O Casteleiro recebeu hoje os cerca de 60 participantes na Caminhada, com uma manhã fria mas com sol. Óptimas condições para percorrer os 13 Kms do percurso com partida do Largo de São Francisco em direcção à Ribeira, Carvalha, Vale Castelões, Alto da Serra, Gralhais. Bem perto de Sortelha a Velha, a descida para as Quintas do Anascer, onde foi servido o pequeno- almoço. Já por caminhos mais planos, o regresso em direcção à Casa da Esquila para o merecido almoço.
19/01/2014
13/01/2014
12/01/2014
Milho para o exército de El Rei
Estamos em Dezembro
de 1832. D. Miguel I, filho de D. João VI, era Rei de Portugal mas em luta com
seu irmão D.Pedro. Guerra civil entre miguelistas e pedristas, absolutistas e
liberais. Por este tempo, 1832, D.Pedro tinha já reunido em Inglaterra uma
força de sete mil soldados para lutar contra o seu irmão e defender o partido
liberal. D. Miguel perdeu esta guerra e o seu reinado viria a terminar a 26 de
Maio de 1834.
No nosso Casteleiro
de há cerca de 180 anos, com perto de 550 habitantes, a vida diária decorria de
sol a sol a trabalhar a terra. Como sempre. E por isso, em tempo de guerra,
quando chamados a contribuir para o exército “de sua majestade”, deram o que
mais tinham: milho.
A “Gazeta de Lisboa”
de 5 de Janeiro de 1833 relata essas ofertas.
“O Cura José Augusto
Cameira e Joaquim Pinto de Oliveira, dois alqueires de milho cada um.
Manoel Martins da
Costa 1 e meio do dito. José Fernandes Mendes, Manoel da Fonseca, Manoel Mendes
Esteves e Luis Baptista, 1 dito dito cada um. Felix Mendes, Manoel Gomes, José
Caetano Esteves, António Cameira, Francisco Pereira, Manoel Louro e José
António de Sequeira, em módicas quantidades 3 alqueires e 1 quarta de milho.”
O Casteleiro, no
total, contribuiu com perto de 13 alqueires de milho.
Factos e
curiosidades da nossa Aldeia!
"Reduto", crónica de António José Marques
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Estudos
Passagem de Ano voltou à Casa da Esquila
Para despedida do ano de 2013 e
entrada no Novo Ano de 2014, com desejos de prosperidade, saúde, paz e alegria,
a Casa da Esquila, sita no Casteleiro - Sabugal, não quis, uma vez mais, deixar
de proporcionar, em ambiente de convívio, uma passagem de fim de ano, para se
comer, beber, conviver e divertir.
Com um bom número de pessoas que,
certamente, mais seriam, se não fosse ainda tempo de crise e uma noite de chuva
e frio, às 8 horas e 15 minutos, iniciou-se a “maratona” de comes e bebes, com
muitos e variados aperitivos e entradas, à descrição, e sempre a mastigar e de
copo na mão até que nos sentámos em mesas redondas, artisticamente bem
decoradas, onde com requinte nos foram servidos pratos de cuja ementa foi:
- Creme de Couve-Flor com Vieiras;
- Estaladiço Folhado de Lagosta e
Caranguejo com Salada Rural;
- Suculentos Nacos de Garoupa com
Enchidos de Pata Negra e as Preciosidades das Lezírias Portuguesas;
- Tenríssimo Lombo de Novilho
Raiano com Puré de Vitelotte e Duxelle de Legumes;
- Buffet de Doces Prazeres (fruta
descascada, bolos, doces, tostas, cesta de pães, mesa de queijos, requeijão,
etc.);
- Vinho tinto e branco, outras
bebidas e café.
Já bem comidos e bem bebidos,
para desgastar, não poderia deixar de haver um pezinho de dança ao som de um
conjunto que, com música alegre, proporcionou a todos os presentes agradáveis
momentos de divertimento e alegria, até que, chegada a meia-noite, com as doze
passas e champagne, todos festejaram a chegada do Novo Ano 2014, pedindo, cada
um, em particular, o seu desejo e, na generalidade, que seja um BOM ANO.
