19/11/2013

Feira de S. Martinho e Magusto



 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Dos mercados e feiras nos dias 10 de cada mês, no Casteleiro, destaca-se a antiga e tradicional Feira de S. Martinho que, não sendo no dia litúrgico de S. Martinho, 11 de Novembro, não é de estranhar, já que “ o S. Martinho são três dias e um bocadinho.”
Temos visto e é sabido que, nos dias de mercado, os feirantes e os compradores são poucos, em contraste com os da Feira de S. Martinho que, numa perfeita simbiose com o magusto, realizado pela Comissão de Festas no passado dia 10 de Novembro, o Largo de S. Francisco encheu-se de feirantes e de gente.
Da azáfama bem cedo dos feirantes, dos visitantes, da Comissão de Festas e dos repórteres fotográficos que, ao longo do dia de Feira e do magusto, a serem transmitidas as notícias e imagens fotográficas, em direto, foi uma inovação, não esperada, a que com agrado, os leitores, de imediato, também comentavam e agradeciam. 
E, enquanto na Feira, muitos visitantes da terra e circunvizinhos percorriam a Feira, vendo e comprando o que mais lhes agradavam e precisavam, no Bar da Comissão de Festas o negócio era outro com a finalidade de angariar dinheiro para a Festa de Santo António, a realizar-se no princípio do mês de Agosto de 2014.










 
 
Com castanhas assadas, como não podiam deixar de haver, o bar cedo abriu, onde as mordomas serviam as bebidas, em especial, jeropiga (que boa era) e vinho, para mais tarde, à hora de almoço, os mordomos se esmeravam a assar, simultaneamente, mais castanhas, frangos, carne entremeada e febras, para serem acompanhadas com a boa pinga do Casteleiro e, por fim, até houve uma especial sangria que soube a pouca.
Parabéns à Comissão de Festas pelo serviço e bons momentos que nos proporcionaram, com pena de que, com o dia a chegar ao fim e o frio a vir, a Feira de S. Martinho e o magusto acabassem assim:
 
Logo que a Feira terminou,
Os feirantes arrumaram tudo e foram,
Mas o bar a funcionar continuou,
Para vir a fechar,
Quando a noite fria chegou.





Daniel Machado


17/11/2013

"Castelleyro" já em 1320


A palavra Casteleiro chegou aos nossos dias com a grafia que todos conhecemos. Mas, ao longo dos tempos sofreu muitas alterações. Na foto, retirada das “Memórias Paroquiais” de 1758 surge como “Castelleyro”. Mas, alguns séculos antes, designadamente no cadastro ou “numeramento” do Reino realizado entre 1527 e 1532, surge de forma abreviada “o lugar do castel’o”, como podem ver na foto, retirado do manuscrito original, ali entre a “bimdada” e a “mouta”.

 
Deixo aqui, bem a propósito, um estudo sobre a origem e evolução da palavra que o nosso conterrâneo e meu primo Ismael Gonçalves teve a gentileza de me enviar há alguns meses.
“1, Da consulta dos Dicionários – José Pedro Machado, Cândido de Figueiredo, Houaiss e Lello Universal - se conclui que a palavra Casteleiro vem do étimo latino Castellariu-, significando o mesmo que o adjetivo CASTELÃO « relativo a castelo », assim como o substantivo CASLELÁRIO « senhor de castelo».
2. A palavra CASTELEIRO aparece com a grafia medieval CASTELLEYRO em 1320 e no sec. XV já na forma actual CASTELEIRO. Nas Memórias Paroquiais de 1758 a palavra assume as duas grafias: CASTELLEYRO e CASTELEIRO.
3, Registam-se ainda a forma feminina CASTELEIRA « proprietária de castelo» e o regionalismo « às casteleiras» significando «às cavalitas»,
Assim a palavra CASTELEIRO como adjetivo significa o mesmo que CASTELÃO « relativo a castelo » - cf, O Bobo, Herculano; como substantivo significa o mesmo que Castelário - « dono e senhor de castelo»."
 
