Gesterra nasceu de uma ideia que apresentada por mim no Concurso de Ideias de Negócio + Ideias Guarda promovido pela Guarda Social, o qual ganhou o primeiro prémio do Concurso. É um projeto que visa a criação de bolsa de terrenos e gestão de terrenos abandonados, que tem como missão promover o desenvolvimento local e rural, fomentando a agricultura, propiciando as práticas agrícolas e a preservação da floresta.
A Região do Interior sofre com a desertificação e com o envelhecimento da população, uma das consequências deste fenómeno é o abandono dos terrenos. A população (e)migra, os agricultores mais velhos perdem as forças e os terrenos ficam sem cultivo.
A maioria dos terrenos fica ao abandono por falta de pessoas interessadas em cultivá-las. Um outro fenómeno, em crescimento, e que marca o Interior Rural é a mudança de alguns jovens casais, à procura de melhor qualidade de vida.
O desemprego é também uma realidade profunda em todo o país e que atinge fortemente o território do Interior. Os desempregados e os jovens podem ver na agricultura uma actividade sustentável e uma oportunidade de ultrapassar uma época de crise.
Perante estas perspectivas, percebe-se que por um lado, há terrenos abandonados que precisam ser cultivados, pessoas que os podem ceder/alugar/vender e por outro, pessoas que precisam e gostariam de ter um terreno que pudessem cultivar e que lhes proporcionasse alguma sustentabilidade. É neste sentido, que surge o projecto Gesterra, como “elo de ligação” a estes dois públicos distintos.
O projecto concretiza-se através de duas Bolsas, a de Terrenos e a de Interessados em cultivar, disponibilizadas num site (de fácil e rápido acesso a todos). Através da Bolsa de Terrenos, reúnem-se “ofertas” de terras, inscritos pelos seus proprietários que por diversos motivos não os cultivam. Os interessados em “adquirir” um terreno para cultivo inscrevem-se na Bolsa de Interessados. O Gesterra articula, com base na localidade e espaço pretendido por cada interessado, qual o terreno que melhor corresponde às suas necessidades. O terreno pode ser cedido/alugado/vendido, de acordo com o pretendido pelo proprietário. Os produtos criados nos terrenos sob gestão do Gesterra destinam-se a consumo próprio, venda no comércio tradicional local e população em geral.
Se tem terrenos abandonados, ou querem tratar terrenos entrem em contacto comigo.
A Junta de Freguesia de Casteleiro vai associar-se a este projecto e divulgará nos próximos dias os moldes em que todos os interessados podem participar.
No âmbito de mais uma actividade de Animação Sociocultural, aberta à comunidade local, o Lar S. Salvador do Casteleiro, no concelho do Sabugal, realizou no dia 14 de Agosto um espectáculo musical com o Conjunto Rosinha do Centro Cultural da Guarda.
O Conjunto Rosinha com o seu repertório animou os utentes da Instituição e a população da aldeia do Casteleiro que, com grande entusiasmo, aderiram e participaram cantando e dançando músicas tradicionais portuguesas e populares com alegria, boa disposição e convívio entre todos.
A Animação Sociocultural de Idosos do Lar S. Salvador, nas três valências que esta Instituição oferece aos seus utentes: Lar, Centro de Dia e Serviço de Apoio Domiciliário, pretende proporcionar momentos culturais de enriquecimento, de desenvolvimento da qualidade de vida e de intercâmbio intergeracional com a comunidade local. Este tipo de actividades representa um conjunto de elementos facilitadores do acesso a uma vida mais activa e mais criativa dos nossos utentes contribuindo deste modo para reforçar a qualidade dos serviços prestados pelo Lar S. Salvador do Casteleiro.
O Viver Casteleiro aplaude o esforço dos três mordomos da Festa que, apesar das dificuldades, conseguiram com grande dedicação realizar uma Festa de que todos os casteleirenses se orgulham.
