26/12/2011

No Casteleiro a tradição ainda é o que era!












Ano após ano, o Natal traz à memória de todos nós, histórias de tempos passados onde o ritual do madeiro, das filhoses, dos doces…se repete como se o passado, às vezes já longínquo, tivesse sido um dia destes.
É verdade que, quem na noite de Natal confraternizou com amigos…gente que “regressou às origens” neste curto fim de semana, aquecidos pelo eloquente madeiro que ocupava o centro da praça, por certo não passou frio, muito menos esqueceu as brincadeiras – algumas rodeadas de grandes malandrices dos mais velhos - com que a garotada da época se entretinha nessa noite, tão diferente de todas as outras.
Os maços de madeira que todas as crianças gostavam de exibir nessa noite, para brincarem junto ao madeiro, retirando brasas do grande lume e fazendo um rebentamento, como de bombas se tratasse, às vezes nem chegavam a ser estreados, pois antes, tinham de ir caldear no enorme lume, que aquecia o Menino Jesus. Claro que o maço nunca mais era visto porque era queimado imediatamente pela rapaziada mais velha. Para estas crianças, terminava ali a festa e começava o choro. Hoje, as crianças (em menor número…) continuam a ir ao madeiro, levar o maço e divertirem-se, de uma forma pacífica e divertida. Os adultos assistem e aplaudem. Ainda bem que a atitude aqui mudou!
No percurso até este espaço mágico, o cheiro do azeite, misturado com filhoses invade, por completo as ruas, singularmente povoadas e a mente de quem sempre viveu este espírito de Natal na aldeia.
Vamos continuar a manter viva esta tradição natalícia, que assume o seu pleno sabor, neste nosso Casteleiro.
Oxalá estes cheiros e estas tradições persistam de modo a que as gerações futuras as consigam preservar e projetar nos tempos futuros.
BOM NATAL





"A Minha Rua", espaço de opinião de autoria de Joaquim Gouveia

16/12/2011

Um sinal de vitalidade



As recentes eleições para os órgãos sociais do Lar de São Salvador, foram mais um gratificante sinal da solidariedade das gentes do Casteleiro e do ambiente de vitalidade que se respira na Aldeia.
Foram muitos os que se disponibilizaram para participar e, apraz-me salientar, muitos os jovens que pela primeira vez passaram a integrar os órgãos sociais, sinal evidente que o futuro do associativismo na freguesia parece estar em boas mãos.
Numa altura em que a desertificação das nossas terras assume contornos preocupantes, são factos como este que nos levam ainda a acreditar que tudo é possível e que o Casteleiro é uma Terra com Futuro!








"Reduto", espaço de crónica semanal de autoria de António Marques

14/12/2011

Nascer Casteleiro

É Natal.
Natal é nascer, é vida. Assim, nesta quadra natalícia, é de louvar e bom é lembrar que a actual Junta de Freguesia do Casteleiro, em tempo de campanha eleitoral, prometeu incentivar a natalidade e ajudar com 500,00 euros os jovens casais que residam na freguesia do Casteleiro.
Com esta iniciativa, denominada “NASCER CASTELEIRO”, a Junta de Freguesia, em 27.12.2009, cumpriu a promessa com a atribuição do primeiro subsídio de 500,00 euros ao casal Victor Fortuna e Suzete pelo nascimento da filha Raquel e, em 02.05.2010, no decurso da 1.ª Festa da Caça, volta a entregar mais um subsídio de 500,00 euros a cada um dos casais Rui e Jéssica, Luís Soares e Ana pelos nascimentos dos filhos, respectivamente, Rogério e Juliana.

















No ano seguinte, já em tempo de crise, a Junta de Freguesia, alheando-se à mesma e continuando fiel ao compromisso assumido, com os nascimentos da Francisca, filha do José António e da Nazaré Rosário; do Simão, filho do Sérgio e da Beatriz Nabais e da Leonor, filha do Rui Cerveira e da Isabel Fortuna, em 09.10.2010, fez, mais uma vez, a entrega de três envelopes com 500,00 euros a cada um dos casais citados, como poderão ser vistos nestas fotografias.


Certos de que este contributo prevalecerá e muitos mais subsídios serão entregues, para todos os Casteleirenses residentes e não residentes um FELIZ NATAL E PRÓSPERO ANO NOVO.