 
 
 
"Reduto", crónica de António José Marques
 
 
 
 

16/11/2013

Casa da Esquila inova e marca a diferença também nas aplicações móveis


Situado perto de Sortelha, na Freguesia de Casteleiro, o Restaurante Gourmet Rural Casa da Esquila lançou, dia 07 de Novembro, uma aplicação (app) que permite a todas as pessoas ter no seu Iphone, Ipad ou Smartphone Android, as promoções do restaurante, noticias, fotos dos pratos ou simplesmente consultar a carta para decidir o que escolher. Sendo um dos primeiros restaurantes a ter uma app disponível ao público, a Casa da Esquila marca a diferença pela inovação, não só nos seus pratos, mas também na relação com os seus clientes. 
Desde há muito que a Beira Interior é conhecida pela sua riqueza em produtos agrícolas de excelência, a Cereja da Cova da Beira, o Cabrito Serrano, o Queijo da Serra ou mesmo o Queijo Amarelo da Beira Baixa, são alguns dos exemplos. Recentemente com a grande aposta vitivinícola na região por uma série de empresários de sucesso, surgiram vinhos fantásticos capaz de fazer jus a toda uma panóplia de legumes, frutos, carnes, queijos e muitas outras iguarias de primeira categoria.
É neste clima que surge a Casa da Esquila – Gourmet Rural, com o propósito claro de levar à mesa o que a terra tem de melhor. A aposta nesta app surge como mais um cruzamento da tecnologia com o mundo rural. Totalmente desenvolvida pela madeirense Fapptory , responsável pelo site www.a-minha-app.com, este é sem dúvida um bom exemplo a ser seguido.
Descarregue a aplicação Casa da Esquila gratuitamente através do Itunes ou do Google Play (https://play.google.com/store/apps/details?id=com.yapp.casa_da_esquila) e descubra o restaurante mais Gourmet do Mundo Rural.

11/11/2013

CACC promove Magusto

 

Feira de São Martinho



 
 
 
 
 
 
Ontem foi dia da Feira de São Martinho no Casteleiro. Assim acontece há muitos anos sempre no dia 10 do mês de Novembro. Os mordomos da Festa de Santo António de 2014 abriram o bar e proporcionaram a todos belos petiscos, um farto Magusto e muitos litros de Jeropiga.


O Casteleiro transfigurou-se por um dia. As ruas cheias de gente e os feirantes a ocupar todos os cantos disponíveis do Largo de São Francisco e ao longo da Estrada. Da Feira fez-se Festa. Viva o São Martinho!



24/10/2013

Casteleiro Freguesia do Sabugal há 158 anos

Faz hoje 158 anos que o Casteleiro deixou de pertencer ao Concelho de Sortelha e passou a freguesia do Sabugal. Tudo isto por força da extinção da Câmara de Sortelha contemplada na reorganização administrativa do País imposta pelo por Decreto de 24 de Outubro de 1855. A partir desta data todas as freguesias de Sortelha passaram a integrar o Concelho do Sabugal.

 
 
 
 

 
 

