17/08/2013

Bem merecida


O ‘Viver Casteleiro’ é um dos meus «jornais» diários que não dispenso consultar.
É lá que procuro a proximidade com o meu passado e com a minha identidade.
É também lá que me vou mantendo informada das novidades relativas à nossa aldeia e à nossa gente.
Li no blogue, há dias, sobre a inauguração de um monumento simbólico dedicado ao Emigrante.
O meu aplauso.
Os nossos emigrantes merecem essa homenagem.
Acompanhei a saga da emigração, ao vivo e a cores.
Observei o sofrimento e a angústia das famílias que tiveram de se separar para conseguirem uma qualidade de vida melhor para si e para os seus filhos.
Tive conhecimento de como foi dura a passagem a salto (era assim que se dizia na altura).
Era feita por montes e vales.
Os homens eram largados muitas vezes sozinhos e sem orientação digna desse nome.
Passaram fome, sede, noites sem dormir, arrastando-se de cansaço.
Fizeram tudo isto porque o seu país lhes negou a oportunidade de terem uma vida digna.
Foi o último recurso para a sobrevivência.
Opção dura e dolorosa.
Só no fim de muitos anos de sacrifícios puderam voltar para os seus.
Com dinheiro, talvez. Mas muitos, também com a saúde arruinada, alguns estropiados, infelizmente.
Desenraizados e confusos.
Homenagem merecida.
Pela coragem e pela valentia.
 
 
 
 
 
Dulce Martins
 
 
 

16/08/2013

Homenagem ao Emigrante


O Casteleiro homenageou os seus emigrantes. No passado dia 11, domingo, em tempo de Festa de Santo António, os casteleirenses prestaram a merecida homenagem a todos aqueles  que um dia partiram para outras terras em busca de outros futuros, outros caminhos, novos objectivos.
Por iniciativa da Junta de Freguesia, o novo largo da aldeia, passou a acolher uma escultura concebida pelo artista Augusto Tomás que ilustra bem essa aventura de um dia partir, tantas vezes sem destino certo, sem horizontes definidos.


 
 
 

 
 
 

14/08/2013

50 anos de sacerdócio do Padre António Diogo


 
Tendo a freguesia do Casteleiro sido um “viveiro” de seminaristas na década dos anos 50, com cerca de duas dezenas, no entanto, apenas três foram os sacerdotes ordenados: José Maria Machado, ordenado em1957 e falecido em 1997, António Augusto Gonçalves Diogo e Ismael Nabais Gonçalves.
Por iniciativa da Junta de Freguesia, coadjuvada por uma Comissão Organizadora, composta pelo Pároco, Sr. P.e César Cruz, pelo Presidente da Junta, António José Marques e por José Manuel Antunes Gonçalves, comemorou-se, em simultâneo, no passado dia 11 de Agosto, a Festa de Santo António e as Bodas de Ouro da ordenação sacerdotal do P.e António Augusto Gonçalves Diogo, ordenado em 15 de Agosto de 1963 e a celebrar a 1.ª missa, em 1 de Setembro do mesmo ano, nesta sua terra natal - Casteleiro.
Antes do início da missa, uma das suas sobrinhas, a menina Liliana Gonçalves, muito compenetrada, leu muito bem o seguinte e lindo texto, dedicado ao seu tio P.e António Diogo:
“Hoje é um dia diferente, especial! Celebramos uma longa etapa da sua vida, afinal são 50 anos ao serviço da vinha do Senhor. Consigo traz experiências, histórias vividas e de tudo o que de fantástico viveu até hoje na sua profissão. Queremos marcar este dia e que se recorde sempre dele com a alegria de que realizou todos os seus objetivos. Enquanto pároco, ao longo destes 50 anos, serviu de uma forma honrosa, dedicada e profissional todas as suas paróquias, sendo sempre fiel ao seu amor por Deus. Desejando de todos aqui presentes muita saúde e que viva para sempre na sua memória, agradecendo-lhe contudo o que fez e faz por todos nós. Um enorme bem-haja!”   


