Mostrar mensagens com a etiqueta daniel machado. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta daniel machado. Mostrar todas as mensagens

03/12/2012

A razão do sim aos feriados

Após a morte do jovem-Rei D. Sebastião, na batalha de Alcácer-Quibir, este não tendo descendentes diretos, subiu ao trono o Cardeal D. Henrique que já de idade avançada, doente e não tendo também descendentes, reuniu pela última vez as cortes, em Almeirim, e indicou para seu sucessor Filipe II de Espanha.
Decisão tomada, o Prior do Crato com um pequeno exército tentou resistir, mas foi vencido na batalha de Alcântara, perdendo-se assim a Independência com a proclamação de Filipe I, rei de Portugal. Era o início do reinado Filipino desde 1580 a 1640.
Sessenta anos durou o cativeiro, até que, na manhã do dia 1 de Dezembro de 1640, despertou a aurora, rica de promessas. Os grilhões, carcomidos pela ferrugem dos erros castelhanos, quebraram-se; a base do trono, mirrada pela hipocrisia e cobiça, ruiu estrondosamente nesse 1º de Dezembro de 1640. Portugal riu-se do papão, caído de bruços, e o medo-arma psicológica- venceu-se a si mesmo e o “jovem Rei-Sol” voltou triunfante com a vitória dos 40 conjurados de 1640.
Todos, remoçados da alma nacional, com fé no ressurgimento nacional, saíram para a rua e, no coração de cada um, cresceu a esperança, ateou-se o fogo sagrado. Portugal, o gigante, que desconhecia a sua força, conscientemente aprendeu a lição dos seus heróis que galhardamente derrubaram do trono o poderio espanhol e aclamaram D. João IV, Rei de Portugal.
Por outras razões, o povo português republicano, o exército e a armada, descontentes com a má governação dos atuais políticos monárquicos, outra solução não havia a tomar, senão empreender uma revolução de que resultou a vitoriosa implantação da República, no dia 5 de Outubro de 1910.
Exilado o Rei D. Manuel II, foi nomeado um governo provisório, a que presidiu Teófilo Braga. 
Eis a lição profunda da página histórica dos conjurados de 1 de Dezembro de1640 e dos revolucionários de 5 de Outubro de 1910.
Com tais feitos heroicos, impensável seria retirar os feriados, ainda que provisoriamente, de 1 de Dezembro, dia da restauração da Independência de Portugal do jugo de Espanha; do dia 5 de Outubro, comemorativo da implantação da República com os seus ideais e dos dias de Corpo de Deus e de Todos os Santos, dias Santos de Guarda, de tão grande devoção da maioria do povo português, mas, mesmo assim, foram retirados.
Rasgar a história, a memória coletiva dum povo que é Portugal, é imperdoável traição. Por certo cada um de nós ainda não rasgou a história na sua mente e no coração ainda não se apagou o amor sagrado da Pátria. Sendo assim, á luz fulgurante da nossa história, descobriremos o sentido profundo e atual destes dias no coração de portugueses e guardaremos a alta lição dos conjurados e dos revolucionários-uma página da história de imputável valor heroico.
Assustados e revoltados, dos heroicos conjurados e revolucionários que jazem no eterno descanso ouvem-se gritos de contestação, dizendo que só se calarão, quando os feriados retirados voltarem a ser comemorados e guardados.
Em sinal de agradecimento e reconhecimento, desculpai terem-vos quebrado o silêncio sagrado em que viveis. Obrigado pelo vosso heroísmo, porque até na sepultura sois heróis
Descansai eternamente que bem o mereceis, na certeza de que Portugal continuará a respeitar e a comemorar os dias 1 de Dezembro de 1640 e 5 de Outubro de 1910.

 
 
"Daqui Viseu", espaço de opinião de autoria de Daniel Machado

21/10/2012

Finalmente, S. Salvador já tem Bandeira
























Ao ler-se na bandeira “S. SALVADOR,VELAI POR NÓS”, é, por certo, um apelo dum povo com fé e devoção a S. Salvador, eleito pelos nossos antepassados como Padroeiro da Freguesia do Casteleiro.
Com o globo numa das mãos, simbolizando que é Deus do Universo, o Senhor Salvador do Mundo - o Padroeiro da Freguesia do Casteleiro, por razões óbvias, não tendo uma bandeira (estandarte), finalmente, agora já a tem, graças à iniciativa, persistência e empenho, em especial, do casal D. Angelina e José Marques Antunes, a quem, com aplausos, apresentamos os nossos agradecimentos.