No domingo, realizou-se a tradicional procissão em honra de Santo António e, à tarde, a actuação da Banda Filarmónica do Retaxo, Bombos dos Três Povos, Rancho Folclórico dos Três Povos e o Grupo etnográfico de Figueira de Castelo Rodrigo. A noite terminou com a actuação do Grupo Musical "Sem Rumo".
A Junta de Freguesia de Casteleiro colocou um ponto final na velha "lixeira" existente junto ao cemitério da aldeia. O terreno foi totalmente limpo e contratada uma empresa especializada que colocou um contentor, onde a partir de agora todos devem colocar os objectos de maior dimensão (colchões,etc). Uma placa assinala, por outro lado, a proibição total de vazar lixo fora do contentor!
Um torneio de tiro ao alvo e um sempre renhido jogo de futebol solteiros/casados, marcam a vertente desportiva da Festa de Santo António. E o Programa vai sendo conhecido. Estará presente a Banda do Retaxo nas ruas do Casteleiro e os mais novos têm já assegurada a presença de um insuflável. Mais novidades nos próximos dias.
A tradicional Festa de Santo António do Casteleiro, realiza-se a 11 e 12 de Agosto. Os mordomos estão a trabalhar a grande ritmo e prometem o cartaz oficial para os próximos dias. Para já estão disponíveis t-shirts de diversas cores e tamanhos. Faça já a sua encomenda antes que esgote, pelos tm. 967247213 ou 966461736.
No passado sábado realizou-se a sardinhada anual de S. Pedro, no Largo de S. Francisco. Muitos foram os casteleirenses que aderiram a esta iniciativa de responsabilidade da Junta de Freguesia.
04/07/2012
Volvidos que são 38 anos, após
aquela radiosa manhã de 25 de Abril de 1974 que nos devolveu a liberdade, a
democracia e a igualdade, parece quererem enevoá-la, valendo-se da tão falada
crise e do esquecimento das promessas feitas em discursos empolgantes com
palavras maviosas que encantam os ouvidos e extasiam o espírito, cativando e
convencendo quem as ouviu e muito mais a quem diretamente foram dirigidas.
E se é verdade que tudo isto é no
auge da euforia, das promessas em troca de benesses, não menos verdade é que o
homem, cego na vaidade e envaidecido com a glória do poder, a pouco e pouco, aquando
já no poder, se vai esquecendo das promessas feitas nas campanhas eleitorais. E
a acontecer, a frustração é para quem acreditou e a mentira para quem prometeu
e não cumpriu.
Nada agradável é, mas tudo isto
acontece e se ouve, dia a dia, da boca dos mais eminentes políticos aos mais
humildes.
Sendo assim, urge perguntar:
Onde está o cumprimento das
promessas feitas em plenas campanhas eleitorais? Onde está a verdade e a
solidariedade? Nas palavras vãs, saídas da boca dum governante que hoje diz sim
e amanhã diz não, escudando-se na famigerada crise, para, em cada dia e após
dia a dia, impor mais e mais austeridades sobre a já pesada austeridade imposta
pela Troika?
Não, assim não. Basta!... Quem
está no poder não deve esquecer-se do que assinou no acordo com a Troika, sinal
de que não deverá ir além do que foi assinado. Caso contrário, é inverter a
verdade e a solidariedade que não são só palavras lindas e cativantes. São
muito mais do que simples palavras, são palavras com algo de místico que a
troco não devem levar alguém a aceitar a glória e muito menos o poder ditatorial.