De seguida, após a concelebração da missa, pelas doze horas, na Igreja Paroquial do Casteleiro pelo P.e António Diogo e P.e César Cruz, pudemos ouvir, com muita atenção, a palavra douta do primo e ex-colega, Ismael Nabais Gonçalves e algo sobre o percurso de vida do homenageado pelo familiar e Presidente da Junta, António José Marques, que abaixo, na íntegra, se transcreve:
“No Casteleiro eminentemente rural do ano 1936, que na altura contava com cerca de 1350 habitantes, no dia 5 de Junho, uma sexta-feira, nasceu um rapaz a que os pais chamaram António. António Augusto Gonçalves Diogo, batizado pelo pároco de então, António Sapinho.
Filho de Manuel Diogo e Adelaide Leal, o António foi o sétimo filho do casal, irmão da Virgínia, do José Patrício, do Joaquim, da Antónia, da Inês, do Manuel e do Alberto, o mais novo dos oito irmãos.
A 4ª classe seria feita na escola primária do Casteleiro tendo como professor Manuel Pereira Neves, após o que rumou à cidade laneira da Covilhã, onde durante dois anos frequentou a Escola Industrial e Comercial.
Aos 14 anos, o jovem António muda radicalmente o seu percurso. Ingressa no Seminário Menor de Santarém e, anos mais tarde, no Seminário dos Olivais.
Enquanto seminarista regressava nas férias a esta aldeia. E durante esse tempo de lazer não raro era vê-lo a confraternizar com os amigos e, de quando em vez, lá abalava a caminho do chão da Carrola para a rega necessária.
A ordenação sacerdotal, cujos 50 anos hoje aqui evocamos, chegou a 15 de Agosto de 1963.Tinha o António 27 anos. Teve lugar na Sé Patriarcal de Lisboa conjuntamente com 15 outros sacerdotes.
Nas suas palavras: “Foi um momento de alegria, de uma meta atingida, com sentido de dom de Deus e sentido de gratidão.”
Na pequena folha que assinalou esse momento, escolheu escrever “Recordemos a bondade do Senhor que me fez sacerdote.”
O António ordenava-se sacerdote numa época marcada por grandes mudanças na igreja, decorrentes do Concilio Vaticano II. Uma época em que as missas deixaram de ser ditas em latim.
Depois da ordenação veio a Missa Nova, dita nesta mesma igreja, no dia 1 de Setembro, era então pároco o padre José Pires. 
A 6 de Outubro desse ano de 1963, o padre António chega às suas primeiras paróquias: Alcorochel e Brogueira, em Torres Novas, onde ficou até Setembro de 1972.
Nesse ano chegara uma nova etapa da sua vida. Partiu para a Guiné como Capelão de uma Companhia numa missão com a duração de dois anos. Quando regressou, em Setembro de 1974, pensou seriamente em ser missionário, mas tal não se viria a concretizar.
E a 15 de Dezembro de 1974 chega à sua nova paróquia, onde haveria de permanecer até Outubro de 2000: Alcanede na diocese de Santarém. Uma paróquia, onde desenvolveu um intenso trabalho pastoral e social.
Hoje é pároco e vigário de Rio Maior e “in solidum” de Arrouquelas, Marmeleira e S. João da Ribeira.
Caros amigos
Hoje o Casteleiro está em festa.
Festejamos o nosso santo popular, Santo António e temos o enorme prazer de ter entre nós o Padre António Diogo para, juntos, evocarmos os seus 50 anos de dedicação intensa à vida sacerdotal.
Há dias num almoço que tivemos em Rio Maior, o António confidenciou-me que também lá, no dia 21 de Setembro, terá lugar uma homenagem.
Lá estaremos, eu e muitos casteleirenses.
Mas eu sei, estou convicto, que o dia de hoje, na intimidade destas quatro paredes, irá perdurar na tua memória como a genuína homenagem e que não mais a esquecerás.
Caro António, esta terra que te viu nascer, que é a tua e dos teus antepassados, recebe-te com o carinho e a ternura que tu conheces e mereces É nosso privilégio reconhecer e homenagear um filho da terra e fazemo-lo com a maior das certezas e orgulho sem limites.
Este chão, que é o teu, estas ruas, estes largos e calçadas, estas pedras reconhecem-te e sabem de ti, assim como todos nós sabemos que, embora as distâncias, eles vivem no teu dia- a- dia.
O Casteleiro saúda-te.
Bem hajas por seres quem és.”
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Seguiu-se, como não podia deixar de haver, a entrega de lembranças, comemorativas das Bodas de Ouro da ordenação sacerdotal do P.e António Diogo, da Paróquia, da Família,  da Freguesia e da Câmara Municipal do Sabugal, representada pelo seu Presidente, Eng. António Robalo, a que, após o cantar dos parabéns, se ouviu, em apoteose, uma salva de palmas.
Comovido e muito agradecido a todos, o P.e António Diogo, não se esquecendo de recordar, com saudade, a memória dos familiares e amigos já falecidos, encerrou esta primeira etapa da sua homenagem.                                                                                
E para que houvesse um bom e melhor convívio, de seguida, graças à gentileza da Junta de Freguesia, foi servido um lauto almoço de confraternização, no Largo de S. Francisco, para quem quisesse e que constava de porco no espeto, acompanhado de arroz com feijão,  bebidas à descrição e fruta. E que mais?
Para a Junta de Freguesia, Comissão Organizadora, para a Sr.ª D. Eugénia Lima com a sua famosa concertina e para esta boa gente do Casteleiro que, com amor e carinho, se associaram à homenagem ao P.e António Diogo que, na qualidade de conterrâneo e sacerdote, é por excelência uma pessoa boa, merecedora desta homenagem, vai um forte aplauso de parabéns e agradecimento.
 
