Fotos: José Manuel Machado
18/08/2013
17/08/2013
Bem merecida
O ‘Viver Casteleiro’ é um dos meus «jornais» diários que não
dispenso consultar.
É lá que procuro a proximidade com o meu passado e com a
minha identidade.
É também lá que me vou mantendo informada das novidades
relativas à nossa aldeia e à nossa gente.
Li no blogue, há dias, sobre a inauguração de um monumento
simbólico dedicado ao Emigrante.
O meu aplauso.
Os nossos emigrantes merecem essa homenagem.
Acompanhei a saga da emigração, ao vivo e a cores.
Observei o sofrimento e a angústia das famílias que tiveram
de se separar para conseguirem uma qualidade de vida melhor para si e para os
seus filhos.
Tive conhecimento de como foi dura a passagem a salto (era
assim que se dizia na altura).
Era feita por montes e vales.
Os homens eram largados muitas vezes sozinhos e sem
orientação digna desse nome.
Passaram fome, sede, noites sem dormir, arrastando-se de
cansaço.
Fizeram tudo isto porque o seu país lhes negou a
oportunidade de terem uma vida digna.
Foi o último recurso para a sobrevivência.
Opção dura e dolorosa.
Só no fim de muitos anos de sacrifícios puderam voltar para
os seus.
Com dinheiro, talvez. Mas muitos, também com a saúde
arruinada, alguns estropiados, infelizmente.
Desenraizados e confusos.
Homenagem merecida.
Pela coragem e pela valentia.
Dulce Martins
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emigração
16/08/2013
Homenagem ao Emigrante
O Casteleiro
homenageou os seus emigrantes. No passado dia 11, domingo, em tempo de Festa de
Santo António, os casteleirenses prestaram a merecida homenagem a todos aqueles
que um dia partiram para outras terras
em busca de outros futuros, outros caminhos, novos objectivos.
Por
iniciativa da Junta de Freguesia, o novo largo da aldeia, passou a acolher uma
escultura concebida pelo artista Augusto Tomás que ilustra bem essa aventura de
um dia partir, tantas vezes sem destino certo, sem horizontes definidos.
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junta de freguesia
14/08/2013
50 anos de sacerdócio do Padre António Diogo
Tendo a freguesia do Casteleiro
sido um “viveiro” de seminaristas na década dos anos 50, com cerca de duas
dezenas, no entanto, apenas três foram os sacerdotes ordenados: José Maria
Machado, ordenado em1957 e falecido em 1997, António Augusto Gonçalves Diogo e Ismael
Nabais Gonçalves.
Por iniciativa da Junta de
Freguesia, coadjuvada por uma Comissão Organizadora, composta pelo Pároco, Sr.
P.e César Cruz, pelo Presidente da Junta, António José Marques e por José
Manuel Antunes Gonçalves, comemorou-se, em simultâneo, no passado dia 11 de
Agosto, a Festa de Santo António e as Bodas de Ouro da ordenação sacerdotal do
P.e António Augusto Gonçalves Diogo, ordenado em 15
de Agosto de 1963 e a celebrar a 1.ª missa, em 1 de Setembro do mesmo ano,
nesta sua terra natal - Casteleiro.
Antes do início da missa, uma das
suas sobrinhas, a menina Liliana Gonçalves, muito compenetrada, leu muito bem o
seguinte e lindo texto, dedicado ao seu tio P.e António Diogo:
“Hoje é um dia diferente, especial! Celebramos uma longa etapa da sua
vida, afinal são 50 anos ao serviço da vinha do Senhor. Consigo traz
experiências, histórias vividas e de tudo o que de fantástico viveu até hoje na
sua profissão. Queremos marcar este dia e que se recorde sempre dele com a
alegria de que realizou todos os seus objetivos. Enquanto pároco, ao longo
destes 50 anos, serviu de uma forma honrosa, dedicada e profissional todas as
suas paróquias, sendo sempre fiel ao seu amor por Deus. Desejando de todos aqui
presentes muita saúde e que viva para sempre na sua memória, agradecendo-lhe
contudo o que fez e faz por todos nós. Um enorme bem-haja!”
