernardo a dar ordens a toda a
gente, vivendo à custa dos casteleirenses. Até ao dia em que a coisa estalou. O
homem era um impostor e como tal merecia uma boa sova: “enfadados de
trabalharem sem proveito lhe deram algumas pancadas e o ameaçaram com mais”.
Dito e feito. E de seguida uma queixa apresentada em Sortelha a um tal Manuel
Mendes Vella, decerto uma autoridade. A estória chega aos nossos dias graças a
essa queixa que daria origem a um inquérito conduzido por Frei Manuel Godinho,
capelão em Castelo Branco.
É o
inquiridor que escreve a 14 de Maio de 1724: “Durante 3 ou 4 meses ter um embusteiro
que se nomeava José Bernardo o qual trazia enganado aquele povo e de alguns
lugares vizinhos prometendo-lhes descobrir
naquele sitio um tesouro de treze arrobas e meia de ouro em contas
preciosas . Durante aquele tempo fez trabalhar aquela simples gente de dia e de
noite cavando, derribando penedos, fazendo-lhes obrigações por escrito, que eu
vi, para o cumprirem. Também fazia algumas curas com palavras que não se lhe
entendiam e experiencias com ferros em brasa.” Entretanto, José Bernardo sumiu
da região.
O que os
casteleirenses de então não sabiam e que hoje nós sabemos, é que o tal José Bernardo era um “embusteiro”
profissional. A 23 de Julho de 1723, era
dado como cirurgião, casado com Ana Mendes e que por “culpas” tinha sido condenado ao degredo pela Inquisição de Coimbra por quatro anos em Castro Marim. Mas, qual
degredo, a 19 de Outubro do mesmo ano é citado pela Misericórdia de Castelo
Branco como homem solteiro a caminho da vila de Múrcia do arciprestado de
Braga.
Pelo
caminho, fez uma paragem no Casteleiro. E pôs toda a gente à procura das
arrobas de ouro.
Casteleiro,
um passado de história e estórias!
"Reduto", crónica de António José Marques
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Estudos
17/03/2014
Assembleia Geral do CACC
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cacc
Sabão em barra
Longe vai o tempo em que o sabão era feito em casa,
à medida da necessidade mas, sobretudo, de acordo com a matéria prima
existente, ou seja das borras que se depositavam nos potes do azeite que
alimentava com muito rigor, as bocas da casa e a candeia que servia de
companhia nas noites longas de inverno.
Lembro que a minha mãe fazia muito bem
este tipo de sabão sim, porque nem todas as mulheres sabiam tal fórmula mágica!
Antes de escrever sobre este assunto,
fiz umas perguntas a várias pessoas ao que me disseram que, em tempos
antigos, quando não havia detergentes, a maioria dos sabões caseiros não faziam
espuma, mas acrescentava-se cinza, para ajudar a tornar o sabão mais
"branqueador" e a gordura utilizada era o resto, borras do fundo, do
pote do azeite. Se houvesse dinheiro, então comprava-se um cartucho de sabão em
pó, igual ao que os barbeiros usavam para ensaboar as barbas dos homens. Assim,
o sabão fazia tal espuma que até parecia de compra.
No Casteleiro, como noutras
aldeias do nosso concelho, só as famílias que tinham muitas oliveiras é que
faziam este tipo de sabão.
Atualmente e por culpa
das gerações presentes, assistimos ao desaparecimento destes saberes fazer,
característicos duma época em que “a necessidade aguçava o engenho.
Para que conste da
memória futura, aqui fica a receita deste sabão tão popular.
Para
fazer este sabão de tipo “caseiro” utiliza-se borra/restos de azeite, soda
cáustica e potassa. Para dar espuma e cheiro, adiciona-se detergente ou sabão
em pó e água.
Faz-se
uma calda ao lume e deixasse apurar até ficar uma pasta pronta para
endurecer. Verte-se, com cuidado, numa base que seja lisa e aguente o
calor. Depois é só deixar arrefecer. Por fim, corta-se o sabão em barras e talha-se
aos bocados, de acordo com a sua utilização futura.
"A Minha Rua", Joaquim Luís Gouveia
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joaquim gouveia
16/03/2014
Carnaval no Lar de S. Salvador
Serpentinas, chapéus, confetis, trajes da época, cravos
vermelhos, cartazes alusivos ao 25 de Abril...apetrechados com estes símbolos e
indumentárias rumámos ao Sabugal para participar no tradicional desfile de
Carnaval, que teve lugar no passado dia 2 de Março.
