24/12/2009
Casteleiro nevado
22/12/2009
Reunião da Assembleia Municipal
A Assembleia Municipal do Sabugal reúne no próximo dia 29 de Dezembro. Em análise, entre outros pontos, vão estar o Orçamento e Plano de Actividades da autarquia para 2010. Fique a conhecer a Ordem de Trabalhos, aqui.20/12/2009
Linguajar antigo com piada
Quanto mais entrava pelo Liceu e Faculdade, mais percebia o que estava em cima da mesa quando alguém chegava e dizia: «A marrana anda barronda». E sempre procurei perceber de onde vinham aquelas palavras que não estavam no dicionário. Umas vezes percebia, outras nem tanto. Querem ler alguns exemplos? Vamos a isso.
Mas, antes de mais, umas notas sobre pronúncia propriamente dita:
- na nossa terra pronunciava-se «tch» em vez de «ch» (por exemplo: «tchave» por «chave»);
- dizia-se «ais» no final das palavras em vez de «agem» (em «lavagem», por exemplo: «lavais»);
- pronunciava-se «ê» por «ei» (em «rosêra», em vez de «roseira», por exemplo).
Agora alguns vocábulos típicos do Casteleiro:
Irvais (por ervagem, penso) – lameiro, pasto para os animais.
Lapatchêro (por lapacheiro,acho, seja lá o que for: não encontro no dicionário) – lamaçal, água entornada no chão.
Gatcho – cacho de uvas (trata-se apenas de uma corruptela na pronúncia: o abrandamento de consoantes, de c para g neste caso, é muito frequente na linguagem popular).
Pintcho – fechadura.
Cortelho – pocilga, local onde permanecem os animais (chamo a atenção para o seguinte: no Minho, pelo menos, chamam «corte» – leia-se côrte – às pocilgas. Ora, pela proximidade de Castela, a nossa palavra «cortelho» pode resultar de um diminutivo de corte – o que em castelhano se escreveria, hipoteticamente, «cortello»… Sei lá…).
Sampa – tampa de uma panela (esta é muito boa…).
Azado, azadinho – jeitoso (leia o 1º «a» aberto, como se tivesse um acento: «àzado».
Cotear – usar muito.
Frintcha – abertura estreita.
Cote – uso. Mas há duas expressões antigas com piada: o fato dos domingos era o fato domingueiro, o da semana era o «da cote». Leia «dà cóte» e faça sorrir os seus mais velhos lá de casa.
Limbelha – metidiça, que quer saber tudo (ponho no feminino porque era mesmo usado só para as raparigas e para as mulheres).
Atchaque – maleita, doença
Assêqui (esta é muito bem apanhada) – dizem que, parece que, consta (de: «Eu sei que», acho).
Pantchana – enrascado.
Delido – desfeito (por exemplo, um peixe quase podre está mesmo «delido»).
Gostaram? Isto tem muita piada.
Obrigado a quem me ajudou nesta tarefa.
Já agora uma nota: foi preciso chegar esta malta à autarquia para se poder pagar a água e a luz etc. sem mais aquelas. Ainda bem. É com estas e com outras que até já me fazem abrir o raio do «site» todos os dias – já tinha poucas leituras obrigatórias, então: é mais uma… Obrigado pela dinâmica serena que mostram.
Espaço de opinião de autoria de José Carlos Mendes
19/12/2009
Junta disponibiliza novos serviços

Concretiza-se, assim, um dos objectivos anunciados no período de campanha eleitoral, integrado num amplo projecto de apoio à população, com vista a facilitar o dia-a-dia, especialmente dos mais idosos.
As operações podem ser realizadas nos dias e horário em que a Junta se encontra aberta ao público: terças e quintas feiras, das 20 às 21 horas (horário de Inverno).
18/12/2009
Os cheiros e sabores do Natal da nossa Aldeia
A noite de Natal no Casteleiro, a tradição é para manter! Madeiro já, preparadinho para ocupar o lugar que lhe compete – largo da praça. Por isso o ritual vai cumprir-se: à hora certa, o madeiro será aceso para aquecer o Menino Jesus. À sua volta, a malta junta-se, confraterniza, revê amigos, bebe uns copos para aguentar as diferenças térmicas de uma noite, geralmente gélida e longa.Nas ruas, o cheiro a azeite quente, onde as filhoses ganharam forma, adquire uma dimensão que só estas aldeias rurais conseguem manter. Longe da correria e da poluição da cidade, os filhos da terra espalhados pelo país ou estrangeiro, renovam ano após ano a ligação à sua aldeia natal.