"Daqui Viseu", espaço de opinião de autoria de Daniel Machado

11/12/2011

Sandra Fortuna reeleita Presidente do Lar

As eleições para os Órgãos Sociais do Lar de São Salvador decorreram hoje com uma massiva votação na única lista a sufrágio: dos 102 votantes, 100 associados deram o seu apoio à lista e apenas dois votaram em branco.
Este acto eleitoral foi o mais concorrido na história da instituição e traduz de forma inequívoca o reconhecimento dos sócios pela gestão que ora finda e a confiança na nova Direcção, que continua a ser liderada pela Sandra Fortuna.
Aqui ficam os novos Órgãos Sociais para o triénio 2012/2014.


Direcção
Presidente – Sandra Isabel Fortuna
Vice – Presidente – Jaime de Jesus Rodrigues
Tesoureiro – Vítor Soares Fortuna
Secretário - Joaquim Luís Gouveia
Vogal – Maria Isabel Ângelo Silva


Suplentes
Beatriz da Costa Nabais
Albertino Machado Lopes
Orlindo Lourenço
José dos Reis
Albertino dos Reis


Conselho Fiscal
Presidente – José Carlos Martins
Vogal – Rui Teixeira Proença
Vogal – Ricardo Fortuna Marques


Suplentes
Joaquim Leitão
Fernanda Felizardo Paiva
Manuel Leal Esteves


Assembleia Geral
Presidente – Joaquim José Felizardo Paiva
1ª Secretária – Cristina Maria Soares Alexandrino
2ª Secretária – Maria Orlanda Corista



Coro actuou no Lar do Casteleiro













O Grupo Coral e de Cantares do Sabugal actuou esta tarde no Lar de São Salvador perante uma plateia atenta e já em ambiente natalício.


09/12/2011

Grupo Coral do Sabugal no Lar de São Salvador

O Grupo Coral e de Cantares do Sabugal vai actuar no Lar de São Salvador, no próximo dia 11, domingo, a partir das 15.30 horas.

01/12/2011

Lar de S.Salvador: Uma Obra em Marcha

O Lar de S. Salvador do Casteleiro é hoje uma instituição na linha da frente, quer quanto à qualidade dos cuidados prestados, quer das excelentes instalações que dispõe.







Os actuais órgãos sociais, a Direcção presidida pela Sandra Fortuna, a Assembleia Geral por Joaquim Gouveia e o Conselho Fiscal por Jaime Rodrigues, souberam imprimir um rumo que, embora ambicioso, foi executado com rigor e que se traduz, hoje, num êxito assinalável e um exemplo de boa e eficaz gestão.
As recentes obras de remodelação, para além de uma conquista positiva da eficiência do espaço disponível, melhoraram a qualidade e eficácia de muitos e diversos sectores da actividade do Lar.
Assim, foi pintado todo o interior do edifício, construída uma nova Lavandaria e Rouparia, criada uma área de recepção que não existia, remodeladas as casas de banho dos quartos individuais, remodelação geral do refeitório com abertura de novas janelas, construída uma nova área para lavatórios que foram retirados do corredor, remodelada a zona de arrecadação dos alimentos segundo as normas legais em vigor e, ainda, melhorada a iluminação em diversos espaços.
Por tudo isto, será correcto dizer que o Lar de S. Salvador é uma Obra em Marcha!






30/11/2011

Magusto em mês de S. Martinho



Para o dia 27 de Novembro findo, a partir das 14 horas, a Direcção do Centro de Animação Cultural do Casteleiro convidou todos os seus sócios, simpatizantes e a população em geral a comparecerem no Largo de S. Francisco para participarem no tradicional magusto de S. Martinho.
Chegado o dia e a hora, com a fogueira a arder, as pessoas gradualmente a comparecerem no local do magusto e as castanhas a serem mexidas no assador para melhor se assarem e a não se queimarem, de quando em vez, quando uma ou outra castanha estoirava, alguém dizia: “até parece que foram roubadas”, mas não, foram compradas.
Com os olhos postos no assador e aguardando-se a primeira “leva” de castanhas assadas para as mesas, pessoas já havia, ansiosas para as descascarem e comerem e, sem demoras, lá vieram quentinhas e boas para agrado de quem as comia e saboreava.
A este assador de castanhas, outros e muitos mais houve. Para tal, lá estava o amigo Manuel Leal, sempre disposto para as assar, tantas quantas vezes fosse e até que as pessoas presentes mais não quisessem e assim foi.
Entretanto, para que ninguém se empapasse com as castanhas, ao lado, no bar, bebidas eram servidas, com destaque para a genuína jeropiga, própria da época e que bem liga com as castanhas assadas ou com as nozes que, por fim, o amigo Zé Nabais trouxe para quem as quisesse partir e comer.
Com o Sol a desaparecer e o frio da noite a aparecer, uma vez mais a tradição do magusto se cumpriu, graças à boa vontade e empenho da Direcção do Centro Cultural, proporcionando assim, a quem quis associar-se, um alegre e são convívio.