23/10/2013

Utentes do Lar S. Salvador do Casteleiro visitam Museu do Queijo em Peraboa






 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
No passado dia 18 de Outubro os utentes das três valências do Lar S. Salvador : Lar, Centro de Dia e Serviço de Apoio Domiciliário realizaram um passeio ao Museu do Queijo em Peraboa, Covilhã.
“O Museu do Queijo permite conhecer o processo de fabrico de um dos melhores queijos do mundo através de um percurso real e multimédia, o queijo de ovelha Kosher, produzido segundo os preceitos da religião judaica”.
A recepção foi muito calorosa por parte do guia que nos recebeu o que permitiu que se criasse um clima de grande empatia.
 Os nossos utentes relembraram o meio e o ambiente que envolvem a arte e o processo de fabrico artesanal do Queijo da Serra, bem como as técnicas e os utensílios utilizados ao longo dos tempos para confeccionar esta iguaria.
A visualização de um filme em 3D, sobre a Transumância, com necessidade de uns óculos especiais foi um dos momentos altos desta visita ao Museu, dado que para alguns dos nossos idosos representou o primeiro contacto com o cinema.
No final da visita fomos presenteados pelo Museu com um lanche onde o queijo era o elemento essencial.
Com mais esta iniciativa o Lar S. Salvador do Casteleiro pretende proporcionar aos seus utentes momentos de lazer e de animação com a comunidade exterior e o meio envolvente, promovendo o envelhecimento activo, a partilha de vivências e o intercâmbio sociocultural.

A Direcção do Lar S. Salvador
 
 
 
 

22/10/2013

Escuridão


Penso muitas vezes nesse tempo longínquo.
Portugal era um país ignorado e vivia nas trevas.
A sua gente, pelo menos a grande maioria, era analfabeta e demasiado limitada no conhecimento.
As pessoas desconheciam que havia mundos diferentes e outras culturas.
Viviam oprimidas e subjugadas.
Havia depois os senhores da terra.
Esses, apesar de serem os senhores, pouco mais sabiam.
Sabiam, sim, explorar os que dependiam deles.
A escuridão era total.
No País, na nossa aldeia, assim como nos cérebros.
Uma das consequências dessa situação tinha a ver com a falta de higiene nas ruas e nas pessoas – o que era tido como um estado normal.
A escola era vedada aos filhos, porque estes faziam falta nas tarefas do campo.
Se fossem do sexo feminino a coisa piorava um pouco.
Havia a ideia de que o conhecimento levava a maus caminhos.
Achava-se que quanto mais se sabia, maior seria a confusão.
O mais grave, é que ninguém se apercebia de que estava ser enganado.
Ninguém se dava conta de que poderia ser doutra forma; que seria benéfico em todos os aspectos que as coisas fossem diferentes.
Essa informação não lhes chegava.
A «escuridão» tinha a primazia.
Em termos de higiene: a nossa aldeia estava enxameada com currais, galinheiros e palheiras com animais, que desaguavam os seus detritos para as ruas.
Os habitantes procuravam o campo ou um local escondido atrás de qualquer obstáculo, um sítio para fazerem as necessidades fisiológicas, porque as casas, mesmo as mais ricas, não tinham casas de banho.
Durante a noite, usavam-se baldes que depois, de manhã, eram despejados para a rua que todos pisavam.
Vivia-se e respirava-se um cheiro nauseabundo, que ninguém estranhava.
Era assim. Era normal.
A falta de conhecimento e a escuridão em que se vivia, convinha aos governantes e a muitos outros que viviam à sombra dessa escuridão e dessa ignorância.
Alguém quer voltar atrás?
Abraço.
 
 
 
Dulce Martins
 
 
 
 

21/10/2013

Uma mais-valia para o Casteleiro


Nem sempre a interioridade é sinónimo de apatia, encolher dos braços…desistir!
Situada no Casteleiro, a Casa da Esquila é hoje sinónimo de requinte, bom gosto, profissionalismo e muita simpatia.
Rui Cerveira, proprietário e criativo na arte da gastronomia tem o gosto pela ruralidade do Casteleiro e das suas gentes.
A consideração pelo cliente e o respeito que este lhe merece fez com que, aos domingos, o som do saxofone se misture com o requintado bufet, com que presenteia as dezenas de forasteiros que ali se deslocam, oriundos de variadas terras.
Numa destas refeições dominicais fui presenteado com este requinte, invulgar, por estas e outras paragens…
 

