23/10/2013

Utentes do Lar S. Salvador do Casteleiro visitam Museu do Queijo em Peraboa






 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
No passado dia 18 de Outubro os utentes das três valências do Lar S. Salvador : Lar, Centro de Dia e Serviço de Apoio Domiciliário realizaram um passeio ao Museu do Queijo em Peraboa, Covilhã.
“O Museu do Queijo permite conhecer o processo de fabrico de um dos melhores queijos do mundo através de um percurso real e multimédia, o queijo de ovelha Kosher, produzido segundo os preceitos da religião judaica”.
A recepção foi muito calorosa por parte do guia que nos recebeu o que permitiu que se criasse um clima de grande empatia.
 Os nossos utentes relembraram o meio e o ambiente que envolvem a arte e o processo de fabrico artesanal do Queijo da Serra, bem como as técnicas e os utensílios utilizados ao longo dos tempos para confeccionar esta iguaria.
A visualização de um filme em 3D, sobre a Transumância, com necessidade de uns óculos especiais foi um dos momentos altos desta visita ao Museu, dado que para alguns dos nossos idosos representou o primeiro contacto com o cinema.
No final da visita fomos presenteados pelo Museu com um lanche onde o queijo era o elemento essencial.
Com mais esta iniciativa o Lar S. Salvador do Casteleiro pretende proporcionar aos seus utentes momentos de lazer e de animação com a comunidade exterior e o meio envolvente, promovendo o envelhecimento activo, a partilha de vivências e o intercâmbio sociocultural.

A Direcção do Lar S. Salvador
 
 
 
 

22/10/2013

Escuridão


Penso muitas vezes nesse tempo longínquo.
Portugal era um país ignorado e vivia nas trevas.
A sua gente, pelo menos a grande maioria, era analfabeta e demasiado limitada no conhecimento.
As pessoas desconheciam que havia mundos diferentes e outras culturas.
Viviam oprimidas e subjugadas.
Havia depois os senhores da terra.
Esses, apesar de serem os senhores, pouco mais sabiam.
Sabiam, sim, explorar os que dependiam deles.
A escuridão era total.
No País, na nossa aldeia, assim como nos cérebros.
Uma das consequências dessa situação tinha a ver com a falta de higiene nas ruas e nas pessoas – o que era tido como um estado normal.
A escola era vedada aos filhos, porque estes faziam falta nas tarefas do campo.
Se fossem do sexo feminino a coisa piorava um pouco.
Havia a ideia de que o conhecimento levava a maus caminhos.
Achava-se que quanto mais se sabia, maior seria a confusão.
O mais grave, é que ninguém se apercebia de que estava ser enganado.
Ninguém se dava conta de que poderia ser doutra forma; que seria benéfico em todos os aspectos que as coisas fossem diferentes.
Essa informação não lhes chegava.
A «escuridão» tinha a primazia.
Em termos de higiene: a nossa aldeia estava enxameada com currais, galinheiros e palheiras com animais, que desaguavam os seus detritos para as ruas.
Os habitantes procuravam o campo ou um local escondido atrás de qualquer obstáculo, um sítio para fazerem as necessidades fisiológicas, porque as casas, mesmo as mais ricas, não tinham casas de banho.
Durante a noite, usavam-se baldes que depois, de manhã, eram despejados para a rua que todos pisavam.
Vivia-se e respirava-se um cheiro nauseabundo, que ninguém estranhava.
Era assim. Era normal.
A falta de conhecimento e a escuridão em que se vivia, convinha aos governantes e a muitos outros que viviam à sombra dessa escuridão e dessa ignorância.
Alguém quer voltar atrás?
Abraço.
 
 
 
Dulce Martins
 
 
 
 

21/10/2013

Uma mais-valia para o Casteleiro


Nem sempre a interioridade é sinónimo de apatia, encolher dos braços…desistir!
Situada no Casteleiro, a Casa da Esquila é hoje sinónimo de requinte, bom gosto, profissionalismo e muita simpatia.
Rui Cerveira, proprietário e criativo na arte da gastronomia tem o gosto pela ruralidade do Casteleiro e das suas gentes.
A consideração pelo cliente e o respeito que este lhe merece fez com que, aos domingos, o som do saxofone se misture com o requintado bufet, com que presenteia as dezenas de forasteiros que ali se deslocam, oriundos de variadas terras.
Numa destas refeições dominicais fui presenteado com este requinte, invulgar, por estas e outras paragens…
 