De seguida, para espanto e regalo
dos olhos, pudemos assistir, por uns momentos, a um vistoso fogo de artificio e,
com os olhos arregalados, para as mesas voltámos, para se beber mais uns
cocktails da Esquila e outros digestivos, continuar a ouvir música, a rodos,
até que, por volta das 2:30 horas, chegou o momento do Buffet de Ano Novo, com
Caldo Verde, Pão com chouriço, Mini Pregos, Morcela, Chouriça, Alheira, Quiches de Marisco, Barriga de
Leitão, Bacalhau à Esquila, Bebidas, à descrição, e, para sobremesa, o
reforçado “Buffet de Doces Prazeres”, continuação do animado pé de dança e,
para alguns ainda de copo na mão, a Festa prolongou-se até de madrugada (5:30
horas).
Parabéns à gerência, na pessoa do
seu proprietário, Rui Cerveira, e a todos os seus colaboradores pelo excelente
serviço e bons momentos de acolhimento e ambiente.
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casa da esquila
31/12/2013
Vitorino Fortuna é Personalidade do ano 2013
Vitorino
Fortuna é a personalidade do ano 2013 por decisão unânime da equipa do “Viver
Casteleiro”.
Membro do
Executivo da Junta de Freguesia desde 1998, o Vitorino Fortuna é o exemplo
claro de dedicação e disponibilidade permanente em prol da Terra que o viu
nascer. Sem tempo nem hora, a sua presença em todos os momentos necessários é
uma realidade desde há muitos anos e no dia-a-dia da Aldeia. Profundo
conhecedor de “tudo” o que está relacionado com o Casteleiro, do nome do proprietário
de uma parcela de terreno perdida na serra ao muro que “desviou” escassos centímetros,
o Vitorino é justamente um casteleirense que se destaca pelo seu voluntarismo,
empenho e bem fazer ao próximo.
No ano de
2013, muitas foram as horas que, mais uma vez, dedicou ao Casteleiro.
Acompanhou diariamente e com rigor todas as obras executadas de que são exemplo
a construção do novo Largo e o alcatroamento da “estrada”, para além de
inúmeras outras iniciativas como é o caso da Festa da Caça ou a execução e
implantação do monumento ao Emigrante.
Personalidade
do ano 2013, Vitorino Fortuna é, afinal, personalidade de muitos anos. Aqui
fica o reconhecimento modesto do “Viver Casteleiro” para com este nosso
conterrâneo.
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personalidade do ano
30/12/2013
Novo Largo é Acontecimento do ano 2013
A construção
e inauguração do novo Largo do Casteleiro, foi para a equipa do “Viver
Casteleiro” o acontecimento do ano de 2013 na nossa Aldeia.
Esta obra transformou
o núcleo central do Casteleiro num amplo espaço polivalente, aberto, esteticamente
integrado na malha envolvente, criando uma verdadeira sala de visitas da
Aldeia. Uma obra de que todos os casteleirenses se orgulham.
29/12/2013
É Natal!
“Ó Meu Menino Jesus
Ó Meu Menino tão beloLogo viestes nascer
Na noite do caramelo”
No Largo da
Praça, indiferente a este temporal, o madeiro continuava a arder.
A sua chama
aquecia os corações dos resistentes…aqueles para quem esta noite, é única e
repleta de magia!
O céu,
escuro e rancoroso, recebia raios de luz, que emergiam do madeiro que, em
tempos idos, representava o esforço de muitos homens e de outros tantos litros
do generoso líquido que Baco consagrou.
Lá ao fundo
do povo, a torre cimeira da igreja testemunhava mais um Natal. Sinal de fé e
respeito para todos os cristãos: na missa de Natal, o ritual de beijar o Menino
Jesus, repetir-se-ia.
Coxia acima,
andares trémulos e forçados levavam corpos, já cansados e gastos, até ao senhor
prior. O beijo, sinal de respeito, pelo Menino que acabara de nascer saía,
muitas vezes, demasiado longo e húmido. A perna da simbólica figura era
repetidamente limpa com gestos, automáticos, do jovem pároco da aldeia.
