14/08/2013

50 anos de sacerdócio do Padre António Diogo


 
Tendo a freguesia do Casteleiro sido um “viveiro” de seminaristas na década dos anos 50, com cerca de duas dezenas, no entanto, apenas três foram os sacerdotes ordenados: José Maria Machado, ordenado em1957 e falecido em 1997, António Augusto Gonçalves Diogo e Ismael Nabais Gonçalves.
Por iniciativa da Junta de Freguesia, coadjuvada por uma Comissão Organizadora, composta pelo Pároco, Sr. P.e César Cruz, pelo Presidente da Junta, António José Marques e por José Manuel Antunes Gonçalves, comemorou-se, em simultâneo, no passado dia 11 de Agosto, a Festa de Santo António e as Bodas de Ouro da ordenação sacerdotal do P.e António Augusto Gonçalves Diogo, ordenado em 15 de Agosto de 1963 e a celebrar a 1.ª missa, em 1 de Setembro do mesmo ano, nesta sua terra natal - Casteleiro.
Antes do início da missa, uma das suas sobrinhas, a menina Liliana Gonçalves, muito compenetrada, leu muito bem o seguinte e lindo texto, dedicado ao seu tio P.e António Diogo:
“Hoje é um dia diferente, especial! Celebramos uma longa etapa da sua vida, afinal são 50 anos ao serviço da vinha do Senhor. Consigo traz experiências, histórias vividas e de tudo o que de fantástico viveu até hoje na sua profissão. Queremos marcar este dia e que se recorde sempre dele com a alegria de que realizou todos os seus objetivos. Enquanto pároco, ao longo destes 50 anos, serviu de uma forma honrosa, dedicada e profissional todas as suas paróquias, sendo sempre fiel ao seu amor por Deus. Desejando de todos aqui presentes muita saúde e que viva para sempre na sua memória, agradecendo-lhe contudo o que fez e faz por todos nós. Um enorme bem-haja!”   


De seguida, após a concelebração da missa, pelas doze horas, na Igreja Paroquial do Casteleiro pelo P.e António Diogo e P.e César Cruz, pudemos ouvir, com muita atenção, a palavra douta do primo e ex-colega, Ismael Nabais Gonçalves e algo sobre o percurso de vida do homenageado pelo familiar e Presidente da Junta, António José Marques, que abaixo, na íntegra, se transcreve:
“No Casteleiro eminentemente rural do ano 1936, que na altura contava com cerca de 1350 habitantes, no dia 5 de Junho, uma sexta-feira, nasceu um rapaz a que os pais chamaram António. António Augusto Gonçalves Diogo, batizado pelo pároco de então, António Sapinho.
Filho de Manuel Diogo e Adelaide Leal, o António foi o sétimo filho do casal, irmão da Virgínia, do José Patrício, do Joaquim, da Antónia, da Inês, do Manuel e do Alberto, o mais novo dos oito irmãos.
A 4ª classe seria feita na escola primária do Casteleiro tendo como professor Manuel Pereira Neves, após o que rumou à cidade laneira da Covilhã, onde durante dois anos frequentou a Escola Industrial e Comercial.
Aos 14 anos, o jovem António muda radicalmente o seu percurso. Ingressa no Seminário Menor de Santarém e, anos mais tarde, no Seminário dos Olivais.
Enquanto seminarista regressava nas férias a esta aldeia. E durante esse tempo de lazer não raro era vê-lo a confraternizar com os amigos e, de quando em vez, lá abalava a caminho do chão da Carrola para a rega necessária.
A ordenação sacerdotal, cujos 50 anos hoje aqui evocamos, chegou a 15 de Agosto de 1963.Tinha o António 27 anos. Teve lugar na Sé Patriarcal de Lisboa conjuntamente com 15 outros sacerdotes.
Nas suas palavras: “Foi um momento de alegria, de uma meta atingida, com sentido de dom de Deus e sentido de gratidão.”
Na pequena folha que assinalou esse momento, escolheu escrever “Recordemos a bondade do Senhor que me fez sacerdote.”
O António ordenava-se sacerdote numa época marcada por grandes mudanças na igreja, decorrentes do Concilio Vaticano II. Uma época em que as missas deixaram de ser ditas em latim.
Depois da ordenação veio a Missa Nova, dita nesta mesma igreja, no dia 1 de Setembro, era então pároco o padre José Pires. 
A 6 de Outubro desse ano de 1963, o padre António chega às suas primeiras paróquias: Alcorochel e Brogueira, em Torres Novas, onde ficou até Setembro de 1972.
Nesse ano chegara uma nova etapa da sua vida. Partiu para a Guiné como Capelão de uma Companhia numa missão com a duração de dois anos. Quando regressou, em Setembro de 1974, pensou seriamente em ser missionário, mas tal não se viria a concretizar.
E a 15 de Dezembro de 1974 chega à sua nova paróquia, onde haveria de permanecer até Outubro de 2000: Alcanede na diocese de Santarém. Uma paróquia, onde desenvolveu um intenso trabalho pastoral e social.
Hoje é pároco e vigário de Rio Maior e “in solidum” de Arrouquelas, Marmeleira e S. João da Ribeira.
Caros amigos
Hoje o Casteleiro está em festa.
Festejamos o nosso santo popular, Santo António e temos o enorme prazer de ter entre nós o Padre António Diogo para, juntos, evocarmos os seus 50 anos de dedicação intensa à vida sacerdotal.
Há dias num almoço que tivemos em Rio Maior, o António confidenciou-me que também lá, no dia 21 de Setembro, terá lugar uma homenagem.
Lá estaremos, eu e muitos casteleirenses.
Mas eu sei, estou convicto, que o dia de hoje, na intimidade destas quatro paredes, irá perdurar na tua memória como a genuína homenagem e que não mais a esquecerás.
Caro António, esta terra que te viu nascer, que é a tua e dos teus antepassados, recebe-te com o carinho e a ternura que tu conheces e mereces É nosso privilégio reconhecer e homenagear um filho da terra e fazemo-lo com a maior das certezas e orgulho sem limites.
Este chão, que é o teu, estas ruas, estes largos e calçadas, estas pedras reconhecem-te e sabem de ti, assim como todos nós sabemos que, embora as distâncias, eles vivem no teu dia- a- dia.
O Casteleiro saúda-te.
Bem hajas por seres quem és.”
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Seguiu-se, como não podia deixar de haver, a entrega de lembranças, comemorativas das Bodas de Ouro da ordenação sacerdotal do P.e António Diogo, da Paróquia, da Família,  da Freguesia e da Câmara Municipal do Sabugal, representada pelo seu Presidente, Eng. António Robalo, a que, após o cantar dos parabéns, se ouviu, em apoteose, uma salva de palmas.
Comovido e muito agradecido a todos, o P.e António Diogo, não se esquecendo de recordar, com saudade, a memória dos familiares e amigos já falecidos, encerrou esta primeira etapa da sua homenagem.                                                                                
E para que houvesse um bom e melhor convívio, de seguida, graças à gentileza da Junta de Freguesia, foi servido um lauto almoço de confraternização, no Largo de S. Francisco, para quem quisesse e que constava de porco no espeto, acompanhado de arroz com feijão,  bebidas à descrição e fruta. E que mais?
Para a Junta de Freguesia, Comissão Organizadora, para a Sr.ª D. Eugénia Lima com a sua famosa concertina e para esta boa gente do Casteleiro que, com amor e carinho, se associaram à homenagem ao P.e António Diogo que, na qualidade de conterrâneo e sacerdote, é por excelência uma pessoa boa, merecedora desta homenagem, vai um forte aplauso de parabéns e agradecimento.
 