Mas a surpresa não ficou por aqui!
Não resisti, e trouxe comigo um documento informativo dos vários serviços que a Casa Esquila presta.
“É o manifesto” do PORQUÊ GOURMET RURAL que não resisto a transcrever, aqui:
«Antes de mais, Rural, porque é a nossa identidade, somos assumidamente rurais; gostamos de ter tempo para as coisas, gostamos de provar os primeiros frutos da época, os legumes que vemos crescer da terra, a carne que vem das pastagens beirãs, o peixe com os perfumes da tradição.
Gourmet, porquê? Porque são esses produtos, naturalmente rurais, produtos de excelência. Carnes criadas livremente em pastos, legumes cultivados com a ternura das avós, que explodem de sabor quando os provamos; frutas que tiveram tempo para amadurecer…de manhã, ainda, na árvore e ao almoço apresentam-se, delicadamente, na mesa com todos os seus perfumes.
(…) Acima de tudo pretendemos com esta nossa forma de estar, proporcionar-lhe sensações de puro prazer e bem-estar físico e etéreo».
OBRIGADO RUI, PELO TEU PROFISSIONALISMO E BOM GOSTO!
 
 
"A Minha Rua", Joaquim Luís Gouveia


20/10/2013

Posse da Junta e Assembleia de Freguesia

Ontem, 19 de Outubro, tomaram posse a Junta e Assembleia de Freguesia, eleitas no acto eleitoral realizado a 29 de Setembro, candidatos pela lista "Juntos pelo Casteleiro".

Junta de Freguesia
Presidente - António José Gonçalves Marques
Tesoureiro - Vitorino dos Reis Cantinhas Fortuna
Secretário - Carlos Alberto Antunes Gonçalves



Assembleia de Freguesia
Presidente - Cristina Maria Soares Alexandrino
1º Secretário - Beatriz da Conceição Costa Nabais
2º Secretário - Jaime de Jesus Rodrigues
Vogal - Ismael Gonçalves Valentim Martins
Vogal - Cristina Maria Leitão Clara
Vogal - Manuel João Gouveia Moita
Vogal - Albertino Machado Lopes

 

 
 

17/10/2013

Lucinda Pires (18/06/1958 - 17/10/2007)

Faz hoje seis anos que a Lucinda partiu. Aqui fica a homenagem que então foi feita pelo Agrupamento de Escolas do Teixoso onde era professora de Português e História.


Rotas e Raízes promove Freguesia de Casteleiro e Concelho do Sabugal em Setúbal











No passado fim-de-semana, 12 e13 de Outubro, a Rotas e Raízes, Lda. participou na V Edição da Feira Observanatura, realizada na Quinta da Mourisca, em Setúbal.
A Feira Observanatura tem como principal pressuposto divulgar recursos turísticos naturais, em particular o Turismo Ornitológico (modalidade do turismo de natureza com particular ênfase na observação de aves) e consciencializar para a conservação da natureza e da biodiversidade.
Representadas na Feira estiveram várias Empresas de Turismo de Natureza, Entidades de carácter Público e Associações de Preservação e Conservação da Natureza.
A Rotas e Raízes, empresa de animação turística, esteve presente pela primeira vez nesta feira tendo divulgado durante o evento as suas actividades e programas, mas também enquanto promotora do concelho do Sabugal e da freguesia do Casteleiro.
Os visitantes adquiriram no stand da Rotas e Raízes vários produtos locais: Azeite Peninha; Figos secos; Mel; Grão e Feijão; Pão Caseiro e Vinho da Freguesia do Casteleiro.
No stand podiam também recolher informação sobre os nossos parceiros: Casas da Pedra; Casas de Campo Carya Tallaya e Moinho de Maneiro e sobre a história, cultura e infra estruturas do concelho.
Todos os produtos comercializados foram do agrado de quem os provou e também comprou.
A Rotas e Raízes continuará a participar em Feiras e outras iniciativas onde seja possível divulgar a Região.
Não prometemos, mas continuaremos a surpreender e a levar a nossa Região a todo o país.
 
 Ricardo Nabais
 
 

16/10/2013

Posse da Junta de Freguesia



No próximo sábado, dia 19 de Outubro, às 20 horas, realiza-se a reunião da Assembleia de Freguesia de Casteleiro, resultante das eleições autárquicas do passado dia 29 de Setembro, com a tomada de posse da Junta de Freguesia para o mandato 2014/2017. A reunião é aberta ao público.
 