Mas a surpresa não ficou por aqui!
Não resisti, e trouxe comigo um documento informativo dos vários serviços que a Casa Esquila presta.
“É o manifesto” do PORQUÊ GOURMET RURAL que não resisto a transcrever, aqui:
«Antes de mais, Rural, porque é a nossa identidade, somos assumidamente rurais; gostamos de ter tempo para as coisas, gostamos de provar os primeiros frutos da época, os legumes que vemos crescer da terra, a carne que vem das pastagens beirãs, o peixe com os perfumes da tradição.
Gourmet, porquê? Porque são esses produtos, naturalmente rurais, produtos de excelência. Carnes criadas livremente em pastos, legumes cultivados com a ternura das avós, que explodem de sabor quando os provamos; frutas que tiveram tempo para amadurecer…de manhã, ainda, na árvore e ao almoço apresentam-se, delicadamente, na mesa com todos os seus perfumes.
(…) Acima de tudo pretendemos com esta nossa forma de estar, proporcionar-lhe sensações de puro prazer e bem-estar físico e etéreo».
OBRIGADO RUI, PELO TEU PROFISSIONALISMO E BOM GOSTO!
 
 
"A Minha Rua", Joaquim Luís Gouveia


20/10/2013

Posse da Junta e Assembleia de Freguesia

Ontem, 19 de Outubro, tomaram posse a Junta e Assembleia de Freguesia, eleitas no acto eleitoral realizado a 29 de Setembro, candidatos pela lista "Juntos pelo Casteleiro".

Junta de Freguesia
Presidente - António José Gonçalves Marques
Tesoureiro - Vitorino dos Reis Cantinhas Fortuna
Secretário - Carlos Alberto Antunes Gonçalves



Assembleia de Freguesia
Presidente - Cristina Maria Soares Alexandrino
1º Secretário - Beatriz da Conceição Costa Nabais
2º Secretário - Jaime de Jesus Rodrigues
Vogal - Ismael Gonçalves Valentim Martins
Vogal - Cristina Maria Leitão Clara
Vogal - Manuel João Gouveia Moita
Vogal - Albertino Machado Lopes

 

 
 

17/10/2013

Lucinda Pires (18/06/1958 - 17/10/2007)

Faz hoje seis anos que a Lucinda partiu. Aqui fica a homenagem que então foi feita pelo Agrupamento de Escolas do Teixoso onde era professora de Português e História.


Rotas e Raízes promove Freguesia de Casteleiro e Concelho do Sabugal em Setúbal











No passado fim-de-semana, 12 e13 de Outubro, a Rotas e Raízes, Lda. participou na V Edição da Feira Observanatura, realizada na Quinta da Mourisca, em Setúbal.
A Feira Observanatura tem como principal pressuposto divulgar recursos turísticos naturais, em particular o Turismo Ornitológico (modalidade do turismo de natureza com particular ênfase na observação de aves) e consciencializar para a conservação da natureza e da biodiversidade.
Representadas na Feira estiveram várias Empresas de Turismo de Natureza, Entidades de carácter Público e Associações de Preservação e Conservação da Natureza.
A Rotas e Raízes, empresa de animação turística, esteve presente pela primeira vez nesta feira tendo divulgado durante o evento as suas actividades e programas, mas também enquanto promotora do concelho do Sabugal e da freguesia do Casteleiro.
Os visitantes adquiriram no stand da Rotas e Raízes vários produtos locais: Azeite Peninha; Figos secos; Mel; Grão e Feijão; Pão Caseiro e Vinho da Freguesia do Casteleiro.
No stand podiam também recolher informação sobre os nossos parceiros: Casas da Pedra; Casas de Campo Carya Tallaya e Moinho de Maneiro e sobre a história, cultura e infra estruturas do concelho.
Todos os produtos comercializados foram do agrado de quem os provou e também comprou.
A Rotas e Raízes continuará a participar em Feiras e outras iniciativas onde seja possível divulgar a Região.
Não prometemos, mas continuaremos a surpreender e a levar a nossa Região a todo o país.
 