 
 
Daniel Machado
 
 
 
 

01/08/2013

O Amola Tesouras


Em cima da bicicleta e ao som da gaita chamava os clientes que pretendiam as facas e tesouras afiadas, ou até os guarda chuvas arranjados.
Era o amola tesouras.
Reza o ditado que, quando passava e com a sua gaita tocava a melodia emblemática, trazia chuva no dia seguinte.
 “A música da gaita, antigamente diziam que trazia chuva e batia certo, mas agora desde que começaram a subir para a Lua, estragaram tudo. Está tudo estragado e tudo mudado”, afirmava o protagonista que, ao longo dos anos, fez do Casteleiro um ponto obrigatório da sua penosa rota.
O seu transporte era uma bicicleta que tinha como apetrecho uma roda que amolava tudo o que as pessoas precisassem.
Há muitos anos atrás, cobrava 16 tostões por amolar uma tesoura. Agora, e com a raridade desta profissão, quando aparece na sua cíclica peregrinação, quase cinquenta anos depois, leva dez euros.
Ainda assim o amola tesouras justifica “a inflação”, ao afirmar que “é o que vai dando para viver, porque é chapa ganha chapa gasta”.
Com as aldeias a ficarem desertas, o som da gaita ecoa por entre as ruelas esguias e apertadas e pela Rua Direita (que é torta) anunciando, não a chuva que há-de vir “quando Deus quiser”, mas sim a presença do artesão portador de uma arte secular que, hoje em dia, está em vias de extinção.
 
 
 
 
 
 
 
Joaquim Luís Gouveia
 
 
 

29/07/2013

Casteleiro vai homenagear os seus Emigrantes

O Casteleiro é uma terra de emigrantes. Os primeiros números conhecidos quanto a população residente remontam a 1527, com 52. Desde então, a população aumentou sempre até atingir o seu auge em 1950 com 1578 residentes. O fenómeno da emigração começa nesta década. Em 1960 reduziu para 1271, em 1970, 885, em 1981, 721, em 1991, 563, em 2001, 504 e, os últimos censos, de 2011, registam 365 moradores.
O Casteleiro dos nossos dias terá uma população muito próxima da que teve há 300 anos

Chegou o tempo de homenagear estes nossos conterrâneos que partiram ao longo dos anos e que se espalharam por todos os continentes.
Por iniciativa da Junta de Freguesia, o Casteleiro passará a ter um monumento evocativo do Emigrante, uma homenagem que ficará para o futuro, bem no centro da Aldeia. Concebido pelo escultor Augusto Tomás, o monumento será inaugurado no próximo dia 11 de Agosto, pelas 15 horas e ficará implantado no novo largo da freguesia que também se passará a denominar Largo do Emigrante.
 
 

26/07/2013

Festa das Mães, faz hoje 70 anos

Hoje, dia em que se evoca o dia dos avós, lembramos aqui a "Festa das Mães" que se realizou no Casteleiro há exactamente 70 anos, no dia 26 de Julho de 1943. Festa rija, com comissão para a venda de flores, comissão para os festejos, etc..