Ao serem retirados os subsídios
de Férias e de Natal, a quererem baixar os salários, com os aumentos do
desemprego, dos preços dos produtos alimentares, dos combustíveis, da água, luz,
gás, taxas moderadoras, consultas, análises, radiografias, transportes, etc., etc.;
com o fecho de escolas, centros de saúde, tribunais e outros serviços; com a extinção
de freguesias; com o abandono do cultivo das terras por falta de incentivos e apoio
governamental, provocando mais e mais empobrecimento e desertificação no
interior do país, há que perguntar: O que é isto? É para manter e avivar a
identidade e as raízes dum povo? É Solidariedade? Não. É uma imposição,
resultante de abuso do poder, porque solidariedade é dar e não retirar regalias
sociais, em especial, aos mais carenciados; solidariedade é dar trabalho a quem
quer trabalhar; solidariedade é o 25 de Abril de 1974, com liberdade,
democracia e igualdade; solidariedade é algo ainda mais, é dar lenitivo a quem
tem fome; solidariedade é dar a alguém que está doente, triste, através de
carinho, dum gesto ou dum sorriso, a alegria de viver; solidariedade é ajudar,
sem ninguém ver e saber, o amigo e o inimigo, o pobre e o rico, o doente e o
são, todo e qualquer ser que necessite duma palavra amiga e tranquilizadora;
solidariedade é um dos muitos degraus da vida que leva o homem a ser Homem e a
alcançar uma Vida para o Bem, partilhando com o seu irmão a solidariedade de um
pedaço do seu pão.
Por último, queremos dizer ao Sr.
1.º Ministro, Dr. Passos Coelho, que, na verdade, “Os portugueses já não estão
perante o abismo…”, porque já “estão no fundo do abismo a olharem para cima”, na
esperança de que alguém, com bom senso e solidariamente, os salve, porquanto “a
paciência dos portugueses” já se esgotou.
"Daqui Viseu", espaço de opinião de autoria de Daniel
Machado
É já no próximo sábado, dia 30, a partir das 19 horas, que se realiza a tradicional sardinhada de S.Pedro oferecida a toda a populção pela Junta de Freguesia. Aqui fica o convite, inclusivé a todos os leitores do Viver Casteleiro.
Como já vem
sendo hábito, no passado dia 16 de Junho realizou-se o Passeio de Verão
promovido pelo Centro de Animação Cultural do Casteleiro. Os casteleirenses reuniram-se
bem cedo no Largo de São Francisco para rumarem até Aveiro. As condições
meteorológicas pareciam não ajudar mas a viagem decorreu animada e, à medida
que nos aproximávamos do nosso destino, o entusiasmo aumentava. Depois de tomarmos
o pequeno-almoço sob o céu nublado, seguimos viagem até Aveiro onde nos
esperavam os moliceiros para um agradável passeio pela Ria.
Por volta do século X, o mar atingia os actuais Concelhos de Estarreja e
Aveiro, submergindo outros como Ovar, Murtosa e Mira, posteriormente, no século
XVI, recuou dando origem a este complexo estuário conhecido como Ria de Aveiro.
Embora seja conhecida por Ria, na realidade trata-se de uma laguna, uma vez que
a ligação ao mar foi estabelecida artificialmente pela abertura de uma barra no
cordão litoral. O magnífico enquadramento geográfico e a fonte de recursos
naturais que a Ria disponibiliza tornou-a um atractivo turístico, sendo comum os
passeios nos tradicionais moliceiros pelos canais da Ria. Os moliceiros,
embarcações de linhas elegantes com painéis decorativos exuberantes, vagueiam
pela Ria permitindo aos turistas contemplar a paisagem mas outrora
destinavam-se exclusivamente à apanha do moliço, nome dado às plantas aquáticas
usadas como fertilizante na agricultura.
Depois de
deambularmos pela Ria no moliceiro, tivemos a oportunidade de provar e aprender
a confeccionar os famosos ovos-moles. Os mais arrojados meteram a “mão na
massa” ajudando no enchimento e corte destes doces tradicionais tipicamente
envolvidos em formas de hóstia com desenhos marítimos.
Por fim,
visitamos a Funceramics despertando o nosso interesse para os trabalhos em
cerâmica. Para além de uma explicação teórica da Roda de Oleiros houve
demonstrações práticas com criação de peças.
Muitos quiseram trazer peças de barro
como recordação da passagem por Aveiro.
De
regresso a casa ficou a promessa de que para o ano há mais…
A Assembleia de Freguesia de Casteleiro, reunida no passado dia 23 deliberou, por unanimidade, manifestar a sua oposição à aplicação da Lei 22/2012 que aprovou o regime jurídico da reorganização administrativa territorial autárquica.