 Ricardo Nabais
 
 

16/10/2013

Posse da Junta de Freguesia



No próximo sábado, dia 19 de Outubro, às 20 horas, realiza-se a reunião da Assembleia de Freguesia de Casteleiro, resultante das eleições autárquicas do passado dia 29 de Setembro, com a tomada de posse da Junta de Freguesia para o mandato 2014/2017. A reunião é aberta ao público.
 
 

14/10/2013

Junta de Freguesia sempre atenta


As tardes solarengas deste início de Outono trazem ao largo de S. Francisco – local de todas as novidades – as conversas masculinas, reflexo dos trabalhos agrícolas, marcados pelo ritmo da natureza.
As vindimas acabam por ser o tema dominante destes últimos tempos: a abundância de uvas deste ano contrasta com a dificuldade de escoamento das mesmas mas, também, com a diminuição de consumidores do líquido protegido por Baco.
Mas neste espaço, nobre da aldeia, que ao domingo se encontra mais composto, a crítica às suas instituições assume por vezes, particular atenção neste canal vivo, desta terra que teima em resistir e se apresentar como um local onde apetece viver.
Vem isto a propósito de que, nem todas as críticas, que aqui são feitas têm razão de ser, nomeadamente, quando estas pretendem visar o infundado descuido da Junta de Freguesia, perante a manutenção dos caminhos rurais. O Inverno chuvoso, seguido de um Verão quente e prolongado, fizeram germinar todas as sementes que a terra guardara de anos anteriores, tomando conta de alguns dos caminhos por onde, solitariamente e de longe em longe, encontramos os seus utilizadores.
Atentos a esta realidade, ontem mesmo, pude encontrar o Presidente da Junta, o Secretário e o Tesoureiro, em pleno caminho da estrada a inteirar-se do estado dos caminhos, depois das fortes chuvadas deste início de Outono.
Gostei do que vi. Os caminhos estão ser limpos: silvas cortadas, valetas limpas, reposição de terras… A isto chama-se PREVENÇÃO! Mas também se chama GOSTO PELA TERRA!

 AS PESSOAS ESTÃO PRIMEIRO!







"A Minha Rua", Joaquim Luís Gouveia



13/10/2013

"Saio com a certeza de que há um caminho alternativo para o Concelho do Sabugal"

A nossa conterrânea Sandra Fortuna termina agora o seu mandato autárquico enquanto Vereadora, na oposição, do executivo da Câmara Municipal do Sabugal. Quatro anos na defesa de um Concelho com Futuro, em que desenvolveu um trabalho ímpar e dignificou, com saber e rigor, a aldeia que a viu nascer. Na última reunião, realizada a 9 de Outubro, deixou a comunicação que transcrevemos.