 
 

24/07/2013

Dia Nacional dos Avós


 
É já no dia 26 de Julho o “Dia Nacional dos Avós” que vem sendo celebrado desde o dia 26 de Julho de 2003.
Para quem não sabe, e à semelhança do Dia do Pai e da Mãe, também o Dia dos Avós teve a sua origem, sabendo-se que, “Segundo o site Avós no Mundo (http://www.avosnomundo-26julho.com/), a ideia de instituir o dia 26 de Julho, como Dia dos Avós em Portugal, foi lançada no final dos anos 80 por Ana Elisa do Couto Faria, uma portuguesa de 66 anos, então avó de quatro meninas e dois meninos.
Nascida a 2 de Janeiro de 1926, na cidade de Penafiel, era uma dentre os nove filhos de um casal de proprietários humildes e generosos. Já casada e mãe, Ana Elisa, logo se apercebeu que seus pais, perante os netos, teriam um papel fundamental ao nível da família e da sociedade.
Com o nascimento do primeiro neto, Ana Elisa começou a verificar e a interiorizar o modo como seria bonito dar relevo aos avós do seu país e do mundo.
Por cerca de dezasseis anos, percorreu diversos países do mundo, levando consigo a mensagem do dia 26 de Julho. Ela não se poupou a esforços para fazer nascer o “Dia dos Avós.” Recorreu a diversos organismos da Igreja Católica, meios de comunicação social e deputados e usava todos os meios ao seu alcance, sendo que um deles dos mais notados era recorrer a figuras públicas portuguesas, em especial, atletas de alta competição e lhes pedia para levarem a mensagem, através de posters.
Após muita perseverança, em Portugal, a Assembleia da República aprovou, pela resolução 50/2003 de 04 de Junho, o dia 26 de Julho, como “Dia Nacional dos Avós”, dia previamente escolhido, por ser dia de S. Joaquim e de Santa Ana, pais da Virgem Maria e avós do Menino Jesus”.
Com esta vitória, para além dum agradecimento sincero a Ana Elisa do Couto Faria, repassado dum triste sentimento pelo seu falecimento em Novembro de 2007, celebremos condignamente este dia, prestando aos avós que, no dizer do povo, são pais duas vezes, aquela justa homenagem com alegria, carinho e amor, com gratidão e muitos, muitos beijinhos que bem merecem.
 
 

 
 
 
Daniel Machado
 
 

22/07/2013

O Motim do Aguilhão


Ontem, dia 21, fui ao Sabugal assistir à recriação do ”Motim do Aguilhão”, uma iniciativa do Município, integrada na “Viagem aos anos 20”.
 
E fui por um motivo muito concreto. É que este motim, que aconteceu a 10 de Fevereiro de 1926, teve como mentor o nosso conterrâneo e Presidente da Junta de Freguesia de Casteleiro à época: Joaquim Mendes Guerra, (falecido a 24/1/1953), filho do abastado lavrador e ilustre casteleirense Manoel José Fernandes Guerra e marido da ainda hoje muito falada na aldeia, D. Maria do Céu Guerra (a Senhora).
Joaquim Guerra pertenceu à geração do “integralismo lusitano” e foi um grande defensor da causa dos lavradores do concelho. O motim, obviamente com motivos políticos, juntou frente à Câmara do Sabugal cerca de 1500 manifestantes e teve como causas directas a imposição de um imposto de turismo, a licença de cães e a licença de “aguilhão” , a ponta de metal usada para incitar as juntas de bois. Um leque de impostos que atingia ferozmente os lavradores. Ontem, tal como hoje!
A acção de Joaquim Mendes Guerra foi multifacetada. A 18 de Abril desse ano, fundou o jornal “Gazeta do Sabugal”, com sede no Casteleiro, onde continuou com numerosos artigos a defender as causas em que acreditava. Logo no primeiro número do jornal escrevia “Os lavradores sabem que devem pagar contribuições e hão-de pagá-las, mas só querem pagar as que forem justas e as que forem necessárias”.
A vida deste nosso conterrâneo foi rica de momentos cruciais, durante muitos anos, na vida política do concelho. O seu estudo e divulgação é outro dos objectivos em carteira, mas já em avançado estado de pesquisa.
Acreditem que foi com enorme prazer que ontem assisti à recriação deste motim com a praça frente à Câmara do Sabugal repleta de gente, muitos com varapaus e em grande berraria, e ouvir o actor abrir o discurso à multidão:
“Chamo-me Joaquim Mendes Guerra e venho do Casteleiro”.
 
 
 
 
 
"Reduto", crónica de António José Marques

19/07/2013

É bom ter conhecimento


Há coisas que nos chegam e nós gostamos de saber.
Todos os dias, visito o blogue «Viver Casteleiro».
É através dele que vou sabendo as novidades da minha terra.
Ontem, li um pequeno texto da Direcção do Lar que me deixou reconfortada.
É uma mais-valia ter na nossa terra uma instituição como o Lar.
É bom darmo-nos conta de que esse lar é dirigido por pessoas de bem e empenhadas em fazer o melhor que podem, em benefício de um povo que trabalhou e que merece ter o melhor.
É bom sabermos que trabalham lá profissionais preparados, a exercer com profissionalismo o que aprenderam.
É bom darmo-nos conta de que, para poderem exercer esse trabalho, têm certamente ao seu alcance, as condições necessárias.
É muito bom concluirmos que aquele lar não é apenas um depósito de «restos» humanos já sem utilidade.
É, sim, um local onde há gente que ainda é capaz de se empenhar e de ser útil, se para isso for motivada.
É muito bom sabermos que os nossos idosos são tratados com a dignidade que merecem.
Que não se sentem despejados, apenas à espera do fim.
Por mim, sinto orgulho em constatar que essa instituição poderá ser um exemplo a seguir por tantas outras.
Onde os idosos vegetam e se vêem definhar aos poucos, quais trastes velhos.
Um abraço de parabéns e incentivo a todos os trabalhadores e seus dirigentes.
Orgulhem-se da oportunidade que estão a ter.
Tirem dele o melhor proveito também para vossa satisfação pessoal.
 