As casas enchem-se de familiares e amigos. Com frio ou mesmo com chuva, o calor humano, invade as ruas e os lares da aldeia. Apesar do consumismo que nos invade e teimosamente persiste em fazer esquecer o espírito natalício, continuemos nós, a regressar à aldeia, de modo a manter bem vivos estes rituais, que tão bem caracterizam esta quadra natalícia.
"A Minha Rua", espaço de opinião de autoria de Joaquim Gouveia
16/12/2009
Neve
Quando era criança, a quadra do Natal era passada quase sempre em redor de uma lareira. Recordo bem os pingos do fumeiro que me escolhiam como alvo.O meu parque de diversões era o Reduto e, durante muitos anos, havia sempre uma manhã que o meu recreio estava coberto de neve.
Há pouco, nevava na Serra da Estrela.
Há quantos anos não neva no Reduto?
"Reduto", espaço de crónica semanal de autoria de António Marques
Sessão de Esclarecimento DIA 27 - 15 H
No próximo dia 27 de Dezembro, às 15 horas, no salão do Centro de Animação Cultural, a Junta de Freguesia promove uma sessão de esclarecimento, com a presença de técnicos da área, relativamente a dois projectos que vai candidatar no âmbito do PRODER: alcatroamento de caminhos rurais e trabalhos de conservação do solo e da água, através de intervenções de estabilização de emergência nas áreas atingidas pelo incêndio.15/12/2009
Novo Código para o Sector Florestal
No passado dia 5 de Dezembro, estive numa sessão de apresentação do código florestal, organizado pela Unidade de Gestão da AFN nas suas instalações da Guarda. Desde já os parabéns pela organização e pela acção, penso que as associações florestais bem como juntas de freguesia deviam seguir este bom exemplo.Para quem não sabe ou ouviu falar no código florestal, é o novo diploma que irá manter a ordem no sector florestal e que agrupa uma série de decretos leis e portarias, algumas muito antigas, num só. Estamos a falar do Decreto-Lei n.º 254/2009, de 24 de Setembro, que irá entrar em vigor no próximo dia 23 de Dezembro de 2009. Muito haveria para escrever nestas linhas mas será mais fácil descarregarem o documento aqui.
Chamar atenção só para alguns aspectos que antes não estavam regulamentados e que agora vai ser obrigatorio cumprir: pedido de autorização por escrito aos próprietários dos terrenos para fazer recolha de cogumelos e plantas aromáticas, bem como fazer pastoricia isto em terrenos particulares. Caso se trate de matas públicas do Estado, sob gestão da AFN ( Autoridade Florestal Nacional) ou as áreas protegidas sob a gestão do ICNB ( Instituto de Conservação da Natureza e Biodiversidade), terão que pedir uma licença e pagar a devida taxa.
Nada melhor que ler o documento na integra. Deixo aqui o desafio à Junta de Freguesia do Casteleiro, para fazer uma sessão de
divulgação/sensibilização com as entidades competentes ou a AFN ou membros da associação de produtores florestais OPAFLOR, para informar os interessados da Freguesia do Casteleiro e quem quiser aparecer. Penso que seja muito importante fazer a divulgação do diploma para não virem a sofrer coimas, que bem pesadas são.Existe também uma declaração de Rectificação n.º 88/2009, DR n.º 227, série I, de 2009-11-23 que Rectifica o Decreto-Lei n.º 254/2009, de 24 de Setembro de 2009, Código Florestal. A rectificação diz respeito ao Artigo 5.º – Norma revogatória. Aqui.
Dado estar nesta área penso que é meu dever contribuir com este pequeno gesto de divulgação e sensibilização para esta nova legislação, que vem ajudar a travar a degradação dos terrenos florestais.
Nota: A imagem é de um livro que transcreve o Decreto lei, num texto com melhor leitura que o publicado em DR. A destribuidura do livro é a DisLivro.
Caso queira tirar alguma dúvida, deixem comentários que eu responderei.
Boa semana.