A envolver
este momento alto, de convivência cristã, ouviam-se genuínos cânticos, oriundos
das gargantas, já gastas, rasgados em notas incompletas, de um grupo de
mulheres e, alguns homens, que persistem em fazer chegar esta manifestação de alegria
a todos os «anjos» que, com toda a singeleza, tornaram possível o nascimento do
Menino Jesus.
"A Minha Rua", Joaquim Luís Gouveia
27/12/2013
24/12/2013
BOAS FESTAS
A todos os
Casteleirenses, amigos e leitores do ”Viver Casteleiro”, especialmente aos que
se encontram longe desta nossa pequena grande Aldeia, votos de uma feliz quadra
festiva.
22/12/2013
Natal no Casteleiro: o renovar da tradição
Ano após ano, a tradição repete-se!
O madeiro marca o início das festas natalícias. É preciso
que na noite do nascimento do Menino Jesus o madeiro ocupe o local central do
largo praça.
Foi a esta azáfama que assisti durante a tarde de hoje.
A Junta de Freguesia encarregou-se de tal tarefa, sim
porque, hoje em dia, “Rapazes do Número/Inspeção” já escasseiam por estas
bandas.
Podemos dizer que tudo está preparado para a grande noite:
aquela que, apesar da crise generalizada, traz os filhos à Terra – nem que seja
apenas para cheirar o azeite quente das filhoses, misturado com o fumo das
lareiras que nessa noite, mágica, irradiam calor por entre familiares e amigos.
É na aldeia que o Natal é mais profundo! É aqui que a
tradição tem mais força e que, teimosamente, muitos fazem questão de preservar.
QUE O ESPÍRITO DE NATAL SE SOBREPONHA À VONTADE DE QUEM NOS
GOVERNA!
Tenham um bom Natal!
16/12/2013
GNR no Casteleiro - Inauguração há 88 anos
Faz hoje 88 anos, a 16 de Dezembro de 1925, era inaugurado no
Casteleiro o sub-posto da Guarda Nacional Republicana. Extensão do posto do
Sabugal, pertencia ao Batalhão n.º 4, 4.ª Companhia, com sede na Guarda. Este
posto de infantaria, como se pode ver na foto, era composto por um Segundo Cabo
e cinco soldados e tinha sido criado aquando da reorganização nacional da GNR
em 13 de Março de 1922.
Funcionou em instalações existentes onde hoje se situa a casa
do Sr. Manuel Carvalho, junto à estrada, fronteira ao Largo de São Francisco.
Julga-se, no entanto, que terá começado a funcionar algum tempo antes já que a
Junta de Freguesia, em sessão extraordinária de 12/10/1924 a ele fazia
referência.
Mas a inauguração teve lugar a 16/12/1925. Aliás, a Junta de
Freguesia, reunida a 15 de Agosto de 1925, presidida por José Marques, pelo
Secretário Firmino Nunes de Sena e os vogais Eduardo Martins, José Manuel Nabais
e Firmino Ferreira, dava conta de um ofício da GNR a solicitar diverso material
para o aquartelamento, um rol de artigos que importava em dois mil e quinhentos
escudos. Lamentava-se a Junta que era muito dinheiro e que ia pedir ajuda à
Câmara do Sabugal!
Outro facto histórico da nossa Aldeia que, como muitos
outros, continua em investigação. Este, perdoem-me os leitores o apontamento,
com uma componente pessoal, já que o Cabo deste posto se chamava António Pires,
meu avô paterno.
"Reduto", crónica de António José Marques
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reduto
15/12/2013
09/12/2013
Calendário 2014
Está já disponível o calendário de bolso para 2014 editado pela Junta de
Freguesia. Este ano optou-se por um formato diferente, sem a habitual foto
panorâmica. Em seu lugar homenageamos um artista da terra com a reprodução de
dois dos seus quadros sobre a temática Casteleiro. Um grande Bem-Haja ao Paulo
Pinto Martins por ter acedido ao nosso pedido.
08/12/2013
Chegou o Madeiro!
Como é de
tradição, a noite de Natal é aquecida com o Madeiro no Largo da Praça. Este ano
não foge à regra. Já está tudo a postos! E assim se cumpre no Casteleiro o
velho provérbio “Natal na praça e Páscoa em casa”.