 
 
 
Dulce Martins
 
 

17/07/2013

Festa de Santo António

 
 
A Festa de Santo António está-se a aproximar…
Este ano tem lugar nos dias 9, 10 e 11 de Agosto e podem desde já consultar o cartaz oficial. Não faltará animação. Desde o tiro ao alvo, ao tradicional jogo de futebol solteiros X casados, já para não falar do acordar ao som dos bombos e da banda filarmónica, não esquecendo a pequenada que se poderá divertir no insuflável.
Sem dúvida que o Casteleiro está mesmo em festa, até porque no dia 11 também se festejam as bodas de ouro da ordenação sacerdotal do Rev. Padre António Augusto Gonçalves Diogo.
Os mordomos estão a dar o seu melhor e contam com a colaboração de todos os Casteleirenses. Pode desde já adquirir a sua t-shirt.
A festa é de todos e para todos.

A Comissão de Festas 2013
 
 

15/07/2013

Recordar é viver!


A prática e o desenvolvimento de actividades de lazer têm-se revelado na vida dos mais idosos como um factor de crucial importância.
É necessário fazer renascer o seu sentimento de pertença à comunidade.
A valorização das capacidades, competências e saberes do idoso não devem ser esquecidas e isso verificou-se nos últimos meses no Lar S. Salvador do Casteleiro.
Os utentes reviveram hábitos e costumes de agricultura: a colheita de cerejas, a colheita de tília, a selecção de folhas de louro, utilizadas como ervas aromáticas, foram algumas das “tarefas” que os utentes realizaram nas instalações da instituição, auxiliando as colaboradoras, mas sempre com a supervisão destas e da nossa Animadora sociocultural.
A transmissão de saberes, quer no que diz respeito à poda das árvores, quer de fruto quer de jardim, foram uma constante. Ouviam-se expressões como estas: “Corte este ramo aqui!” ou, “ Para o ano, estas já estão maiores, agora ainda é muito cedo!”
Por tudo isto, faz sentido dizer: Recordar é viver!












A Direcção do Lar São Salvador
 

14/07/2013

Bruxa e Feiticeira...


Em 1716, o Casteleiro teria uma população muito próxima da actual. Cerca de 400 habitantes. Certamente, a agricultura era a sua principal ocupação. Gente humilde, pobre, a exemplo do resto do país rural. Isto, enquanto em Lisboa a corte de D. João V era das mais ricas da europa graças ao ouro que chegava do Brasil. O luxo e a opulência rivalizavam com as dificuldades do povo com inúmeros impostos para pagar. A Inquisição estava no seu auge, com autos de fé transformados em verdadeiros espectáculos no Terreiro do Paço, em Lisboa.
No Casteleiro rural, uma mulher de 70 anos era acusada de bruxaria. Feitiços testemunhados pelos seus conterrâneos que levaram à sua denúncia ao Capitão-Mor de Sortelha.
Chamava-se Leonor Fernandes, era viúva de Sebastião Fernandes Gázio, natural e moradora no Casteleiro.
O processo, extenso, descreve os feitiços, as bruxarias como, por exemplo, “dar e tirar saúde a criaturas”. As inúmeras testemunhas dão os seus nomes  e “contam” tudo. Quem eram, o que viram, o que aconteceu a esta nossa conterrânea? Uma estória real que teve lugar há cerca de 300 anos.
Uma estória que terá que ser estudada e revelada…






"Reduto", crónica de António José Marques



11/07/2013

Bodas de Ouro do Padre António Diogo


O Rev. Padre António Augusto Gonçalves Diogo, natural do Casteleiro, comemora este ano, em Agosto, as Bodas de Ouro da ordenação sacerdotal. Por iniciativa da Junta de Freguesia, em conjunto com uma comissão organizadora alargada ao Rev. Padre César Cruz e a José Manuel Gonçalves, em representação da família, no próximo dia 11 de Agosto, pelas 12 horas, na Igreja Paroquial do Casteleiro, vamos comemorar os 50 anos de vida sacerdotal deste nosso conterrâneo, seguido de almoço de confraternização aberto a toda a população.
 
 
 

09/07/2013

Apontamentos, estórias, factos...


Inicio hoje uma série de “apontamentos” históricos sobre o Casteleiro. Na sua grande maioria são inéditos ou, embora conhecidos, nunca foram objecto de publicação. São pequenas estórias, dados, curiosidades e alguns factos até hoje “soltos” mas que procurarei relacionar com o conhecimento existente sobre a nossa aldeia.
Esta série de apontamentos, que aqui serão referidos mas sem desenvolvimento aprofundado, fazem parte de um dossier que estou a construir e que, proximamente, poderá ver a luz do dia em forma de livro. Assim a utilização das horas o permita.
A primeira grande operação de “recenseamento” do Reino foi efectuada entre 1527 e 1532. Este “Cadastro” ou “Numeramento” está disponível na Torre do Tombo. Mas não está completo. Faltam dois volumes, os relativos à Beira e Alentejo. Esses estão na Biblioteca do Museu Britânico.
Graças a um amigo que reside em Londres, foi possível obter a digitalização da parte que a nós, casteleirenses, nos interessa: o cadastro do termo de Sortelha, então concelho de que o Casteleiro fazia parte. E aqui podemos ver o documento original, embora seja de há muito conhecido que ao Casteleiro era referenciado a existência de 52 moradores.
Mas este documento levanta imensas questões e numerosas pistas de investigação, todas relacionadas com o Casteleiro e suas actuais anexas.
Mas, esse, é um estudo em desenvolvimento….
 