De seguida, após a concelebração da missa, pelas doze horas, na Igreja Paroquial do Casteleiro pelo P.e António Diogo e P.e César Cruz, pudemos ouvir, com muita atenção, a palavra douta do primo e ex-colega, Ismael Nabais Gonçalves e algo sobre o percurso de vida do homenageado pelo familiar e Presidente da Junta, António José Marques, que abaixo, na íntegra, se transcreve:
“No Casteleiro eminentemente rural do ano 1936, que na altura contava
com cerca de 1350 habitantes, no dia 5 de Junho, uma sexta-feira, nasceu um
rapaz a que os pais chamaram António. António Augusto Gonçalves Diogo, batizado
pelo pároco de então, António Sapinho.
Filho de Manuel Diogo e Adelaide Leal, o António foi o sétimo filho do
casal, irmão da Virgínia, do José Patrício, do Joaquim, da Antónia, da Inês, do
Manuel e do Alberto, o mais novo dos oito irmãos.
A 4ª classe seria feita na escola primária do Casteleiro tendo como
professor Manuel Pereira Neves, após o que rumou à cidade laneira da Covilhã,
onde durante dois anos frequentou a Escola Industrial e Comercial.
Aos 14 anos, o jovem António muda radicalmente o seu percurso. Ingressa
no Seminário Menor de Santarém e, anos mais tarde, no Seminário dos Olivais.
A ordenação sacerdotal, cujos 50 anos hoje aqui evocamos, chegou a 15
de Agosto de 1963.Tinha o António 27 anos. Teve lugar na Sé Patriarcal de
Lisboa conjuntamente com 15 outros sacerdotes.
Nas suas palavras: “Foi um momento de alegria, de uma meta atingida,
com sentido de dom de Deus e sentido de gratidão.”
Na pequena folha que assinalou esse momento, escolheu escrever
“Recordemos a bondade do Senhor que me fez sacerdote.”
O António ordenava-se sacerdote numa época marcada por grandes mudanças
na igreja, decorrentes do Concilio Vaticano II. Uma época em que as missas
deixaram de ser ditas em latim.
Depois da ordenação veio a Missa Nova, dita nesta mesma igreja, no dia
1 de Setembro, era então pároco o padre José Pires.
Nesse ano chegara uma nova etapa da sua vida. Partiu para a Guiné como
Capelão de uma Companhia numa missão com a duração de dois anos. Quando
regressou, em Setembro de 1974, pensou seriamente em ser missionário, mas tal
não se viria a concretizar.
E a 15 de Dezembro de 1974 chega à sua nova paróquia, onde haveria de
permanecer até Outubro de 2000: Alcanede na diocese de Santarém. Uma paróquia,
onde desenvolveu um intenso trabalho pastoral e social.
Hoje é pároco e vigário de Rio Maior e “in solidum” de Arrouquelas,
Marmeleira e S. João da Ribeira.
Caros amigos
Hoje o Casteleiro está em festa.
Festejamos o nosso santo popular, Santo António e temos o enorme prazer
de ter entre nós o Padre António Diogo para, juntos, evocarmos os seus 50 anos
de dedicação intensa à vida sacerdotal.
Há dias num almoço que tivemos em Rio Maior, o António confidenciou-me
que também lá, no dia 21 de Setembro, terá lugar uma homenagem.
Lá estaremos, eu e muitos casteleirenses.
Mas eu sei, estou convicto, que o dia de hoje, na intimidade destas
quatro paredes, irá perdurar na tua memória como a genuína homenagem e que não
mais a esquecerás.
Caro António, esta terra que te viu nascer, que é a tua e dos teus
antepassados, recebe-te com o carinho e a ternura que tu conheces e mereces É
nosso privilégio reconhecer e homenagear um filho da terra e fazemo-lo com a
maior das certezas e orgulho sem limites.
Este chão, que é o teu, estas ruas, estes largos e calçadas, estas
pedras reconhecem-te e sabem de ti, assim como todos nós sabemos que, embora as
distâncias, eles vivem no teu dia- a- dia.
O Casteleiro saúda-te.
Bem hajas por seres quem és.”
Seguiu-se, como não podia deixar
de haver, a entrega de lembranças, comemorativas das Bodas de Ouro da ordenação
sacerdotal do P.e António Diogo, da Paróquia, da Família, da Freguesia e da Câmara Municipal do Sabugal,
representada pelo seu Presidente, Eng. António Robalo, a que, após o cantar dos
parabéns, se ouviu, em apoteose, uma salva de palmas.
Comovido e muito agradecido a
todos, o P.e António Diogo, não se esquecendo de recordar, com saudade, a
memória dos familiares e amigos já falecidos, encerrou esta primeira etapa da
sua homenagem.