 
 
Daniel Machado
 
 
 
 

01/08/2013

O Amola Tesouras


Em cima da bicicleta e ao som da gaita chamava os clientes que pretendiam as facas e tesouras afiadas, ou até os guarda chuvas arranjados.
Era o amola tesouras.
Reza o ditado que, quando passava e com a sua gaita tocava a melodia emblemática, trazia chuva no dia seguinte.
 “A música da gaita, antigamente diziam que trazia chuva e batia certo, mas agora desde que começaram a subir para a Lua, estragaram tudo. Está tudo estragado e tudo mudado”, afirmava o protagonista que, ao longo dos anos, fez do Casteleiro um ponto obrigatório da sua penosa rota.
O seu transporte era uma bicicleta que tinha como apetrecho uma roda que amolava tudo o que as pessoas precisassem.
Há muitos anos atrás, cobrava 16 tostões por amolar uma tesoura. Agora, e com a raridade desta profissão, quando aparece na sua cíclica peregrinação, quase cinquenta anos depois, leva dez euros.
Ainda assim o amola tesouras justifica “a inflação”, ao afirmar que “é o que vai dando para viver, porque é chapa ganha chapa gasta”.
Com as aldeias a ficarem desertas, o som da gaita ecoa por entre as ruelas esguias e apertadas e pela Rua Direita (que é torta) anunciando, não a chuva que há-de vir “quando Deus quiser”, mas sim a presença do artesão portador de uma arte secular que, hoje em dia, está em vias de extinção.
 
 
 
 
 
 
 
Joaquim Luís Gouveia
 
 
 

29/07/2013

Casteleiro vai homenagear os seus Emigrantes

O Casteleiro é uma terra de emigrantes. Os primeiros números conhecidos quanto a população residente remontam a 1527, com 52. Desde então, a população aumentou sempre até atingir o seu auge em 1950 com 1578 residentes. O fenómeno da emigração começa nesta década. Em 1960 reduziu para 1271, em 1970, 885, em 1981, 721, em 1991, 563, em 2001, 504 e, os últimos censos, de 2011, registam 365 moradores.
O Casteleiro dos nossos dias terá uma população muito próxima da que teve há 300 anos

Chegou o tempo de homenagear estes nossos conterrâneos que partiram ao longo dos anos e que se espalharam por todos os continentes.
Por iniciativa da Junta de Freguesia, o Casteleiro passará a ter um monumento evocativo do Emigrante, uma homenagem que ficará para o futuro, bem no centro da Aldeia. Concebido pelo escultor Augusto Tomás, o monumento será inaugurado no próximo dia 11 de Agosto, pelas 15 horas e ficará implantado no novo largo da freguesia que também se passará a denominar Largo do Emigrante.
 
 

26/07/2013

Festa das Mães, faz hoje 70 anos

Hoje, dia em que se evoca o dia dos avós, lembramos aqui a "Festa das Mães" que se realizou no Casteleiro há exactamente 70 anos, no dia 26 de Julho de 1943. Festa rija, com comissão para a venda de flores, comissão para os festejos, etc..