"Daqui Viseu", espaço de opinião de autoria de Daniel Machado



Assembleia Geral do CACC



29/11/2011

O Chafariz das Duas Bicas

A propósito da notícia da iluminação do património, que aplaudo, lembrei-me de umas notas que há tempos escrevi sobre uma das «fontes», o Chafariz das Duas Bicas, que fica mesmo à porta da minha antiga casa.
A sua água, segundo os mais velhos, era de uma qualidade excelente.
Como disse, esse chafariz foi, durante muitos anos, meu vizinho muito próximo.
Sempre gostei, e até quase venerei, aquele chafariz.
Quase o sentia só meu.
Fez-me companhia nos bons e nos maus momentos.
Junto dele brinquei, fui feliz, amei, chorei – enfim, foi meu companheiro de todos os momentos.
O que mais recordo, e recordo com muita ternura, é o momento de deitar.
Sabia-me muito bem no silêncio da noite (o chafariz era mesmo em frente ao meu quarto), ouví-lo e ser embalada suavemente ao som da cadência monótona e calma da água a correr para dentro do pio (era assim que se chamava), eternamente…
E eternamente porquê?
Porque, ao acordar, lá continuava o mesmo som da água, com a mesma cadência, sempre pronta a dar-me os bons dias.
Assim.
Vinte e quatro sobre vinte e quatro horas.
Lembro-me muitas vezes daquele chafariz.
E também do sussurrar dos diálogos que aconteciam enquanto os cântaros enchiam.
Como não havia de lembrar?
Afinal, foi lá que cresci e me fiz mulher.
As minhas raízes estão lá bem fundas.
As minhas emoções também.
As recordações estão guardadas numa gaveta especial do meu cérebro.
E, claro, num lugar de eleição do meu coração.

Há coisas de que pouco se fala, mas estão e estarão sempre connosco.
Não foram afinal essas vivências que nos deram a personalidade que temos hoje?

Gostei de o ver a mostrar-se assim destacado e vaidoso, por aquele mimo que o realça ainda mais.
Até sempre, meu amigo chafariz.








Texto de autoria de Maria Dulce Martins


27/11/2011

Património iluminado












Com o objectivo de valorização do património edificado da aldeia, a Junta de Freguesia procedeu à instalação de um sistema de iluminação em todas as fontes e ainda na Capela do Reduto.




26/11/2011

A extinção de Freguesias

As Juntas de Freguesia rurais são, na sua grande maioria, o único elo de apoio a que as populações recorrem e quase sempre a única instituição presente.
O trabalho desenvolvido pelas autarquias após o 25 de Abril foi e é exemplar no apoio e defesa das suas populações e na melhoria das suas condições de vida. O poder local democrático tem obra feita e lugar assegurado na história administrativa do País.
O actual Governo apresentou, e encontra-se em discussão pública, uma proposta de reorganização administrativa das Freguesias. Os critérios desta proposta, embora não atinjam o Casteleiro, ditam que serão extintas metade das freguesias do Concelho do Sabugal.
Sou totalmente contra a extinção de freguesias rurais. Penso que a existir uma reorganização, deveriam ser as freguesias urbanas as primeiras a ser reduzidas, pois é aí que são menos necessárias e, no seu conjunto, as que gastam a maior fatia do orçamento.







"Reduto", espaço de crónica semanal de autoria de António Marques



23/11/2011

Junta de Freguesia tem novas instalações



A Junta de Freguesia de Casteleiro acabou de concretizar um dos compromissos que tinha assumido com a população aquando das últimas eleições: a aquisição de instalações dignas para o órgão autárquico.
Recorde-se que o Casteleiro era, até aqui, a única Freguesia do Concelho do Sabugal que não dispunha de sede, encontrando-se instalada numa sala cedida pelo Centro de Animação Cultural.
O imóvel ora adquirido, Largo de São Francisco, nº1, bem como o olival anexo, (antiga casa Mourinha), situa-se numa zona central e das mais nobres da Aldeia e irá permitir o funcionamento digno da Junta, proporcionando a todos melhores acessos e excelentes condições para a instalação dos mais diversos serviços de apoio à população.




22/11/2011

Magusto do CACC

O Centro de Animação Cultural do Casteleiro, convida toda a população, sócios e simpatizantes a participar no tradicional magusto, que se irá realizar no dia 27 de Novembro pelas 14:00h no largo de São Francisco.
Venha provar a nossa doce jeropiga, assim como a tradicional água-pé.
Estão todos convidados!
Apareçam!

Eleições no Lar de S.Salvador