E para que houvesse um bom e
melhor convívio, de seguida, graças à gentileza da Junta de Freguesia, foi
servido um lauto almoço de confraternização, no Largo de S. Francisco, para quem quisesse e que
constava de porco no espeto, acompanhado de arroz com feijão, bebidas à descrição e fruta. E que mais?
Para a Junta de Freguesia,
Comissão Organizadora, para a Sr.ª D. Eugénia Lima com a sua famosa concertina
e para esta boa gente do Casteleiro que, com amor e carinho, se associaram à
homenagem ao P.e António Diogo que, na qualidade de conterrâneo e sacerdote, é
por excelência uma pessoa boa, merecedora desta homenagem, vai um forte aplauso
de parabéns e agradecimento.
Daniel Machado
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01/08/2013
O Amola Tesouras
Em cima da bicicleta e ao som da gaita
chamava os clientes que pretendiam as facas e tesouras afiadas, ou até os
guarda chuvas arranjados.
Era o amola tesouras.
Reza o ditado que, quando passava e com
a sua gaita tocava a melodia emblemática, trazia chuva no dia seguinte.
“A música da gaita, antigamente diziam que
trazia chuva e batia certo, mas agora desde que começaram a subir para a Lua, estragaram
tudo. Está tudo estragado e tudo mudado”, afirmava o protagonista que, ao longo
dos anos, fez do Casteleiro um ponto obrigatório da sua penosa rota.
O seu transporte era uma bicicleta que
tinha como apetrecho uma roda que amolava tudo o que as pessoas precisassem.
Há muitos anos atrás, cobrava 16 tostões
por amolar uma tesoura. Agora, e com a raridade desta profissão, quando aparece
na sua cíclica peregrinação, quase cinquenta anos depois, leva dez euros.
Ainda assim o amola tesouras justifica
“a inflação”, ao afirmar que “é o que vai dando para viver, porque é chapa
ganha chapa gasta”.
Com as aldeias a ficarem desertas, o som
da gaita ecoa por entre as ruelas esguias e apertadas e pela Rua Direita (que é
torta) anunciando, não a chuva que há-de vir “quando Deus quiser”, mas sim a
presença do artesão portador de uma arte secular que, hoje em dia, está em vias
de extinção.
Joaquim Luís Gouveia
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29/07/2013
Casteleiro vai homenagear os seus Emigrantes
O Casteleiro
é uma terra de emigrantes. Os primeiros números conhecidos quanto a população
residente remontam a 1527, com 52. Desde então, a população aumentou sempre até
atingir o seu auge em 1950 com 1578 residentes. O fenómeno da emigração começa
nesta década. Em 1960 reduziu para 1271, em 1970, 885, em 1981, 721, em 1991,
563, em 2001, 504 e, os últimos censos, de 2011, registam 365 moradores.
O Casteleiro
dos nossos dias terá uma população muito próxima da que teve há 300 anos
Chegou o tempo
de homenagear estes nossos conterrâneos que partiram ao longo dos anos e que se
espalharam por todos os continentes.
Por iniciativa
da Junta de Freguesia, o Casteleiro passará a ter um monumento evocativo do
Emigrante, uma homenagem que ficará para o futuro, bem no centro da Aldeia.
Concebido pelo escultor Augusto Tomás, o monumento será inaugurado no próximo
dia 11 de Agosto, pelas 15 horas e ficará implantado no novo largo da freguesia
que também se passará a denominar Largo do Emigrante.
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26/07/2013
Festa das Mães, faz hoje 70 anos
Hoje, dia em que se evoca o dia dos avós, lembramos aqui a "Festa das Mães" que se realizou no Casteleiro há exactamente 70 anos, no dia 26 de Julho de 1943. Festa rija, com comissão para a venda de flores, comissão para os festejos, etc..
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24/07/2013
Dia Nacional dos Avós
É já no dia
26 de Julho o “Dia Nacional dos Avós” que vem sendo celebrado desde o dia 26 de
Julho de 2003.
Para quem
não sabe, e à semelhança do Dia do Pai e da Mãe, também o Dia dos Avós teve a
sua origem, sabendo-se que, “Segundo o site
Avós no Mundo (http://www.avosnomundo-26julho.com/), a ideia de instituir o dia
26 de Julho, como Dia dos Avós em Portugal, foi lançada no final dos anos 80
por Ana Elisa do Couto Faria, uma portuguesa de 66 anos, então avó de quatro
meninas e dois meninos.