"Ambiente agrícola e espaço florestal", espaço de opinião de autoria de Ricardo Nabais
13/12/2009
O Natal no "Terreiro"
Chegou o MADEIRO!
A sabedoria da «medicina» popular
No entanto, a sabedoria popular resolveu muita coisa. Um médico português do século XVII escreveu um livro com as mezinhas populares e ajudou a divulgar os seus benefícios.
Leia o texto de Maria do Sameiro Barroso aqui.
Vamos então a duas ou três mezinhas simples que eram muito usadas no Casteleiro.
Infecções graves por golpes profundos
Lavagem com borato (de sódio) – um pó branco como o bicarbonato, diz a minha fonte – e depois punha-se mel como se fosse uma pomada.
Dores de intestinos e dores menstruais
Chá de malvas e bredos mercuriais (parece erva cidreira e dá-se nas paredes. Tinha muitíssima fama há 50 anos)
Constipações e dores de garganta
Chá de sabugueiro misturado com leite. Era difícil de tomar. Tinha um sabor esquisito, diz a minha mãe.
Ou então: aguardente queimada, mel e chá de alecrim.
E, não. Tirem daí o sentido: ao contrário do que eu queria escrever, há três ervas que não servem para nada de útil nesta campo: nem os cocilhos, nem urtigas, nem as azedas. Se não sabe do que se trata, pergunte aos mais velhos.
Boa noite. Gozem a vida moderna.
Espaço de opinião de autoria de José Carlos Mendes
11/12/2009
Reunião da Assembleia de Freguesia
A Assembleia de Freguesia de Casteleiro reúne no próximo 12, pelas 20.30 horas. Nesta primeira reunião após a tomada de posse, a Assembleia vai deliberar sobre o Orçamento e Plano de Actividades para 2010, documentos já aprovados pela Junta de Freguesia. Igualmente para apreciação estará o Regulamento e Tabela de Taxas a vigorar no próximo ano.08/12/2009
Força Casteleiro
“VIVER CASTELEIRO – TERRA COM FUTURO”, um Blogue da Junta de Freguesia, resultante de uma feliz e boa escolha, é uma fonte inesgotável para temas vários, notícias, informações, comentários, contactos, definições, esclarecimentos, imagens, etc…, etc… que todos os Casteleirenses têm à sua disposição.Assim, para além de mais, “VIVER CASTELEIRO – TERRA COM FUTURO” é, fundamentalmente, conhecer as suas raízes, os tempos de antanho, não para se voltar ao saudosismo, mas sim para chamar a atenção das novas gerações para que conheçam, comparem e melhor compreendam aquilo que hoje se faz com o que se fez no passado e para que haja, certamente depois, uma motivação para os jovens saberem, não só viver melhor o momento presente, mas também para melhor saberem conhecer o passado; é, como já dissemos, numa outra ocasião, preservar as memórias, lugares, coisas, obras rústicas e típicas, ricas de um passado histórico, adaptando-as aos tempos e necessidades, se for caso disso; é perspectivar o futuro com novas ideias e iniciativas para uma vida melhor e bem-estar das suas gentes, mormente dos idosos e jovens; é um elo de ligação e informação entre todos os Casteleirenses, residentes e não residentes e, em especial, entre os nossos emigrantes.
Se estas palavras servirem de lenitivo a todos os que se empenham para o progresso do nosso Casteleiro e para o bem viver dos seus filhos, ficamos muito contentes.
Força Casteleiro!...
Aproximando-se a quadra natalícia e um novo ano, auguramos a todos os que vivem Casteleiro um FELIZ NATAL e um próspero ANO NOVO com PAZ, SAÚDE e ALEGRIA.
"Daqui Viseu", espaço de opinião de autoria de Daniel Machado
05/12/2009
"O Bardo" no Sabugal
03/12/2009
Aqui bem perto: Museu da Pastorícia
Contrariamente ao que possam pensar hoje, não venho falar do Casteleiro, mas sim enaltecer um bom exemplo do que é possível fazer para que as tradições não morram, bem pelo contrário, perdurem no tempo e, possam transmitir às gerações actuais e vindouras um pouco da história dos nossos povos.