 

14/10/2013

Junta de Freguesia sempre atenta


As tardes solarengas deste início de Outono trazem ao largo de S. Francisco – local de todas as novidades – as conversas masculinas, reflexo dos trabalhos agrícolas, marcados pelo ritmo da natureza.
As vindimas acabam por ser o tema dominante destes últimos tempos: a abundância de uvas deste ano contrasta com a dificuldade de escoamento das mesmas mas, também, com a diminuição de consumidores do líquido protegido por Baco.
Mas neste espaço, nobre da aldeia, que ao domingo se encontra mais composto, a crítica às suas instituições assume por vezes, particular atenção neste canal vivo, desta terra que teima em resistir e se apresentar como um local onde apetece viver.
Vem isto a propósito de que, nem todas as críticas, que aqui são feitas têm razão de ser, nomeadamente, quando estas pretendem visar o infundado descuido da Junta de Freguesia, perante a manutenção dos caminhos rurais. O Inverno chuvoso, seguido de um Verão quente e prolongado, fizeram germinar todas as sementes que a terra guardara de anos anteriores, tomando conta de alguns dos caminhos por onde, solitariamente e de longe em longe, encontramos os seus utilizadores.
Atentos a esta realidade, ontem mesmo, pude encontrar o Presidente da Junta, o Secretário e o Tesoureiro, em pleno caminho da estrada a inteirar-se do estado dos caminhos, depois das fortes chuvadas deste início de Outono.
Gostei do que vi. Os caminhos estão ser limpos: silvas cortadas, valetas limpas, reposição de terras… A isto chama-se PREVENÇÃO! Mas também se chama GOSTO PELA TERRA!

 AS PESSOAS ESTÃO PRIMEIRO!







"A Minha Rua", Joaquim Luís Gouveia



13/10/2013

"Saio com a certeza de que há um caminho alternativo para o Concelho do Sabugal"

A nossa conterrânea Sandra Fortuna termina agora o seu mandato autárquico enquanto Vereadora, na oposição, do executivo da Câmara Municipal do Sabugal. Quatro anos na defesa de um Concelho com Futuro, em que desenvolveu um trabalho ímpar e dignificou, com saber e rigor, a aldeia que a viu nascer. Na última reunião, realizada a 9 de Outubro, deixou a comunicação que transcrevemos.




Sr. Presidente da Câmara
Senhora e senhores vereadores
Em 2009 integrei a lista do Partido Socialista à Câmara Municipal, porque acreditava no projecto de futuro do PS e das mulheres e homens que acompanhavam António Dionísio para transformar o Concelho do Sabugal num território competitivo e atractivo para nascer, crescer, viver, trabalhar, investir, envelhecer e visitar, promovendo de forma sustentada a qualidade de vida dos sabugalenses.
Candidatei-me, porque considerava que a manutenção por mais quatro anos de uma gestão PSD, nada traria de bom para os sabugalenses, e que, por isso era chegada a altura de mudar!
Mudar para resolver os problemas que se colocavam ao Concelho, dialogando com todos, e estabelecendo as parcerias adequadas, mas sempre no sentido de tomar decisões para a acção, e para encontrar as melhores soluções.
Mudar para melhorar os níveis de qualidade de vida dos sabugalenses, criando as condições necessárias para inverter o processo de desertificação crescente do nosso território.
Mudar para colocar o Concelho numa posição competitiva mais favorável no âmbito regional, atraindo empresas e criando emprego.
Mudar para recuperar o orgulho de sermos sabugalenses, arraianos, transcudanos e beirões.
Mudar, porque tínhamos a certeza que, juntos, seríamos capazes de construir um Concelho do Sabugal com futuro!
Infelizmente não conseguimos fazer chegar esta mensagem aos cidadãos sabugalenses, e, embora perdendo a maioria absoluta, o PSD manteve a liderança do executivo municipal.
Embora continuando a acreditar que o Partido Socialista e o seu cabeça de lista tinham razão e tinham apresentado um conjunto de propostas adequadas à ultrapassagem da situação gravíssima em que o Concelho se encontrava, assumi as minhas funções de vereadora da oposição, tentando, em cada momento, optar pelas soluções que, não sendo as do Partido Socialista, eram aquelas que menos agravavam a situação.
Passados quatro anos, considero-me satisfeita pelo trabalho que eu, o Luis Sanches e o Francisco Vaz, aqui desenvolvemos.
Mas naquilo que era fundamental para o Concelho, continuam alguns problemas como:
O processo de desertificação das nossas terras mantem-se, continuando o Concelho a perder população, mantendo-se as tendências de envelhecimento da população, a que se associa uma crescente incapacidade de regeneração da população residente.
O Concelho acentua a sua baixa competitividade territorial, revelando-se incapaz de atrair empresas e de criar empregos.
Embora registando algumas melhorias o Concelho continua a revelar uma incapacidade estrutural de afirmação enquanto destino turístico, apesar das condições excepcionais que possui, do ponto de vista natural e histórico-cultural.
O poder democrático vive de derrotas, muitas, e de vitórias, poucas.
O Partido Socialista perdeu mais uma vez, mas o seu amor ao Concelho do Sabugal e a vontade indomável de continuar a lutar pelo futuro desta terra e das suas gentes, levará a que, desta derrota, os socialistas saibam tirar as lições devidas e continuem, dia após dia, a construir a alternativa política que reconduzirá o Concelho do Sabugal à senda de progresso que tem sido a pedra de toque diferenciadora destas gentes raianas e transcudanas.
Termino deixando uma palavra de agradecimento ao Luís Sanches e ao Francisco Vaz pelo empenho e a dedicação que souberam demonstrar na defesa dos interesses do Concelho, mas agradecendo também a todos os militantes e independentes que sempre souberam estar ao nosso lado.
Não posso também terminar sem deixar uma saudação ao Sr. Presidente e restantes vereadores do PSD e ao Vereador Joaquim Ricardo. Separam-nos questões fundamentais, mas, considero que todos nortearam as suas posições para defender aquilo que consideravam ser o melhor caminho para o bem do Concelho e dos seus habitantes.
Uma palavra também de agradecimento às funcionárias e funcionários do Município que deram o seu apoio a este Executivo e sempre corresponderam aos meus pedidos de apoio.
Como dizia o Vereador Francisco Vaz “Saio desta experiência mais madura e mais sábia do que entrei.”
Mas saio também com a certeza de que há um caminho alternativo para transformar o Concelho do Sabugal num território competitivo e atractivo para nascer, crescer, viver, trabalhar, investir, envelhecer e visitar, promovendo de forma sustentada a qualidade de vida dos sabugalenses.
E que estarei na construção desse caminho alternativo!
Sandra Fortuna
 