Nascida a 2
de Janeiro de 1926, na cidade de Penafiel, era uma dentre os nove filhos de um
casal de proprietários humildes e generosos. Já casada e mãe, Ana Elisa, logo
se apercebeu que seus pais, perante os netos, teriam um papel fundamental ao
nível da família e da sociedade.
Com o
nascimento do primeiro neto, Ana Elisa começou a verificar e a interiorizar o
modo como seria bonito dar relevo aos avós do seu país e do mundo.
Por cerca de
dezasseis anos, percorreu diversos países do mundo, levando consigo a mensagem
do dia 26 de Julho. Ela não se poupou a esforços para fazer nascer o “Dia dos
Avós.” Recorreu a diversos organismos da Igreja Católica, meios de comunicação
social e deputados e usava todos os meios ao seu alcance, sendo que um deles
dos mais notados era recorrer a figuras públicas portuguesas, em especial,
atletas de alta competição e lhes pedia para levarem a mensagem, através de posters.
Após muita
perseverança, em Portugal, a Assembleia da República aprovou, pela resolução
50/2003 de 04 de Junho, o dia 26 de Julho, como “Dia Nacional dos Avós”, dia
previamente escolhido, por ser dia de S. Joaquim e de Santa Ana, pais da Virgem
Maria e avós do Menino Jesus”.
Com esta
vitória, para além dum agradecimento sincero a Ana Elisa do Couto Faria,
repassado dum triste sentimento pelo seu falecimento em Novembro de 2007,
celebremos condignamente este dia, prestando aos avós que, no dizer do povo,
são pais duas vezes, aquela justa homenagem com alegria, carinho e amor, com
gratidão e muitos, muitos beijinhos que bem merecem.

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daniel machado
22/07/2013
O Motim do Aguilhão
Ontem, dia
21, fui ao Sabugal assistir à recriação do ”Motim do Aguilhão”, uma iniciativa
do Município, integrada na “Viagem aos anos 20”.
E fui por um
motivo muito concreto. É que este motim, que aconteceu a 10 de Fevereiro de 1926,
teve como mentor o nosso conterrâneo e Presidente da Junta de Freguesia de
Casteleiro à época: Joaquim Mendes Guerra, (falecido a 24/1/1953), filho do
abastado lavrador e ilustre casteleirense Manoel José Fernandes Guerra e marido
da ainda hoje muito falada na aldeia, D. Maria do Céu Guerra (a Senhora).
Joaquim
Guerra pertenceu à geração do “integralismo lusitano” e foi um grande defensor
da causa dos lavradores do concelho. O motim, obviamente com motivos políticos,
juntou frente à Câmara do Sabugal cerca de 1500 manifestantes e teve como
causas directas a imposição de um imposto de turismo, a licença de cães e a
licença de “aguilhão” , a ponta de metal usada para incitar as juntas de bois.
Um leque de impostos que atingia ferozmente os lavradores. Ontem, tal como hoje!
A acção de
Joaquim Mendes Guerra foi multifacetada. A 18 de Abril desse ano, fundou o
jornal “Gazeta do Sabugal”, com sede no Casteleiro, onde continuou com numerosos
artigos a defender as causas em que acreditava. Logo no primeiro número do
jornal escrevia “Os lavradores sabem que devem pagar contribuições e hão-de
pagá-las, mas só querem pagar as que forem justas e as que forem necessárias”.
A vida deste
nosso conterrâneo foi rica de momentos cruciais, durante muitos anos, na vida
política do concelho. O seu estudo e divulgação é outro dos objectivos em
carteira, mas já em avançado estado de pesquisa.
Acreditem
que foi com enorme prazer que ontem assisti à recriação deste motim com a praça
frente à Câmara do Sabugal repleta de gente, muitos com varapaus e em grande
berraria, e ouvir o actor abrir o discurso à multidão:
“Chamo-me
Joaquim Mendes Guerra e venho do Casteleiro”.
"Reduto", crónica de António José Marques
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19/07/2013
É bom ter conhecimento
Há coisas que nos chegam e nós gostamos de saber.
Todos os dias, visito o blogue «Viver Casteleiro».
É através dele que vou sabendo as novidades da minha terra.
Ontem, li um pequeno texto da Direcção do Lar que me deixou reconfortada.
É uma mais-valia ter na nossa terra uma instituição como o Lar.
É bom darmo-nos conta de que esse lar é dirigido por pessoas
de bem e empenhadas em fazer o melhor que podem, em benefício de um povo que
trabalhou e que merece ter o melhor.
É bom sabermos que trabalham lá profissionais preparados, a
exercer com profissionalismo o que aprenderam.