O Núcleo Museológico da Pastorícia, localizado no centro da aldeia de Salgueiro, no concelho do Fundão, preserva a memória de um dos últimos pastores artesãos da Beira Baixa, o falecido José dos Santos. Entre as peças construídas, encontram-se bombos, cajados, flautas pastoris e outros utensílios ligados à pastorícia.
A exposição inclui ainda uma leitura fotográfica do autor, instrumentos musicais, objectos do seu quotidiano e uma reprodução da sua oficina.
Fica então o registo de um espaço, aqui tão perto, que vale a pena visitar.
Exemplo a seguir?
E porque não!
"A Minha Rua", espaço de opinião de autoria de Joaquim Gouveia
01/12/2009
Hoje é dia 1 de Dezembro
Assinala-se o dia 1 de Dezembro de 1640, dia em que termina o período de 60 anos em que o Reino de Portugal foi governado pela dinastia de origem austríaca dos Habsburgos, com o fim do reinado de Filipe III.
Hoje é dia 1 de Dezembro, feriado nacional.

Assinala-se o Dia Mundial da Luta contra a Sida.
Hoje, dia 1 de Dezembro, entra em vigor o Tratado de Lisboa.
Hoje é dia 1 de Dezembro, feriado nacional.
No Casteleiro as ruas estão desertas.
Hoje, dia 1 de Dezembro, os casteleirenses partiram para os campos e assinalam mais um dia de “apanha da azeitona”.
"Reduto", espaço de crónica semanal de autoria de António Marques
29/11/2009
Limpar Portugal – Limpar a nossa Freguesia
Passou-se uma semana desde o meu primeiro post, hoje escrevo sobre outro projecto a nível nacional, mas que se pode e deve aplicar no nosso concelho e na nossa freguesia.O projecto chama-se limpar Portugal e está aqui: http://www.limparportugal.org/ onde podem obter mais informações acerca do projecto. Mas a ideia é limpar as lixeiras que existem pelas nossas florestas a céu aberto num só dia recorrendo à ajuda de todos. Deixo as linhas orientadoras do projecto:
1) O Projecto LimparPortugal tem como objectivo limpar as lixeiras ilegais existentes no espaço florestal de Portugal no dia 20 de Março de 2010.
2) O Projecto LimparPortugal é um movimento cívico de pessoas em regime de voluntariado.
3) O Projecto LimparPortugal não aceita doações em dinheiro.
4) O Projecto LimparPortugal aceita e agradece doações de bens e serviços que possam contribuir para a prossecussão do seu objectivo (ex: luvas, sacos de lixo, disponibilização de transportes e/ou máquinas de remoção, etc..).
5) Como única contrapartida, o Projecto LimparPortugal permitirá a todas as pessoas e instituições que contribuam para o objectivo do mesmo, a utilização do logotipo do Projecto LimparPortugal na sua comunicação institucional, com a indicação de "Apoia o Projecto LimparPortugal".
6) O Projecto LimparPortugal funcionará com uma coordenação nacional e com tantas coordenações regionais (distritais e concelhias) quantas as necessárias.
7) O Projecto LimparPortugal ficará vinculado pelas decisões tomadas em reuniões presenciais, a realizar pelo menos uma vez por mês em locais a designar, abertas a todos os seus membros.
Neste site, http://www.limparportugal.ning.com/ existem grupos por concelhos e o do sabugal já tem 8 membros, mais ainda são insignificantes para uma tarefa tão árdua.
Podem-se inscrever no grupo do Sabugal clicando aqui: http://www.limparportugal.ning.com/group/sabugal .
Em conversa com o Presidente da Junta do Casteleiro, surgiu esta problemática na freguesia em que as pessoas continuavam a despejar resíduos de obras e outros para as florestas da nossa freguesia. Como podem ver na foto, este monte de resíduos foi despejado depois de ter ardido.
Infelizmente o fogo veio queimar muita área inclusive lixo ardente que se encontrava nestes locais, sobrando os restos das obras para contar a história e marcar uma lixeira ilegal, basta darem um volta por alguns caminhos da freguesia e irão encontrar alguns destes pontos. O maior e mais perto situa-se no caminho que passa por cima da Quinta da Carrola onde se encontram dois novos montes já despejados depois do fogo.Além de podermos participar no próximo dia 21 de Março de 2010 neste projecto, a junta de freguesia está a estudar a localização de um parque para todos poderem deitar os resíduos que posteriormente serão reencaminhados para o CIRVA - Centro Integrado de Reciclagem e Valorização Ambiental situado no novo parque industrial do Sabugal no alto do Espinhal onde os entulhos serão tratados e depois reencaminhados para alguns serviços que possam utilizar este produto resultante dos entulhos.