"Daqui Viseu", espaço de opinião de autoria de Daniel Machado

26/09/2012

Dia Internacional do Idoso



Celebra-se, no próximo dia 1 de Outubro, o Dia Internacional do Idoso, instituído pela ONU-Organização das Nações Unidas.
A instituição deste dia tinha como objetivo reconhecer os idosos e o envelhecimento demográfico da humanidade, criando-se condições de acolhimento, bem-estar social, económico, cultural e espiritual que bem mereciam.
Nós e vós jovens, se, nas Instituições Particulares de Solidariedade Social ou cá fora, muito mais não lhes pudermos dar, poderemos, com certeza, e é mesmo nosso dever e obrigação, dar-lhes, ao menos, conforto, carinho e afeto e agradecer-lhes todos os ensinamentos que nos transmitiram, resultantes da sabedoria e experiência que, com suor e lágrimas, adquiriram nessa douta “Universidade da vida”.
Em memória e reconhecimento, apelamos às novas gerações que respeitem e sigam o nobre exemplo daqueles que nos ensinaram a trabalhar nos diversos campos da vida e a viver esse “modus vivendi”, fruto duma aprendizagem e experiência adquiridas, ao longo dos anos, na “Universidade da vida”.




"Daqui Viseu", espaço de opinião de autoria de Daniel Machado




05/09/2012

CACC - Almoço/Convívio



Como já vem sendo tradição e no intuito de os nossos emigrantes e outros sócios não residentes no Casteleiro poderem também usufruir do Almoço/Convívio que o Centro de Animação Cultural do Casteleiro, todos os anos, após a Festa de Santo António, oferece a todos os sócios e seus familiares, o mesmo teve lugar no dia 15 de Agosto, Quinta-Feira da Assunção, no referido salão do Centro Cultural.

Chegada a hora de ser servido o almoço, as travessas de arroz com feijão, de febras e de carne entremeada não tardaram a chegar às mesas, já ocupadas por um razoável número de sócios e familiares a que se juntou o nosso Pároco, Sr. P.e César que muito nos honrou neste Almoço/Convívio.












Sem preconceitos e com o espírito de boa disposição e sã camaradagem, assim decorreu, uma vez mais, o desejado e tradicional Almoço/Convívio, onde a ementa, para além do arroz com feijão, acompanhado com febras e carne entremeada, teve, como sobremesa, melão e queijo, tudo com fartura e à descrição, não faltando, é claro, as variadas bebidas.

Satisfeitos e com a disposição de para o ano voltarmos, até lá, bem-haja à Direção e seus cooperantes.