É bom darmo-nos conta de que, para poderem exercer esse
trabalho, têm certamente ao seu alcance, as condições necessárias.
É muito bom concluirmos que aquele lar não é apenas um
depósito de «restos» humanos já sem utilidade.
É, sim, um local onde há gente que ainda é capaz de se
empenhar e de ser útil, se para isso for motivada.
É muito bom sabermos que os nossos idosos são tratados com a
dignidade que merecem.
Que não se sentem despejados, apenas à espera do fim.
Por mim, sinto orgulho em constatar que essa instituição
poderá ser um exemplo a seguir por tantas outras.
Onde os idosos vegetam e se vêem definhar aos poucos, quais
trastes velhos.
Um abraço de parabéns e incentivo a todos os trabalhadores e
seus dirigentes.
Orgulhem-se da oportunidade que estão a ter.
Tirem dele o melhor proveito também para vossa satisfação
pessoal.
Dulce Martins
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dulce martins
17/07/2013
Festa de Santo António
A Festa de
Santo António está-se a aproximar…
Este ano tem lugar nos dias 9, 10 e 11 de Agosto e podem desde já consultar o cartaz oficial. Não faltará animação. Desde o tiro ao alvo, ao tradicional jogo de futebol solteiros X casados, já para não falar do acordar ao som dos bombos e da banda filarmónica, não esquecendo a pequenada que se poderá divertir no insuflável.
Sem dúvida que o Casteleiro está mesmo em festa, até porque no dia 11 também se festejam as bodas de ouro da ordenação sacerdotal do Rev. Padre António Augusto Gonçalves Diogo.
Os mordomos estão a dar o seu melhor e contam com a colaboração de todos os Casteleirenses. Pode desde já adquirir a sua t-shirt.
A festa é de todos e para todos.
A Comissão de Festas 2013
Este ano tem lugar nos dias 9, 10 e 11 de Agosto e podem desde já consultar o cartaz oficial. Não faltará animação. Desde o tiro ao alvo, ao tradicional jogo de futebol solteiros X casados, já para não falar do acordar ao som dos bombos e da banda filarmónica, não esquecendo a pequenada que se poderá divertir no insuflável.
Sem dúvida que o Casteleiro está mesmo em festa, até porque no dia 11 também se festejam as bodas de ouro da ordenação sacerdotal do Rev. Padre António Augusto Gonçalves Diogo.
Os mordomos estão a dar o seu melhor e contam com a colaboração de todos os Casteleirenses. Pode desde já adquirir a sua t-shirt.
A festa é de todos e para todos.
A Comissão de Festas 2013
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Festa de Stº António
15/07/2013
Recordar é viver!
A prática e o desenvolvimento de actividades
de lazer têm-se revelado na vida dos mais idosos como um factor de crucial
importância.
É necessário fazer renascer o seu sentimento
de pertença à comunidade.
A valorização das capacidades, competências e
saberes do idoso não devem ser esquecidas e isso verificou-se nos últimos meses
no Lar S. Salvador do Casteleiro.
Os utentes reviveram hábitos e costumes de
agricultura: a colheita de cerejas, a colheita de tília, a selecção de folhas
de louro, utilizadas como ervas aromáticas, foram algumas das “tarefas” que os
utentes realizaram nas instalações da instituição, auxiliando as colaboradoras,
mas sempre com a supervisão destas e da nossa Animadora sociocultural.
A transmissão de saberes, quer no que diz
respeito à poda das árvores, quer de fruto quer de jardim, foram uma constante.
Ouviam-se expressões como estas: “Corte este ramo aqui!” ou, “ Para o ano,
estas já estão maiores, agora ainda é muito cedo!”
Por tudo isto, faz sentido dizer: Recordar é
viver!
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lar
14/07/2013
Bruxa e Feiticeira...
Em 1716, o Casteleiro teria uma população muito próxima da actual.
Cerca de 400 habitantes. Certamente, a agricultura era a sua principal ocupação.
Gente humilde, pobre, a exemplo do resto do país rural. Isto, enquanto em
Lisboa a corte de D. João V era das mais ricas da europa graças ao ouro que
chegava do Brasil. O luxo e a opulência rivalizavam com as dificuldades do povo
com inúmeros impostos para pagar. A Inquisição estava no seu auge, com autos de fé
transformados em verdadeiros espectáculos no Terreiro do Paço, em Lisboa.