Por isso queria deixar um apelo a todos para fazermos algo pela nossa freguesia e pelo nosso espaço florestal, não deitando lixo para o chão, contactem sempre a junta de freguesia, que eles farão o encaminhamento para um local estratégico enquanto se finaliza o estudo da localização do local definitivo para receber este tipo de resíduos.
Uma boa semana…
"Ambiente agrícola e espaço florestal", espaço de opinião de autoria de Ricardo Nabais
27/11/2009
Forno comunitário
O Forno comunitário era algo que fazia parte da vivência de todas as famílias do Casteleiro. Era aqui que a “ti Mari Bárbola”-como o povo lhe chamava, forneira de serviço, diariamente tinha por tarefa, ainda com a manhã bem longe, deitar o lume ao forno, normalmente com giestas, arrancadas com muito suor, na da serra que ainda ficava longe, e transportadas com muito custo no seu velho burrito até ao povo.
Ao mesmo tempo que o forno ia ganhando a temperatura necessária, lá ia a “ti Mari Bárbola” calcorreando as ruas do povo avisando as pessoas que tinham a sua vez marcada, para irem preparando a massa.
A farinha era feita de grãos de centeio, semeado, colhido e moído nestas nossas terras rudes mas generosas, outrora todas trabalhadas sol a sol, para que pelo menos o sustento das famílias estivesse assegurado.
Depois do pão, de tamanho familiar, “tendido”, era metido no forno, que tal como a “mestra” sabia, devia estar com o seu interior bem branco, para que a cozedura saísse perfeita.
Pronta esta fornada, outra se preparava para entrar e…este ritual repetia-se durante todo o dia, dia após dia…semana após semana…
No final de cada cozedura e como recompensa pelo seu trabalho a “ti Mari Bárbola” recebia a “poia”, nome que se dava ao pão a que ela tinha direito por cada fornada.
Este tempo já vai longe, muitas das pessoas que o utilizaram já partiram há muitos anos, mas este espaço, noutros tempos “comunitário”, continua em razoável estado de conservação, na Travessa do Forno, à espera que alguém recupere a sua memória e lhe dê nova vida, nem que seja para perpetuar a sua história.
Aqui fica um desafio à nova Junta de Freguesia, recentemente eleita.
Aproveitem enquanto ainda há muita gente com a memória bem vida e que daria um óptimo contributo na sua recuperação.
"A Minha Rua", espaço de opinião de autoria de Joaquim Gouveia
25/11/2009
24/11/2009
Amor profundo ao nosso torrão natal
Foi na altura da inauguração da luz eléctrica no Casteleiro, em 1956.
Um grupo de raparigas ensaiado, se não estou em erro, pela D. Felícia cantou nessa festa uma cantiga com letra amorosa sobre o Casteleiro e com música de uma canção popular na altura.
As cantoras iam todas vestidas com blusa branca e saia preta rodada, se bem me lembro. Eu tinha oito anos. Foi há «bué» de tempo…
Estão a ver que as reminiscências já não são muito apuradas. Mas estão cá dentro, ainda que diluídas.
Claro que, como mandavam as normas dessa altura, foram muitas pessoas até à ponte receber o Governador Civil.
Ali mesmo, aquele grupo coral cantou então, quando a autoridade chegou, algo como isto:
«Ó Casteleiro, terra de encanto,
Terra tão linda não há, não há.
É por ser bela que a amo tanto.
Nem que me paguem não vou de cá.
Quanto te deixo, ai que saudade…
Sinto os meus olhos brilhar de pranto,
Mas ao voltar que felicidade:
Sinto-me presa ao teu encanto
Em toda a Beira não há igual
Por isso a amo com amor profundo.
É a mais bela de Portugal,
Mais pitoresca de todo o mundo.»
Espaço de opinião de autoria de José Carlos Mendes
20/11/2009
Vizinhança
Passados dias, a resposta chegou no figurino de comentário feito neste espaço.