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madeiro
07/12/2013
Sandra Fortuna eleita Presidente da Concelhia do Partido Socialista do Sabugal
O “Viver Casteleiro”
saúda a nossa conterrânea Sandra Fortuna, hoje eleita Presidente da Comissão
Política Concelhia do Partido Socialista do Sabugal para um mandato de quatro
anos.
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sandra
04/12/2013
João Mouro morador no Casteleiro em 1512
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| Rei D. Manuel I |
Sabemos, e
esse facto foi já aqui publicado em crónica anterior, que o Casteleiro, em 1527,
tinha 52 moradores. Será, certamente, um número discutível, dado que o conceito
de morador, residente e “vizinho” não é
o mesmo ao longo da História e sempre foi muito dependente do autor da “contagem”.
Pessoalmente,
por indicadores que fui recolhendo, atrevo-me
a dizer que o número seria muito maior. Mas isso é outra crónica…
Mas, hoje,
sabemos o nome de um desses moradores no Casteleiro no ano de 1512. Chamava-se
João Pires Mouro. E só o sabemos porque o então Rei D. Manuel I o nomeou a 28
de Novembro desse mesmo ano “Besteiro”. Por curiosidade, ele já o era, porque o
registo existente na Chancelaria de D. Manuel I refere “João Pires Mouro, morador
no Casteleiro, termo de Sortelha, nomeado novamente Besteiro, sendo
privilegiado e escusado em forma.”
Esta
nomeação remete-nos para aquilo que, ainda, não está claro ou, pelo menos, com
evidências concretas. A origem do Casteleiro e a sua relação com Sortelha. É
que esse nosso antepassado foi nomeado “besteiro” de Sortelha. De facto, o Rei
D. Manuel tinha dois anos antes, em 1510, dado novo foral à vila de Sortelha
que iria regular a vida do concelho até 1832, data em que os foros cessaram.
Um “Besteiro”
não era um simples soldado. Através do Rol de Besteiros das diferentes
fortificações podemos deduzir da sua importância militar. Os Besteiros eram os
principais defensores das vilas e neles só o Rei mandava. E o número de
besteiros de Sortelha, nesse tempo, seria de pouco mais de duas dúzias.
O
Casteleirense João Pires Mouro era um deles.
24/11/2013
Lar do Casteleiro em Festa
No passado domingo, 24 de novembro realizou-se, no Lar do Casteleiro, o tradicional magusto.
Para ajudar à festa, a Tuna Feminina do
Instituto Politécnico da Guarda trouxe música, cantares e muita animação.
Para quem pensa que os nossos idosos estão
arrumados, engana-se! Mal as melodias saíam da concertina já os pés, arrastados
pelos muitos anos, começavam a mexer e, o baile foi mesmo ali.
Dos rostos, frisados mas felizes, saltavam
sorrisos ao mesmo tempo que trauteavam as modinhas das jovens, que por uns
momentos, foram as vedetas da tarde.
A festa terminou com um lanche partilhado
e, claro está, com umas saborosas castanhas que mãos tão habilidosas, souberam
produzir.
Os meus parabéns a todos aqueles, nomeadamente
aos funcionários, que organizaram e souberam proporcionar, aos utentes deste
Lar, uma tarde tão agradável.
No final, os sorrisos multiplicaram-se e os
pedidos também: “meninas voltem mais vezes, gostámos muito de vocês!”
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lar
20/11/2013
O Casteleiro e o Regadio da Cova da Beira
A Freguesia
de Casteleiro tem uma área de 43 Km2 e é das maiores freguesias do Concelho.