 
 

24/07/2013

Dia Nacional dos Avós


 
É já no dia 26 de Julho o “Dia Nacional dos Avós” que vem sendo celebrado desde o dia 26 de Julho de 2003.
Para quem não sabe, e à semelhança do Dia do Pai e da Mãe, também o Dia dos Avós teve a sua origem, sabendo-se que, “Segundo o site Avós no Mundo (http://www.avosnomundo-26julho.com/), a ideia de instituir o dia 26 de Julho, como Dia dos Avós em Portugal, foi lançada no final dos anos 80 por Ana Elisa do Couto Faria, uma portuguesa de 66 anos, então avó de quatro meninas e dois meninos.
Nascida a 2 de Janeiro de 1926, na cidade de Penafiel, era uma dentre os nove filhos de um casal de proprietários humildes e generosos. Já casada e mãe, Ana Elisa, logo se apercebeu que seus pais, perante os netos, teriam um papel fundamental ao nível da família e da sociedade.
Com o nascimento do primeiro neto, Ana Elisa começou a verificar e a interiorizar o modo como seria bonito dar relevo aos avós do seu país e do mundo.
Por cerca de dezasseis anos, percorreu diversos países do mundo, levando consigo a mensagem do dia 26 de Julho. Ela não se poupou a esforços para fazer nascer o “Dia dos Avós.” Recorreu a diversos organismos da Igreja Católica, meios de comunicação social e deputados e usava todos os meios ao seu alcance, sendo que um deles dos mais notados era recorrer a figuras públicas portuguesas, em especial, atletas de alta competição e lhes pedia para levarem a mensagem, através de posters.
Após muita perseverança, em Portugal, a Assembleia da República aprovou, pela resolução 50/2003 de 04 de Junho, o dia 26 de Julho, como “Dia Nacional dos Avós”, dia previamente escolhido, por ser dia de S. Joaquim e de Santa Ana, pais da Virgem Maria e avós do Menino Jesus”.
Com esta vitória, para além dum agradecimento sincero a Ana Elisa do Couto Faria, repassado dum triste sentimento pelo seu falecimento em Novembro de 2007, celebremos condignamente este dia, prestando aos avós que, no dizer do povo, são pais duas vezes, aquela justa homenagem com alegria, carinho e amor, com gratidão e muitos, muitos beijinhos que bem merecem.
 
 

 
 
 
Daniel Machado
 
 

22/07/2013

O Motim do Aguilhão


Ontem, dia 21, fui ao Sabugal assistir à recriação do ”Motim do Aguilhão”, uma iniciativa do Município, integrada na “Viagem aos anos 20”.
 
E fui por um motivo muito concreto. É que este motim, que aconteceu a 10 de Fevereiro de 1926, teve como mentor o nosso conterrâneo e Presidente da Junta de Freguesia de Casteleiro à época: Joaquim Mendes Guerra, (falecido a 24/1/1953), filho do abastado lavrador e ilustre casteleirense Manoel José Fernandes Guerra e marido da ainda hoje muito falada na aldeia, D. Maria do Céu Guerra (a Senhora).
Joaquim Guerra pertenceu à geração do “integralismo lusitano” e foi um grande defensor da causa dos lavradores do concelho. O motim, obviamente com motivos políticos, juntou frente à Câmara do Sabugal cerca de 1500 manifestantes e teve como causas directas a imposição de um imposto de turismo, a licença de cães e a licença de “aguilhão” , a ponta de metal usada para incitar as juntas de bois. Um leque de impostos que atingia ferozmente os lavradores. Ontem, tal como hoje!
A acção de Joaquim Mendes Guerra foi multifacetada. A 18 de Abril desse ano, fundou o jornal “Gazeta do Sabugal”, com sede no Casteleiro, onde continuou com numerosos artigos a defender as causas em que acreditava. Logo no primeiro número do jornal escrevia “Os lavradores sabem que devem pagar contribuições e hão-de pagá-las, mas só querem pagar as que forem justas e as que forem necessárias”.
A vida deste nosso conterrâneo foi rica de momentos cruciais, durante muitos anos, na vida política do concelho. O seu estudo e divulgação é outro dos objectivos em carteira, mas já em avançado estado de pesquisa.
Acreditem que foi com enorme prazer que ontem assisti à recriação deste motim com a praça frente à Câmara do Sabugal repleta de gente, muitos com varapaus e em grande berraria, e ouvir o actor abrir o discurso à multidão:
“Chamo-me Joaquim Mendes Guerra e venho do Casteleiro”.
 