 

12/10/2013

Dia do Idoso no Lar de S. Salvador






 
 
 
 
 
O Lar S. Salvador do Casteleiro festejou no passado domingo, 6 de Outubro, o Dia do Idoso.
Ainda que a data oficial seja a 1 de Outubro, este evento realizou-se no domingo para proporcionar aos nossos utentes o intercâmbio com a comunidade local e com os familiares num ambiente de grande animação e de festa.
A música ficou a cargo do jovem Rui Pereira, saxofonista da Banda Filarmónica da Covilhã que nos presenteou com vários temas conhecidos que muito agradaram aos nossos utentes.
Com estes eventos, o Lar S. Salvador pretende elevar a auto-estima e o intercâmbio social e cultural dos seus utentes num ambiente recreativo e lúdico partilhado com a comunidade e seus familiares.
Agradecemos a todos a presença!
 
A Direcção do Lar S. Salvador
 

09/10/2013

Gatos!


 
Ontem, 8 de Outubro, percorri algumas ruas do casteleiro sem qualquer objectivo concreto. Apenas o sabor de cruzar pela milésima vez as ruas e largos que resistem ao tempo.
Como esperava, vi e falei com pouca gente. Os nossos seniores que na soleira da porta aproveitam estes belos dias de outono, um ou outro tractor que passa e gatos, muitos gatos!
Tirei esta foto da rua direita.
E, meus amigos, confesso que estremeci. Será esta foto o ex-libris do casteleiro dos nossos dias?
A aldeia que os nossos antepassados construíram com o suor de sol a sol, é esta?
Estas pedras, ruas e largos outrora repletos de estórias e vida, respiram sós e apenas preservam memórias…
Acima de tudo, olhamos uma foto e estremecemos de raiva. Face à impotência de alterar rumos e destinos que nos escapam, de querer fazer algo que não está nas nossas mãos, de querer mudar e não ter ferramentas nem poder para mudar.
Há dias assim.
Uma rua e um gato podem despoletar sentimentos tão contraditórios como beleza e raiva…
 
 
 
"Reduto", crónica de António José Marques



02/10/2013

Quatro anos


Este espaço, “Viver Casteleiro”, faz agora quatro anos. Durante este período foram publicados 518 posts, tivemos cerca de 75 mil visitas e mais de 120 mil visualizações de páginas, com 500 comentários publicados.
O “Viver Casteleiro” é hoje um espaço de referência para todos os casteleirenses, independentemente do local onde vivem. E temos a noção que o único veículo de informação para muitos dos nossos emigrantes espalhados pelo mundo.
Procuraremos, com força e vigor, prosseguir e levar a todos mais e melhor informação sobre o quotidiano da nossa aldeia.
 