Sr. Presidente da Câmara
Senhora e senhores vereadores
Em 2009 integrei a lista do Partido Socialista à Câmara Municipal, porque acreditava no projecto de futuro do PS e das mulheres e homens que acompanhavam António Dionísio para transformar o Concelho do Sabugal num território competitivo e atractivo para nascer, crescer, viver, trabalhar, investir, envelhecer e visitar, promovendo de forma sustentada a qualidade de vida dos sabugalenses.
Candidatei-me, porque considerava que a manutenção por mais quatro anos de uma gestão PSD, nada traria de bom para os sabugalenses, e que, por isso era chegada a altura de mudar!
Mudar para resolver os problemas que se colocavam ao Concelho, dialogando com todos, e estabelecendo as parcerias adequadas, mas sempre no sentido de tomar decisões para a acção, e para encontrar as melhores soluções.
Mudar para melhorar os níveis de qualidade de vida dos sabugalenses, criando as condições necessárias para inverter o processo de desertificação crescente do nosso território.
Mudar para colocar o Concelho numa posição competitiva mais favorável no âmbito regional, atraindo empresas e criando emprego.
Mudar para recuperar o orgulho de sermos sabugalenses, arraianos, transcudanos e beirões.
Mudar, porque tínhamos a certeza que, juntos, seríamos capazes de construir um Concelho do Sabugal com futuro!
Infelizmente não conseguimos fazer chegar esta mensagem aos cidadãos sabugalenses, e, embora perdendo a maioria absoluta, o PSD manteve a liderança do executivo municipal.
Embora continuando a acreditar que o Partido Socialista e o seu cabeça de lista tinham razão e tinham apresentado um conjunto de propostas adequadas à ultrapassagem da situação gravíssima em que o Concelho se encontrava, assumi as minhas funções de vereadora da oposição, tentando, em cada momento, optar pelas soluções que, não sendo as do Partido Socialista, eram aquelas que menos agravavam a situação.
Passados quatro anos, considero-me satisfeita pelo trabalho que eu, o Luis Sanches e o Francisco Vaz, aqui desenvolvemos.
Mas naquilo que era fundamental para o Concelho, continuam alguns problemas como:
O processo de desertificação das nossas terras mantem-se, continuando o Concelho a perder população, mantendo-se as tendências de envelhecimento da população, a que se associa uma crescente incapacidade de regeneração da população residente.
O Concelho acentua a sua baixa competitividade territorial, revelando-se incapaz de atrair empresas e de criar empregos.
Embora registando algumas melhorias o Concelho continua a revelar uma incapacidade estrutural de afirmação enquanto destino turístico, apesar das condições excepcionais que possui, do ponto de vista natural e histórico-cultural.
O poder democrático vive de derrotas, muitas, e de vitórias, poucas.
O Partido Socialista perdeu mais uma vez, mas o seu amor ao Concelho do Sabugal e a vontade indomável de continuar a lutar pelo futuro desta terra e das suas gentes, levará a que, desta derrota, os socialistas saibam tirar as lições devidas e continuem, dia após dia, a construir a alternativa política que reconduzirá o Concelho do Sabugal à senda de progresso que tem sido a pedra de toque diferenciadora destas gentes raianas e transcudanas.
Termino deixando uma palavra de agradecimento ao Luís Sanches e ao Francisco Vaz pelo empenho e a dedicação que souberam demonstrar na defesa dos interesses do Concelho, mas agradecendo também a todos os militantes e independentes que sempre souberam estar ao nosso lado.
Não posso também terminar sem deixar uma saudação ao Sr. Presidente e restantes vereadores do PSD e ao Vereador Joaquim Ricardo. Separam-nos questões fundamentais, mas, considero que todos nortearam as suas posições para defender aquilo que consideravam ser o melhor caminho para o bem do Concelho e dos seus habitantes.
Uma palavra também de agradecimento às funcionárias e funcionários do Município que deram o seu apoio a este Executivo e sempre corresponderam aos meus pedidos de apoio.
Como dizia o Vereador Francisco Vaz “Saio desta experiência mais madura e mais sábia do que entrei.”
Mas saio também com a certeza de que há um caminho alternativo para transformar o Concelho do Sabugal num território competitivo e atractivo para nascer, crescer, viver, trabalhar, investir, envelhecer e visitar, promovendo de forma sustentada a qualidade de vida dos sabugalenses.
E que estarei na construção desse caminho alternativo!
Sandra Fortuna
 
 

12/10/2013

Dia do Idoso no Lar de S. Salvador






 
 
 
 
 
O Lar S. Salvador do Casteleiro festejou no passado domingo, 6 de Outubro, o Dia do Idoso.
Ainda que a data oficial seja a 1 de Outubro, este evento realizou-se no domingo para proporcionar aos nossos utentes o intercâmbio com a comunidade local e com os familiares num ambiente de grande animação e de festa.
A música ficou a cargo do jovem Rui Pereira, saxofonista da Banda Filarmónica da Covilhã que nos presenteou com vários temas conhecidos que muito agradaram aos nossos utentes.
Com estes eventos, o Lar S. Salvador pretende elevar a auto-estima e o intercâmbio social e cultural dos seus utentes num ambiente recreativo e lúdico partilhado com a comunidade e seus familiares.
Agradecemos a todos a presença!
 