O mês de Junho é por excelência o
mês do mais insigne e genial vate português, Camões e dos três mais populares
santos, St.º António, S. João e S. Pedro, assim:
10 de Junho - Camões
13 de Junho - St.º António
24 de Junho - S. João
29 de Junho - S. Pedro
É sobre o 10 de Junho e Camões que
iremos tecer algumas considerações, lembrando que até ao dia 24 de Abril de
1974, o 10 de Junho era “DIA DE CAMÕES, DE PORTUGAL E DA RAÇA”, passando depois
a ser considerado o “DIA DE PORTUGAL, DE CAMÕES E DAS COMUNIDADES PORTUGUESAS,”
espalhadas por todo o mundo.
De Camões, pena é que grande parte
da sua biografia ande envolta em sombras e cuja verdade histórica esteja longe
de se conhecer em definitivo. E se algo de muito e bom chegou até nós,
inverosímil, porém, é que a sua data de nascimento, de naturalidade e de outros
acontecimentos não sejam ao certo conhecidos, já que o imortal épico português
tal não merecia. Assim, diz-se que, numa breve biografia que até nós chegou,
“Camões, de nome Luís Vaz de Camões, filho de Simão Vaz de Camões e de Ana de
Sá e Macedo, terá nascido em 1524 ou 1525 e Lisboa e Coimbra disputam entre si
o berço do seu nascimento.
De 1531 a 1541 terá ido a estudar
Humanidades para Coimbra, cuja licenciatura não concluiu por se ter envolvido
em vários desacatos, o que provocou a sua ida para Lisboa. Em Lisboa, trocando
os estudos pelo ambiente da Corte de D. João III, foi afastado da Corte, onde
permaneceu de 1542 a 1545 e desterrado para o Ribatejo, por, diz-se, morrer de
amores pela formosa Dona Catarina de Ataíde, a quem ele imortalizou sob o
anagrama de Natércia. Continuando com uma vida leviana e os planos amorosos
terem ido por água abaixo, ao ver-se desiludido com tudo isto, solicita ao Rei
para ir para a guerra no Norte de África. Aceite o pedido, em 1547 vai para o
Norte de África, onde na batalha não morre, mas tem a infelicidade de ficar sem
o olho direito.
Finda a missão em África, três
anos mais tarde, regressa a Lisboa, onde não tarda em voltar à vida de boémio e
envolvendo-se novamente em desacatos, em 16 de Junho de 1552 fere, numa rixa,
Gonçalo Borges, funcionário da Corte, o que lhe valeu um ano de prisão, onde
diz-se ter composto o primeiro Canto de “Os Lusíadas.”
Libertado, em 7 de Março de 1553,
por carta régia de perdão, assinada por D. João III, no mesmo ano é enviado
para a India com o resto da Armada. No caminho marítimo para a India conhece
diversas civilizações e culturas, adquirindo assim muita experiência para
escrever os poemas.
Em Goa participa em várias
expedições, continua a escrever “Os Lusíadas” e parte depois para Macau, onde
numa gruta, vivendo em condições horríveis, escreveu a maior parte de “Os
Lusíadas”.
Em Macau ainda, foi Provedor dos
Defuntos e Ausentes. Acusado de irregularidades, prenderam-no e sob prisão volta
para Goa. Nesta viagem teve um trágico naufrágio de que saiu são e salvo, bem
como “Os Lusíadas.”
Chegado a Goa, posto em liberdade,
graças à influência do Conde de Redondo, teve logo de sair e voltar para
Portugal, mas como não havia barcos para Portugal, parte de Goa para
Moçambique, para depois seguir para Lisboa.
Em Moçambique, continuando a viver
na miséria, encontrou lá um velho amigo de nome Diogo do Couto que o traz de
volta a Lisboa (1569).