"Daqui Viseu", espaço de opinião de autoria de Daniel Machado

04/07/2012


Volvidos que são 38 anos, após aquela radiosa manhã de 25 de Abril de 1974 que nos devolveu a liberdade, a democracia e a igualdade, parece quererem enevoá-la, valendo-se da tão falada crise e do esquecimento das promessas feitas em discursos empolgantes com palavras maviosas que encantam os ouvidos e extasiam o espírito, cativando e convencendo quem as ouviu e muito mais a quem diretamente foram dirigidas.
E se é verdade que tudo isto é no auge da euforia, das promessas em troca de benesses, não menos verdade é que o homem, cego na vaidade e envaidecido com a glória do poder, a pouco e pouco, aquando já no poder, se vai esquecendo das promessas feitas nas campanhas eleitorais. E a acontecer, a frustração é para quem acreditou e a mentira para quem prometeu e não cumpriu.
Nada agradável é, mas tudo isto acontece e se ouve, dia a dia, da boca dos mais eminentes políticos aos mais humildes.
Sendo assim, urge perguntar:
Onde está o cumprimento das promessas feitas em plenas campanhas eleitorais? Onde está a verdade e a solidariedade? Nas palavras vãs, saídas da boca dum governante que hoje diz sim e amanhã diz não, escudando-se na famigerada crise, para, em cada dia e após dia a dia, impor mais e mais austeridades sobre a já pesada austeridade imposta pela Troika?
Não, assim não. Basta!... Quem está no poder não deve esquecer-se do que assinou no acordo com a Troika, sinal de que não deverá ir além do que foi assinado. Caso contrário, é inverter a verdade e a solidariedade que não são só palavras lindas e cativantes. São muito mais do que simples palavras, são palavras com algo de místico que a troco não devem levar alguém a aceitar a glória e muito menos o poder ditatorial.
Ao serem retirados os subsídios de Férias e de Natal, a quererem baixar os salários, com os aumentos do desemprego, dos preços dos produtos alimentares, dos combustíveis, da água, luz, gás, taxas moderadoras, consultas, análises, radiografias, transportes, etc., etc.; com o fecho de escolas, centros de saúde, tribunais e outros serviços; com a extinção de freguesias; com o abandono do cultivo das terras por falta de incentivos e apoio governamental, provocando mais e mais empobrecimento e desertificação no interior do país, há que perguntar: O que é isto? É para manter e avivar a identidade e as raízes dum povo? É Solidariedade? Não. É uma imposição, resultante de abuso do poder, porque solidariedade é dar e não retirar regalias sociais, em especial, aos mais carenciados; solidariedade é dar trabalho a quem quer trabalhar; solidariedade é o 25 de Abril de 1974, com liberdade, democracia e igualdade; solidariedade é algo ainda mais, é dar lenitivo a quem tem fome; solidariedade é dar a alguém que está doente, triste, através de carinho, dum gesto ou dum sorriso, a alegria de viver; solidariedade é ajudar, sem ninguém ver e saber, o amigo e o inimigo, o pobre e o rico, o doente e o são, todo e qualquer ser que necessite duma palavra amiga e tranquilizadora; solidariedade é um dos muitos degraus da vida que leva o homem a ser Homem e a alcançar uma Vida para o Bem, partilhando com o seu irmão a solidariedade de um pedaço do seu pão.              
Por último, queremos dizer ao Sr. 1.º Ministro, Dr. Passos Coelho, que, na verdade, “Os portugueses já não estão perante o abismo…”, porque já “estão no fundo do abismo a olharem para cima”, na esperança de que alguém, com bom senso e solidariamente, os salve, porquanto “a paciência dos portugueses” já se esgotou.



