Como já vem sendo tradição e no intuito de os nossos emigrantes e outros sócios não residentes no Casteleiro poderem também usufruir do Almoço/Convívio que o Centro de Animação Cultural do Casteleiro, todos os anos, após a Festa de Santo António, oferece a todos os sócios e seus familiares, o mesmo teve lugar no dia 15 de Agosto, Quinta-Feira da Assunção, no referido salão do Centro Cultural.
Chegada a hora de ser servido o almoço, as travessas de arroz com feijão, de febras e de carne entremeada não tardaram a chegar às mesas, já ocupadas por um razoável número de sócios e familiares a que se juntou o nosso Pároco, Sr. P.e César que muito nos honrou neste Almoço/Convívio.
Sem preconceitos e com o espírito de boa disposição e sã camaradagem, assim decorreu, uma vez mais, o desejado e tradicional Almoço/Convívio, onde a ementa, para além do arroz com feijão, acompanhado com febras e carne entremeada, teve, como sobremesa, melão e queijo, tudo com fartura e à descrição, não faltando, é claro, as variadas bebidas.
Satisfeitos e com a disposição de para o ano voltarmos, até lá, bem-haja à Direção e seus cooperantes.
"Daqui Viseu", espaço de opinião de autoria de Daniel Machado
Gesterra nasceu de uma ideia que apresentada por mim no Concurso de Ideias de Negócio + Ideias Guarda promovido pela Guarda Social, o qual ganhou o primeiro prémio do Concurso. É um projeto que visa a criação de bolsa de terrenos e gestão de terrenos abandonados, que tem como missão promover o desenvolvimento local e rural, fomentando a agricultura, propiciando as práticas agrícolas e a preservação da floresta.
A Região do Interior sofre com a desertificação e com o envelhecimento da população, uma das consequências deste fenómeno é o abandono dos terrenos. A população (e)migra, os agricultores mais velhos perdem as forças e os terrenos ficam sem cultivo.
A maioria dos terrenos fica ao abandono por falta de pessoas interessadas em cultivá-las. Um outro fenómeno, em crescimento, e que marca o Interior Rural é a mudança de alguns jovens casais, à procura de melhor qualidade de vida.
O desemprego é também uma realidade profunda em todo o país e que atinge fortemente o território do Interior. Os desempregados e os jovens podem ver na agricultura uma actividade sustentável e uma oportunidade de ultrapassar uma época de crise.
Perante estas perspectivas, percebe-se que por um lado, há terrenos abandonados que precisam ser cultivados, pessoas que os podem ceder/alugar/vender e por outro, pessoas que precisam e gostariam de ter um terreno que pudessem cultivar e que lhes proporcionasse alguma sustentabilidade. É neste sentido, que surge o projecto Gesterra, como “elo de ligação” a estes dois públicos distintos.
O projecto concretiza-se através de duas Bolsas, a de Terrenos e a de Interessados em cultivar, disponibilizadas num site (de fácil e rápido acesso a todos). Através da Bolsa de Terrenos, reúnem-se “ofertas” de terras, inscritos pelos seus proprietários que por diversos motivos não os cultivam. Os interessados em “adquirir” um terreno para cultivo inscrevem-se na Bolsa de Interessados. O Gesterra articula, com base na localidade e espaço pretendido por cada interessado, qual o terreno que melhor corresponde às suas necessidades. O terreno pode ser cedido/alugado/vendido, de acordo com o pretendido pelo proprietário. Os produtos criados nos terrenos sob gestão do Gesterra destinam-se a consumo próprio, venda no comércio tradicional local e população em geral.
Se tem terrenos abandonados, ou querem tratar terrenos entrem em contacto comigo.
A Junta de Freguesia de Casteleiro vai associar-se a este projecto e divulgará nos próximos dias os moldes em que todos os interessados podem participar.
No âmbito de mais uma actividade de Animação Sociocultural, aberta à comunidade local, o Lar S. Salvador do Casteleiro, no concelho do Sabugal, realizou no dia 14 de Agosto um espectáculo musical com o Conjunto Rosinha do Centro Cultural da Guarda.
O Conjunto Rosinha com o seu repertório animou os utentes da Instituição e a população da aldeia do Casteleiro que, com grande entusiasmo, aderiram e participaram cantando e dançando músicas tradicionais portuguesas e populares com alegria, boa disposição e convívio entre todos.