Já em Lisboa goza os seus últimos
anos de vida com dificuldade e, já doente e a viver de esmolas, em 1572
consegue publicar “Os Lusíadas”, graças á influência de vários amigos, junto do
rei D. Sebastião.
Como recompensa régia é-lhe
concedida uma tença anual de 15.000 réis, uma mísera esmola que não o impediu
de viver na miséria durante os restantes anos de vida e, na miséria, viria a
morrer de doença cardíaca, no dia 10 de Junho de 1580, em Lisboa, cujo enterro
foi pago por uma Instituição de Caridade, a Companhia dos Cortesãos.”
Com “Os Lusíadas” publicados,
personificando primorosamente a Raça Lusa e tão magistralmente neles narrados e
cantados os grandes e heroicos feitos dos Portugueses, Camões, ilustre vate
português, após privações e conturbada vida, incompreensivelmente, não tendo
sido lembrado em vida, na morte, só em 10 de Junho de 1933 se comemorou pela
primeira vez, a nível nacional, o 10 de Junho, como “DIA DE CAMÕES”, para
depois passar a ser “DIA DE CAMÕES, DE PORTUGAL E DA RAÇA”.
E como, em todos os anos, esta
celebração vem sendo habitual, Lisboa, designada pelo Sr. Presidente da
República, foi a sede das comemorações do dia 10 de Junho de 2012, o então “Dia
DE PORTUGAL, DE CAMÕES E DAS COMUNIDADES PORTUGUESAS”, ano em que decorridos
são 432 anos sobre a sua morte, Camões, militar valoroso, poeta insigne, bem
mereceu tão honrosa distinção, pecando
por tardia, porque foi e é, sem dúvida, o Príncipe dos poetas, jamais igualado
e frustradamente imitado, a não ser nos transes da ventura, como atesta a
poesia dum outro grande poeta que foi Bocage, abaixo transcrita:
A CAMÕES
Camões, grande Camões, quão
semelhante
Acho teu fado igual ao meu, quando
os cotejo!
Igual causa nos fez, perdendo o
Tejo
Arrostar c’o sacrílego gigante;
Como tu, junto ao Ganges
sussurrante,
Da penúria cruel no horror me
vejo;
Como tu, gostos vãos, que em vão
desejo,
Também carpindo estou, saudoso
amante.
Ludíbrio, como tu, da sorte dura,
Meu fim demando o Céu, pela
certeza
De que só terei paz na sepultura.
Modelo meu tu és… mas - oh,
tristeza!...
Se te imito nos transes de
ventura,
Não te imito nos dons da natureza!
Se bem que este soneto traduz a
claro o valor e enaltecimento do autor de “Os Lusíadas”- Epopeia Nacional -
que, numa antevisão maravilhosa, cantou e esculpiu com letras de ouro toda a
glória da “Ocidental Praia Lusitana”, não nos poderemos furtar a dizer que, se
“Os Lusíadas”, com a tessitura do condigno poema épico que é, o imortalizaram e
o tornaram sobejamente bem conhecido em todo o mundo, não é menos digno de
imortalidade como lírico. Nesta qualidade foi também exímio no emprego da
métrica tradicional de redondilha e aperfeiçoou genialmente as suas formas que
Sá de Miranda importara.
Para corroborar esta nossa
afirmação, eis, ao acaso, um dos muitos sonetos que nos legou:
ALMA MINHA…
Alma minha gentil, que te partiste
Tão cedo desta vida descontente,
Repousa lá no Céu eternamente
E viva eu cá na terra sempre triste!
Se lá no assento etéreo, onde subiste,
Memória desta vida se consente,
Não te esqueças daquele amor ardente,
Que já nos olhos meus tão puro viste.
E, se vires que pode merecer-te
Algũa cousa a dor que me ficou
Da mágoa sem remédio de perder-te,
Roga a Deus, que teus anos encurtou,
Que tão cedo de cá me leve a ver-te
Quão cedo de meus olhos te levou!
"Daqui Viseu", espaço de opinião de autoria de Daniel Machado