 
"Daqui Viseu", espaço de opinião de autoria de Daniel Machado
                                 

12/06/2012

O mês de Junho e Camões


O mês de Junho é por excelência o mês do mais insigne e genial vate português, Camões e dos três mais populares santos, St.º António, S. João e S. Pedro, assim:
10 de Junho - Camões
13 de Junho - St.º António
24 de Junho - S. João
29 de Junho - S. Pedro
É sobre o 10 de Junho e Camões que iremos tecer algumas considerações, lembrando que até ao dia 24 de Abril de 1974, o 10 de Junho era “DIA DE CAMÕES, DE PORTUGAL E DA RAÇA”, passando depois a ser considerado o “DIA DE PORTUGAL, DE CAMÕES E DAS COMUNIDADES PORTUGUESAS,” espalhadas por todo o mundo.
De Camões, pena é que grande parte da sua biografia ande envolta em sombras e cuja verdade histórica esteja longe de se conhecer em definitivo. E se algo de muito e bom chegou até nós, inverosímil, porém, é que a sua data de nascimento, de naturalidade e de outros acontecimentos não sejam ao certo conhecidos, já que o imortal épico português tal não merecia. Assim, diz-se que, numa breve biografia que até nós chegou, “Camões, de nome Luís Vaz de Camões, filho de Simão Vaz de Camões e de Ana de Sá e Macedo, terá nascido em 1524 ou 1525 e Lisboa e Coimbra disputam entre si o berço do seu nascimento.
De 1531 a 1541 terá ido a estudar Humanidades para Coimbra, cuja licenciatura não concluiu por se ter envolvido em vários desacatos, o que provocou a sua ida para Lisboa. Em Lisboa, trocando os estudos pelo ambiente da Corte de D. João III, foi afastado da Corte, onde permaneceu de 1542 a 1545 e desterrado para o Ribatejo, por, diz-se, morrer de amores pela formosa Dona Catarina de Ataíde, a quem ele imortalizou sob o anagrama de Natércia. Continuando com uma vida leviana e os planos amorosos terem ido por água abaixo, ao ver-se desiludido com tudo isto, solicita ao Rei para ir para a guerra no Norte de África. Aceite o pedido, em 1547 vai para o Norte de África, onde na batalha não morre, mas tem a infelicidade de ficar sem o olho direito.
Finda a missão em África, três anos mais tarde, regressa a Lisboa, onde não tarda em voltar à vida de boémio e envolvendo-se novamente em desacatos, em 16 de Junho de 1552 fere, numa rixa, Gonçalo Borges, funcionário da Corte, o que lhe valeu um ano de prisão, onde diz-se ter composto o primeiro Canto de “Os Lusíadas.”
Libertado, em 7 de Março de 1553, por carta régia de perdão, assinada por D. João III, no mesmo ano é enviado para a India com o resto da Armada. No caminho marítimo para a India conhece diversas civilizações e culturas, adquirindo assim muita experiência para escrever os poemas.
Em Goa participa em várias expedições, continua a escrever “Os Lusíadas” e parte depois para Macau, onde numa gruta, vivendo em condições horríveis, escreveu a maior parte de “Os Lusíadas”.
Em Macau ainda, foi Provedor dos Defuntos e Ausentes. Acusado de irregularidades, prenderam-no e sob prisão volta para Goa. Nesta viagem teve um trágico naufrágio de que saiu são e salvo, bem como “Os Lusíadas.” 
Chegado a Goa, posto em liberdade, graças à influência do Conde de Redondo, teve logo de sair e voltar para Portugal, mas como não havia barcos para Portugal, parte de Goa para Moçambique, para depois seguir para Lisboa. 
Em Moçambique, continuando a viver na miséria, encontrou lá um velho amigo de nome Diogo do Couto que o traz de volta a Lisboa (1569).
Já em Lisboa goza os seus últimos anos de vida com dificuldade e, já doente e a viver de esmolas, em 1572 consegue publicar “Os Lusíadas”, graças á influência de vários amigos, junto do rei D. Sebastião.
Como recompensa régia é-lhe concedida uma tença anual de 15.000 réis, uma mísera esmola que não o impediu de viver na miséria durante os restantes anos de vida e, na miséria, viria a morrer de doença cardíaca, no dia 10 de Junho de 1580, em Lisboa, cujo enterro foi pago por uma Instituição de Caridade, a Companhia dos Cortesãos.”
Com “Os Lusíadas” publicados, personificando primorosamente a Raça Lusa e tão magistralmente neles narrados e cantados os grandes e heroicos feitos dos Portugueses, Camões, ilustre vate português, após privações e conturbada vida, incompreensivelmente, não tendo sido lembrado em vida, na morte, só em 10 de Junho de 1933 se comemorou pela primeira vez, a nível nacional, o 10 de Junho, como “DIA DE CAMÕES”, para depois passar a ser “DIA DE CAMÕES, DE PORTUGAL E DA RAÇA”.
E como, em todos os anos, esta celebração vem sendo habitual, Lisboa, designada pelo Sr. Presidente da República, foi a sede das comemorações do dia 10 de Junho de 2012, o então “Dia DE PORTUGAL, DE CAMÕES E DAS COMUNIDADES PORTUGUESAS”, ano em que decorridos são 432 anos sobre a sua morte, Camões, militar valoroso, poeta insigne, bem mereceu  tão honrosa distinção, pecando por tardia, porque foi e é, sem dúvida, o Príncipe dos poetas, jamais igualado e frustradamente imitado, a não ser nos transes da ventura, como atesta a poesia dum outro grande poeta que foi Bocage, abaixo transcrita:

A CAMÕES
Camões, grande Camões, quão semelhante
Acho teu fado igual ao meu, quando os cotejo!
Igual causa nos fez, perdendo o Tejo
Arrostar c’o sacrílego gigante;

Como tu, junto ao Ganges sussurrante,
Da penúria cruel no horror me vejo;
Como tu, gostos vãos, que em vão desejo,
Também carpindo estou, saudoso amante.      
         
Ludíbrio, como tu, da sorte dura,
Meu fim demando o Céu, pela certeza
De que só terei paz na sepultura.
         