A Animação Sociocultural de Idosos do Lar S. Salvador, nas três valências que esta Instituição oferece aos seus utentes: Lar, Centro de Dia e Serviço de Apoio Domiciliário, pretende proporcionar momentos culturais de enriquecimento, de desenvolvimento da qualidade de vida e de intercâmbio intergeracional com a comunidade local. Este tipo de actividades representa um conjunto de elementos facilitadores do acesso a uma vida mais activa e mais criativa dos nossos utentes contribuindo deste modo para reforçar a qualidade dos serviços prestados pelo Lar S. Salvador do Casteleiro.
O Viver Casteleiro aplaude o esforço dos três mordomos da Festa que, apesar das dificuldades, conseguiram com grande dedicação realizar uma Festa de que todos os casteleirenses se orgulham.
No domingo, realizou-se a tradicional procissão em honra de Santo António e, à tarde, a actuação da Banda Filarmónica do Retaxo, Bombos dos Três Povos, Rancho Folclórico dos Três Povos e o Grupo etnográfico de Figueira de Castelo Rodrigo. A noite terminou com a actuação do Grupo Musical "Sem Rumo".
A Junta de Freguesia de Casteleiro colocou um ponto final na velha "lixeira" existente junto ao cemitério da aldeia. O terreno foi totalmente limpo e contratada uma empresa especializada que colocou um contentor, onde a partir de agora todos devem colocar os objectos de maior dimensão (colchões,etc). Uma placa assinala, por outro lado, a proibição total de vazar lixo fora do contentor!
Um torneio de tiro ao alvo e um sempre renhido jogo de futebol solteiros/casados, marcam a vertente desportiva da Festa de Santo António. E o Programa vai sendo conhecido. Estará presente a Banda do Retaxo nas ruas do Casteleiro e os mais novos têm já assegurada a presença de um insuflável. Mais novidades nos próximos dias.
A tradicional Festa de Santo António do Casteleiro, realiza-se a 11 e 12 de Agosto. Os mordomos estão a trabalhar a grande ritmo e prometem o cartaz oficial para os próximos dias. Para já estão disponíveis t-shirts de diversas cores e tamanhos. Faça já a sua encomenda antes que esgote, pelos tm. 967247213 ou 966461736.
No passado sábado realizou-se a sardinhada anual de S. Pedro, no Largo de S. Francisco. Muitos foram os casteleirenses que aderiram a esta iniciativa de responsabilidade da Junta de Freguesia.
04/07/2012
Volvidos que são 38 anos, após
aquela radiosa manhã de 25 de Abril de 1974 que nos devolveu a liberdade, a
democracia e a igualdade, parece quererem enevoá-la, valendo-se da tão falada
crise e do esquecimento das promessas feitas em discursos empolgantes com
palavras maviosas que encantam os ouvidos e extasiam o espírito, cativando e
convencendo quem as ouviu e muito mais a quem diretamente foram dirigidas.
E se é verdade que tudo isto é no
auge da euforia, das promessas em troca de benesses, não menos verdade é que o
homem, cego na vaidade e envaidecido com a glória do poder, a pouco e pouco, aquando
já no poder, se vai esquecendo das promessas feitas nas campanhas eleitorais. E
a acontecer, a frustração é para quem acreditou e a mentira para quem prometeu
e não cumpriu.
Nada agradável é, mas tudo isto
acontece e se ouve, dia a dia, da boca dos mais eminentes políticos aos mais
humildes.
Sendo assim, urge perguntar:
Onde está o cumprimento das
promessas feitas em plenas campanhas eleitorais? Onde está a verdade e a
solidariedade? Nas palavras vãs, saídas da boca dum governante que hoje diz sim
e amanhã diz não, escudando-se na famigerada crise, para, em cada dia e após
dia a dia, impor mais e mais austeridades sobre a já pesada austeridade imposta
pela Troika?
Não, assim não. Basta!... Quem
está no poder não deve esquecer-se do que assinou no acordo com a Troika, sinal
de que não deverá ir além do que foi assinado. Caso contrário, é inverter a
verdade e a solidariedade que não são só palavras lindas e cativantes. São
muito mais do que simples palavras, são palavras com algo de místico que a
troco não devem levar alguém a aceitar a glória e muito menos o poder ditatorial.