António José Marques
 
 

A semente


 
Chegado o momento, com muita canseira e algum suor, a semente era lançada à terra.
A partir daquele momento, os olhos atentos do lavrador e /ou pequeno agricultor, não se cansavam de olhar para a sua obra.
Esperavam pacientemente, que a semente acarinhada pelo sol e pela humidade, germinasse.
O momento em que furava a terra e se mostrava era de regozijo para todos.
A partir daí, era o período de crescimento até à idade adulta, com as tarefas inerentes.
Pelo meio: mondar, sachar etc….
Chegada a altura, tudo se preparava para mais uma colheita.
A espiga já grada era cortada pelos ceifadores e imediatamente feitos molhos para, logo que fosse oportuno, ser levada para a laje e ser malhada.
Depois de limpa em dias de vento, era ainda ensacada e carregada para os carros de vacas, que a levavam para as tulhas ou lojas frescas.
Todas estas tarefas tinham que ser feitas manualmente e com muito sacrifício.
Logo que o grão estivesse em casa, ainda era preciso levá-lo ao moinho para que fosse moído e se fizesse a farinha que serviria para fabricar o pão.
Começava então uma etapa que pertencia à mulher.
– Senhora Ana! Pode amassar.
A responsável pelo forno comunitário (forneira – era assim que lhe chamavam) corria toda a aldeia e gritava a cada porta a mesma palavra de ordem.
A situação repetia-se quando era chegado o momento de tender (preparar o pão para ser cozido).
As mulheres, em grupo no forno, depositavam na pá a massa que, depois de algum tempo, saía já pão (centeio) tostadinho e com um cheiro irresistível.
Entrava em casa num tabuleiro comprido para, durante quinze dias, ser uma das bases da alimentação das famílias.
Um pão suado e temperado de sacrifícios.
Era assim que tudo se processava no tempo em que ainda não havia máquinas que facilitassem todas as tarefas do campo.
 
Abraço.


 

 
Dulce Martins


23/09/2013

Homenagem ao Padre Diogo em Rio Maior


 










 
No passado sábado, dia 21, cerca de 70 casteleirenses marcaram presença em Rio Maior, nas comemorações das bodas de ouro do Padre António Diogo. Depois da homenagem na sua terra natal, em Agosto, foi a vez da paróquia onde exerce há treze anos promover uma homenagem e uma digna festa.
 

 
 
 
 
 
 
 
Largas centenas de riomaiorenses encheram por completo a igreja paroquial da cidade numa impressionante manifestação de reconhecimento pela acção e pela pessoa do padre António Diogo.
A seguir à missa, foram todos convidados para um magnífico jantar servido no salão paroquial a que se seguiram actuações de diversos grupos corais e intervenções de muitos amigos, representantes de instituições da cidade e paróquias vizinhas.
Em nome da Freguesia de Casteleiro, usou da palavra o Presidente da Junta de Freguesia, António Marques:
 
“Meu Caro António
Viemos de longe, da aldeia que te viu nascer, Casteleiro. Um fértil vale entre serranias que bem conheces.
Viemos aqui, a Rio Maior, para nos juntarmos a ti e aos riomaiorenses, nesta homenagem pelas tuas bodas de ouro de vida sacerdotal.
Também nós já tivemos ocasião de o fazer lá, nessa pequena grande aldeia que é a tua e a nossa.
Estamos aqui com a ternura e o carinho que tu conheces e mereces. Por um dia, também nós, casteleirenses, sentimos com prazer desmedido que fazemos parte desta comunidade de Rio Maior.
Viemos de longe, da aldeia que te viu nascer.
Viemos partilhar a amizade, estar contigo num momento bonito da tua vida. Apenas isso.
Meu caro António
O Casteleiro saúda-te e saúda a comunidade de Rio Maior, com quem partilhas os teus dias.
No Casteleiro, avistamos serras e terras da raia. Não temos, como aqui, o mar por perto.
Apesar disso, acredita que no Casteleiro encontrarás sempre um porto de abrigo. Uma baía amena e serena. Que é a tua!
Um agradecimento especial aos riomaiorenses pelo vosso acolhimento.
António
Bem Hajas por ser quem és.”.
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Daniel Machado subiu depois ao palco para fazer a oferta da reportagem completa e artigos escritos da homenagem realizada no Casteleiro a 11 de Agosto.
 