 
 
 
"Reduto", Crónica de António José Marques
 


07/07/2013

Chegou o Verão


 
Na cadência sequenciada do tempo o verde dos campos, ditado por uma prolongada primavera, deu lugar à cor dourada das searas e ervas daninhas que invadem a paisagem casteleirense contrastando, aqui e ali, com o arvoredo autótone da região.
A cor da paisagem mudou. A natureza, hoje e sempre, a cumprir a sua missão.
Com a magia do verão a aldeia transforma-se.
Os filhos da terra preparam-se para regressar, depois de mais um ano de intenso trabalho, noutras paragens, algumas bem distantes.
As casas, edificadas à custa de muitas ausências e saudades de quem fica, preparam-se para abrir as suas portas e, acolher no seu aconchego as gerações que um dia partiram à procura de uma vida melhor.
As ruas preparam-se para receber a gente que aqui falta, que dará mais vida à procissão de agosto – festa de Santo António.
A Junta de Freguesia, que durante o ano criou espaços novos e requalificou outros, quer agora, abrir as portas da aldeia e desejar a todos, votos de boas férias.
Também o Centro Cultural prepara já, o tradicional almoço de confraternização com todos os cateleirenses.
Com a chegada do verão os dias e as noites ganham outra dimensão.
O calor invade a aldeia, chamando todos ao convívio, interrompido pelas noites longas deste inverno, agreste, que passou.
Para os que estão…para os que regressam, BOAS FÉRIAS!






Joaquim Luís Gouveia



05/07/2013

Vivências

A propósito de um elogio, despertaram em mim tantas recordações!...
Saí da minha terra, do meu ninho, há quarenta e tal anos.
Lembro-me como se fosse hoje.
Vim atrás de um sonho de amor.
Não havia dúvida que era aquilo que eu queria.
Ao mesmo tempo, deixei metade do meu coração lá, no aconchego do meu berço.
Com o coração feliz e ao mesmo tempo ferido.
Ficou colado às paredes, às pessoas, à família e aos locais.
Os momentos de menina, alguns, apenas alguns, muito pesados, também me acompanharam.
Comigo veio a imensa recordação de uma vida feliz.
Vieram comigo os cheiros que ainda hoje guardo.
Mesmo em situações tão complicadas e traumáticas como as que passei lá longe, em Cabinda, na guerra colonial.

Veio comigo a saudade da inocência responsável.
Dos momentos em que, de repente, tive que me fazer mulher.
«Vieram comigo», aqueles que me ajudaram e ensinaram a crescer.
As amigas da minha idade, tantas!...
E também as amigas mais velhas.
As que me protegiam e me tratavam com imensa ternura.
Já casadoiras, chamavam-me para as acompanhar nos passeios e outras formas de lazer.
A Dulcinha, era assim que todos me chamavam, era para elas a menina ainda muito novinha, em quem depositavam confiança.
Aquela que guardava os segredos e que não estorvava os seus devaneios de jovens namoradeiras.
Nunca esquecerei a Zézinha Azevedo, a Maria de Jesus Soares, a Zulmira Fonseca, a Idalina Silva e outras que me acarinharam sempre e me ensinaram utilidades que ainda hoje me são úteis.
Como não hei-de eu falar com ternura das vivências de infância e juventude?
Porque não haveria eu de recordar com carinho, todo o carinho que recebi?
Escrevo assim, talvez porque a minha escrita vem do coração.
Talvez porque escrevo com a alma – assim haja, continue a haver, quem goste de me ler.

Obrigada a todos.
Abraço.

 

 
 
 
Dulce Martins
 
 
 

04/07/2013

Vivências, Sentimentos, Opiniões...

E que viva o "Viver Casteleiro"
 