A Direcção do Lar S. Salvador
 

09/10/2013

Gatos!


 
Ontem, 8 de Outubro, percorri algumas ruas do casteleiro sem qualquer objectivo concreto. Apenas o sabor de cruzar pela milésima vez as ruas e largos que resistem ao tempo.
Como esperava, vi e falei com pouca gente. Os nossos seniores que na soleira da porta aproveitam estes belos dias de outono, um ou outro tractor que passa e gatos, muitos gatos!
Tirei esta foto da rua direita.
E, meus amigos, confesso que estremeci. Será esta foto o ex-libris do casteleiro dos nossos dias?
A aldeia que os nossos antepassados construíram com o suor de sol a sol, é esta?
Estas pedras, ruas e largos outrora repletos de estórias e vida, respiram sós e apenas preservam memórias…
Acima de tudo, olhamos uma foto e estremecemos de raiva. Face à impotência de alterar rumos e destinos que nos escapam, de querer fazer algo que não está nas nossas mãos, de querer mudar e não ter ferramentas nem poder para mudar.
Há dias assim.
Uma rua e um gato podem despoletar sentimentos tão contraditórios como beleza e raiva…
 
 
 
"Reduto", crónica de António José Marques



02/10/2013

Quatro anos


Este espaço, “Viver Casteleiro”, faz agora quatro anos. Durante este período foram publicados 518 posts, tivemos cerca de 75 mil visitas e mais de 120 mil visualizações de páginas, com 500 comentários publicados.
O “Viver Casteleiro” é hoje um espaço de referência para todos os casteleirenses, independentemente do local onde vivem. E temos a noção que o único veículo de informação para muitos dos nossos emigrantes espalhados pelo mundo.
Procuraremos, com força e vigor, prosseguir e levar a todos mais e melhor informação sobre o quotidiano da nossa aldeia.
 
António José Marques
 
 

A semente


 
Chegado o momento, com muita canseira e algum suor, a semente era lançada à terra.
A partir daquele momento, os olhos atentos do lavrador e /ou pequeno agricultor, não se cansavam de olhar para a sua obra.
Esperavam pacientemente, que a semente acarinhada pelo sol e pela humidade, germinasse.
O momento em que furava a terra e se mostrava era de regozijo para todos.
A partir daí, era o período de crescimento até à idade adulta, com as tarefas inerentes.
Pelo meio: mondar, sachar etc….
Chegada a altura, tudo se preparava para mais uma colheita.
A espiga já grada era cortada pelos ceifadores e imediatamente feitos molhos para, logo que fosse oportuno, ser levada para a laje e ser malhada.
Depois de limpa em dias de vento, era ainda ensacada e carregada para os carros de vacas, que a levavam para as tulhas ou lojas frescas.
Todas estas tarefas tinham que ser feitas manualmente e com muito sacrifício.
Logo que o grão estivesse em casa, ainda era preciso levá-lo ao moinho para que fosse moído e se fizesse a farinha que serviria para fabricar o pão.
Começava então uma etapa que pertencia à mulher.
– Senhora Ana! Pode amassar.
A responsável pelo forno comunitário (forneira – era assim que lhe chamavam) corria toda a aldeia e gritava a cada porta a mesma palavra de ordem.
A situação repetia-se quando era chegado o momento de tender (preparar o pão para ser cozido).
As mulheres, em grupo no forno, depositavam na pá a massa que, depois de algum tempo, saía já pão (centeio) tostadinho e com um cheiro irresistível.
Entrava em casa num tabuleiro comprido para, durante quinze dias, ser uma das bases da alimentação das famílias.
Um pão suado e temperado de sacrifícios.
Era assim que tudo se processava no tempo em que ainda não havia máquinas que facilitassem todas as tarefas do campo.
 
Abraço.


 

 
Dulce Martins