18/09/2013

Mais iluminação


Estão já em fase de conclusão as obras de prolongamento da rede eléctrica, em cerca de 200 metros, do conhecido “caminho das palheiras”, que liga a ribeira ao caminho das quintas do anascer. Mais uma obra integrada no plano que tem vindo a ser desenvolvido de melhorar a iluminação em toda a área da Freguesia.
 
 

11/09/2013

O Casteleiro tem novo Pároco


Em substituição do então Pároco, Rev. P.e César Cruz que, ao celebrar a missa dominical, no passado dia 1 de Setembro, se despediu da freguesia do Casteleiro, um outro jovem P.e de nome Eduardo Jorge Nunes Mendes, é o novo Pároco da freguesia do Casteleiro. 
Da entrevista dada ao Jornal “A Guarda”, sabe-se que o Rev. P.e Eduardo Jorge Nunes Mendes, de 32 anos, nascido a 2 de Setembro de 1981 na freguesia de Figueira de Castelo Rodrigo, após ter adquirido as habilitações literárias do ensino secundário na Escola da sua terra natal de Figueira de Castelo Rodrigo, estudou no Instituto Superior Politécnico de Viseu, onde se licenciou no curso de Turismo.
Aos 26 anos, porém, a sua vida mudou e ingressou no Seminário Maior da Guarda, passando, simultaneamente, a frequentar o Instituto Superior de Teologia de Viseu.
Tendo, ultimamente, ocupado o seu tempo com trabalhos prestados na Comunidade de S. Miguel da Guarda e frequentado, uma vez por semana, algumas aulas do 6.ºano do Curso de Teologia no referido Instituto, em Viseu, onde concluiu a sua formação filosófico-Teológica, foi ordenado sacerdote em 30 de Junho de 2013 na Sé Catedral da Guarda.


 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
A 7 de Setembro de 2013, o nomeado Rev. P.e Eduardo Jorge Nunes Mendes, acompanhado por Sua Excelência Reverendíssima, o Sr. Bispo da Guarda, D. Manuel Felício e seus pais, José Carlos Mendes Nunes e Maria Alice Nunes Mendes, deu entrada na freguesia do Casteleiro em direção à Igreja, onde com expetativa e ansiedade era aguardado.
Chegado junto da Igreja e na sacristia, após os primeiros cumprimentos aos presentes, o Sr. Bispo e o Rev. P.e Eduardo Mendes, depois de paramentados, e os demais acompanhantes, ao entrarem pela Porta Grande da Igreja, em direção ao altar, a comunidade paroquiana presente, de pé, tributou-lhe uma calorosa salva de palmas de boas vindas, a que, com simpatia e a sorrir-se, correspondeu o Rev. P.e Eduardo Mendes.  
        
 
Já no altar, o Sr. Bispo, D. Manuel Felício, ao apresentar o Rev. P.e Eduardo Jorge Nunes Mendes, como novo Pároco da freguesia do Casteleiro, da comunidade casteleirense presente irrompeu de novo uma efusiva salva de palmas que, depois da tomada de posse, da concelebração da missa, do juramento e do Presidente da Junta, António José Marques, em representação da Freguesia do Casteleiro, o saudar e apresentar as boas vindas que, na íntegra, abaixo se transcreve, nova salva de palmas e, com mais veemência, se repetiu:
 
"Sua Excelência Reverendíssima,
Dom Manuel, Bispo da Guarda
Reverendo Padre Eduardo Mendes
Caros amigos
A comunidade do Casteleiro dá as boas vindas ao seu novo Pároco.
Esta pequena, grande aldeia, tem um historial de séculos, de gente trabalhadora, humilde, de gente que sabe receber bem, mas de gente com memória.
Rev. P.e Eduardo
A sua chegada a esta paróquia, neste dia de Santa Regina, fica para já associada a um acontecimento que, nos tempos que correm, festejamos com emoção: o nascimento da casteleirense Matilde, filha do Rui e da Isabel. A nossa comunidade hoje está mais rica.
Os nossos sinceros votos são que o seu caminho tenha nesta terra uma etapa feliz. Estou certo que todos contribuirão para esse objetivo.
Padre Eduardo,
seja bem-vindo às terras do Casteleiro!"
 
 
 
 
 
 
 
Daniel Machado
 
 
 

08/09/2013

Força César


 
 
O nosso caminho é único e a sua construção, com escolhas diárias, é de cada um de nós. Percorremos trilhos, reflectindo optamos, às vezes racionalmente outras pela voz da emoção. Temos, no entanto, essa grande possibilidade única e nossa: seguir por onde os nossos passos nos querem levar.
O César Cruz dá-me o privilégio de ser meu amigo. E sei que o seu caminho é o dele. O futuro é o que ele quiser que seja. Respeito-o pela sua personalidade ímpar e pela frontalidade em assumir, de cabeça erguida, as suas opções, as suas razões.
Faz uma semana que o César entrou num novo ciclo do seu percurso. E tenho a certeza que, nos dias que passam, por aí, onde os futuros se cruzam, o César estará presente.
 