Ao serem retirados os subsídios
de Férias e de Natal, a quererem baixar os salários, com os aumentos do
desemprego, dos preços dos produtos alimentares, dos combustíveis, da água, luz,
gás, taxas moderadoras, consultas, análises, radiografias, transportes, etc., etc.;
com o fecho de escolas, centros de saúde, tribunais e outros serviços; com a extinção
de freguesias; com o abandono do cultivo das terras por falta de incentivos e apoio
governamental, provocando mais e mais empobrecimento e desertificação no
interior do país, há que perguntar: O que é isto? É para manter e avivar a
identidade e as raízes dum povo? É Solidariedade? Não. É uma imposição,
resultante de abuso do poder, porque solidariedade é dar e não retirar regalias
sociais, em especial, aos mais carenciados; solidariedade é dar trabalho a quem
quer trabalhar; solidariedade é o 25 de Abril de 1974, com liberdade,
democracia e igualdade; solidariedade é algo ainda mais, é dar lenitivo a quem
tem fome; solidariedade é dar a alguém que está doente, triste, através de
carinho, dum gesto ou dum sorriso, a alegria de viver; solidariedade é ajudar,
sem ninguém ver e saber, o amigo e o inimigo, o pobre e o rico, o doente e o
são, todo e qualquer ser que necessite duma palavra amiga e tranquilizadora;
solidariedade é um dos muitos degraus da vida que leva o homem a ser Homem e a
alcançar uma Vida para o Bem, partilhando com o seu irmão a solidariedade de um
pedaço do seu pão.
Por último, queremos dizer ao Sr.
1.º Ministro, Dr. Passos Coelho, que, na verdade, “Os portugueses já não estão
perante o abismo…”, porque já “estão no fundo do abismo a olharem para cima”, na
esperança de que alguém, com bom senso e solidariamente, os salve, porquanto “a
paciência dos portugueses” já se esgotou.
"Daqui Viseu", espaço de opinião de autoria de Daniel
Machado
É já no próximo sábado, dia 30, a partir das 19 horas, que se realiza a tradicional sardinhada de S.Pedro oferecida a toda a populção pela Junta de Freguesia. Aqui fica o convite, inclusivé a todos os leitores do Viver Casteleiro.
Como já vem
sendo hábito, no passado dia 16 de Junho realizou-se o Passeio de Verão
promovido pelo Centro de Animação Cultural do Casteleiro. Os casteleirenses reuniram-se
bem cedo no Largo de São Francisco para rumarem até Aveiro. As condições
meteorológicas pareciam não ajudar mas a viagem decorreu animada e, à medida
que nos aproximávamos do nosso destino, o entusiasmo aumentava. Depois de tomarmos
o pequeno-almoço sob o céu nublado, seguimos viagem até Aveiro onde nos
esperavam os moliceiros para um agradável passeio pela Ria.
Por volta do século X, o mar atingia os actuais Concelhos de Estarreja e
Aveiro, submergindo outros como Ovar, Murtosa e Mira, posteriormente, no século
XVI, recuou dando origem a este complexo estuário conhecido como Ria de Aveiro.
Embora seja conhecida por Ria, na realidade trata-se de uma laguna, uma vez que
a ligação ao mar foi estabelecida artificialmente pela abertura de uma barra no
cordão litoral. O magnífico enquadramento geográfico e a fonte de recursos
naturais que a Ria disponibiliza tornou-a um atractivo turístico, sendo comum os
passeios nos tradicionais moliceiros pelos canais da Ria. Os moliceiros,
embarcações de linhas elegantes com painéis decorativos exuberantes, vagueiam
pela Ria permitindo aos turistas contemplar a paisagem mas outrora
destinavam-se exclusivamente à apanha do moliço, nome dado às plantas aquáticas
usadas como fertilizante na agricultura.
Depois de
deambularmos pela Ria no moliceiro, tivemos a oportunidade de provar e aprender
a confeccionar os famosos ovos-moles. Os mais arrojados meteram a “mão na
massa” ajudando no enchimento e corte destes doces tradicionais tipicamente
envolvidos em formas de hóstia com desenhos marítimos.
Por fim,
visitamos a Funceramics despertando o nosso interesse para os trabalhos em
cerâmica. Para além de uma explicação teórica da Roda de Oleiros houve
demonstrações práticas com criação de peças.
Muitos quiseram trazer peças de barro
como recordação da passagem por Aveiro.
De
regresso a casa ficou a promessa de que para o ano há mais…