Aqui há umas semanas atrás, levantei-me, um dia, mais cedo que o habitual. Tinha que ir levar a Rita à escola - como já tenho dito, gosto de lhe chamar Rita porque é assim que mais é conhecida e chamada entre os colegas, professores e amigos.
Dormiu cá em casa enquanto a mãe esteve num congresso e, sempre que as exigências profissionais da mãe a tal obrigam são os avós que avançam, aliás com todo o gosto, porque, atingida que é a nossa “segunda maior idade” os netos são a mais preciosa e a maior riqueza a que os avós podem aspirar e por isso se colocam incondicional e permanentemente disponibilizados para fazerem não só de avós mas também de pais sempre que assim se torna necessário. E não há maior felicidade do que é sentir a juventude, a irreverência, o carinho, o amor e a presença dos netos junto de nós.
Estava uma manhã bonita, com temperatura ambiente muito agradável e, como é seu timbre e gosto, chegámos uns doze a quinze minutos antes do início das aulas. Arrumei o carro ali por perto e dispus-me a dar uma volta pelas redondezas, em jeito de passeio higiénico matinal. E, surpresa, ou talvez não, foi de facto uma experiência muito aprasivel, num reviver de sensações do passado, de pequenas/grandes emoções de outros tempos, ao contemplar tantas e tantos jovens, uns ainda mais crianças outros já mais matulões, uns com a mochila às costas outros de pasta na mão, mas todos cheios de vida, de juventude, de interesses e de sonhos, apressados quer em direcção à Afonso de Paiva, quer para a Amato Lusitano - só preocupa é a incerteza do seu futuro mas isso é outro assunto e ... alma até Almeida, que a esperança é sempre a última a morrer.
O gostoso passeio continuou, com a auto-estima elevada, até porque sempre se vão encontrando aqui e ali velhos conhecidos e amigos, muitos antigos alunos nossos e é sempre uma festa, uma alegria.
Já de regresso para o carro, em frente do Hospital, deparei-me com o João Carlos, mais um ex-aluno nosso, dinâmico, como sempre, inteligente, estudioso, interessado, responsável.
Lá vieram uma vez mais as calorosas saudações, o matar saudades e, conhecendo nós, para além das altas funções profissionais, o seu manifesto bichinho pelas actividades politicas, era inevitável que a conversa descambasse em cambiantes variados e se tornasse naturalmente multifacetada. A situação crítica do país e da Europa, os desacertos mais que acertos do governo, o descrédito mais que a confiança nos partidos, a enorme e muito ilustrativa lição vinda da Itália, onde o comediante ia varrendo tudo e todos com os votos que foram mais de protestos que de devoções, quedando-nos, por fim, mais nos nossos pecados internos onde uma nova moda e avassaladora onda de comentadores para todos os gostos e feitios vão aparecendo nos meios de comunicação social.
- Repare, diretor - dizia-me convictamente, mantendo velhos hábitos de tratamento de quando era meu aluno - há de facto por aí um ou outro comentador que até merece algum crédito. Outros só estão interessados no bota-a-abaixo, no dizer mal, na demagogia fácil e barata. E há-os ainda que só falam porque gostam de ser ouvidos...
Talvez sim, ou talvez não, pensei. Mas vim matutando nestas e noutras realidades do nosso dia-a-dia, semana a semana, mês a mês... até que, já em casa, o computador me foi levando para outras paragens, outras vivências, outras emoções e sentimentos e... outros apetites. Então não é que desejei mesmo, ao menos por uma só vez ser também comentador (embora de meia tijela, está visto) do nosso “Viver Casteleiro”? É que me parece de toda a justiça comentá-lo.
Ora então vamos lá: antes de mais é digna de louvor a ideia feliz do padrinho ou padrinhos que assim lhe chamaram. Viver o Casteleiro é mesmo só para os amantes do Casteleiro. Honra e merecimento lhes sejam dados.
Igualmente merecedora de todos os elogios é a vontade dos que constantemente o têm alimentado e actualizado, numa altura em que tantas aldeias vão agonizando, num abandono confrangedor.
Sem desprimor para ninguém, apraz-me relevar a sagesa e o dinamismo de António José Marques, atual presidente da Junta. Parabéns Tó Zé e a toda a equipa. Bom trabalho, não restam dúvidas.
Também a disponibilidade voluntariosa e inspirada de Daniel Augusto Machado, sempre oportuno e atento aos acontecimentos. Igualmente a atenção cuidadosa e preocupada de Joaquim Luís Gouveia no carinho pelo seu/nosso lar e no desvelo com que trata outros temas.
E tantos, tantos outros contribuintes para manter bem acesa a chama do Viver Casteleiro.
Porém, e não me levem a mal, não aprecio menos a sensibilidade ternurenta, a simples mas bela escrita de Dulce Martins. É que – é a minha opinião – tudo o que escreve são autênticas vivências que nos fazem partilhar de emoções e sentimentos de fundo, enraizados nas nossas memórias autobiográficas, como diria, possivelmente, António Damásio.
Há uns anos atrás, uma Casteleirense não residente, ao ter conhecimento do nosso jornalinho, ficou contente, louvou e exortou-nos, no mesmo jornal, a continuarmos e a “não deixar morrer nunca tão boas iniciativas”. Pois o nosso noticias ai continua, muito em breve a caminho dos vinte anos de vida.
O Viver Casteleiro lá chegará também e continuará, assim o desejamos e esperamos.
É inegável que os últimos mandatos na Junta de Freguesia do Casteleiro têm contido elementos que muito amam a sua terra, não se poupando a esforços para engrandecê-la e não duvidamos que assim vai continuar a ser.
A união e o contributo de todos nós é muito importante e indispensável para que tal aconteça.
 
 
 
 
 
Ismael Martins
 
 
 

25/06/2013

Sardinhada de S.Pedro

 
 
Como de tradição, no próximo sábado, dia de S. Pedro, no Largo de S. Francisco, a partir das 19.30h, a Junta de Freguesia de Casteleiro promove uma sardinhada aberta a toda a população e amigos que nos queiram visitar.
 
 
 

Festejos de S. João animam Lar


 
Decorreu no passado domingo, dia 23 de Junho, no Lar de S. Salvador no Casteleiro a Festa de S. João.Para comemorar esta época festiva do ano os nossos utentes participaram activamente na decoração alusiva aos Santos Populares realizando trabalhos manuais e relembrando quadras de S. João : reutilizaram materiais como o jornal com o qual se moldou uma imagem em pasta de papel, e construíram-se bandeirinhas e adornos com as quadras que tornaram a Instituição mais colorida, com o objectivo de manter a tradição activa, de desenvolver o gosto estético dos idosos e de promover a criatividade.
Eis algumas quadras recolhidas junto dos nossos utentes:

“S. João à minha porta
Não tenho nada que lhe dar
Dou-lhe uma cadeirinha
para ele se sentar.”