 




"Reduto", crónica de António José Marques



Nasceu a Matilde


Ontem, 7 de Setembro, nasceu a Matilde, filha do Rui Cerveira e da Isabel Fortuna. O Casteleiro está mais rico. Parabéns e toda a felicidade do mundo para a casteleirense Matilde.
 
 

04/09/2013

Em dia de despedida, "Não é uma despedida"


 
Em fins de Setembro de 2005, a Dr.ª Lucinda Pires (Lucindinha), de saudosa memória, escreveu para o Jornal do Casteleiro n.º 43 a vinda de um jovem P.e de nome César António da Cruz Nascimento para Pároco desta freguesia do Casteleiro.
Com entrada triunfal, em 18 de Setembro de 2005 e a ser recebido por muitos Casteleirenses e pelo então Pároco, Francisco Domingos Chorão, que lhe iria passar o testemunho, a Igreja encheu-se de fiéis para conhecerem e ouvirem o novo Pároco.
A alegria e a satisfação foram as notas dominantes das primeiras impressões que os Casteleirenses manifestaram acerca do novo e jovem sacerdote.
Os dias e os anos foram passando e o novo Pároco cativou e conseguiu que mais fiéis passassem a ir à missa e, ao mesmo tempo, granjeava muitos amigos, até que em 9 de Outubro de 2011, ao perfazer 6 anos de Pároco, foi-lhe prestada, antes do início da missa dominical, uma singela, mas sentida homenagem e, de seguida, às 13 horas, um almoço comemorativo, no Centro de Animação Cultural. (vide Jornal do Casteleiro n.º 68 de Dezembro 2011.)
A perfazer quase 8 anos, no dia 18 de Setembro de 2013, como Pároco do Casteleiro, o Sr. P.e César, antes deste dia, surpreendeu-nos com uma decisão, que é sua, de tomar novo rumo de vida.
Assim, com um forte sentimento de comoção e esperança de uma boa aceitação da “despedida”, o Sr. P.e César, a celebrar a sua última missa no Casteleiro, Domingo, dia 1 de Setembro, “despediu-se” da Paróquia do Casteleiro que, na Igreja, os muitos paroquianos e amigos, marcaram presença de amizade, apoio, respeito e reconhecimento, ouvindo com muita atenção as sinceras e amigas palavras dos intervenientes que abaixo citamos:
-As leituras feitas por jovens.
 
-Nelson Francisco Leitão Clara
Caríssimo Padre César
Muitas vezes somos surpreendidos por factos que acontecem nas nossas vidas, independentes da nossa vontade ou desejo. Porém, quando temos uma missão a ser cumprida, devemos aceitá-la, pois faz parte dos desígnios de Deus.
Durante 8 anos tivemos a sorte da sua presença no nosso meio. E somos profundamente agradecidos por isso. O senhor liderou e participou connosco em vários momentos da nossa paróquia, uns repletos de dor e outros de grande alegria.
Padre César, de uma forma bem especial recordou-nos como é difícil ser cristão autêntico, nos dias atuais e incentivou a conhecer, praticar e preservar os rituais e mandamentos da Igreja, na nossa vida e encorajou-nos a ser uma comunidade unida.
Dotado de um grande carisma espiritual, aproximou-nos mais de Deus e pelo seu exemplo de dedicação, paciência e persistência ensinou-nos a participar em cada missa como se fosse a primeira e última missa.
Padre César, Deus coloca pessoas nas nossas vidas que são como anjos, mostram o caminho que devemos percorrer. Saiba que para muitos desta paróquia que passaram por momentos difíceis, a sua presença foi como um anjo que trouxe paz, luz, conforto e esperança.
Charles Chaplin disse:
“Cada pessoa que passa na nossa vida, passa sozinha, porque cada pessoa é única e nenhuma substitui a outra! Cada pessoa que passa na nossa vida passa sozinha e não nos deixa só, porque deixa um pouco de si e leva um pouquinho de nós. Essa é a mais bela responsabilidade da vida e a prova de que as pessoas não se encontram por acaso.”
Padre César, “quem encontrou um amigo, encontrou um tesouro.” E a nossa comunidade recebeu durante estes anos, um valioso tesouro: o senhor e a sua amizade. E podemos afirmar com toda a certeza: se hoje formamos uma grande comunidade é por que por trás esteve um grande pároco.
Não diremos adeus, mas um até breve, Padre César.
Deus o abençoe nesta nova missão.
Tenha a certeza da missão cumprida!!!
Padre César Cruz, obrigado por tudo!!
 