Foi do “termo” de Sortelha desde tempos remotos e passou, com a reorganização
administrativa de 1855, a fazer parte do Concelho do Sabugal. Independentemente
de factores diversos, que possamos valorizar ou não, tais como clima, relevo,
flora, fauna, localização geográfica por proximidade, etc..., é meu
entendimento e faz todo o sentido a sua ligação ao Sabugal. Aliás, pouco
interessa, ou mesmo nada, discutir nos tempos que correm se determinado lugar
fica aqui ou ali, se foi ou é da Beira Alta ou da Baixa, do Interior Norte ou
Sul…
O que
interessa e é relevante é que, independentemente dos rótulos administrativos, o
Casteleiro tem uma identidade própria, uma história rica, um passado secular,
um património de que se orgulha. O Casteleiro e todos os homens e mulheres que
o souberam construir, pedra a pedra, sol a sol, ergueram-no aqui, neste local,
que é o nosso. Também é justo referir que as gentes do Casteleiro sempre
conheceram a diferença de estar situado na margem esquerda ou na margem direita
do Côa. A Aldeia sempre viveu com isso e soube, sempre que necessário, erguer a
sua voz ou mesmo agarrar em varapaus e caminhar em direcção à Câmara do Sabugal.
Hoje, o que
importa é reconhecer que toda esta região está em profunda escalada de
desertificação. E que é necessário fazer algo para inverter esse futuro. Isto é
que é realmente importante e transversal a todo o Interior. Tudo o resto que se
possa dizer são “brincadeiras” sem qualquer significado.
Tem-se
falado do Regadio da Cova da Beira. A verdade, os factos, os números, a
realidade, é bem diversa do que tenho lido.
A área total
do Concelho do Sabugal beneficiada pelo Regadio é de 402,5 hectares. Destes,
121,5 no Sabugal e Quintas de São Bartolomeu e os restantes quase que na
totalidade na Freguesia de Casteleiro, cerca de 280 hectares. Estaremos todos
de acordo que a área deveria ser maior. Claro que sim. Mas os números são
estes. E a realidade que transmitem é que o Casteleiro é, de facto, a freguesia
do concelho que mais beneficiou com o Regadio.
Importa
também referir que, de facto, a área a nascente do Casteleiro não está
beneficiada. Mas, como atrás ficou claro, as gentes desta terra sempre souberam,
na maioria dos casos com eficiência e eficácia, como por aqui dizemos, “levar a
água ao seu moinho”. A referida área ainda não está beneficiada mas existe um projecto
para irrigar essa área em falta…
O caminho
faz-se caminhando e o ruído só atrapalha. Quem, como eu, se movimenta na área
da comunicação, deve conhecer esse elementar ensinamento. Por vezes o silêncio
é o melhor meio para atingir os fins. E quando não ajudamos, estragamos…
"Reduto", crónica de António José Marques
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reduto
19/11/2013
Feira de S. Martinho e Magusto
Dos mercados
e feiras nos dias 10 de cada mês, no Casteleiro, destaca-se a antiga e
tradicional Feira de S. Martinho que, não sendo no dia litúrgico de S.
Martinho, 11 de Novembro, não é de estranhar, já que “ o S. Martinho são três
dias e um bocadinho.”
Temos visto
e é sabido que, nos dias de mercado, os feirantes e os compradores são poucos,
em contraste com os da Feira de S. Martinho que, numa perfeita simbiose com o
magusto, realizado pela Comissão de Festas no passado dia 10 de Novembro, o
Largo de S. Francisco encheu-se de feirantes e de gente.
Da azáfama
bem cedo dos feirantes, dos visitantes, da Comissão de Festas e dos repórteres
fotográficos que, ao longo do dia de Feira e do magusto, a serem transmitidas
as notícias e imagens fotográficas, em direto, foi uma inovação, não esperada,
a que com agrado, os leitores, de imediato, também comentavam e
agradeciam.
E, enquanto
na Feira, muitos visitantes da terra e circunvizinhos percorriam a Feira, vendo
e comprando o que mais lhes agradavam e precisavam, no Bar da Comissão de
Festas o negócio era outro com a finalidade de angariar dinheiro para a Festa
de Santo António, a realizar-se no princípio do mês de Agosto de 2014.
Com
castanhas assadas, como não podiam deixar de haver, o bar cedo abriu, onde as
mordomas serviam as bebidas, em especial, jeropiga (que boa era) e vinho, para
mais tarde, à hora de almoço, os mordomos se esmeravam a assar,
simultaneamente, mais castanhas, frangos, carne entremeada e febras, para serem
acompanhadas com a boa pinga do Casteleiro e, por fim, até houve uma especial
sangria que soube a pouca.
