A vida diária do
Casteleiro é, afinal, a rotina das pessoas que lá vivem. Sempre foi e será assim.
A diferença, nos tempos que correm, é que são poucas as pessoas que cruzam as
ruas e largos da aldeia. São cada vez menos. E esta é uma realidade comum e
transversal a todas as aldeias do concelho do Sabugal.
O que podemos fazer
perante esta realidade?
A verdade é que não
temos grandes meios para alterar os factos. A situação a que se chegou tem
causas que ultrapassam as nossas fronteiras. E as receitas que temos em mão são
ténues.
Mas, como dizia o
poeta, “onde há uma vontade forte, não pode haver grandes dificuldades”.
Temos que avançar
com as ferramentas que temos, temos que avançar e fazer muito com o pouco que
temos. Não podemos ficar à espera que nos ofereçam soluções em bandejas de
prata. Devemos e podemos intervir com criatividade, melhorar o dia-a-dia dos
poucos residentes, tornar a aldeia mais atractiva, procurar soluções que efectivamente
dependam apenas de nós.
Em suma, acredito
cada vez mais que é imperioso materializar algo pelo presente e pelo futuro da
aldeia.
Acredito que todos nós podemos contribuir para
uma terra com futuro se o fizermos Juntos pelo Casteleiro.
"Reduto", crónica de António José Marques











