-Pela Paróquia, José Marques Antunes
Chegou o momento da “despedida” de quem nos guiou durante 8 anos. Foram dias que passaram sem se dar conta, mas que deixaram as suas marcas no meio de nós. Mas nada no mundo é eterno, somente Deus!
Em nome da paróquia, queremos agradecer os serviços prestados à comunidade católica Casteleirense, assim como o carinho e a amizade aos fiéis.
Desejamos-lhe os maiores sucessos.
Que Deus guie os seus passos com toda a sua bênção e ilumine o seu caminho!
O nosso BEM-HAJA.
 
-Presidente da Junta, António José Marques
“Caros amigos
Rev. Padre César António da Cruz Nascimento
Hoje é um dia diferente para ti e para as gentes do Casteleiro.
Poderia neste momento tão só dizer as habituais palavras de circunstância, dirigidas de quem fica a quem parte. Mas não.
As minhas curtas palavras são certamente de reconhecimento por teres estado entre nós durante os últimos oito anos. De exprimir a gratidão desta comunidade pelo seu pároco e amigo.
Mas as minhas palavras, no dia de hoje, 13 anos depois da tua ordenação sacerdotal, são palavras a olhar o futuro, esse futuro que nas palavras de Pio XII “pertence aos  enérgicos que esperam e agem com firmeza e não aos tímidos  e aos indecisos.”
Gandhi dizia que “não existe um caminho para a felicidade. A felicidade é o caminho”. Tu, como todos nós, procuramos o nosso caminho e, mais tarde ou mais cedo, somos sempre levados para o caminho que desejamos percorrer.

Chegou a hora de encetares um novo trilho, uma nova etapa na tua vida. E o que importa, como dizia o poeta, é que “a vida é um trabalho que se deve fazer de pé”, com frontalidade e honestidade. É isso que fazes. Parabéns por isso, porque, acredita, não importa o que pensam de ti, mas o que tu és.
Na vida não existem soluções, existem forças em marcha. E faço minhas e nossas as palavras de Santo Agostinho: “lança-te corajosamente à ação e faz com que às palavras se sigam os atos.”
Reverendo Padre César António da Cruz Nascimento
A comunidade do Casteleiro deseja-te toda a sorte e felicidade do mundo.
Amigo César
Esta mesma comunidade também te quer dizer: Até Amanhã e Sempre." 
 
De seguida, a Paróquia, como lembrança, ofereceu-lhe um lindíssimo quadro com a Sagrada Família e as crianças e jovens que o P.e César tanto gostava de os ter, durante a missa, junto de  si no altar, não o esqueceram, dando-lhe, além duma lembrança e um ramo de flores, com carinho e gratidão, muitos beijinhos.
Comovido e agradecido, disse que “este dia não é despedida porque, eu só ou já com família, virei ao Casteleiro quando puder e, há oito anos, entrei pela porta da sacristia e, hoje, saio pela Porta Grande desta Igreja. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Em cada uma das intervenções e entrega das lembranças, os muitos paroquianos e amigos presentes tributaram-lhe calorosas salva de palmas que repetiram, aquando, pela coxia abaixo, cumprimentando todos e qualquer paroquiano, se dirigia para a saída pela Porta Grande.   
Prometeu e cumpriu.
Porque acreditamos que o Sr. P.e César procurou ser e foi um excelente Pároco e amigo, neste momento de “despedida” como Pároco, eu preferiria não rabiscar estas linhas de “despedida”, e a fazê-lo, só Deus sabe quanto me custou, dizendo que esta situação é uma amálgama de tristeza e de alegria.
Tristeza, porque nos deixou como Pároco e alegria, porque consciente de um dever bem cumprido como Pároco, só depois, certamente, de muito pensar e refletir, em consciência, resolveu mudar de vida.
Como pessoa amiga que é, certo de que não esquecerá o Casteleiro, vindo até nós, quando puder, e ser esse o seu desejo, o desta comunidade é, como já lhe fora manifestado: “Até Amanhã e Sempre”, porque o Casteleiro é hospitaleiro.
Até lá, com um abraço de amizade e agradecimento por tudo o que de bom nos deu e bem fez, auguramos-lhe votos de saúde e muitas Felicidades.
 
 
 
 
 
 
Daniel Machado