 
“ Do S. João ao S. Pedro
Quatro ou cinco dias são
Moças que andais à soldada
Alegrai o coração!”

 
“Eu hei-de ir ao S. João
E o meu marido não quer
Deixai-o ir para fora
Que eu farei o que eu quiser!”

 
“S. João comprou um burro
Para saltar a fogueira
Anda burro, salta burro
S. João na brincadeira!”

Num ambiente animado, colorido e revivendo a tradição o almoço na Instituição constou de sardinha assada com pimentos e batata cozida.
Durante a tarde decorreu, com os nossos utentes, familiares e amigos, um lanche partilhado seguido de um baile popular abrilhantado por um acordeonista que animou e proporcionou a todos momentos de boa disposição e de alegria.

A Direcção do Lar S. Salvador


24/06/2013

As cores


 
Em certas situações, as cores são fundamentais.
São alegria, são luz e vida…
São bom gosto, harmonia e equilíbrio.
Muitas vezes as cores são também beleza.
Vejamos o arco-íris!
Noutras situações já penso que não é tanto assim.

A cor política por exemplo.
Neste caso e nos tempos que correm terá algum significado a cor?
Não estaremos cansados de ver alguns desses donos das cores, a não ser exemplo para ninguém?
O que eu penso é que é preciso olhar para quem nos irá representar.
Terão eles conteúdos humanos, sensibilidade e sentido do dever?
Será que dão prioridade às pessoas e às necessidades das populações?
Neste momento acho que temos que dar força é a quem se dispõe a trabalhar com seriedade.
Temos que dar força e respeitar aqueles que tiram do anonimato as nossas aldeias e as ajudam a progredir.
A nossa terra é um exemplo.
Tenho pena de não votar no Casteleiro.
O meu voto tinha de certeza destinatário.

Neste caso, as cores são secundárias.
 
Abraço
 
 

 



Dulce Martins



23/06/2013

Juntos pelo Casteleiro


 
O Blog “Viver Casteleiro” nasceu em 2009 como plataforma da campanha eleitoral à Junta de Freguesia. Terminadas as eleições, por iniciativa dos seus autores, transformou-se num espaço aberto  e ponto de encontro de todos os casteleirenses.
Hoje, é um espaço noticioso de tudo o que se passa na aldeia, um espaço de opinião e, sobretudo, um meio único de chegar a todos os conterrâneos que se encontram espalhados pelo mundo.
Até hoje o blog contou com perto de 65 mil visitas, 125 mil visualizações e foram colocados neste período perto de 500 mensagens que mereceram 450 comentários.
O Viver Casteleiro cumpre uma missão essencial  na aproximação dos casteleirenses à sua aldeia.
Agora, que se aproxima uma nova campanha eleitoral, os responsáveis pelo blog decidiram que esta missão é intocável e que este percurso deve prosseguir nos mesmos moldes.
Assim, tudo o que esteja relacionado com eleições autárquicas, que se realizam já no próximo dia 29 de Setembro, terá um espaço próprio, o blog da candidatura “Juntos pelo Casteleiro” que poderá visitar aqui http://www.juntospelocasteleiro.blogspot.pt/
 
António José Marques
 
 

20/06/2013

Quando os dias passam devagar


 
O bater das horas no relógio da torre da igreja marca o ritmo artificial do tempo. É lento, demasiado lento…
Por aqui, o silêncio das ruas é quebrado por este som ritmado, algo sofisticado pela melodia que o acompanha.
De longe em longe encontramos mulheres de preto sentadas na soleira da porta ou no “balcão”, com degraus, desgastados pelo rigor do tempo.
No largo de S. Francisco permanecem, diariamente, as mesmas pessoas, quão “guardas do Templo” por alturas da guerra. Fazem de guias turísticos a quem passa de carro … vão arrumando as novidades, para que, ao domingo possam ser difundidas pelo engrossar do grupo de convivas…vão fazendo a crítica, pura e dura, às obras que, aqui e ali, transformam o Casteleiro.
Esta calmaria é caracterizadora de uma aldeia, como tantas outras, deste interior tão profundo.
A contrastar com esta desertificação, está o Lar e Centro de Dia da terra. Como dizia alguém, no passado fim-de-semana: “há mais gente no Lar, do que no Casteleiro inteiro”.
Aqui o tempo, também, passa devagar. As rotinas: das refeições, da higiene, dos procedimentos médicos…ou os trabalhos habilidosos de muitos dos seus utentes, marcam o ritmo dos dias.
Diariamente, a animadora cultural, rebusca nas memórias dos octogenários, residentes, vivências passadas, corporizando-as em artefactos reais, cada um com sua história, marcadamente rurais, marcadamente masculinos ou femininos.
Os espantalhos!
Por si só traduzem um tempo, envolvido em histórias, muitas vezes carregadas de humor, ou mesmo, roçando a brejeirice.
E o tempo passa…passa devagar!
 
Joaquim Gouveia

12/06/2013

Rede Primária - Candidatura aprovada


 
A Junta de Freguesia de Casteleiro apresentou e viu aprovada uma candidatura ao programa PRODER, medida “Gestão do Espaço Florestal e Agro-florestal – Minimização dos Riscos”, sub-acção “Defesa da Floresta contra incêndios”.
Esta medida tem por objectivo promover a defesa da floresta contra incêndios nomeadamente com a implementação e manutenção da Rede Primária de faixas de gestão de combustível. Esta rede é construída por faixas de redução ou interrupção de combustíveis, delineada com cerca de 125 metros de largura, que visam garantir condições favoráveis para diminuição da superfície percorrida por grandes incêndios, permitindo uma intervenção directa de combate. A Rede Primária é definida pelo plano distrital da defesa da floresta contra incêndios e obrigatoriamente integrado no plano municipal de defesa da floresta contra incêndios.
Na Freguesia de Casteleiro, este projecto irá abranger a criação de faixas num total de 88 hectares de área intervencionada, um projecto que terá início nas próximas semanas.