Todos os nossos participantes puderam relembrar esta época
tão marcante da nossa sociedade.
O dia foi de festa. A agitação e travessuras tomaram conta
dos nossos utentes.
Salientamos, uma vez mais, a importância de manter os nossos
idosos ligados à comunidade local, promovendo a troca de experiências e de
saberes com os mais novos.
Não poderiamos deixar de concordar com uma citação de Constança Paúl: “A realização de actividades é vital na
estimulação dos mais velhos para o uso das capacidades e competências
cognitivas no caminho da autonomia e da velhice com sucesso”. É esse o caminho que queremos traçar para
os nossos utentes.
A Direcção do Lar S. Salvador
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lar
15/03/2014
"Casa da Esquila" em 1º lugar
A “Casa da
Esquila” restaurante do nosso conterrâneo Rui Cerveira, obteve o 1º lugar no
concurso promovido pela Câmara do Sabugal no âmbito da 7ª edição dos “Roteiros
Gastronómicos” realizados no período do Carnaval.
A Casa da
Esquila prova mais uma vez a qualidade da sua cozinha e que o caminho que
trilha está no rumo certo. Parabéns Rui!
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casa da esquila
06/03/2014
Dia Internacional da Mulher - E do Homem?
Sabendo que esta notícia já foi
divulgada em anos anteriores, tem, no entanto, por finalidade, lembrar uma vez
mais os leitores, em especial, a classe feminina, dar a saber quem não sabe
que, no dia 8 de Março, é o “Dia Internacional da Mulher”, resultante da luta
pela igualdade de direitos, melhores condições de trabalho e salários das
operárias de vestuário e indústria têxtil, em Nova Iorque, e perguntar:
Há ou não há o “Dia Internacional
do Homem?”
Em pesquisas feitas, diz-se que o
“Dia Internacional do Homem” existe e é no dia 3 de Novembro, mas quase ninguém
sabe, por ser muito pouco divulgado.
No Brasil, no entanto, diz-se que
o “Dia Internacional do Homem” é no dia 15 de Julho e que oficialmente mudou
para o dia 19 de Novembro.
Mais concretamente, ainda segundo
pesquisas feitas, diz-se que o “Dia Internacional do Homem” é um evento
internacional, celebrado em 19 de Novembro, cujas comemorações foram iniciadas
em 1999 pelo Dr. Jerome Teelucksingh, em Trinidad e Tobago, apoiadas pela ONU
e, a partir daqui, em Portugal (?!), na Croácia, Hungria, Irlanda, Dinamarca,
Suécia, Noruega, Holanda, Bélgica, Alemanha, Áustria, Finlândia, Espanha,
França, Reino Unido, etc.
Com estas incertezas e certezas,
aqui vai a pergunta para o ar:
Há ou não há, oficialmente, o
“Dia Internacional do Homem” e a ser comemorado em Portugal?
Se há, por que não se comemora?
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daniel machado
05/03/2014
Vedor
Eu não sei
explicar. Mas que os antigos sabiam muitas coisas, não tenho dúvidas. O mais
incrível é que a maioria nem ia à escola! Aprendiam com as leis da natureza.
Pura
sapiência!
Já pensou na
quantidade de poços espalhados pelas várias parcelas de terreno do Casteleiro,
todos eles pesquisados por este método ancestral?!
Não sei se algum
dos leitores deste blog já viu um vedor a trabalhar…É uma coisa impressionante
que desafia a credibilidade, a imaginação e até, por ventura, o simples senso
comum.
Se ainda não
viram não sabem o que perdem.
O homem pega
num raminho, usualmente de salgueiro, tira-lhe as folhas até ficar uma simples varinha, segura-o de
determinada maneira, e começa a andar pelo terreno fora…
Depois, com
um pouco de sorte para o dono do terreno e para si próprio, a vara começa a
torcer-se, forte sinal de que “Há água”!
Eu já
experimentei, mas comigo não dá!
A figura
casteleirense de que tenho vaga recordação: Chamava-se Joaquim, tendo Barbas
como apelido. Morava para os lados do “Ribeirinho”. Seus filhos (Zé Nabais, Tó
Nabais, Carlos Nabais e Maria Nabais) e netos residem no Casteleiro e são
defensores acérrimos desta que os viu nascer.
"A Minha Rua", Joaquim Luís Gouveia
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joaquim gouveia
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