 
 
 
 
"Reduto", crónica de António José Marques

19/07/2013

É bom ter conhecimento


Há coisas que nos chegam e nós gostamos de saber.
Todos os dias, visito o blogue «Viver Casteleiro».
É através dele que vou sabendo as novidades da minha terra.
Ontem, li um pequeno texto da Direcção do Lar que me deixou reconfortada.
É uma mais-valia ter na nossa terra uma instituição como o Lar.
É bom darmo-nos conta de que esse lar é dirigido por pessoas de bem e empenhadas em fazer o melhor que podem, em benefício de um povo que trabalhou e que merece ter o melhor.
É bom sabermos que trabalham lá profissionais preparados, a exercer com profissionalismo o que aprenderam.
É bom darmo-nos conta de que, para poderem exercer esse trabalho, têm certamente ao seu alcance, as condições necessárias.
É muito bom concluirmos que aquele lar não é apenas um depósito de «restos» humanos já sem utilidade.
É, sim, um local onde há gente que ainda é capaz de se empenhar e de ser útil, se para isso for motivada.
É muito bom sabermos que os nossos idosos são tratados com a dignidade que merecem.
Que não se sentem despejados, apenas à espera do fim.
Por mim, sinto orgulho em constatar que essa instituição poderá ser um exemplo a seguir por tantas outras.
Onde os idosos vegetam e se vêem definhar aos poucos, quais trastes velhos.
Um abraço de parabéns e incentivo a todos os trabalhadores e seus dirigentes.
Orgulhem-se da oportunidade que estão a ter.
Tirem dele o melhor proveito também para vossa satisfação pessoal.
 
 
 
 
Dulce Martins
 
 

17/07/2013

Festa de Santo António

 
 
A Festa de Santo António está-se a aproximar…
Este ano tem lugar nos dias 9, 10 e 11 de Agosto e podem desde já consultar o cartaz oficial. Não faltará animação. Desde o tiro ao alvo, ao tradicional jogo de futebol solteiros X casados, já para não falar do acordar ao som dos bombos e da banda filarmónica, não esquecendo a pequenada que se poderá divertir no insuflável.
Sem dúvida que o Casteleiro está mesmo em festa, até porque no dia 11 também se festejam as bodas de ouro da ordenação sacerdotal do Rev. Padre António Augusto Gonçalves Diogo.
Os mordomos estão a dar o seu melhor e contam com a colaboração de todos os Casteleirenses. Pode desde já adquirir a sua t-shirt.
A festa é de todos e para todos.

A Comissão de Festas 2013
 
 

15/07/2013

Recordar é viver!


A prática e o desenvolvimento de actividades de lazer têm-se revelado na vida dos mais idosos como um factor de crucial importância.
É necessário fazer renascer o seu sentimento de pertença à comunidade.
A valorização das capacidades, competências e saberes do idoso não devem ser esquecidas e isso verificou-se nos últimos meses no Lar S. Salvador do Casteleiro.
Os utentes reviveram hábitos e costumes de agricultura: a colheita de cerejas, a colheita de tília, a selecção de folhas de louro, utilizadas como ervas aromáticas, foram algumas das “tarefas” que os utentes realizaram nas instalações da instituição, auxiliando as colaboradoras, mas sempre com a supervisão destas e da nossa Animadora sociocultural.
A transmissão de saberes, quer no que diz respeito à poda das árvores, quer de fruto quer de jardim, foram uma constante. Ouviam-se expressões como estas: “Corte este ramo aqui!” ou, “ Para o ano, estas já estão maiores, agora ainda é muito cedo!”
Por tudo isto, faz sentido dizer: Recordar é viver!












A Direcção do Lar São Salvador
 

14/07/2013

Bruxa e Feiticeira...