Parabéns à
Comissão de Festas pelo serviço e bons momentos que nos proporcionaram, com
pena de que, com o dia a chegar ao fim e o frio a vir, a Feira de S. Martinho e
o magusto acabassem assim:
Logo que a Feira terminou,
Os feirantes arrumaram tudo e
foram,Mas o bar a funcionar continuou,
Para vir a fechar,
Quando a noite fria chegou.
Daniel Machado
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17/11/2013
"Castelleyro" já em 1320
A palavra Casteleiro chegou aos nossos dias
com a grafia que todos conhecemos. Mas, ao longo dos tempos sofreu muitas
alterações. Na foto, retirada das “Memórias Paroquiais” de 1758 surge como
“Castelleyro”. Mas, alguns séculos antes, designadamente no cadastro ou
“numeramento” do Reino realizado entre 1527 e 1532, surge de forma abreviada “o
lugar do castel’o”, como podem ver na foto, retirado do manuscrito original,
ali entre a “bimdada” e a “mouta”.
Deixo aqui,
bem a propósito, um estudo sobre a origem e evolução da palavra que o nosso
conterrâneo e meu primo Ismael Gonçalves teve a gentileza de me enviar há
alguns meses.
“1, Da
consulta dos Dicionários – José Pedro Machado, Cândido de Figueiredo, Houaiss e
Lello Universal - se conclui que a palavra Casteleiro vem do étimo latino
Castellariu-, significando o mesmo que o adjetivo CASTELÃO « relativo a castelo
», assim como o substantivo CASLELÁRIO « senhor de castelo».
2. A palavra
CASTELEIRO aparece com a grafia medieval CASTELLEYRO em 1320 e no sec. XV já na
forma actual CASTELEIRO. Nas Memórias Paroquiais de 1758 a palavra assume as
duas grafias: CASTELLEYRO e CASTELEIRO.
3, Registam-se ainda a forma feminina
CASTELEIRA « proprietária de castelo» e o regionalismo « às casteleiras» significando
«às cavalitas»,
Assim a
palavra CASTELEIRO como adjetivo significa o mesmo que CASTELÃO « relativo a
castelo » - cf, O Bobo, Herculano; como substantivo significa o mesmo que
Castelário - « dono e senhor de castelo»."
"Reduto", crónica de António José Marques
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16/11/2013
Casa da Esquila inova e marca a diferença também nas aplicações móveis
Situado perto de Sortelha, na Freguesia de
Casteleiro, o Restaurante Gourmet Rural Casa da Esquila lançou, dia 07 de
Novembro, uma aplicação (app) que permite a todas as pessoas ter no seu Iphone,
Ipad ou Smartphone Android, as promoções do restaurante, noticias, fotos dos
pratos ou simplesmente consultar a carta para decidir o que escolher. Sendo um
dos primeiros restaurantes a ter uma app disponível ao público, a Casa da
Esquila marca a diferença pela inovação, não só nos seus pratos, mas também na
relação com os seus clientes.
Desde há muito que a Beira Interior é
conhecida pela sua riqueza em produtos agrícolas de excelência, a Cereja da
Cova da Beira, o Cabrito Serrano, o Queijo da Serra ou mesmo o Queijo Amarelo
da Beira Baixa, são alguns dos exemplos. Recentemente com a grande aposta
vitivinícola na região por uma série de empresários de sucesso, surgiram vinhos
fantásticos capaz de fazer jus a toda uma panóplia de legumes, frutos, carnes,
queijos e muitas outras iguarias de primeira categoria.
É neste clima que surge a Casa da
Esquila – Gourmet Rural, com o propósito claro de levar à mesa o que a terra
tem de melhor. A aposta nesta app surge como mais um cruzamento da tecnologia
com o mundo rural. Totalmente desenvolvida pela madeirense Fapptory ,
responsável pelo site www.a-minha-app.com, este é sem dúvida um bom exemplo a ser seguido.
Descarregue a aplicação Casa da Esquila
gratuitamente através do Itunes ou do Google Play (https://play.google.com/store/apps/details?id=com.yapp.casa_da_esquila)
e descubra o restaurante mais Gourmet do Mundo Rural.
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