Modelo meu tu és… mas - oh, tristeza!...
Se te imito nos transes de ventura,
Não te imito nos dons da natureza!

Se bem que este soneto traduz a claro o valor e enaltecimento do autor de “Os Lusíadas”- Epopeia Nacional - que, numa antevisão maravilhosa, cantou e esculpiu com letras de ouro toda a glória da “Ocidental Praia Lusitana”, não nos poderemos furtar a dizer que, se “Os Lusíadas”, com a tessitura do condigno poema épico que é, o imortalizaram e o tornaram sobejamente bem conhecido em todo o mundo, não é menos digno de imortalidade como lírico. Nesta qualidade foi também exímio no emprego da métrica tradicional de redondilha e aperfeiçoou genialmente as suas formas que Sá de Miranda importara. 
Para corroborar esta nossa afirmação, eis, ao acaso, um dos muitos sonetos que nos legou:

ALMA MINHA…

Alma minha gentil, que te partiste
Tão cedo desta vida descontente,
Repousa lá no Céu eternamente
E viva eu cá na terra sempre triste!

Se lá no assento etéreo, onde subiste,
Memória desta vida se consente,
Não te esqueças daquele amor ardente,
Que já nos olhos meus tão puro viste.

E, se vires que pode merecer-te
Algũa cousa a dor que me ficou
Da mágoa sem remédio de perder-te,

Roga a Deus, que teus anos encurtou,
Que tão cedo de cá me leve a ver-te
Quão cedo de meus olhos te levou!


 


"Daqui Viseu", espaço de opinião de autoria de Daniel Machado

09/03/2012

António José Seguro no Casteleiro
























No dia 25 de Fevereiro findo, o Secretário Geral do PS, Dr. António José Seguro, em final de visita ao Distrito da Guarda, honrou o Casteleiro, freguesia do concelho do Sabugal, com a sua presença no Restaurante “Casa da Esquila”, onde jantou com mais de uma centena de militantes e apoiantes, entre os quais se encontravam Casteleirenses.
Agradecendo a presença de todos, António José Seguro não concordando com o encerramento de todos os 47 tribunais, onde está incluído o tribunal do Sabugal, propõe que, “em vez de as pessoas se deslocarem aos concelhos vizinhos, originando custos e mais dificuldades no acesso à justiça, sejam os magistrados a deslocarem-se aos locais para a realização dos julgamentos.”
E, no seguimento das suas críticas, quanto ao abandono das gentes do interior e da extinção das freguesias, António José Seguro, contrariando o projeto governamental da reforma do poder local, disse que “o país precisa de uma reforma administrativa, mas não precisa de uma má reforma administrativa e que o poder local não pode ser feito à régua, esquadro e calculadora em qualquer gabinete do Terreiro do Paço.”
Por fim, após ter manifestado o agrado de ter sido bem recebido e servido num empreendimento rural com aquela dimensão e qualidade, no Casteleiro, e onde foi dado trabalho a uma dezena de profissionais, António José Seguro agradeceu e deu os parabéns ao seu proprietário, Rui Cerveira e recebeu das mãos do seu autor o livro “MEMÓRIAS, USOS E COSTUMES DUM POVO-CASTELEIRO,” seguindo, de seguida, viagem para Viseu.






"Daqui Viseu", espaço de opinião de autoria de Daniel Machado

Testamento do Galo
























Se o testamento do galo é já uma das tradições, ressuscitar outras de índole cultural, social e religiosa é reviver as memórias, usos e costumes de antanho, dos nossos antepassados; é honrar a memória de todos os que nasceram no Casteleiro, vivem ou jazem no eterno descanso; é engrandecer e dar a conhecer melhor este lindo e risonho Povo que é o Casteleiro, assim o esperamos.
O Centro de Animação Cultural do Casteleiro, como já o fizera a Junta de Freguesia, no dia 19 de Fevereiro passado, Domingo de Carnaval, pelas 15 horas, no Largo de S. Francisco, reviveu, uma vez mais, através dum grupo de jovens e crianças, o testamento do galo.
Lidas, por cada uma das crianças, quadras do testamento do pobre galo, no Lar e no Largo de S. Francisco, provocando alegria, gargalhadas e aplausos, o galo foi, desta vez, oferecido ao Sr. Professor Jerónimo Jorge Amarelo.
Parabéns a todos.