 
 


05/06/2013

Os cuidados de saúde no Lar S. Salvador

Com o aumento da esperança média de vida, os utentes são na sua grande maioria, indivíduos com idade avançada, com um certo nível de dependência e com um vasto leque de patologias.
Desta forma a equipa multidisciplinar assume um papel fundamental na qualidade de vida do utente.
Nesta equipa inclui-se a enfermeira, a profissional com responsabilidades na prevenção da doença e promoção da saúde dos utentes.
Tem sido um desafio constante melhorar os cuidados de saúde dos utentes que compoem as três valências do Lar S. Salvador do Casteleiro: Lar, Centro de Dia e Serviço de Apoio Domiciliário.
Há praticamente um ano com Enfermeira a tempo inteiro, faz-se, hoje, um balanço bastante positivo.
Entre as várias funções, destacam-se as seguintes: elaboração do Processo de Enfermagem, com as suas várias componentes, a organização do processo clínico, recepção, armazenamento, gestão e supervisão da administração da medicação dos utentes, avaliação dos sinais vitais, realização de pensos, fricções, massagens e outros procedimentos de Enfermagem e a articulação o clínico da instituição.
Os registos de todos estes cuidados foi melhorado.
Salienta-se que é realizado um trabalho diário e conjunto entre Enfermeira e colaboradoras em relação aos utentes mais dependentes, no que respeita aos posicionamentos e prevenção de úlceras de pressão.
Ao longo do ano foram realizadas várias acções de formação no sentido de elucidar as mesmas para uma melhor promoção da saúde dos utentes e prevenção de estados de patologias. Actualmente nota-se uma melhoria neste sector.
Entre as várias acções destacam-se a da Diabetes, Pé Diabético, Actuação em casos de emergência. Tivemos, também, a colaboração das Enfermeiras do Serviço de Consulta Externa do Centro Hospitalar Cova da Beira.
O acompanhamento a consultas e exames de diagnóstico é efectuado pela Enfermeira, Directora Técnica ou outros elementos da Equipa Técnica, o que permite uma melhor transmissão da informação.
Posteriormente á consulta, os familiares responsáveis são informados dessa passagem de informação e eventuais alterações. Deste modo, há uma maior proximidade entre a Equipa de Saúde – Utente - Família.
No que concerne à reabilitação, as sessões de Fisioterapia e exercício físico ajudam a combater a imobilidade, o isolamento, uma vez que as sessões terminam sempre com um exercício de grupo, promovem a mobilidade articular, o aumento da circulação sanguínea, diminuição da rigidez muscular, entre muitos outros benefícios.
Estas sessões são realizadas duas vezes por semana, com o auxílio da Fisioterapeuta e Osteopata, tendo havido um aumento do número dos utentes a participar.
Fazendo parte igualmente da equipa de saúde, o médico actua na prevenção, diagnóstico, tratamento e cura das patologias dos utentes, assim como na implementação de acções e programas de promoção de saúde, trabalhando em   articulação com a Enfermeira.
O Lar S. Salvador está em constante melhoria, dando primazia a serviços de qualidade, com o máximo de eficiência e eficácia de todos que colaboram diariamente com a instituição, para que esta seja reconhecida com uma instituição de referência na região.
A Direcção do Lar S. Salvador



03/06/2013

As pessoas estão primeiro!








 
Vem esta crónica a propósito do trabalho sustentado da atual Junta de Freguesia do Casteleiro, cirurgicamente direcionado para todos quantos ali moram mas também para os filhos da terra que nos visitam durante o ano.
Refiro-me muito concretamente ao arranjo dos caminhos rurais que, outrora, mantinham um “movimento” constante e hoje, quando por ali passamos, raramente cruzamos com alguém.
Eu próprio já me questionei sobre o alcatroamento do caminho da estrada, noutro tempo, chamado estrada velha. Estranhamente, a resposta é óbvia: foi arranjado para facilitar a vida àqueles que por ali passam!
É exatamente esta sensibilidade que eu quero registar aqui. Sabendo a Junta de Freguesia que há poucas pessoas a utilizar estes caminhos, não é por isso que descuida a sua manutenção.
Hoje mesmo, pela manhã, deparei-me com o “Caminho da Serra”, completamente arranjado, mais largo e com um piso direito. Este, levava-nos ao “Cabeço Pelado”, local onde fica a primeira captação de água que abastecia o Casteleiro, hoje desativada. Falta apenas cortarem as silvas e outros ramos para que o referido caminho assuma outra dimensão. Tenho a certeza que, esse será o passo imediato, sim porque esta equipa “não brinca em serviço”!
Dei apenas estes dois exemplos mas poderia dar muito mais.
Apesar dos custos com os caminhos rurais diminuir, substancialmente, o orçamento de qualquer autarquia, é justo dizer que, para a Junta de Freguesia do Casteleiro as PESSOAS ESTÃO PRIMEIRO.
Bonito exemplo, este!
 



"A Minha Rua", Joaquim Luís Gouveia