Em 1716, o Casteleiro teria uma população muito próxima da actual. Cerca de 400 habitantes. Certamente, a agricultura era a sua principal ocupação. Gente humilde, pobre, a exemplo do resto do país rural. Isto, enquanto em Lisboa a corte de D. João V era das mais ricas da europa graças ao ouro que chegava do Brasil. O luxo e a opulência rivalizavam com as dificuldades do povo com inúmeros impostos para pagar. A Inquisição estava no seu auge, com autos de fé transformados em verdadeiros espectáculos no Terreiro do Paço, em Lisboa.
No Casteleiro rural, uma mulher de 70 anos era acusada de bruxaria. Feitiços testemunhados pelos seus conterrâneos que levaram à sua denúncia ao Capitão-Mor de Sortelha.
Chamava-se Leonor Fernandes, era viúva de Sebastião Fernandes Gázio, natural e moradora no Casteleiro.
O processo, extenso, descreve os feitiços, as bruxarias como, por exemplo, “dar e tirar saúde a criaturas”. As inúmeras testemunhas dão os seus nomes  e “contam” tudo. Quem eram, o que viram, o que aconteceu a esta nossa conterrânea? Uma estória real que teve lugar há cerca de 300 anos.
Uma estória que terá que ser estudada e revelada…






"Reduto", crónica de António José Marques



11/07/2013

Bodas de Ouro do Padre António Diogo


O Rev. Padre António Augusto Gonçalves Diogo, natural do Casteleiro, comemora este ano, em Agosto, as Bodas de Ouro da ordenação sacerdotal. Por iniciativa da Junta de Freguesia, em conjunto com uma comissão organizadora alargada ao Rev. Padre César Cruz e a José Manuel Gonçalves, em representação da família, no próximo dia 11 de Agosto, pelas 12 horas, na Igreja Paroquial do Casteleiro, vamos comemorar os 50 anos de vida sacerdotal deste nosso conterrâneo, seguido de almoço de confraternização aberto a toda a população.
 
 
 

09/07/2013

Apontamentos, estórias, factos...


Inicio hoje uma série de “apontamentos” históricos sobre o Casteleiro. Na sua grande maioria são inéditos ou, embora conhecidos, nunca foram objecto de publicação. São pequenas estórias, dados, curiosidades e alguns factos até hoje “soltos” mas que procurarei relacionar com o conhecimento existente sobre a nossa aldeia.
Esta série de apontamentos, que aqui serão referidos mas sem desenvolvimento aprofundado, fazem parte de um dossier que estou a construir e que, proximamente, poderá ver a luz do dia em forma de livro. Assim a utilização das horas o permita.
A primeira grande operação de “recenseamento” do Reino foi efectuada entre 1527 e 1532. Este “Cadastro” ou “Numeramento” está disponível na Torre do Tombo. Mas não está completo. Faltam dois volumes, os relativos à Beira e Alentejo. Esses estão na Biblioteca do Museu Britânico.
Graças a um amigo que reside em Londres, foi possível obter a digitalização da parte que a nós, casteleirenses, nos interessa: o cadastro do termo de Sortelha, então concelho de que o Casteleiro fazia parte. E aqui podemos ver o documento original, embora seja de há muito conhecido que ao Casteleiro era referenciado a existência de 52 moradores.
Mas este documento levanta imensas questões e numerosas pistas de investigação, todas relacionadas com o Casteleiro e suas actuais anexas.
Mas, esse, é um estudo em desenvolvimento….
 
 
 
 
"Reduto", Crónica de António José Marques
 


07/07/2013

Chegou o Verão


 
Na cadência sequenciada do tempo o verde dos campos, ditado por uma prolongada primavera, deu lugar à cor dourada das searas e ervas daninhas que invadem a paisagem casteleirense contrastando, aqui e ali, com o arvoredo autótone da região.
A cor da paisagem mudou. A natureza, hoje e sempre, a cumprir a sua missão.
Com a magia do verão a aldeia transforma-se.
Os filhos da terra preparam-se para regressar, depois de mais um ano de intenso trabalho, noutras paragens, algumas bem distantes.
As casas, edificadas à custa de muitas ausências e saudades de quem fica, preparam-se para abrir as suas portas e, acolher no seu aconchego as gerações que um dia partiram à procura de uma vida melhor.
As ruas preparam-se para receber a gente que aqui falta, que dará mais vida à procissão de agosto – festa de Santo António.
A Junta de Freguesia, que durante o ano criou espaços novos e requalificou outros, quer agora, abrir as portas da aldeia e desejar a todos, votos de boas férias.
Também o Centro Cultural prepara já, o tradicional almoço de confraternização com todos os cateleirenses.
Com a chegada do verão os dias e as noites ganham outra dimensão.
O calor invade a aldeia, chamando todos ao convívio, interrompido pelas noites longas deste inverno, agreste, que passou.
Para os que estão…para os que regressam, BOAS FÉRIAS!






Joaquim Luís Gouveia