É evidente que ele lê tudo o que aqui é escrito. O meu sms não adiantou nada, tal como eu suspeitava!
Fiquei com a noção exacta do poder das novas formas de comunicação e da possibilidade de um espaço, como este blog, poder servir como elo de ligação entre os muitos casteleirenses que vivem longe.
Afinal, este meu amigo está sempre bem perto, como nos tempos de vizinhança do “Largo Ribeiro dos Santos”.
Novo Governador Civil

19/11/2009
Lar - Orçamento e Plano aprovados
No passado dia 14 de Novembro, e no cumprimento dos Estatutos, realizou-se a Assembleia Geral do Lar e Centro de Dia de S. Salvador do Casteleiro, onde foram aprovados, por unanimidade, o Orçamento e o Plano de Acção para o ano de 2010, documentos essenciais que irão ajudar a crescer, ainda mais esta instituição que os casteleirenses fizeram brutar desta terra dura, mas com gente do coração forte.Quero registar, em primeiro lugar, o significativo número de associados presentes, o que aliás não era normal, e que enriqueceram esta Assembleia com a troca de ideia e sugestões. É certo que ultimamente o número de pessoas que querem colaborar com esta casa tem vindo a aumentar, mas este, deve ser o esforço a desenvolver por cada um dos associados.
Como diria o saudoso poeta e cantor: “ traz outro amigo também”. Nós subscrevemo-lo!
Para quem não pode estar presente, é bom transmitir aqui as palavras de confiança que a actual Direcção nos brindou, dando-nos conta do imenso trabalho desenvolvido nestes dez meses à frente da instituição.
Confiança:
- na melhoria dos cuidados a prestar aos utentes, nas vertentes de Centro de Dia, Apoio Domiciliário e Lar, das quais destaco: assistência médica uma vez por semana; serviço de enfermagem 3 a 4 dias por semana, com a responsabilidade da gestão da medicação dos utentes e todos os serviços inerentes à situação de cada um;
- na melhoria da alimentação, com selecção cuidadosa dos produtos e ementas orientadas por uma nutricionista;
- na melhoria do serviço prestado ao Apoio Domiciliário, com visitas regulares a estes utentes, pela Directora Técnica, tomando conhecimento das suas necessidades e colaborar na resolução;
- na melhoria da formação de todo o pessoal que aqui trabalha
- na gestão de todos os serviços, actualmente assegurados pela Directora Técnica.
Por último e porque estamos a construir uma instituição de referência, é justo informar que brevemente teremos um fisioterapeuta e uma assistente social (em situação de estágio profissional), e uma animadora cultural.
Que mais se pode exigir a esta Direcção que definiu muito claramente o seu objectivo de melhoria desta nossa instituição e que tão boas provas tem dado?!
Continuem o vosso trabalho e, claro está, contem com todos nós!
16/11/2009
Obrigado pela boa vontade, meus amigos!
Pelo contrário, infelizmente, em muitas aldeias do nosso País, as instituições morrem, as pessoas desinteressam-se e entra-se em preocupante situação de paralisação.
A nossa terra tem três instituições muito interessantes: a autarquia, com os seus dois órgãos, a Junta e a Assembleia de Freguesia; o Centro; e o Lar.
São três pontos fortes do Casteleiro. E oxalá que nunca morram.
O Centro, que ajudei a criar nos primórdios, tem um registo de intervenção que dá pouco nas vistas, mas devo dizer que sempre gostei muito de acompanhar o que ali se passa, mesmo que de longe. Pelo que oiço, tornou-se ao longo dos anos, cada vez mais, num ponto de encontro para convívios de tipo diversificado. O que é bom.
O Lar tem a maior importância para a nossa terra. É o amparo dos nossos mais velhos e é uma esperança de apoio para todos os que precisarem. E não só do Casteleiro: não há mal nenhum em que pessoas de outras terras onde não existe este tipo de estrutura possam beneficiar dos serviços do Lar. Sei que está a ficar melhor. E isso agrada-me.
E quanto à Junta e Assembleia, só duas palavras: muito bem. Ou seja: acho que ainda bem que nos últimos mandatos estas duas sedes do Poder Local ganharam alguma maior visibilidade e uma importância crescente – ao que sei até fora da freguesia, pelo menos ao nível concelhio.