No Casteleiro rural, uma mulher de 70 anos era acusada de
bruxaria. Feitiços testemunhados pelos seus conterrâneos que levaram à sua
denúncia ao Capitão-Mor de Sortelha.
Chamava-se Leonor Fernandes, era viúva de Sebastião Fernandes
Gázio, natural e moradora no Casteleiro.
O processo, extenso, descreve os feitiços, as
bruxarias como, por exemplo, “dar e tirar saúde a criaturas”. As inúmeras testemunhas
dão os seus nomes e “contam” tudo. Quem
eram, o que viram, o que aconteceu a esta nossa conterrânea? Uma estória real
que teve lugar há cerca de 300 anos.
Uma estória que terá que ser estudada e revelada…
"Reduto", crónica de António José Marques
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Estudos
11/07/2013
Bodas de Ouro do Padre António Diogo
O Rev. Padre António Augusto Gonçalves Diogo, natural do
Casteleiro, comemora este ano, em Agosto, as Bodas de Ouro da ordenação
sacerdotal. Por iniciativa da Junta de Freguesia, em conjunto com uma comissão organizadora
alargada ao Rev. Padre César Cruz e a José Manuel Gonçalves, em representação
da família, no próximo dia 11 de Agosto, pelas 12 horas, na Igreja Paroquial do
Casteleiro, vamos comemorar os 50 anos de vida sacerdotal deste nosso conterrâneo,
seguido de almoço de confraternização aberto a toda a população.
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Homenagens
09/07/2013
Apontamentos, estórias, factos...
Inicio hoje uma série de “apontamentos” históricos sobre o
Casteleiro. Na sua grande maioria são inéditos ou, embora conhecidos, nunca
foram objecto de publicação. São pequenas estórias, dados, curiosidades e
alguns factos até hoje “soltos” mas que procurarei relacionar com o
conhecimento existente sobre a nossa aldeia.
Esta série de apontamentos, que aqui serão referidos mas sem
desenvolvimento aprofundado, fazem parte de um dossier que estou a construir e
que, proximamente, poderá ver a luz do dia em forma de livro. Assim a
utilização das horas o permita.
A primeira grande operação de “recenseamento” do Reino foi
efectuada entre 1527 e 1532. Este “Cadastro” ou “Numeramento” está disponível
na Torre do Tombo. Mas não está completo. Faltam dois volumes, os relativos à
Beira e Alentejo. Esses estão na Biblioteca do Museu Britânico.
Graças a um amigo que reside em Londres, foi possível obter a
digitalização da parte que a nós, casteleirenses, nos interessa: o cadastro do
termo de Sortelha, então concelho de que o Casteleiro fazia parte. E aqui
podemos ver o documento original, embora seja de há muito conhecido que ao
Casteleiro era referenciado a existência de 52 moradores.
Mas este documento levanta imensas questões e numerosas
pistas de investigação, todas relacionadas com o Casteleiro e suas actuais anexas.
Mas, esse, é um estudo em desenvolvimento….
"Reduto", Crónica de António José Marques
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07/07/2013
Chegou o Verão
Na cadência
sequenciada do tempo o verde dos campos, ditado por uma prolongada primavera,
deu lugar à cor dourada das searas e ervas daninhas que invadem a paisagem
casteleirense contrastando, aqui e ali, com o arvoredo autótone da região.
A cor da paisagem
mudou. A natureza, hoje e sempre, a cumprir a sua missão.
Com a magia do verão a
aldeia transforma-se.
Os filhos da terra
preparam-se para regressar, depois de mais um ano de intenso trabalho, noutras
paragens, algumas bem distantes.
As casas, edificadas à
custa de muitas ausências e saudades de quem fica, preparam-se para abrir as
suas portas e, acolher no seu aconchego as gerações que um dia partiram à
procura de uma vida melhor.
As ruas preparam-se
para receber a gente que aqui falta, que dará mais vida à procissão de agosto –
festa de Santo António.
A Junta de Freguesia,
que durante o ano criou espaços novos e requalificou outros, quer agora, abrir
as portas da aldeia e desejar a todos, votos de boas férias.
Também o Centro
Cultural prepara já, o tradicional almoço de confraternização com todos os
cateleirenses.
Com a chegada do verão
os dias e as noites ganham outra dimensão.
O calor invade a
aldeia, chamando todos ao convívio, interrompido pelas noites longas deste
inverno, agreste, que passou.
Para os que estão…para
os que regressam, BOAS FÉRIAS!
Joaquim Luís Gouveia
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joaquim gouveia
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