"Daqui Viseu", espaço de opinião de autoria de Daniel Machado



14/12/2011

Nascer Casteleiro

É Natal.
Natal é nascer, é vida. Assim, nesta quadra natalícia, é de louvar e bom é lembrar que a actual Junta de Freguesia do Casteleiro, em tempo de campanha eleitoral, prometeu incentivar a natalidade e ajudar com 500,00 euros os jovens casais que residam na freguesia do Casteleiro.
Com esta iniciativa, denominada “NASCER CASTELEIRO”, a Junta de Freguesia, em 27.12.2009, cumpriu a promessa com a atribuição do primeiro subsídio de 500,00 euros ao casal Victor Fortuna e Suzete pelo nascimento da filha Raquel e, em 02.05.2010, no decurso da 1.ª Festa da Caça, volta a entregar mais um subsídio de 500,00 euros a cada um dos casais Rui e Jéssica, Luís Soares e Ana pelos nascimentos dos filhos, respectivamente, Rogério e Juliana.

















No ano seguinte, já em tempo de crise, a Junta de Freguesia, alheando-se à mesma e continuando fiel ao compromisso assumido, com os nascimentos da Francisca, filha do José António e da Nazaré Rosário; do Simão, filho do Sérgio e da Beatriz Nabais e da Leonor, filha do Rui Cerveira e da Isabel Fortuna, em 09.10.2010, fez, mais uma vez, a entrega de três envelopes com 500,00 euros a cada um dos casais citados, como poderão ser vistos nestas fotografias.


Certos de que este contributo prevalecerá e muitos mais subsídios serão entregues, para todos os Casteleirenses residentes e não residentes um FELIZ NATAL E PRÓSPERO ANO NOVO.









"Daqui Viseu", espaço de opinião de autoria de Daniel Machado

20/11/2011

Casteleiro homenageou o seu Pároco




















Foi no radioso dia 18 de Setembro de 2005 que um jovem sacerdote, de nome César António da Cruz Nascimento, acompanhado pelo já falecido e saudoso P.e Francisco Domingos Chorão, deu entrada no Casteleiro, como Pároco.
Decorridos seis anos, como prova de agradecimento e amizade, a Paróquia do Casteleiro, com o apoio das forças vivas da freguesia do Casteleiro, Assembleia e Junta de Freguesia, Comissão Fabriqueira da Igreja, Centro Cultural, Lar e Clube de Caça e Pesca, a que se juntou a “Casa da Esquila”, na pessoa do seu proprietário, Rui Cerveira, oferecendo o almoço/convívio, quis prestar-lhe uma singela homenagem, pelos seis anos, como Pároco.
As pessoas, as palavras, as imagens, os gestos e os actos, tudo isto constatado, no princípio e no fim da missa Dominical do dia 9 de Outubro de 2011 e, de seguida, às 13 horas, no Centro Cultural, com o almoço/convívio, gentilmente oferecido pela “Casa da Esquila” de que é proprietário, como já se disse, o nosso amigo e solidário, Rui Cerveira, a quem apresentamos o nosso muito e muito obrigado, são a afirmação positiva, a prova provada da oportuna e merecida homenagem e dizer-lhe que a Paróquia, o Casteleiro estão com o seu Pároco, agora e sempre, com amizade e respeito.
Abaixo se transcreve parte da homenagem prestada:

"Sr. P.e César
A Paróquia do Casteleiro quis, e muito bem, prestar-lhe uma singela homenagem pelos seis anos de Pároco, nesta freguesia do Casteleiro.
É precisamente com umas humildes, mas sentidas palavras que iniciamos esta homenagem, para lhe dizermos o que sentimos e desejamos, recordando o memorável dia 18 de Setembro de 2005, em que, pela primeira vez, entrou, como Pároco, no Casteleiro, acompanhado do seu ante sucessor – o Sr. P.e Chorão.
Foi neste dia que esta boa gente do Casteleiro o foi esperar e, de braços abertos, com palmas, o recebeu, no Largo de S. Francisco e o acompanhou, a que outros paroquianos se juntaram durante o percurso, até à Igreja, onde muitos fiéis já se encontravam para a concelebração da Missa Dominical com o Sr. P.e Chorão.
E se, inicialmente, ansiedade e expectativa havia em todos nós para conhecermos o Sr. P.e, bem depressa esta mesma ansiedade e expectativa se tornou numa boa realidade, numa vinda desejada e acertada dum jovem sacerdote, para alegria e bem deste seu novo Povo de Deus.
Agradecidos, aqui estamos, para, com humildade, lhe prestarmos, é verdade, uma singela homenagem; para, com sinceridade, lhe dizermos que orgulhosos estamos por ser nosso Pároco, há seis anos; por ser o sacerdote que é, sem “maçar” e, com sensibilidade cristã e humana, saber tocar e entrar na alma de cada paroquiano pela porta do coração e nela semear, grão a grão, a semente da Palavra de Deus; por ser a Pessoa que é, boa, culta, sociável, respeitadora e respeitada e sempre prestável; por nos transmitir e desejar, não só no início das missas que aqui celebra, mas também, sempre, assim: “Bom dia a todos”, a que, em coro, toda a Comunidade Cristã presente retribui, dizendo: “Bom dia Sr. P.e”; por, com carinho e amor, querer, junto do altar e a seu lado, as crianças e jovens; por tudo isto e por muito mais que muitos outros paroquianos poderiam dizer-lhe, que já lhe disseram ou que ainda lhe poderão dizer e não foi dito aqui, queira, Sr. P.e César, num só amplexo, aceitar umas pequenas lembranças, resultantes da expressão sincera de apreço e respeito que esta Paróquia do Casteleiro nutre por V. Rv.cia, como Pároco, Sacerdote e Pessoa, augurando-lhe muita saúde e prosperidades no múnus da sua vida sacerdotal e pessoal e que, por muitos anos, nesta freguesia do Casteleiro, apague, já que mais não seja, simbolicamente, as velas, nos dias 18 de Setembro de cada ano.
Bem-haja, Sr. P.e César."







"Daqui Viseu", espaço de opinião de autoria de Daniel Machado

29/10/2011

"Casa da Esquila" em Viseu

Foi com satisfação e orgulho que soube da participação do Restaurante “CASA DA ESQUILA”, sito em Casteleiro-Sabugal, no “VIII Festival do Caldo/Festa da Sopa”, promovido pela Confraria de Saberes e Sabores da Beira “ Grão Vasco”, em Viseu, no dia 15 de Outubro findo.
Sabendo-se que a sopa, com reconhecidas virtudes terapêuticas, é, para além da “tranca da porta”, um meio de preparar o estômago para receber os outros alimentos, quando vitaminada e bem confeccionada, mesmo assim, com estes ingredientes, nem sempre é pedida e comida.
Não foi, porém, assim, aqui em Viseu. Havendo só sopas, das cerca duas mil pessoas presentes que as provaram, soube que, dos muitos apreciadores que degustaram a sopa “chuchu”, apresentada pela “CASA DA ESQUILA”, gostaram e manifestaram ser uma das mais apreciadas.
Mas, alto lá, para os bons garfos, o Restaurante “CASA DA ESQUILA” não tem só boas sopas, tem, em especial, óptimos pratos e deliciosas sobremesas, onde poderão apreciar e confirmar.






Sendo assim, para a “CASA DA ESQUILA”, na pessoa do seu dinâmico e competente proprietário, Rui Cerveira, vão os nossos sinceros parabéns e votos do melhor sucesso no múnus da sua vida profissional e pessoal.






"Daqui Viseu", espaço de opinião de autoria de Daniel Machado

14/09/2011

Sandra Fortuna

É com muita alegria, repleta de muitos parabéns que eu pessoalmente e, certamente, o concelho do Sabugal, em especial o nosso Casteleiro, nos orgulhamos da nossa querida conterrânea, Dr.ª Sandra Fortuna por ter sido escolhida e eleita para integrar a Comissão Nacional do PS, órgão máximo deste partido.
Esta escolha é mais uma distinção e qualificação, que bem merece e, por arrastamento, para engrandecimento da sua Terra Natal – o Casteleiro.
Renovo os meus sinceros parabéns e votos dum bom trabalho.





"Daqui Viseu", espaço de opinião de autoria de Daniel Machado