Fico muito satisfeito com dois factos. Primeiro: estas instituições funcionam, e agora melhor do que antes; segundo: há agora mais gente e mais jovem, com nova mentalidade, mais aberta e mais moderna, empenhada em fazer funcionar estas realidades.
Às vezes falo destas coisas aos meus amigos.
Eles quase nem acreditam que as coisas funcionem assim lá longe, no meio da serra – como eles dizem, e eu gosto de os ouvir dizer isso… para depois lhes dar uma tareia de realismo (porque para eles tudo o que seja longe do Marquês de Pombal é demasiado longe).
Aos meus vários amigos e conhecidos que agora estão nestas frentes de combate, só uma palavra: Força!
Cá de longe, quero estar com vocês em tudo aquilo que possam fazer pelas pessoas da minha e vossa terra. Se eu puder ser útil, por favor telefonem, mandem um «mail», digam qualquer coisinha.
E… obrigado pela boa vontade.
Mesa das Juntas

O Casteleiro passou a estar representado nesta estrutura, através do seu presidente da Junta de Freguesia.
14/11/2009
Daqui Viseu
O mais importante no homem não é o poder, a fama e a glória, mas sim as obras e o bem-fazer em prol do engrandecimento de uma povoação e do bem-estar das suas gentes.Para tal, há que ter amor, força e persistência, já que este nosso querido Casteleiro bem merece que saia duma certa letargia e dum esquecimento por parte de quem tem poder de decisão, sabendo-se que memórias históricas e potencialidades não lhe faltam.
Não sendo considerada “aldeia histórica”, tem, na verdade, a sua história que a podemos e devemos divulgar e enaltecer, trabalhando para isso.
Eu por mim, já dei o lamiré. Agora há que dar as mãos e unir esforços para que, com a colaboração de todos os Casteleirenses, se ressuscitem as tradições, os usos e costumes, as memórias, ricas de um passado histórico, e se preservem lugares, coisas, obras rústicas e típicas que chamem a atenção e atraiam, não só os filhos da terra ausentes, mas também turistas, uma vez que o turismo é uma fonte de riqueza para o comércio e indústria hoteleira.
Que o Programa de Acção, apresentado pela nova Junta de Freguesia, ao qual se poderão adicionar outras propostas, venha a contribuir para o engrandecimento do nosso lindo e risonho torrão natal — CASTELEIRO e para o bem-estar da boa gente que nele nasceu e vive, são os votos de um filho seu,
"Daqui Viseu", espaço de opinião de autoria de Daniel Machado
Jantar/Convívio
13/11/2009
Feira de S. Martinho no Casteleiro
É bom podermos sair da vida agitada dos nossos dias e mergulharmos neste ritual da Feira de S. Martinho, nesta aldeia marcada fortemente pela emigração, e que todos os anos nesta data pára a sua actividade para conviver, e fazer as compras há muito desejadas.
Que para o ano se repita!
11/11/2009
Dia de S. Martinho

· A cada porco vem o seu S. Martinho.
· Em dia de S. Martinho atesta e abatoca o teu vinho.
· Martinho bebe o vinho, deixa a água para o moinho.
· No dia de S. Martinho, fura o teu pipinho.
· No dia de S. Martinho, come-se castanhas e bebe-se vinho.
· No dia de S. Martinho, lume, castanhas e vinho.
· No dia de S. Martinho, mata o teu porco e bebe o teu vinho.
· No dia de S. Martinho, vai à adega e prova o teu vinho.
· Pelo S. Martinho abatoca o pipinho.
· Pelo S. Martinho castanhas assadas, pão e vinho.
· Pelo S. Martinho mata o teu porquinho e semeia o teu cebolinho.
· Pelo S. Martinho nem nado nem no cabacinho.
· Pelo S. Martinho prova o teu vinho; ao cabo de um ano já não te faz dano.
· São Martinho, bispo; São Martinho, papa; S. Martinho rapa.
· Se o Inverno não erra o caminho, tê-lo-ei pelo S. Martinho.
· Se queres pasmar o teu vizinho, lavra, sacha e esterca pelo S. Martinho.
· Veräo de S. Martinho säo três dias e mais um bocadinho.
· Vindima em Outubro que o S. Martinho to dirá.







